31/08/2025

"Meu Gozo... Seu Gozo"

Tenho dito estas coisas para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa." (João 15:11)O gozo de Jesus não era uma felicidade passageira, mas a satisfação de cumprir a vontade do Pai — mesmo que isso significasse a cruz (Hebreus 12:2). Ele deseja que experimentemos esse mesmo gozo, que nasce da entrega total a Deus.Esse gozo não depende de saúde, conquistas ou resultados visíveis, mas da comunhão íntima com o Senhor. Muitas vezes, o que nos rouba essa alegria são preocupações, irritações e a fascinação pelas coisas desta vida. Jesus já havia nos alertado: os cuidados do mundo sufocam a Palavra.Quando ajustamos nosso relacionamento com Deus, encontramos o verdadeiro gozo. De dentro de nós passam a fluir rios de água viva, de forma tão natural quanto respirar. As pessoas mais abençoadoras são justamente aquelas que vivem assim — muitas vezes sem sequer perceber o impacto que têm.
Baseado em O. Chambers 

30/08/2025

"Relacionamento ou Sermos Usados?"

Não se alegrem porque os espíritos se submetem a vocês, mas sim porque seus nomes estão escritos nos céus." (Lucas 10:20)Jesus nos ensina que a verdadeira alegria não está no sucesso do ministério ou no fato de sermos usados por Deus, mas sim em termos comunhão com Ele. O perigo é nos encantarmos com resultados, em vez de priorizar o relacionamento que sustenta tudo.Se estivermos conectados a Cristo, rios de água viva fluirão naturalmente de nós (João 7:38). E, pela misericórdia de Deus, muitas vezes nem percebemos a dimensão do que Ele faz através de nós.A aprovação de Deus não se mede pela utilidade, mas pela intimidade com Ele. Afinal, se fosse pelo critério de produtividade, Jesus teria sido considerado um fracasso diante dos homens. Mas o que realmente importa é a vontade do Pai sendo cumprida em nós. O foco não é o quanto realizamos, mas se permanecemos Nele, andando na luz (1 João 1:7).

Baseado em O. Chambers
 

29/08/2025

A Inigualável Intimidade de uma Fé Testada"


 Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?" (João 11:40)Sempre que escolhemos viver pela fé, nos deparamos com situações que parecem negar tudo aquilo em que acreditamos. O bom-senso é natural, mas a fé é espiritual — e muitas vezes os dois entram em choque. A questão é: conseguimos confiar em Jesus mesmo quando a lógica nos diz que é impossível?É fácil declarar fé quando estamos no “monte” da experiência espiritual. Mas a prova real acontece quando descemos ao “vale” da vida, onde as circunstâncias zombam da nossa confiança. É ali que descobrimos se nossa fé é apenas teoria ou se é de fato uma convicção inabalável.A fé precisa ser provada para se tornar algo pessoal e essencial. O teste revela se estamos firmados na Palavra de Deus ou apenas em sentimentos passageiros. A vida de fé é marcada por sucessivas provas, e a última delas será a morte. Por isso, precisamos aprender a confiar em Deus em toda situação, certos de que Ele jamais nos deixará (Hebreus 13:5-6).

Baseado em O. Chambers 

28/08/2025

O Propósito da Oração“Senhor, ensina-nos a orar.” (Lucas 11:1)


A oração não faz parte da vida natural do ser humano. Podemos até ouvir dizer que, se alguém não orar, sua vida será prejudicada — mas, na verdade, o que se enfraquece é a vida de Deus dentro de nós. Essa vida não se sustenta de comida ou de esforços humanos, mas é alimentada pela oração.Quando alguém nasce de novo, a vida do Filho de Deus nasce dentro dele também. E aí temos duas escolhas: deixar essa vida morrer de fome ou nutri-la com a comunhão constante em oração. O problema é que muitas vezes pensamos na oração apenas como um meio de pedir coisas para nós mesmos, quando, na verdade, a Bíblia nos mostra que o verdadeiro propósito da oração é conhecer a Deus como Ele realmente é.Jesus disse: “Pedi, e dar-se-vos-á.” O que acontece, porém, é que murmuramos, damos desculpas, ficamos indiferentes e pedimos muito pouco. Uma criança, por outro lado, pede com ousadia e confiança. O Senhor nos lembra: “Se não vos tornardes como crianças...” Precisamos dar espaço para que Cristo haja em nós. Muitas vezes, só buscamos isso quando não sabemos mais o que fazer. Mas orar não é sinal de fraqueza; é o caminho real para tocar a essência da vida e da verdade.Quando você se apresentar diante de Deus, seja verdadeiro. Abra o coração como está — com seus medos, dúvidas e dores. Enquanto insistirmos em viver na autossuficiência, não sentiremos a necessidade de pedir nada a Ele.Costuma-se dizer que a oração muda as coisas. Mas, mais profundo que isso, a oração nos muda. E, transformados, podemos então mudar o mundo ao nosso redor. A oração, fundamentada na obra da redenção, não busca alterar apenas as circunstâncias externas, mas operar o maior milagre: a transformação do nosso interior.
Baseado em O. Chambers 

27/08/2025

Vivendo Sua Própria Teologia"


 Vivendo Sua Teologia"Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem." (João 12:35)Precisamos ter cuidado para não deixarmos de viver aquilo que Deus nos revela nos momentos de intimidade com Ele. Se não obedecermos às instruções recebidas nesses encontros sagrados, a luz que recebemos pode se transformar em escuridão. Como disse Jesus: "Portanto, se a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!" (Mateus 6:23). Quando negligenciamos a santificação ou qualquer direção clara que o Senhor nos dá, a sequidão espiritual logo encontra espaço em nosso coração. Por isso, a verdade precisa ser transformada em prática diariamente; caso contrário, a própria luz em nós pode se tornar motivo de tropeço.A pessoa mais difícil de ser aconselhada é aquela que se apoia apenas em uma experiência do passado, sem aplicá-la no presente. Dizer que foi santificado não é suficiente: é preciso demonstrar isso no viver diário. A experiência verdadeira se comprova nas atitudes, não apenas nas palavras. Qualquer crença que nos torne complacentes conosco mesmos não vem de Deus, mas do inimigo, ainda que soe agradável.A teologia não pode ser apenas teoria — ela precisa ser vivida em todos os relacionamentos e circunstâncias, inclusive nas mais simples. O Senhor disse: "Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus..." (Mateus 5:20). Isso significa que nossa vida deve refletir algo maior do que a mera moralidade humana. Podemos conhecer toda a doutrina da santificação, mas a pergunta é: estamos aplicando essa verdade em todas as áreas da vida? Cada aspecto — físico, moral e espiritual — deve ser medido à luz do sacrifício de Cristo por nós.

