31/07/2025

Sendo Totalmente Dele

"Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes." — Tiago 1:4

É possível que sejamos firmes e corretos nas áreas mais visíveis da nossa vida espiritual. Mas, se olharmos com sinceridade, talvez ainda existam cantos do coração onde somos descuidados. Não estamos falando necessariamente de pecado, mas de traços da velha natureza — pequenos hábitos carnais que ainda toleramos. Esse tipo de desleixo, por menor que pareça, desonra o Espírito Santo.

Deus não quer apenas que sejamos íntegros no essencial, mas também em cada detalhe. Comer, beber, cultuar — tudo deve refletir reverência e ordem. A vida com Deus não é dividida entre o “espiritual” e o “comum”. Ele olha cada área com o mesmo cuidado. E por isso, tantas vezes, Ele nos faz retornar ao mesmo ponto. Quantas vezes você já percebeu Deus tratando do mesmo aspecto da sua vida? Ele insiste porque deseja que sejamos completos, inteiros, sem lacunas.

Talvez você lute com impulsividade, ou com distrações que minam seu foco, ou até com uma independência que resiste em se submeter. Seja o que for, Deus trabalha com paciência, chamando nossa atenção para aquilo que ainda precisa ser alinhado.

Nesses meses, talvez você tenha vivido momentos profundos com Deus, recebido revelações sobre a redenção e sentido uma comunhão real com Ele. E é verdade: nas questões centrais, estamos de pé. Mas o Espírito ainda sussurra, como através de Tiago: “A perseverança precisa completar sua obra.”

Fique atento aos pequenos desvios. Aquilo que você diz: “Ah, assim tá bom.” — Deus pode estar dizendo: “Ainda não.” Ele não nos deixa inacabados. O desejo do Senhor é que sejamos completamente Dele.

Baseado em O. Chambers 

30/07/2025

A Disciplina da Desilusão


 


"Mas o próprio Jesus não se confiava a eles... porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana." — João 2:24-25

A desilusão tem o poder de quebrar nossas falsas percepções. Quando ela vem pelas mãos de Deus, nos ajuda a enxergar as pessoas como realmente são — sem nos tornar céticos, duros ou amargos. Pelo contrário, esse tipo de desilusão purifica o olhar, revelando que muitos dos sofrimentos da vida surgem de ilusões que criamos sobre os outros.

Frequentemente, projetamos expectativas irreais nas pessoas, amando mais a imagem que formamos delas do que a realidade que carregam. E quando essas expectativas são frustradas, nos sentimos traídos, nos tornamos frios, e por vezes até vingativos. Mas a raiz do problema está em exigir do outro aquilo que só Deus pode oferecer: perfeição, fidelidade, plenitude.

Jesus conhecia bem a natureza humana. Ele não colocava sua confiança nos homens, mas nunca foi desconfiado ou ressentido. Sua segurança estava em Deus e na transformação que a graça divina pode operar em qualquer um. Por isso, nunca se desesperava com o fracasso alheio.

Quando colocamos a nossa esperança em pessoas, mais cedo ou mais tarde nos decepcionamos — e, com isso, podemos cair no erro de desacreditar de todos. Mas quando a nossa lealdade está primeiro em Cristo, aprendemos a amar os outros de forma realista, compassiva e sem ilusões destrutivas.

Baseado em O. Chambers 

29/07/2025

A Segunda milha com Jesus muda tudo !


 

Você Consegue Ver Jesus nas Nuvens?

 "Eis que vem com as nuvens..." – Apocalipse 1:7

Na Bíblia, as nuvens quase sempre acompanham a presença de Deus. Elas representam aquelas situações difíceis – tristezas, dores, perdas – que parecem desafiar o cuidado e o controle dEle. Mas são exatamente essas nuvens que o Espírito Santo usa para nos ensinar a viver pela fé. Sem nuvens, não aprenderíamos a confiar. “As nuvens são o pó dos seus pés” (Naum 1:3) – ou seja, são um sinal de que Ele está ali, bem perto.

