Deus
não dirigiu este chamado a Isaías; o profeta ouviu Deus dizer: "Quem há-de
ir por nós?" O chamado de Deus não é para uns poucos escolhidos, é para
todos. Ouvir ou não o chamado de Deus depende do estado em que se acham meus
ouvidos; e o que ouço depende da minha disposição quando ouço. "Muitos são
chamados, mas, poucos escolhidos", ou seja, poucos se manifestam como os
escolhidos. Os escolhidos são os que passaram a ter um relacionamento com Deus
através de Jesus Cristo, pelo qual sua disposição passa a ser modificada e seus
ouvidos são abertos para terem como ouvir a voz tranquila e suave a indagar a
tempo inteiro: "Quem há de ir por nós?" Não será uma questão de Deus
separar um homem e dizer-lhe: "Olha, vai!" Deus não exerceu sobre
Isaías nenhuma pressão; ele estava na presença de Deus e ouviu d’Ele esse chamado
e logo percebeu que não lhe restava nenhuma outra alternativa senão dizer, numa
liberdade consciente: "Eis-me aqui, envia-me a mim." Tire a ideia da
cabeça de esperar que Deus lhe venha com coações e apelos. Quando o Senhor
chamou seus discípulos, não houve nenhuma coação externa irresistível. A serena
e terna insistência do seu "Segue-me" foi dirigida a homens que
estavam com todas as suas faculdades em estado de alerta.
Sempre
que permitirmos que o Espírito nos coloque face a face com Deus, também ouviremos
algo semelhante ao que Isaías ouviu, a voz tranquila e suave de Deus; então, em
perfeita liberdade poderemos dizer também: "Eis-me aqui, envia-me a
mim".
P/
Oswald Chambers
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