Baseado em O. Chambers 

26/08/2025

Perturbado às vezes?

"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou." (João 14:27)Há momentos em que pensamos ter paz, mas na verdade ela não passa de fruto da ignorância. Quando somos despertados para as realidades da vida, percebemos que a verdadeira paz interior não pode ser sustentada por nós mesmos — só pode ser recebida de Jesus.Quando Ele fala em paz, é porque Ele mesmo a produz. Suas palavras são “espírito e vida” (João 6:63). Essa paz é diferente de qualquer sensação passageira; é a paz que recebemos ao contemplar a face de Cristo e confiar plenamente em Sua imperturbabilidade e contentamento.Talvez hoje você esteja perturbado, com a mente distraída pelas ondas fortes da vida, procurando em cada detalhe uma resposta, um alívio, um consolo. Talvez sua caminhada pareça estéril e sem fruto. Mas é nesse exato momento que Jesus nos chama a erguer os olhos para Ele e receber Sua paz.Essa paz não depende das circunstâncias, mas da nossa comunhão com Deus. É o reflexo visível de que estamos bem relacionados com Ele, livres para voltar toda a atenção ao Senhor. Se algo obscurece a face de Cristo em nossa vida, ou estamos espiritualmente inquietos, ou estamos confiando em uma falsa segurança.Por isso, pergunto: você consegue contemplar Jesus no meio do que o aflige agora? Se sim, encontrará nele uma fonte de paz duradoura e imperturbável. Mas, se entregar-se apenas à preocupação, tentando resolver tudo sozinho, acabará apagando a ação dele em sua vida e colhendo as consequências dessa escolha.Toda perturbação é sinal de que tiramos os olhos de Cristo. Nele não há perplexidade que permaneça. Nosso único chamado é permanecer firmes em Sua presença. Assim, mesmo diante da dor, das desolações e da tristeza, ainda poderemos ouvir Sua voz suave nos lembrando:“Não se turbe o vosso coração.” (João 14:27)

25/08/2025

"Os Sacrifícios da Amizade"

Tenho-vos chamado amigos." – João 15.15A verdadeira alegria da abnegação só é conhecida quando aprendemos a nos entregar a Deus em cada detalhe da vida. O difícil não é renunciar coisas externas, mas sim abrir mão da nossa vontade pessoal. Quantas vezes dizemos: “Eu farei, se...” ou “Acho que terei que dedicar minha vida a Deus”. Mas nisso não existe a alegria que nasce da entrega genuína.Quando nos rendemos de fato, o Espírito Santo nos permite provar um pouco da alegria que o próprio Jesus experimentou ao viver em completa obediência. O propósito da abnegação não é a perda, mas a entrega de uma vida inteira por amor ao nosso Amigo. Por isso, quando o Espírito habita em nós, o desejo de oferecer nossa vida a Cristo já não é visto como sacrifício, mas como resposta natural ao amor divino derramado em nossos corações.Jesus é o exemplo perfeito dessa vida rendida: “Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus”. Ele viveu como um sacrifício constante e, ainda assim, sua vida foi marcada por alegria abundante. A grande questão é: já nos rendemos a Ele com essa mesma submissão total? Se Jesus não for o centro, qualquer sacrifício se torna vazio. Mas, quando é feito somente por amor a Ele, pouco a pouco esse amor molda quem somos.Precisamos vigiar para que nossas preferências pessoais não nos impeçam de viver em amor. O amor verdadeiro não se sustenta em sentimentalismos ou conveniências, mas se revela em atitudes práticas, firmadas em Cristo. Amar como Deus ama é uma decisão diária e real, a expressão mais concreta da fé nesta vida."Tenho-vos chamado amigos." – essa amizade não nasce da velha natureza, mas da nova vida gerada por Deus em nós. É uma amizade santa, humilde e consagrada, que nos chama a viver em completa entrega Àquele que primeiro nos amou.
 

24/08/2025

A Busca Espiritual

"Qual dentre vós é o homem que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?" (Mateus 7:9)Jesus usa aqui a imagem de um bom filho pedindo algo bom ao seu Pai para nos ensinar sobre oração. Muitas vezes falamos com Deus como se Ele tivesse o dever de nos ouvir, independentemente de como andamos com Ele. Mas a Palavra nos desafia a olhar mais fundo.Não podemos simplesmente dizer: “Ah, talvez não seja da vontade de Deus me dar isso.” Antes de desistirmos, precisamos examinar nossa vida. Será que estamos de fato vivendo como filhos? Como anda nosso relacionamento em casa, no trabalho, com amigos e irmãos? Será que somos bondosos, pacientes, perdoadores?É comum confundirmos provocação com devoção, ou achar que discutir com Deus em oração é o mesmo que se render a Ele. Pedimos bênçãos sem antes acertar coisas básicas: dívidas que deixamos de pagar, mágoas que não perdoamos, atitudes que ferem quem está perto. Queremos liberdade, mas muitas vezes restringimos a liberdade do outro. E, assim, bloqueamos a própria bênção que pedimos.Ser filho de Deus não é apenas nascer de novo, mas também andar na luz, em transparência e obediência. Caso contrário, nossa oração pode se tornar apenas um “nevoeiro espiritual”, cheio de palavras, mas sem vida. Quando nos colocamos diante de Deus como filhos verdadeiros, corrigindo o que precisa ser corrigido, aí sim a promessa de Jesus se cumpre:“Todo aquele que pede, recebe.”

23/08/2025

Batalhas no Secreto

 

 "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto" (Mt 6.6).

Jesus não disse: “Sonha com teu Pai em secreto”, mas sim: “Ora a teu Pai em secreto”. A oração exige esforço da vontade. Ao entrarmos no nosso lugar secreto e fecharmos a porta para tudo ao redor, logo enfrentamos a batalha mais difícil: orar de fato. Nossa mente resiste, dispersa-se, vagueia de um lado para o outro. O primeiro combate é contra os pensamentos que nos desviam, e a disciplina é concentrar o coração e a mente naquilo que devemos apresentar diante de Deus.

