Fui levada a entender que a santificação não acontece sem uma profunda transformação — e essa transformação envolve, antes de tudo, um tipo de morte. Deus começa o processo pelo lado mais duro: o de me despir de tudo o que não é Ele.
Confesso que, no início, lutei. Algo dentro de mim se debatia contra o que o Espírito Santo revelava. É como Jesus disse em Lucas 14:26 — é preciso "aborrecer a própria vida" para ser Seu discípulo. Essa não é uma exigência leve. É uma batalha interior feroz. Já vivi momentos em que me vi tentando negociar com Deus, dizendo: "Mas isso é demais, Senhor!" — como se Ele estivesse pedindo mais do que eu poderia suportar.
Mas foi exatamente ali, nesse lugar de entrega total, que experimentei a santificação de verdade. O Espírito começou a me esvaziar até que não restasse nada além de mim mesma — sem máscaras, sem depender da opinião dos outros, sem meus próprios interesses. E foi nesse “nada” que Jesus me encontrou.
Mateus 10:34 passou a fazer mais sentido pra mim: "Não vim trazer paz, mas espada." A espada corta, separa, confronta — mas também liberta.
Baseado em O. Chambers

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