É uma revelação tremenda perceber que o sofrimento, a solidão e a angústia podem ser marcas da presença de Deus. Ele não vem a nós com toda a Sua glória sem nos cobrir com uma nuvem – ela é, de certo modo, uma proteção.

Deus não está apenas tentando nos ensinar algo nas provações; muitas vezes, Ele quer que desaprendamos – que deixemos de lado ideias erradas, apegos, ilusões. A cada nuvem, Ele simplifica nossa fé, até que o relacionamento com Ele se torne como o de uma criança: só Deus e a nossa alma. Quando ainda precisamos que outras pessoas validem nossa fé, é sinal de que nuvens ainda virão.

Você tem percebido seu relacionamento com Deus se tornando mais simples e mais profundo?

Existe uma conexão entre as misteriosas providências de Deus e o que já conhecemos sobre Ele. Precisamos aprender a interpretar os mistérios da vida à luz do Seu caráter. Se não conseguimos encarar as sombras sem desconfiar do coração de Deus, talvez ainda não O conheçamos de verdade.

“E ficaram com medo ao entrarem na nuvem...” (Lucas 9:34). Mas dentro da nuvem estava Jesus. Há mais alguém dentro da sua nuvem hoje? Se houver, pode ser que ela se torne ainda mais escura. Mas quando restar apenas Jesus – como em Marcos 9:8 – a luz começará a brilhar.

Baseado em O. Chambers 

28/07/2025

Você já se perguntou por que, mesmo obedecendo a Deus, as coisas não parecem dar certo?


 Foi exatamente essa pergunta que me atravessou enquanto meditava em Marcos 6:45-52. Jesus compeliu os discípulos a embarcar — ou seja, foi Ele quem os colocou diretamente naquela tempestade. Isso me confrontou profundamente. Às vezes, eu penso que obedecer a Deus vai me levar direto ao sucesso... mas será que esse é mesmo o alvo dEle?

Deus não está tão interessado em me conduzir ao “meu sonho”, mas em me ensinar a depender completamente dEle. O que eu chamo de processo, Deus chama de propósito. E isso muda tudo.

O treino de Deus é agora. O alvo de Deus não é “lá na frente”. É aqui, no meio da confusão, quando vejo Jesus andando sobre as águas — sobre o caos da minha própria vida. A pergunta não é mais se estou chegando a algum lugar, mas se estou confiando nEle neste exato momento.

Baseado em O. Chambers 


27/07/2025

O Caminho Para o Conhecimento


 

"Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina..." — João 7:17

Você já percebeu que entender profundamente as coisas de Deus não vem apenas por estudar ou ler muito? O verdadeiro conhecimento espiritual nasce da obediência prática. Enquanto o conhecimento científico exige curiosidade intelectual, o entendimento dos ensinos de Jesus só é acessível quando nos rendemos de corpo e alma à vontade dEle.

Se há algo que eu não consigo compreender nas verdades espirituais, preciso perguntar com sinceridade: Será que já recebi uma orientação de Deus à qual estou resistindo? A falta de luz espiritual nem sempre é ignorância — muitas vezes, é fruto de uma desobediência oculta. Recusamos obedecer, e depois nos perguntamos por que a vida espiritual não avança.

Toda vez que Deus fala conosco, somos imediatamente provados quanto ao que ouvimos. Se ignoramos o que Ele pede, o crescimento trava. Lembre-se das palavras de Jesus: “Se, pois, ao trazeres a tua oferta ao altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem algo contra ti... vai primeiro reconciliar-te com teu irmão.” Isso é sério. Deus não quer religiosidade — Ele quer relacionamento sincero e atitudes coerentes com a fé que professamos.

O ensino de Jesus é profundamente prático. Ele penetra no nosso dia a dia, na forma como tratamos os outros, nas conversas, nas decisões. O Espírito Santo nos torna conscientes de coisas que antes nem nos incomodavam. Ele desmonta a nossa autodefesa e nos mostra a verdade com amor, mas sem rodeios.