É necessário ter um lugar separado para buscar o Pai. Mas, tão logo nos recolhemos, surgem os ruídos interiores: “Ainda preciso fazer isto... não posso esquecer daquilo...” Por isso, Jesus nos orienta: “Fecha a porta!” Fechar a porta significa, antes de tudo, silenciar as emoções e os pensamentos que querem disputar espaço, e então voltar os olhos somente para Deus.

No secreto, Deus nos vê de maneira diferente de como os homens nos veem, ou até de como nós mesmos nos enxergamos. Ali, é impossível duvidar d’Ele, pois a sua presença se torna mais real do que qualquer outra coisa. O Pai está no secreto, e é ali que Ele se revela.

Quando cultivamos o hábito de conversar com Deus sobre tudo o que sentimos, descobrimos que Ele está presente no meio de cada detalhe da rotina. Se, ao despertar, não fecharmos a porta para deixar apenas Deus entrar, corremos o risco de atravessar o dia inteiro em um nível aquém do que poderíamos viver. Mas, se começamos em oração, tudo o mais é marcado pela presença constante do Senhor.

22/08/2025

“Eu… mas Ele vos…”

"Eu vos batizo com água... mas Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo." (Mateus 3:11)Um jovem trabalhador do campo se orgulhava muito da sua força. Acreditava que podia carregar qualquer peso, e por isso nunca aceitava ajuda. Certo dia, precisou mover uma pedra enorme. Tentou sozinho, suou, se esforçou, mas nada conseguia. Já exausto, quase desistindo, um amigo se aproximou e disse:— Por que não pede ajuda?Envergonhado, o rapaz respondeu:— Achei que conseguiria sozinho.Então, juntos, empurraram a pedra com facilidade. Mais tarde, aquele jovem percebeu: todo o tempo confiara apenas em sua própria força, mas só quando admitiu sua fraqueza pôde experimentar a força que vinha de fora.Assim acontece conosco diante de Cristo. Enquanto tentamos viver pela nossa própria capacidade, Ele não pode agir. Mas quando reconhecemos: “eu nada posso mas Ele”, então a obra do Senhor começa. O batismo com o Espírito Santo só se torna real quando entendemos que somos completamente impotentes. É ali, no ponto do nosso limite, que Jesus faz o que ninguém mais pode fazer.Estamos preparados para deixar que Ele revele tanto nossas falhas quanto os supostos acertos que guardamos com orgulho? Onde reconhecemos impureza, ali Ele colocará os pés; mas onde pensamos estar limpos por nós mesmos, dali Ele se retira.O arrependimento verdadeiro não é apenas um sentimento de culpa, mas a consciência profunda de que nada temos a oferecer. É quando dizemos: “Não sou digno nem de desatar as sandálias do Senhor”. Esse arrependimento nos coloca no lugar certo para receber Seu fogo transformador.“Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.” Não é apenas uma experiência, mas uma obra viva de Jesus em nós, que nos transforma por completo. Assim, “eu, de fato” fica no passado; e “mas Ele” se torna a realidade presente. É nesse lugar de entrega que o Senhor opera em todas as coisas.

21/08/2025

Há poder na humildade

Havia um jardineiro chamado Lucas, que todos os dias cuidava silenciosamente do jardim da igreja. Ele regava as plantas, limpava as folhas secas e ajeitava cada cantinho que ninguém notava. Ninguém esperava que suas ações simples tivessem impacto, mas, aos poucos, aqueles pequenos cuidados começaram a transformar vidas: uma criança que se inspirou a ajudar, um jovem que encontrou paz apenas ao observar sua dedicação. Lucas nem sabia que estava influenciando, e justamente por isso sua presença era tão poderosa.Essa é a essência do que Jesus chama de “bem-aventurados os humildes de espírito” (Mateus 5:3). O Novo Testamento valoriza virtudes que, à primeira vista, parecem comuns ou insignificantes. A verdadeira beleza interior não é aquela que se exibe, mas a que se manifesta naturalmente, sem esforço ou intenção de impressionar. Não se trata de força de vontade ou aparência, mas da rendição sincera a Deus. O Reino de Cristo é feito para os que reconhecem sua pobreza interior e se entregam a Ele, assim como Lucas, sem pretensão, apenas cuidando com amor do que lhes foi confiado.Muitas vezes, as pessoas que mais nos influenciam são aquelas que nem percebem o efeito que têm. É na simplicidade e no toque discreto do Senhor que encontramos a verdadeira transformação. Quando confiamos sem tentar entender ou controlar tudo, recebemos rios de vida que fluem de dentro de nós (João 7:38). A grandeza do ministério de Deus se revela naquilo que passa despercebido, na humildade silenciosa que toca corações e muda vidas, exatamente como Lucas, o jardineiro que ninguém notava, mas que, sem saber, exercia um ministério extraordinário.
 

20/08/2025

Consciência de Cristo


 E eu vos aliviarei", Mat.11.28Sempre que alguma coisa começar a desintegrar-se em sua vida e na comunhão com Jesus Cristo, volte-se imediatamente para ele e peca-lhe que lhe forneça o Seu descanso. Nunca permita a permanência de nada que lhe possa estar a perturbar, tirando-lhe a sua paz. Encare cada elemento que desintegra como algo a ser combatido e não tolerado. Ore: "Senhor, torna real em mim a consciência da tua pessoa". A preocupação excessiva consigo mesmo desvanecerá e ele será, então, tudo em todos. Cuidado para não permitir que essa fixação em si mesmo continue, porque lentamente ela despertará em si a lastimação, algo que é satânico. "Eu sou um incompreendido; isso é uma coisa pela qual eles deveriam desculpar-se; essa é uma questão que realmente devo tirar a limpo com todos os outros". Deixe os outros em paz e peça ao Senhor para torná-lo apenas consciente dele; ele só então poderá trazer todo o equilíbrio de volta à sua vida, até que se torne incondicional nele.Vida total é a vida que qualquer criança tem nela. Quando alguém se torna consciente demais de si próprio, algo está doentio com ele. O doente é que sabe o que é saúde. O filho de Deus não tem consciência da vontade de Deus porque ele é a própria vontade de Deus. Tão logo nos desviamos da vontade de Deus, começamos a perguntar: "Qual é a tua vontade, Senhor?" Um filho de Deus nunca ora pedindo-lhe que ele lhe dê consciência das respostas sobre suas orações, porque repousa na segurança que Deus sempre responde aos seus pedidos todos.Se tentarmos superar a fixação em nós mesmos por qualquer outro método lógico, ela se tornará mais intensa então. Jesus diz: "Vinde a mim... e eu vos aliviarei", isto é, a consciência da pessoa dele substituirá a nossa preocupação egocêntrica. Onde Jesus entra, ele dá descanso - um descanso resultante do aperfeiçoamento de toda aquela actividade que não está mais consciente de si própria.

