22/07/2025

"Você já se perguntou por que a santificação parece tão dolorosa?"


 Foi exatamente isso que me perguntei enquanto refletia sobre 1 Tessalonicenses    4.3:
"Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação."

Fui levada a entender que a santificação não acontece sem uma profunda transformação — e essa transformação envolve, antes de tudo, um tipo de morte. Deus começa o processo pelo lado mais duro: o de me despir de tudo o que não é Ele.

Confesso que, no início, lutei. Algo dentro de mim se debatia contra o que o Espírito Santo revelava. É como Jesus disse em Lucas 14:26 — é preciso "aborrecer a própria vida" para ser Seu discípulo. Essa não é uma exigência leve. É uma batalha interior feroz. Já vivi momentos em que me vi tentando negociar com Deus, dizendo: "Mas isso é demais, Senhor!" — como se Ele estivesse pedindo mais do que eu poderia suportar.

Mas foi exatamente ali, nesse lugar de entrega total, que experimentei a santificação de verdade. O Espírito começou a me esvaziar até que não restasse nada além de mim mesma — sem máscaras, sem depender da opinião dos outros, sem meus próprios interesses. E foi nesse “nada” que Jesus me encontrou.

Mateus 10:34 passou a fazer mais sentido pra mim: "Não vim trazer paz, mas espada." A espada corta, separa, confronta — mas também liberta.

A pergunta que ficou no meu coração e deixo pra você é: Será que estamos dispostos a sermos apenas "nós mesmos", despidos de tudo, para que Cristo viva em nós?
Porque quando isso acontece... Ele mesmo nos santifica, por completo. E aí passamos a viver com um único foco: Deus.

A santificação não é algo que Jesus nos entrega — é Ele mesmo vivendo em nós.
(1 Coríntios 1:30)

Baseado em O. Chambers

 

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