O que define um verdadeiro discípulo de Jesus não é apenas fazer o que é bom ou correto diante dos homens, mas ter os motivos transformados no mais profundo do ser. A vida cristã não se resume a boas ações externas, mas a uma pureza interior gerada por Deus. O que excede o "fazer bem" é o "ser de bem" — e isso só acontece quando a própria natureza de Cristo é implantada em nós.
Jesus veio nos oferecer uma nova herança espiritual — uma justiça que nasce de dentro, que ultrapassa a justiça dos escribas e fariseus, que era apenas formal. Ele nos chama a uma justiça que alcança os pensamentos, as intenções e os desejos mais profundos do coração. Em outras palavras, Jesus está dizendo: "Se você é meu discípulo, sua justiça não pode ser apenas visível; ela precisa ser verdadeira até nas motivações mais secretas."
É possível viver assim? Somente se Cristo viver em nós. Somente o Filho de Deus é capaz de permanecer diante da luz santa de Deus e não ser repreendido em nada. E é exatamente isso que Ele oferece: colocar em nós Sua própria natureza, nos tornando puros como crianças que vivem n’Ele.
Essa pureza que Deus exige não pode ser alcançada por regras ou obediência a leis externas. Ela vem de dentro, de uma mudança de origem, de fonte. A salvação que Jesus nos dá não é uma reforma de comportamento, mas uma transformação radical de hereditariedade. Ele muda nossa essência, e com isso, os nossos motivos também são santificados.
A grande maravilha do Evangelho é essa: Cristo em nós, a esperança da glória (Cl 1:27).
Baseado em O> Chambers

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