BAseado em O. Chambers

19/08/2025

A Fixação em Nós Mesmos

 

"Vinde a mim" (Mateus 11.28)
Elisa estava vivendo dias difíceis. Problemas no trabalho, pressões em casa e uma ansiedade constante faziam com que ela só enxergasse a si mesma. Era como se todos os dias acordasse diante de um espelho enorme, onde via apenas suas falhas, medos e preocupações. Quanto mais se olhava, mais aflita ficava.Certa vez, desabafando com uma amiga cristã, ouviu um conselho simples:— “Jesus não disse: ‘olhe para dentro’. Ele disse: ‘Vinde a mim’.”Essas palavras ecoaram fundo em seu coração. Naquela noite, Elisa orou:— “Senhor, estou cansada de viver diante do espelho da minha própria alma. Ajuda-me a olhar para Ti.”Com o tempo, algo mudou. O espelho que só refletia suas angústias se transformou em uma janela. Pela janela, Elisa já não via apenas seus problemas, mas a presença de Cristo — firme, constante, chamando-a: “Vem a mim.”Assim também acontece conosco. A fixação em nós mesmos rouba a plenitude da vida que Deus deseja nos dar. Não é sempre pecado — pode ser fruto de um temperamento sensível ou de mudanças repentinas. Mas se não for tratada, gera inquietação e enfraquece nossa comunhão.Por isso, não ignore as áreas em que sua vida espiritual está se fragmentando. Não permita que circunstâncias, amizades ou pressões afastem você da união com Cristo. Nada é mais vital do que preservar sua saúde espiritual.E a resposta, ainda que simples, é poderosa: “Vinde a mim.” Essas palavras são o teste da sinceridade de nossa fé. Onde não formos inteiros diante de Deus, tendemos a discutir com Ele; mas quando nos voltamos a Jesus, encontramos descanso e permanecemos nEle.
Baseado em O. Chambers  

18/08/2025

Alguma Vez a Tristeza o Deixou sem Palavras?



"Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo" (Lucas 18.23)

O jovem rico saiu calado, sem argumentos. Não havia dúvida sobre o que Jesus havia dito; ele entendeu claramente. Mas a tristeza tomou conta do seu coração.

Muitas vezes, Deus nos toca em áreas que consideramos “riquezas” — nosso temperamento, escolhas pessoais, relacionamentos. E quando Ele pede rendição, a luta é intensa. Não porque não entendemos, mas porque não queremos soltar.

Jesus não suaviza Suas exigências. Ele continua dizendo: “Se queres seguir-me, ainda é assim”. A batalha está em entregar nossa vontade. A palavra de Cristo é dura — mas se a ouvirmos com o coração rendido, ela se torna libertadora.

O perigo é o desânimo. Esse sentimento nasce do orgulho ferido, do amor-próprio decepcionado. A verdadeira devoção não se apoia em si mesma, mas em Jesus. Só quando nos esvaziamos de tudo é que podemos segui-Lo plenamente.

Baseado em O. Chambers 

17/08/2025

Você Se Desalenta ou Se Torna Devoto e Fiel?

 


"Uma coisa ainda te falta; vende tudo o que tens (...) vem e segue-me" (Lucas 18.22)

As palavras de Jesus nem sempre são suaves. Muitas vezes, soam duras, diretas e até incompreensíveis. Ao jovem rico, Ele disse: “Vende tudo o que tens, vem e segue-me”. E não tentou convencê-lo a ficar. Não houve apelo emocional, apenas a verdade.

O jovem ouviu, compreendeu, mas saiu triste. Ele tinha desejo sincero de seguir a Cristo, mas não conseguiu abrir mão de sua segurança. A palavra de Jesus não produziu nele devoção, mas desalento.

Jesus não correu atrás dele. Ele sabia que a semente lançada daria fruto mais cedo ou mais tarde — se o coração estivesse disposto. O perigo é quando resistimos até o fim, adiando a obediência.

A pergunta é: quando Cristo nos fala algo que exige entrega radical, como respondemos? Com tristeza e recuo? Ou com fé e devoção?

Baseado em O. Chambers 

16/08/2025

Será que Ele me Conhece?

 


"Ele os chama pelo nome..." (João 10.3)

É possível conhecer profundamente a doutrina e, ainda assim, não conhecer Jesus de verdade. Quando o saber teórico ultrapassa a experiência de comunhão, corremos risco de uma fé morta. Maria Madalena sabia pouco de teologia, mas sua vida havia sido transformada por Cristo. Ele a libertou de sete demônios (Lc 8.2) e isso ninguém poderia negar.

No jardim, após a ressurreição, ela viu Jesus, mas não O reconheceu. Até que ouviu Seu chamado: “Maria!”. E naquele instante, sua alma respondeu: “Mestre!” (Jo 20.14-16). O relacionamento pessoal é o que faz toda diferença.

Tomé, por sua vez, duvidou até tocar nas feridas de Cristo. Mas quando o fez, declarou: “Senhor meu e Deus meu!” (Jo 20.28). Pedro, que havia negado Jesus, precisou ser restaurado em amor: “Senhor, tu sabes que eu te amo” (Jo 21.17).

O verdadeiro discipulado não é um acúmulo de informações, mas uma relação viva com Cristo. Ele nos chama pelo nome — e esse chamado é inconfundível.

