A visão de Paulo a caminho de
Damasco não foi uma emoção passageira, mas apenas uma visão que lhe deu
directrizes claras e firmadas; e ele afirma: "Não fui desobediente à visão
celestial". E o que o Senhor disse a Paulo, na verdade, foi: toda a tua
vida será um domínio meu; não terás mais objectivos, nem metas, nem alvos, a
não ser os meus. "Eu te escolhi".
Quando nascemos de novo, todos
nós temos intuições de como Jesus quer que nos tornemos – se é que somos
realmente espirituais; e o mais importante é aprendermos a não ser
desobedientes àquela visão, a não supormos que ela não terá porque ser
alcançada por nós. Não basta sabermos que Deus redimiu o mundo e que o Espírito
Santo pode tornar eficiente e permanente em nós tudo quanto Jesus já fez; mas,
para isso acontecer, é preciso que tenhamos um relacionamento pessoalmente
íntimo com ele. Paulo não recebeu uma mensagem ou uma doutrina para serem
defendidas; ele foi levado a um relacionamento com Jesus Cristo bastante vivo,
pessoal e que o dominava por inteiro. O versículo 16 é extremamente imperativo:
"... para te constituir ministro e testemunha". A partir dali, nada mais
há a não ser um relacionamento pessoal continuado. Paulo consagrou-se a uma
pessoa, não a uma causa. Ele pertencia completamente a Jesus Cristo; nada mais
via, não vivia para mais nada. "Porque decidi nada saber entre vós, senão
a Jesus Cristo e este crucificado".
P/ Oswald Chambers
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