Quando Jesus orou: “Pai, graças te dou porque me ouviste” (João 11:41), Ele estava totalmente consciente do Pai — e nada mais. E sabe o que isso significa para nós? Que, quando o Filho de Deus está formado em nós, o Pai também ouvirá as orações que fazemos.
Mas essa é a grande questão: estamos permitindo que o Filho viva plenamente dentro de nós? Nosso corpo, como diz a Palavra, é santuário do Espírito Santo — uma verdadeira Belém para que Cristo habite. Será que a vida simples, pura e obediente que Ele viveu aqui na terra está sendo reproduzida em nós? Ou, quando enfrentamos as lutas e acontecimentos do dia a dia, reagimos apenas como pessoas comuns, esquecendo que a oração de Jesus pode ser feita em nós e através de nós?
Jesus disse: “Naquele dia pedireis em meu nome…”. Esse “dia” é o momento em que o Espírito Santo nos torna realmente um com Ele. E aí vem outro ponto importante: será que o Senhor está satisfeito com a vida que leva em nós? Ou será que, sem perceber, empurramos o Filho de Deus para um canto, deixando que nosso próprio bom-senso assuma o trono?
O bom-senso é útil, é dom de Deus para a vida prática. Mas o que governa a nossa vida espiritual não é o bom-senso — é a sabedoria sobrenatural que vem de Cristo. Nossa inteligência, por si só, nunca consegue adorar verdadeiramente a Deus; ela precisa ser transformada, transfigurada, possuída pelo próprio Filho de Deus em nós.
Por isso, precisamos manter nosso corpo e nossa mente em total sujeição ao Senhor, para que Ele possa agir a qualquer momento. Vivendo assim, em dependência plena, a vida de Jesus se manifesta em cada detalhe — não só nos grandes momentos, mas nas pequenas coisas, nas minúcias do nosso dia.
E essa é a beleza: quando o Filho vive em nós, o Pai nos ouve, porque é o próprio Cristo orando através da nossa vida.
Baesado em O. Chambers
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