Baseado em O. Chambers 

15/08/2025

A Evidência do Novo Nascimento

 

Havia um jardineiro que cuidava de uma roseira antiga. Por anos ela floresceu, mas um dia começou a secar. Ele tentou adubar, regar e podar, mas nada adiantou. Então tomou uma decisão: arrancou a raiz. No lugar, plantou uma nova semente. Pequena e frágil, mas cheia de vida. Com o tempo, aquela nova planta cresceu forte, saudável e coberta de flores mais bonitas do que antes.

Assim também é conosco. Jesus disse: “Importa-vos nascer de novo” (João 3:7). O novo nascimento não é sobre melhorar nossa vida antiga, mas morrer para nós mesmos — para nossos direitos, méritos, virtudes, religiosidade e conquistas — e receber dentro de nós uma vida totalmente nova. Essa vida se manifesta em arrependimento verdadeiro e numa santidade natural.

O nosso conhecimento de Jesus é fruto de uma experiência pessoal ou apenas do que ouvimos de outros? Nascer de novo é ter olhos para ver Jesus e o desejo constante de contemplá-Lo. Quando isso acontece, ganhamos uma nova visão espiritual e passamos a perceber que Deus sempre esteve no controle.

E a Palavra é clara: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado” (1 João 3:9). O novo nascimento não nos dá apenas força para resistir ao pecado, mas o poder de abandoná-lo. Quando a vida de Deus está em nós, não apenas deixamos o velho “eu” para trás — nós florescemos de verdade.

Baseado em O. Chambers

14/08/2025

Sofrendo a Aflição e Indo a Segunda Milha


"Eu, porém, vos digo: Não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra." — Mateus 5:39

Essas palavras revelam a profunda humilhação que acompanha a vida cristã. No entendimento humano, deixar de revidar uma agressão é sinal de covardia; porém, no plano espiritual, é a evidência de que o Filho de Deus habita em nós. Quando você é insultado, não apenas deve evitar ressentimento, mas também enxergar nisso uma oportunidade de revelar a doçura e a mansidão de Cristo.

Essa disposição não pode ser simplesmente imitada; ou ela já existe dentro de você, fruto da presença de Jesus, ou não existe. O insulto, para o servo de Deus, não é um peso a carregar, mas um palco para manifestar a graça do Senhor.

No Sermão do Monte, Jesus não nos ensina apenas a cumprir o dever, mas a ir além dele: andar a segunda milha, oferecer a outra face, agir com generosidade mesmo quando não há obrigação. O verdadeiro discípulo não diz: “Já fiz demais; fui mal compreendido e não farei mais nada”. Pelo contrário, compreende que insistir em seus próprios direitos fere o coração de Deus, enquanto receber o golpe com humildade protege a honra do Senhor.

Esse é o significado de “completar o que resta das aflições de Cristo” — viver de modo que a glória de Jesus esteja sempre acima da nossa própria. Por isso, nunca devemos buscar justiça para nós mesmos, mas jamais deixar de agir com justiça para com os outros. O ensinamento de Cristo é claro: não lute para obter justiça, mas seja sempre um instrumento dela.

BAseado em O. Chambers 

13/08/2025

O Preço da Visão


"No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor" – Isaías 6:1

A jornada da nossa fé, muitas vezes, é marcada por perdas. É comum que Deus permita que pessoas ou referências importantes sejam retiradas de nossa vida para que Ele mesmo ocupe o lugar que, por direito, sempre foi d’Ele. Mas, quando isso acontece, como reagimos? No ano em que aquele que representava tudo para mim “morreu” — seja de forma literal ou simbólica —, eu desanimei ou vi o Senhor?

A clareza da visão que temos de Deus está profundamente ligada ao estado do nosso caráter. Somente quando algo d’Ele já habita em nós é que podemos reconhecê-Lo com pureza. Antes do novo nascimento, olhamos para tudo com os filtros dos nossos próprios preconceitos e expectativas. É preciso permitir que Deus remova o que é externo e realize uma limpeza interior completa.

O primeiro, o segundo e o terceiro lugar no nosso coração precisam ser d’Ele. Até que possamos dizer, com sinceridade: “Neste mundo inteiro, não há ninguém além de Ti, meu Deus!”

A visão tem um preço. E a prova de que a valorizamos é viver de forma coerente com aquilo que Deus nos revelou. Continue pagando esse preço — porque ver o Senhor vale mais do que qualquer perda.

BAseado em O. Chambers

 

12/08/2025

A Igreja Espiritual


"Até que todos cheguemos... à medida da estatura da plenitude de Cristo" — Efésios 4:13

A reconciliação, no plano de Deus, significa restaurar toda a humanidade ao relacionamento correto para o qual foi criada. Esse é o propósito que Jesus Cristo realizou por meio da redenção.

A Igreja deixa de cumprir sua verdadeira missão quando passa a viver para o próprio crescimento organizacional, esquecendo-se de que sua razão de existir é revelar Cristo. O plano de Jesus é que a raça humana seja restaurada de tal forma que Ele seja experimentado e expresso — tanto na vida coletiva da Igreja quanto no cotidiano de cada cristão.

Para isso, Ele concedeu apóstolos, mestres e líderes espirituais, a fim de que Sua própria vida e caráter permeiem todo o Corpo. Não estamos aqui apenas para cultivar uma vida espiritual individual ou viver num conforto religioso. Estamos aqui para manifestar Cristo de maneira tão real que Sua presença edifique o Corpo como um todo.

E eu? Tenho vivido para a edificação do Corpo de Cristo ou apenas buscando o meu próprio progresso espiritual? No fim, a essência de tudo está no nosso relacionamento com Jesus: "para o conhecer" (Fp 3:10). Cumprir o propósito de Deus exige entrega total a Ele. Sempre que busco apenas o que desejo para mim, desvio-me desse caminho.

Será doloroso perceber, um dia, que em vez de expressar e experimentar Cristo, eu me preocupei mais em desfrutar do que Ele poderia me dar. O alvo não é minha alegria, nem minha paz, nem mesmo as bênçãos — o alvo é Deus, o próprio Deus.

Tenho medido minha vida por esse padrão supremo… ou por algo muito menor?