Então, se o Senhor te convencer de algo hoje, não fuja. Não tente se esconder atrás de desculpas ou religiosidade. Obedeça — mesmo que pareça difícil, mesmo que te rotulem. Só assim o coração se abre para a verdadeira luz. Obediência é o portal do conhecimento espiritual.

Baseado em O. Chambers 

26/07/2025

A Caminho da Pureza

"Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus pensamentos, homicídios, adultérios, imoralidades sexuais, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São essas coisas que contaminam o homem..."

Mateus 15:18-20

Às vezes confundimos ignorância com inocência. Achamos que por não termos consciência de certos pensamentos ou atitudes, somos puros. Mas quando ouvimos as palavras firmes de Jesus sobre o que realmente sai do nosso coração, sentimos resistência. Pensamos: “Eu? Nunca pensei nada assim!”. E então rejeitamos aquilo que Ele revela.

Mas precisamos decidir: Jesus é ou não a autoridade máxima sobre o coração humano? Vou confiar na minha percepção limitada de mim mesma ou vou crer no diagnóstico d’Ele?

A verdade é que, com o tempo, se formos sinceros conosco, acabamos reconhecendo que Jesus tem razão. E essa descoberta nos choca: há dentro de nós inclinações que nunca imaginamos admitir. A ilusão da inocência cai por terra. Talvez nunca tenhamos cometido certos pecados não por virtude, mas por medo ou por limites sociais. Mas, quando estamos nus diante de Deus, sem máscaras, percebemos: o mal está mais próximo do que gostaríamos de admitir — e Jesus, mais uma vez, estava certo.

A boa notícia é que não estamos sem saída. A única proteção real que temos é a redenção em Cristo. Quando nos rendemos totalmente a Ele, não precisamos provar os caminhos escuros que o nosso próprio coração é capaz de seguir. A pureza, que está além do nosso alcance natural, passa a ser possível. Porque o Espírito Santo, habitando em nós, manifesta a mesma pureza que se viu na vida de Jesus.

Baseado em O> Chambers 

25/07/2025

Será que Sou Abençoado Assim?

"Bem-aventurados os...", Mateus 5:3-11

Quando ouvimos pela primeira vez as palavras de Jesus nas bem-aventuranças, elas soam simples, bonitas — até poéticas. Mas, por parecerem distantes da nossa realidade, muitas vezes acabam passando pelo nosso coração sem realmente nos impactar. É como se pertencessem a um mundo ideal, longe da correria, dos conflitos e das exigências da vida real.

No entanto, cedo ou tarde, as circunstâncias da vida nos confrontam com essas palavras — e então elas se tornam dinamite espiritual. Quando o Espírito Santo traz uma bem-aventurança à tona em momentos específicos, sentimos o impacto: “Uau... isso é mais profundo do que parece.” É nesse instante que nos deparamos com uma escolha: estamos dispostos a viver a revolução que essas palavras carregam?

Viver o Sermão do Monte não é uma questão de seguir regras ao pé da letra. Isso até uma criança pode tentar. Mas quando o Espírito Santo aplica essas palavras ao nosso cotidiano — ao que sentimos, ao que falamos, à forma como reagimos — então estamos diante de um chamado sério. Não se trata de entender com a mente, mas de ser transformado no espírito. Essa é a obra de quem já nasceu de novo e está sendo santificado.

Os ensinos de Jesus são tão diferentes da lógica natural que, no começo, podem até parecer desconfortáveis. Mas o Espírito Santo vai ajustando, dia após dia, nosso jeito de viver à maneira de Cristo. O Sermão do Monte não é um manual de regras externas — é o retrato de como passamos a viver quando o Espírito de Deus realmente governa a nossa vida.

Baseado em O. Chamber

24/07/2025

A Natureza de Cristo em Nós e os Motivos do Coração


 "Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus." — Mateus 5:20

O que define um verdadeiro discípulo de Jesus não é apenas fazer o que é bom ou correto diante dos homens, mas ter os motivos transformados no mais profundo do ser. A vida cristã não se resume a boas ações externas, mas a uma pureza interior gerada por Deus. O que excede o "fazer bem" é o "ser de bem" — e isso só acontece quando a própria natureza de Cristo é implantada em nós.

