28/01/2014

28 De Janeiro Difícil Acreditar que Alguém Perseguiu Jesus Assim! "Saulo, Saulo, por que me persegues?" Act.26:14


Será que estou servindo a Deus de forma teimosa, persistente e à minha maneira? Nunca estaremos livres do risco dessa cilada sutil e obreira enquanto não passarmos pela experiência do baptismo do Espírito Santo e com o fogo vindo de Deus. Nossa obstinação e teimosia sempre apunhalarão Jesus Cristo pelas costas. Podem até nem ferir mais ninguém, mas, com certeza que ferirão o seu Espírito. Sempre que nos mostrarmos obstinados e teimosos e apegados às nossas próprias ambições e insinuações, estaremos nas mesmas vias de perseguição a Jesus. Todas as vezes que fincarmos um só pé sobre nossos direitos e insistirmos que é isso que pretendemos fazer, estamos chacinando Jesus. Sempre que nos agarrarmos à nossa dignidade, estaremos invariavelmente a aborrecer e a entristecer o seu Espírito profundamente; e quando nos apercebermos que afinal era a Jesus que estivemos a perseguir o tempo todo, teremos, então, a revelação mais devastadora da nossa existência.

Será que a Palavra de Deus surge, também, como poderosa e penetrante em mim mesmo quando a transmito aos outros, ou a minha vida desmente o que pretendo ensinar? Posso estar a esforçar-me ensinando a santificação e, mesmo assim, exibindo o espírito de Satanás, o espírito que persegue a Jesus Cristo. O Espírito de Jesus só leva em conta e toma conhecimento duma coisa única – daquela união perfeita com o Pai. E ele diz: "Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração". Tudo o que faço deveria fundamentar e manifestar exclusivamente essa mesma união sólida com ele, mas não através duma determinação obstinada de se ser santo. Isso significa que posso até ser prejudicado, ludibriado, ignorado; mas, se a tudo isso me submeto por amor a Jesus Cristo, impeço que ele seja perseguido por mim.
P/ Oswald Chambers

27/01/2014

27 De Janeiro Olhe de Novo para Pensar "Não andeis ansiosos pela vossa vida", Mat.6.25.

A advertência que necessita de ser reiterada firmemente é a de que os cuidados deste mundo, a ilusão das riquezas, acrescida da cobiça por muitas outras coisas, sufocarão tudo o que Deus semear em nós. Nunca estamos livres do vaivém e dos altos e baixos dessas mesmas interferências. Quando o problema não vem em forma de vestuário ou alimento, virá sob a forma de dinheiro ou da sua falta; de amigos ou da sua ausência; ou de circunstâncias mais difíceis. É uma constante impertinência e, a menos que deixemos que o Espírito de Deus erga seu estandarte em nós mesmos contra todas essas coisas, elas surgirão como uma constante intromissão.
"Não andeis ansiosos pela vossa vida". Preocupa-te apenas com uma coisa única, diz o Senhor, com o teu relacionamento comigo. Mas, o bom senso grita alto e a bom som, dizendo: "Isso é absurdo; eu necessito de pensar como vou viver, tenho que pensar no quanto vou comer e beber". Jesus afirma que não – e que não mesmo. Mas tomemos aquele cuidado subtil para não nos deixarmos prender na ideia de que essa afirmação é feita por uma pessoa que não compreende as circunstâncias particulares da vida na qual nos deparamos. Jesus conhece-as por dentro e por fora e diz que não devemos parar para pensar ao ponto de transformá-las numa maior preocupação que a do próprio dia. Sempre que houver uma competição dentro de nós sobre esse mesmo assunto, certifiquemo-nos antes que nos achamos preferencialmente a colocar todo o nosso relacionamento com Deus em dia e no seu devido lugar.
“Basta a cada dia o seu próprio mal". Quantos males começaram a ser realçados por si só hoje? Quais os diabinhos que fitaram seu semblante a perguntar: "Agora, que é que vais fazer no mês que ainda vem? E no próximo ano?" "Não vos inquieteis", diz Jesus. Torne e olhe e pense de novo. Fixe sua mente no "quanto mais" do Deus celestial.
P/ Oswald Chambers

26 de janeiro Olhe de novo e consagre-se!! "Ora, se Deus veste assim a erva do campo...quanto mais a vós outros?" Mt 6:30



Uma declaração simplificada de Jesus é sempre difícil de entender, quando não somos simples de coração. Como poderemos ser simples desse jeito, ter a mesma simplicidade que Jesus? Recebendo seu Espírito, reconhecendo-o e confiando nele como Ele é, obedecendo-lhe na medida igual à que ele nos transmite a Palavra de Deus. Se fizermos isso, a vida tornar-se-á incrivelmente simples. "Considerai", diz Jesus, "como o vosso Pai, que veste a erva do campo, muito mais vos vestirá, se vos mantiverdes num relacionamento estreito com ele". Todas as vezes que regredirmos na comunhão espiritual, será apenas porque pretendemos de maneira impertinente saber mais do que Jesus Cristo, porque permitimos que as preocupações do mundo nos dominassem e esquecemo-nos do "quanto mais" próprio de nosso Pai celestial.
"Observai as aves do céu" – o principal objectivo das aves é obedecer ao princípio da vida que está figurado nelas  e Deus assim cuida delas. O que Jesus quer dizer é que, se você se mantiver dentro desse relacionamento estreito com ele, obedecendo ao Espírito dele que está em si, Deus cuidará das suas "penas".
"Considerai... os lírios do campo" – eles crescem onde foram colocados. Muitos de nós recusamo-nos a crescer onde fomos colocados; por consequência, acabamos sempre por nunca lançar raízes em lado nenhum. Jesus afirma que, se vivermos de acordo com a vida que Deus nos concedeu, ele cuidará de todas as outras coisas por nós. Será que Jesus estava mentindo? Se não estivermos experimentando esse especialíssimo "quanto mais", é porque não estamos vivendo da forma que Deus determinou que fizéssemos, deixando-nos levar por conjecturas confusas de nossas mentes profusas. Quanto tempo levamos apenas molestando Deus com perguntas intermináveis, quando deveríamos era estar completamente livres para nos concentrarmos em Sua obra exclusiva? Consagrar-me significa estar continuamente separado e santificando-me para determinada coisa escolhida por Ele. Não nos consagramos de uma vez por todas. Será que estou em consagração contínua a buscar a Deus da mesma forma renovada todos os novos dias de minha vida?
P/ Oswald Chambers