BAseado em O. Chambers

11/08/2025

A Experiência Terá de Ocorrer


"Elias subiu num redemoinho… E Eliseu nunca mais o viu." (2 Reis 2:12)

Enquanto Deus permitir, é natural depender de um “Elias” — aquela pessoa que serve como guia e exemplo na fé. Mas chegará o momento em que o Senhor permitirá que esse apoio seja retirado. Não porque falhou, mas porque Deus quer conduzir você a uma experiência pessoal e direta com Ele. Você poderá dizer: “Não consigo seguir sem Elias”, mas Deus responderá: “Você precisa, e vai seguir.”

Assim como Eliseu, haverá um dia em que você estará sozinho diante do seu “Jordão” (v.14). O Jordão simboliza a separação — um lugar onde ninguém pode atravessar por você. Tudo o que aprendeu ao lado do seu Elias será colocado à prova. Antes, você já esteve nesse ponto, mas sempre acompanhado. Agora, é só você e Deus. Se deseja provar que Ele é realmente quem diz ser, atravesse o seu Jordão confiando apenas n’Ele.

Depois, virá a sua “Jericó” (v.15) — o cenário onde você viu Deus agir poderosamente por meio do seu Elias. O impulso natural será esperar que alguém o lidere novamente, mas a lição é clara: confie no que já recebeu. Permaneça fiel, e Deus confirmará que está com você da mesma forma que esteve com Elias.

E então chegará a sua “Betel” (v.23). É o lugar onde sua sabedoria acaba, mas a sabedoria de Deus se revela. Quando não souber o que fazer e o medo ameaçar dominá-lo, escolha permanecer firme. Nesse momento, a verdade de Deus se manifestará e sua vida se tornará também um canal de bênção. Pegue o “manto” que herdou, ore com fervor e decida-se a confiar no Senhor — não porque Elias confiava, mas porque agora essa fé é sua.

Baseado em O. Chambers

10/08/2025

O Sacrifício Vivo

“Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem as suas almas ao fiel Criador, praticando o bem.” (1 Pedro 4:19)

Quando escolhemos o sofrimento, isso revela que algo está errado conosco; mas escolher seguir a vontade de Deus — mesmo que isso traga sofrimento — é algo completamente diferente. Nenhum de nós, como cristãos, opta pelo sofrimento por si só; o que escolhemos é viver conforme a vontade do Senhor, assim como Jesus fez, seja essa vontade marcada por dores ou por alegrias.

Também não devemos nos atrever a interferir no processo de disciplina e sofrimento que outro irmão está vivendo. Quem verdadeiramente agrada o coração de Jesus é aquele que ajuda outros irmãos a crescerem e amadurecerem para Deus acima de tudo. Curiosamente, as pessoas que mais nos fortalecem não são aquelas que se compadecem de nós; a compaixão, muitas vezes, enfraquece e atrapalha.

Só quem tem uma profunda intimidade com o Salvador consegue compreender a jornada de um servo de Deus. Quando aceitamos a compaixão dos irmãos, acabamos pensando que “Deus está sendo muito duro comigo”. Por isso, Jesus alertou que a autopiedade é obra do diabo (Mateus 16:23). Precisamos cuidar da reputação de Deus que habita em nós. É fácil falar mal do Seu caráter só porque Ele não responde imediatamente ou não se defende.

Rejeitemos a ideia de que Jesus precisou de compaixão em sua vida aqui na terra. Ele recusou a compaixão dos homens porque sabia que ninguém realmente compreendia o que Ele estava fazendo. Aceitou apenas a compaixão do Pai e dos anjos nos céus (Lucas 15:10).

Segundo os olhos do mundo, Deus parece desperdiçar a vida de Seus servos, colocando-os em lugares aparentemente inúteis. Nós até pensamos: “Deus me quer aqui porque sou muito útil para Ele.” Mas Jesus nunca mediu sua vida pela utilidade. Deus posiciona cada um onde Ele será glorificado, e não temos competência para julgar se o lugar ou as circunstâncias são viáveis ou não.

Baseado em O. Chambers 

09/08/2025

Você já parou para pensar que Deus ouve a oração de Jesus em nós?


Quando Jesus orou: “Pai, graças te dou porque me ouviste” (João 11:41), Ele estava totalmente consciente do Pai — e nada mais. E sabe o que isso significa para nós? Que, quando o Filho de Deus está formado em nós, o Pai também ouvirá as orações que fazemos.

Mas essa é a grande questão: estamos permitindo que o Filho viva plenamente dentro de nós? Nosso corpo, como diz a Palavra, é santuário do Espírito Santo — uma verdadeira Belém para que Cristo habite. Será que a vida simples, pura e obediente que Ele viveu aqui na terra está sendo reproduzida em nós? Ou, quando enfrentamos as lutas e acontecimentos do dia a dia, reagimos apenas como pessoas comuns, esquecendo que a oração de Jesus pode ser feita em nós e através de nós?

Jesus disse: “Naquele dia pedireis em meu nome…”. Esse “dia” é o momento em que o Espírito Santo nos torna realmente um com Ele. E aí vem outro ponto importante: será que o Senhor está satisfeito com a vida que leva em nós? Ou será que, sem perceber, empurramos o Filho de Deus para um canto, deixando que nosso próprio bom-senso assuma o trono?

O bom-senso é útil, é dom de Deus para a vida prática. Mas o que governa a nossa vida espiritual não é o bom-senso — é a sabedoria sobrenatural que vem de Cristo. Nossa inteligência, por si só, nunca consegue adorar verdadeiramente a Deus; ela precisa ser transformada, transfigurada, possuída pelo próprio Filho de Deus em nós.

Por isso, precisamos manter nosso corpo e nossa mente em total sujeição ao Senhor, para que Ele possa agir a qualquer momento. Vivendo assim, em dependência plena, a vida de Jesus se manifesta em cada detalhe — não só nos grandes momentos, mas nas pequenas coisas, nas minúcias do nosso dia.

E essa é a beleza: quando o Filho vive em nós, o Pai nos ouve, porque é o próprio Cristo orando através da nossa vida.
Baesado em O. Chambers

08/08/2025

Oração em Honra do Pai

 

“…E o Santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.” — Lucas 1:35

Se, de fato, o Filho de Deus nasceu em meu corpo mortal, será que a Sua santidade, simplicidade e perfeita unidade com o Pai têm encontrado espaço para se manifestar em mim da mesma forma?

