“Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem; porque eu o sou.” (João 13:13)
Jesus nunca impõe Sua autoridade sobre mim. Ele não exige, não força, não diz: “Você tem que fazer isso!” Pelo contrário, Ele me dá total liberdade para escolher segui-Lo ou não. Tão livre, que posso rejeitá-Lo — como muitos fizeram — ou até andar em oposição a Ele — como outros já andaram. Ele permanece em silêncio, respeitando minha escolha.
Mas, quando Sua vida começa a ser formada em mim por meio da redenção, eu passo a reconhecer, de forma natural e imediata, que Ele tem todo o direito de governar minha vida. Não é uma imposição, é um domínio moral e justo. Como está escrito em Apocalipse 4:11: “Tu és digno”.
O que há em mim que resiste a essa entrega é justamente o que ainda não foi transformado. Quando não reconheço a santidade em alguém que Deus coloca em meu caminho, ou ignoro as revelações que recebo por meio dessa pessoa, estou, na verdade, revelando minha própria imaturidade e indignidade espiritual.
Deus vai moldando o meu caráter através de pessoas que estão um passo à frente de mim na caminhada com Ele — não necessariamente mais inteligentes, mas espiritualmente mais maduras. Até que, enfim, eu me rendo por completo à autoridade do Senhor Jesus.
A partir daí, minha postura muda: minha obediência se torna total e voluntária, dirigida somente a Ele.
Se Jesus exigisse obediência como uma ordem, Ele se pareceria com um chefe rígido, não com um Senhor amoroso e digno. Mas Ele não força nada. Ele espera. E quando meus olhos O enxergam de verdade, a obediência se torna um reflexo natural da minha adoração.
O verdadeiro sinal do meu crescimento na graça é a forma como passo a enxergar a obediência. Ela não é submissão forçada, mas relacionamento entre iguais: como o de um pai e um filho — não de um patrão e um servo.
Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” e também: “Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”.
Ou seja, Jesus obedeceu porque já era Filho — e não para provar que merecia esse lugar. A obediência d’Ele foi expressão do Seu amor e entrega, e a minha também deve ser.
Baseado em O. Chambers

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