5 De Janeiro
O "Após" da Vida de Poder
"Para onde vou, não me podes seguir agora; mais tarde, porém, me seguirás", João 13.36.
"Depois
de assim falar, acrescentou-lhes: segue-me." Três anos antes, Jesus lhe
dissera: "Segue-me" e Pedro o seguira facilmente, preso ao fascínio de
Jesus, sem precisar que o Espírito Santo o impelisse a fazê-lo. Depois,
houve o momento em que negou a Jesus e seu coração se abalou. Recebeu,
depois, o Espírito Santo e eis que Jesus lhe tornou a dizer: "Segue-me".
Ali e agora nada mais há diante dele, ninguém mais, a não ser o Senhor
Jesus Cristo. O primeiro "Segue-me" nada tinha de místico, fora um
seguir externo; agora é um seguir que implica um certo martírio
interior, João 21.18.
Entre a primeira e a segunda vez, Pedro
negara a Jesus com pragas e maldições e verificou que sua própria força e
auto-suficiência para nada lhe serviriam mais. Não havia nele uma só
fibra na qual pudesse voltar a confiar e, nesse estado de desprimor e
desvalorização, passou a ter as condições para poder receber o dom do
Senhor ressurrecto. "Soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito
Santo". Não importa quais as mudanças que Deus haja operado na sua vida –
nunca confie nelas; confie apenas na Pessoa, no Senhor Jesus Cristo e
no Espírito que ele ainda dá.
Todos os nossos votos e resoluções
acabarão negando Jesus porque não temos forças para cumpri-los. Quando
compreendermos que não somos nada por nós mesmos, não apenas
imaginariamente, mas em facto comprovado de toda a realidade, aí então
poderemos receber o Espírito Santo. "Recebei o Espírito Santo" – dá-nos a
ideia de uma invasão. Nossa vida passa a ter apenas uma estrela que
guia – o Senhor Jesus Cristo.
P/ Oswald Chambers
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