Jesus veio nos oferecer uma nova herança espiritual — uma justiça que nasce de dentro, que ultrapassa a justiça dos escribas e fariseus, que era apenas formal. Ele nos chama a uma justiça que alcança os pensamentos, as intenções e os desejos mais profundos do coração. Em outras palavras, Jesus está dizendo: "Se você é meu discípulo, sua justiça não pode ser apenas visível; ela precisa ser verdadeira até nas motivações mais secretas."

É possível viver assim? Somente se Cristo viver em nós. Somente o Filho de Deus é capaz de permanecer diante da luz santa de Deus e não ser repreendido em nada. E é exatamente isso que Ele oferece: colocar em nós Sua própria natureza, nos tornando puros como crianças que vivem n’Ele.

Essa pureza que Deus exige não pode ser alcançada por regras ou obediência a leis externas. Ela vem de dentro, de uma mudança de origem, de fonte. A salvação que Jesus nos dá não é uma reforma de comportamento, mas uma transformação radical de hereditariedade. Ele muda nossa essência, e com isso, os nossos motivos também são santificados.

A grande maravilha do Evangelho é essa: Cristo em nós, a esperança da glória (Cl 1:27).

Baseado em O> Chambers 

23/07/2025

Santificação – O Mistério da Vida de Cristo em Nós


"Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou da parte de Deus... santificação", 1 Coríntios 1:30

A santificação é um dos mistérios mais preciosos da vida cristã. Não é algo que conquistamos aos poucos, nem fruto de esforço pessoal ou disciplina moral. É, antes de tudo, o resultado da presença de Cristo vivendo em nós.

Tudo o que Jesus é — Sua santidade, amor, paciência, fé e pureza — nos é concedido como oferta, não de forma gradual, mas plena e instantânea, no momento em que cremos que Ele “se nos tornou santificação da parte de Deus”.

O segredo da santificação não está em imitar Jesus, mas em permitir que as qualidades dEle sejam livremente manifestadas em nós. Como diz Colossenses 1:27, “Cristo em vós, a esperança da glória”. É a própria vida de Jesus sendo imputada em nós pela graça, não uma imitação externa, mas uma realidade interior.

Santificação é Cristo implantado em nosso interior. Não é adquirir o poder de ser santo, mas receber a própria santidade dEle, que passa a se manifestar em nossa carne humana de maneira real, espontânea e sobrenatural.

Essa obra não é um comportamento, mas uma transformação profunda. A perfeição está em Jesus, e o mistério glorioso é que todas as virtudes dEle estão à nossa disposição, por meio da Sua presença. Assim, aprendemos a viver uma vida que não é apenas moralmente correta, mas espiritualmente poderosa — mantida pelo poder de Deus (1 Pedro 1:5).

Santificação é mais que esforço — é Cristo vivendo em nós.

Texto baseado em O. Chambers

22/07/2025

"Você já se perguntou por que a santificação parece tão dolorosa?"


 Foi exatamente isso que me perguntei enquanto refletia sobre 1 Tessalonicenses    4.3:
"Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação."

Fui levada a entender que a santificação não acontece sem uma profunda transformação — e essa transformação envolve, antes de tudo, um tipo de morte. Deus começa o processo pelo lado mais duro: o de me despir de tudo o que não é Ele.

Confesso que, no início, lutei. Algo dentro de mim se debatia contra o que o Espírito Santo revelava. É como Jesus disse em Lucas 14:26 — é preciso "aborrecer a própria vida" para ser Seu discípulo. Essa não é uma exigência leve. É uma batalha interior feroz. Já vivi momentos em que me vi tentando negociar com Deus, dizendo: "Mas isso é demais, Senhor!" — como se Ele estivesse pedindo mais do que eu poderia suportar.

