17/07/2025

O Milagre de Crer

               

 Em 1 Coríntios 2:1-5, o apóstolo Paulo afirma que sua pregação não consistiu em linguagem persuasiva ou sabedoria humana. Essa declaração não é motivada por falsa humildade, mas revela um princípio espiritual profundo: quando a apresentação do evangelho se baseia em palavras impressionantes ou eloquência, corre-se o risco de obscurecer o verdadeiro poder de Deus.

O ato de crer em Jesus Cristo não é fruto da razão humana ou da emoção provocada por discursos convincentes. Trata-se de um milagre que nasce da ação direta do Espírito Santo por meio da obra redentora de Cristo. O poder criativo da redenção se manifesta não por causa da habilidade do pregador, mas pela eficácia do próprio evangelho.

Nesse contexto, o verdadeiro “jejum” do pregador não está apenas em abster-se de alimentos, mas em renunciar à tentação de usar técnicas de persuasão, retórica refinada ou performances que atraiam louvor para si. Qualquer esforço para impressionar pode se tornar um obstáculo à pureza da mensagem e à atuação do poder de Deus.

O pregador é apenas um instrumento, um embaixador, como afirma 2 Coríntios 5:20: “Como se Deus exortasse por nosso meio”. A responsabilidade é anunciar a mensagem de Cristo, e não buscar glória pessoal ou promover ideais humanos.

Se a resposta à pregação for apenas admiração pela forma como foi dita — e não uma aproximação sincera a Jesus —, então houve falha no propósito. Quando há qualquer traço de vanglória humana na apresentação da mensagem, o risco é transformar-se num empecilho à ação redentora.

Jesus declarou: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo” (João 12:32).
É Ele quem atrai. É Ele quem transforma.
Crer é, e sempre será, milagre.

Baseado em O. Chambers 

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