25 De Janeiro Deixe Espaço Para Deus "Quando, porém... aprouve (a Deus)..." Gal.1.15.



Como obreiros de Deus, temos que aprender a abrir caminho para Deus – um espaço enorme para ele agir. Fazemos planos e cálculos e chegamos a dizer mesmo que acontecerá isto ou aquilo e facilmente nos esquecemos de dar espaço para que Deus entre em cena da maneira que melhor lhe parecer. Será que ficaríamos desgostosos ou surpresos se Deus aparecesse em nossas reuniões ou se ele se manifestasse em nossa pregação de um modo que jamais esperaríamos ver? Não esperemos que Deus venha de uma forma esperada e privada, mas apenas esperemos por ele. Esse é o jeito de se abrir espaço para ele. Esperemos que ele venha, isso sim, mas nunca o esperemos da mesma forma individual. Por mais que conheçamos e entendamos Deus, a grande lição a ser acatada é que, a qualquer momento, ele pode surgir de novo. Temos a tendência para esquecer esse elemento de surpresa que Lhe é característico; no entanto, é sempre assim que Deus age. Inesperadamente, ele invade nossa vida: "Quando, porém... aprouve (a Deus)..."
Achemos como e porque manter as nossas vidas em permanente contacto firmado em Deus de modo que aquele poder que surpreende nos tenha como ressurgir tanto da direita quanto da esquerda sem que nos surpreendamos com isso. Permaneçamos numa atitude de expectativa permanente, tendo o cuidado de deixar sempre espaço livre para que ele possa entrar como, quando e quanto lhe aprouver.
P/ Oswald Chambers

24 De Janeiro A Directriz Dominante "Por isso te apareci", Act.26.16.



A visão de Paulo a caminho de Damasco não foi uma emoção passageira, mas apenas uma visão que lhe deu directrizes claras e firmadas; e ele afirma: "Não fui desobediente à visão celestial". E o que o Senhor disse a Paulo, na verdade, foi: toda a tua vida será um domínio meu; não terás mais objectivos, nem metas, nem alvos, a não ser os meus. "Eu te escolhi".
Quando nascemos de novo, todos nós temos intuições de como Jesus quer que nos tornemos – se é que somos realmente espirituais; e o mais importante é aprendermos a não ser desobedientes àquela visão, a não supormos que ela não terá porque ser alcançada por nós. Não basta sabermos que Deus redimiu o mundo e que o Espírito Santo pode tornar eficiente e permanente em nós tudo quanto Jesus já fez; mas, para isso acontecer, é preciso que tenhamos um relacionamento pessoalmente íntimo com ele. Paulo não recebeu uma mensagem ou uma doutrina para serem defendidas; ele foi levado a um relacionamento com Jesus Cristo bastante vivo, pessoal e que o dominava por inteiro. O versículo 16 é extremamente imperativo: "... para te constituir ministro e testemunha". A partir dali, nada mais há a não ser um relacionamento pessoal continuado. Paulo consagrou-se a uma pessoa, não a uma causa. Ele pertencia completamente a Jesus Cristo; nada mais via, não vivia para mais nada. "Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado".
P/ Oswald Chambers

23/01/2014

23 De Janeiro Transformados Pela Contemplação "E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados... na sua própria imagem", 2 Cor.3.18



A principal característica do cristão é a sua total abertura diante de Deus, a fim de que sua vida se torne um espelho para todos os outros. Quando estamos cheios do Espírito, somos transformados; e, através da contemplação, tornamo-nos espelhos fidedignos daquela imagem real d’Ele. Sempre nos é possível saber quanto alguém se manteve contemplando a glória do Senhor; sabemos no íntimo de nosso espírito que tal pessoa reflecte o próprio carácter do Senhor. Cuidado com tudo aquilo que possa embaçar esse espelho em si; quase sempre é algo de bom, aquele bom que não é o melhor.
A regra principal para a sua e a minha vida é, com um esforço consciente, mantermos a nossa vida sempre em abertura total para com Deus. Abandone tudo o mais – trabalho, roupas, alimento, tudo que é terreno – tudo com excepção dessa regra em forma de atitude firme. A corrida atrás de outras coisas tem como consequência a quebra da nossa focalização somente em Deus. Temos de nos conseguir manter só em contemplação; temos que manter a vida toda inteiramente espiritual. Deixe que as outras coisas venham e saiam, como sempre acabará acontecendo em todo caso; deixe as outras pessoas fazerem as críticas que quiserem; só nunca permita que nada obscureça a vida que está oculta em Cristo, que é Deus. Nunca permita que a pressa o faça desviar nem um pouquinho daquela posição de permanência firmada, que, embora não o devesse ser, é a coisa mais propensa a oscilar. A mais severa disciplina da vida cristã consiste em aprendermos a nos mantermos "contemplando, como por espelho, a glória do Senhor.
P/ Oswald Chambers