O que aconteceu com a virgem Maria na introdução histórica do Filho de Deus ao mundo acontece, de maneira única, com cada cristão. O Filho de Deus nasce em nós pela ação direta de Deus. Sendo assim, como filhos, devemos viver no exercício constante desse direito: estar sempre diante do Pai, não apenas quando é conveniente.

Que eu possa perguntar a mim mesmo, com admiração: “Por que meu bom senso quer me desviar agora? Ele não sabe que preciso estar na casa de meu Pai?” (Lucas 2:49). Independentemente das circunstâncias, o Filho santo e inocente deve permanecer em contato permanente com o Pai que habita em mim.

Sou suficientemente simples para me identificar assim com o meu Senhor? Ele tem encontrado liberdade para cumprir a Sua maravilhosa vontade em minha vida? Deus consegue perceber que Seu Filho está sendo formado em mim (Gálatas 4:19) ou será que, de alguma forma, O tenho colocado de lado?

Ah, que grito se ouve nos dias atuais! Muitos clamam para que o Filho de Deus seja retirado, rejeitado, silenciado. Não há espaço para Ele; não há tempo para uma comunhão serena com o Pai no íntimo do coração humano.

Está o Filho de Deus orando através de mim ou sou eu quem tenta dar-Lhe ordens? Ele tem operado em mim como operava durante Sua vida aqui na terra? Sua paixão está viva em mim para que se cumpram plenamente os Seus propósitos?

Quanto mais conhecemos a vida interior dos servos mais experientes de Deus, mais entendemos o Seu objetivo: “preencher o que resta das aflições de Cristo” (Colossenses 1:24). Sempre haverá algo mais a ser completado nessa obra de preencher o que falta.

Baseado em O. Chambers 



07/08/2025

E se a oração não fosse apenas um momento, mas um modo de viver?


 Ao meditarmos sobre as palavras de Jesus – "Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?" (Lucas 2:49) – somos convidados a enxergar algo profundo: Ele não tratava o templo como um local de visita, mas como o lugar natural de sua existência.

E quanto a nós? Será que temos vivido como filhos que habitam continuamente na casa do Pai? Ou temos nos lembrado dela apenas nos dias difíceis?

Não estamos falando apenas de momentos devocionais, mas de um modo de estar no mundo – com a consciência viva de que pertencemos a Deus. A oração, então, se torna mais do que palavras ditas no secreto: ela se transforma em comunhão constante, em sintonia viva com Aquele que habita em nós.

A infância de Jesus não foi uma espera passiva por sua missão adulta. Ela foi marcada pela presença consciente do Pai. E esse modelo nos desafia: será que temos nos identificado com o Filho? Será que deixamos que o Espírito de Cristo viva, aja e ministre através de nós em cada canto da vida – no lar, no trabalho, nas conversas e nas escolhas?

Não estamos passando por certas situações por acaso. Muitas vezes, Deus permite caminhos específicos porque está moldando em nós o mesmo relacionamento que teve com seu Filho: santo, íntimo, obediente.

Viver em oração é isso: não apenas falar com Deus, mas habitar com Ele. É permitir que Jesus viva Sua vida em nós, do mesmo jeito que viveu entre os homens.

Baseado em O. Chambers 

06/08/2025

“E se a oração não fosse sobre pedir… mas sobre morrer com Cristo?”


Quantas vezes olhamos para a cruz apenas como uma experiência difícil pela qual somos obrigados a passar? Mas, quando caminhamos juntos nesse caminho, percebemos que ela é, na verdade, um convite. Um convite à total e absoluta identificação com Jesus — e essa identificação se aprofunda na oração.

Jesus nos ensinou que o Pai já conhece nossas necessidades antes mesmo de pedirmos. Então, por que orar? Vamos descobrindo que o verdadeiro propósito da oração não é receber bênçãos, mas sermos alinhados com o próprio caráter de Deus. À medida que oramos, Ele nos molda — e não atender um pedido não é ausência de resposta, mas parte da sua graça formadora.

Quando buscamos a Deus só para obter o que desejamos, a frustração bate à porta. Mas quando entramos na oração para sermos transformados, para que a vida de Cristo seja gerada em nós, passamos a ver a oração como comunhão, não cobrança.

E é nesse lugar que tudo muda: a oração deixa de ser prova de que Deus responde, e se torna prova de que pertencemos a Ele. Será que já estamos vivendo esse nível de identificação? Quando a vida de oração de Jesus se torna a nossa, já não há separação entre o clamor dEle e o nosso. Nessa união, até o silêncio carrega resposta.

Baseado eem O. Chambers

05/08/2025

Nem todo chamado de Deus parece bonito… mas todo chamado dEle é santo.

Você já reparou que Jesus levou os discípulos a um caminho que parecia dar errado desde o início? Ele os convidou para acompanhá-lo em direção ao que, aos olhos humanos, seria um grande fracasso: Sua própria morte.

Era como se tudo estivesse fora do controle. Mas, na verdade, era o cumprimento exato do plano de Deus.
Aquilo que o mundo inteiro chamou de derrota, foi — do ponto de vista divino — a maior vitória da história.

E sabe o que é mais desconcertante? Deus ainda chama pessoas assim. Ele nos chama para viver propósitos que nem sempre entendemos de imediato.
Às vezes, a vida nos leva por caminhos escuros, silenciosos e difíceis — e, mesmo assim, são parte da vontade de Deus.

O chamado de Deus nem sempre é visível por fora. Ele não se explica por palavras, mas por discernimento interior. É como o som do mar — só entende quem carrega a natureza do mar dentro de si.

À medida que caminhamos com Deus, vamos percebendo que não precisamos saber todos os porquês.
A simplicidade da fé nos leva a confiar que Deus sabe exatamente o que está fazendo.
Quem vive tentando encaixar Deus nos próprios planos perde o descanso de simplesmente caminhar com Ele.

Vamos aprender a confiar no plano dEle, mesmo quando parecer confuso.
Porque com Deus, o que parece fracasso… pode ser apenas o começo da Glória.

Baseado em O. Chambers 

 

04/08/2025

O Companheirismo de Coragem de Deus


"Tomando consigo os doze..." – Lucas 18:31

Que coragem é essa que Deus tem – confiar em pessoas como nós! Às vezes pensamos: "Mas eu não sou digno. Não tenho nada de especial." E, na verdade, é exatamente por isso que Ele nos escolhe. Quando ainda nos agarramos à ideia de que temos algo a oferecer por nós mesmos, Deus precisa esperar. Porque enquanto houver autoconfiança, ainda não há espaço para os propósitos dEle.

