24/08/2025

A Busca Espiritual

"Qual dentre vós é o homem que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?" (Mateus 7:9)Jesus usa aqui a imagem de um bom filho pedindo algo bom ao seu Pai para nos ensinar sobre oração. Muitas vezes falamos com Deus como se Ele tivesse o dever de nos ouvir, independentemente de como andamos com Ele. Mas a Palavra nos desafia a olhar mais fundo.Não podemos simplesmente dizer: “Ah, talvez não seja da vontade de Deus me dar isso.” Antes de desistirmos, precisamos examinar nossa vida. Será que estamos de fato vivendo como filhos? Como anda nosso relacionamento em casa, no trabalho, com amigos e irmãos? Será que somos bondosos, pacientes, perdoadores?É comum confundirmos provocação com devoção, ou achar que discutir com Deus em oração é o mesmo que se render a Ele. Pedimos bênçãos sem antes acertar coisas básicas: dívidas que deixamos de pagar, mágoas que não perdoamos, atitudes que ferem quem está perto. Queremos liberdade, mas muitas vezes restringimos a liberdade do outro. E, assim, bloqueamos a própria bênção que pedimos.Ser filho de Deus não é apenas nascer de novo, mas também andar na luz, em transparência e obediência. Caso contrário, nossa oração pode se tornar apenas um “nevoeiro espiritual”, cheio de palavras, mas sem vida. Quando nos colocamos diante de Deus como filhos verdadeiros, corrigindo o que precisa ser corrigido, aí sim a promessa de Jesus se cumpre:“Todo aquele que pede, recebe.”

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