"Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de nos congregar", Hebreus 10:24-25
Sabe quando bate aquela vontade de ficar na nossa bolha espiritual, bem quietinho, só curtindo uma paz? Eu já estive nesse lugar. Achei que estava tudo bem — orando, lendo a Bíblia, ouvindo louvor — e estava mesmo... até certo ponto. Mas comecei a perceber que isso, sozinho, era uma espécie de "zona de conforto espiritual".
A carta aos Hebreus me deu uma cutucada daquelas. Não era só sobre buscar paz, conforto e alegria com Deus. Era sobre se envolver com os outros, estimular o amor e as boas obras, estar junto — mesmo quando o mundo lá fora parece injusto, ingrato e barulhento. E vamos ser sinceros: nesses momentos, tudo que a gente quer é se esconder num canto e dizer: "Deus, me deixa só sentir Tua paz aqui no meu cantinho..."
Mas aí percebi: isso é só o começo do erro. Comecei a usar a oração e a Palavra como refúgio do mundo, e não como impulso pra viver o que Jesus viveu. Queria o Jesus que dá alegria, mas relutei com o Jesus que manda sair do comodismo. Queria o alívio, mas não queria o chamado.
Aí vem Pedro e solta: "Considero justo despertar vocês com essas lembranças" (2 Pedro 1:13). Ou seja, de vez em quando a gente precisa mesmo de uma "cotovelada santa" de alguém que nos sacode. Nem sempre é gostoso, mas é necessário.
Entendi que espiritualidade verdadeira não é reclusão, não é comodismo. É presença. É movimento. É sair pra avisar os irmãos, como Jesus mandou. É viver a fé fora da bolha.
E você, já percebeu quando estava só “curtindo Deus” sem se deixar ser enviado por Ele?
Baseado em O. Chambers

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