Mas quando abrimos mão da nossa suficiência... quando reconhecemos nossa pobreza interior... então Ele nos chama. E nos chama não para qualquer lugar, mas para Jerusalém – o lugar do propósito, da entrega e da cruz. Um convite que não vem com explicações, mas com direção. Ele apenas diz: "Vem comigo." E espera que confiemos.

Temos o costume de medir nossa utilidade pelas habilidades naturais, inteligência, força de caráter... mas isso, diante de Deus, não pesa tanto quanto pensamos. O que Ele busca não é o que temos por natureza, mas o que estamos dispostos a receber dEle. O verdadeiro companheiro de Deus é aquele que sabe: "Sem o Senhor, nada posso." É esse que Ele transforma em instrumento útil.

Na vida cristã, não lutamos por nossa causa. Vivemos pela causa de Deus, mesmo quando não entendemos todos os Seus caminhos. E é por isso que precisamos proteger, acima de tudo, o nosso relacionamento com Ele. Porque o que fazemos para Deus só tem valor se nascer daquilo que somos com Deus.

Se esse relacionamento for abalado por qualquer motivo, não devemos continuar como se nada estivesse acontecendo. Precisamos parar e restaurá-lo. O maior chamado que recebemos não é o de realizar grandes feitos, mas o de manter viva e constante nossa comunhão com o Pai – porque é justamente aí que tudo começa... e é isso que o inimigo mais tenta destruir.

Baseado em O. Chambers

03/08/2025

O Grande Propósito de Deus

 

Eis que subimos para Jerusalém" – Lucas 18:31.

Jerusalém, na vida de Jesus, foi o ponto culminante da vontade do Pai. Ele mesmo declarou: "Não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou" (João 5:30). Esse desejo de obedecer ao Pai foi a força que moveu toda a sua caminhada. Nenhuma circunstância – seja alegria ou tristeza, reconhecimento ou rejeição – desviou-o desse propósito. Ele “decidiu firmemente ir para Jerusalém” (Lucas 9:51).

A lição que isso nos deixa é profunda: também nós estamos subindo para Jerusalém, não para cumprir nossos planos, mas para realizar o propósito de Deus em nossas vidas. Naturalmente, carregamos sonhos e desejos próprios, mas a vida cristã não gira em torno de objetivos pessoais. Hoje se fala muito em nossas escolhas por Cristo, em nossas decisões espirituais. No entanto, o Novo Testamento nos revela algo mais profundo: é o impulso da vontade de Deus operando dentro de nós.

Jesus disse: "Não fostes vós que me escolhestes a mim; fui eu que vos escolhi..." (João 15:16). Não entramos em um acordo consciente com Deus; muitas vezes, somos levados por Ele sem sequer percebermos. À medida que seguimos, o propósito dEle pode até parecer confuso, distante, como se Deus estivesse errando o caminho — mas, na verdade, somos nós que não enxergamos com clareza a Jerusalém que Ele tem em mente.

No início da caminhada cristã, achamos que sabemos o que Deus quer: “Tenho que ir a tal lugar”, “Deus me chamou para uma missão específica”. E então partimos. Mas, mesmo enquanto atuamos, há algo mais profundo acontecendo dentro de nós — um chamado interior mais forte do que qualquer tarefa. O que fazemos, por mais importante que pareça, muitas vezes é apenas o andaime de algo maior que ainda está sendo construído.

"Tomando consigo os doze" — Ele continua a nos chamar. Sempre há mais além do que já conhecemos

Baseado em O. Chambers 

02/08/2025


 

Nem sempre o livramento vem como a gente espera… às vezes, ele nos encontra no meio da tempestade."

Muita gente pensa que ser cristão significa não ter mais problemas. Mas Jesus nunca prometeu uma vida fácil — Ele prometeu presença. Ele disse: “No mundo passareis por aflições, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo” (João 16:33).

A verdadeira libertação não é a ausência de problemas, mas a segurança no meio deles. O Salmo 91 não diz que não enfrentaremos pragas ou perigos, mas afirma que aquele que habita no esconderijo do Altíssimo descansará, mesmo no caos.

A força espiritual nasce da tensão, da luta, do desgaste espiritual. Deus não nos dá a força de amanhã, mas sim a necessária para o agora. À medida que enfrentamos, crescemos. À medida que confiamos, vencemos.

Você está pedindo vida, liberdade, alegria? Elas vêm junto com a tensão, com os desafios. Mas quando enfrentamos com fé, Deus nos alimenta da árvore da vida e nos fortalece no que parecia impossível.

Baseado em O. Chambers 

01/08/2025

"Será que nossa obediência está abrindo ou fechando portas para Deus agir onde Ele quer?"

Há lugares dos quais Deus nos manda sair — e não porque Ele os despreze, mas porque Ele mesmo irá até lá. Quando Ele diz "Vai", e decidimos ficar por medo, por senso de responsabilidade ou por apego, podemos estar atrapalhando o próprio agir de Deus. Mas quando obedecemos, mesmo sem entender, Ele mesmo entra em cena.

Jesus partiu para ensinar nas cidades dos discípulos depois de instruí-los. Ele vai onde nós não podemos mais ir, ou onde Ele mesmo nos proibiu de continuar. Se ficamos, talvez Ele não entre; mas se partimos em obediência, Ele pode entrar.

Às vezes, queremos tanto instruir, explicar, controlar a situação, que nos colocamos no caminho. Jesus levou os discípulos ao monte da transfiguração, e eles queriam montar tendas. Mas Deus queria que eles simplesmente ouvissem: “Este é o meu Filho amado, a Ele ouvi”.

Há momentos em que Deus nos manda esperar — não em passividade, mas em vigilância obediente. Esperar é continuar fazendo o que Ele nos mandou, mesmo sem ver o resultado. Esperar é confiar que Ele agirá no tempo certo, da forma que escolheu — não da forma como já imaginamos que seria.

Esses são alguns modos sutis, mas profundos, de como Deus ainda opera. Nem sempre da forma que esperamos, mas sempre de acordo com Sua vontade. 

Baseado em O. Chambers