Mas foi exatamente ali, nesse lugar de entrega total, que experimentei a santificação de verdade. O Espírito começou a me esvaziar até que não restasse nada além de mim mesma — sem máscaras, sem depender da opinião dos outros, sem meus próprios interesses. E foi nesse “nada” que Jesus me encontrou.

Mateus 10:34 passou a fazer mais sentido pra mim: "Não vim trazer paz, mas espada." A espada corta, separa, confronta — mas também liberta.

A pergunta que ficou no meu coração e deixo pra você é: Será que estamos dispostos a sermos apenas "nós mesmos", despidos de tudo, para que Cristo viva em nós?
Porque quando isso acontece... Ele mesmo nos santifica, por completo. E aí passamos a viver com um único foco: Deus.

A santificação não é algo que Jesus nos entrega — é Ele mesmo vivendo em nós.
(1 Coríntios 1:30)

Baseado em O. Chambers

 

21/07/2025

A Entrada e o Caminho do Reino


"Bem-aventurados os pobres de espírito." – Mateus 5:3

Antes de apresentar Jesus como Mestre, precisamos encontrá-Lo como Salvador. Se o vemos apenas como um Mestre, Suas palavras se tornam um fardo — um ideal inatingível que só nos mostra o quanto somos incapazes. Dizer a alguém para viver uma vida perfeita, ser puro de coração, ir além do dever, dedicar-se completamente a Deus… sem antes experimentar a salvação, é empurrá-lo ao desespero.

Mas quando nascemos de novo, quando somos regenerados pelo Espírito de Deus, tudo muda. Descobrimos que Jesus não veio apenas para nos ensinar, mas para nos transformar — para fazer em nós aquilo que Ele mesmo ensinou.

A redenção é isso: a vida de Cristo sendo formada em nós. Ele coloca em nosso coração o mesmo Espírito que governava a vida d’Ele. E é a partir dessa nova disposição interior que a obediência se torna possível — não um peso, mas um fruto.

O Sermão do Monte não foi feito para alimentar o orgulho humano, mas para expor sua falência. É quando percebemos que não conseguimos viver esses padrões por nós mesmos que o Reino se abre diante de nós. É nesse ponto que nos tornamos verdadeiramente "pobres de espírito", conscientes da nossa total dependência de Deus.

Esse é o início de tudo. Não é sobre quanto sabemos, temos ou prometemos. É sobre reconhecer que, sem Ele, nada podemos fazer. Quando dizemos: “Senhor, por mim mesmo sou incapaz”, Ele nos responde: “Bem-aventurado és tu”.

Essa é a porta estreita. E o solo onde essa pobreza é reconhecida se torna o terreno fértil onde a graça floresce. Jesus começa ali. E é ali que o Reino se revela.

Baseado em O.Chambers 

20/07/2025

Dependência da Presença de Deus


"Mas os que esperam no Senhor... caminham e não se fatigam." – Isaías 40:31

Andar parece algo simples, sem emoção – apenas um exercício de equilíbrio e constância. Mas caminhar sem se cansar é, na verdade, um grande desafio para o corpo. Na Bíblia, o verbo “andar” tem um significado profundo: representa o estilo de vida, o caráter de alguém. Veja como é dito em João 1:35-36: "E no dia seguinte, João... viu Jesus que passava." Nada na Escritura é abstrato; tudo é prático, real e vivo. Deus não diz: “Seja apenas espiritual”, mas sim: “Ande na minha presença” (Gênesis 17:1).

Quando estamos esgotados física ou emocionalmente, buscamos experiências que nos tragam estímulos. No corpo, isso pode levar a manifestações que parecem espirituais, mas são falsas. No emocional, pode nos arrastar para afetos desordenados. E no espiritual, se vivermos atrás de emoções, tentando sempre “voar com asas” (Isaías 40:31), acabaremos caindo – e com isso, destruindo nossa sensibilidade espiritual.

A presença de Deus não está limitada a um lugar, nem depende de nossos sentimentos. Ela se torna real quando escolhemos, com firmeza, manter o Senhor diante de nós em todos os momentos. O problema começa quando ignoramos essa realidade.

Podemos viver o que o salmista declara: “Portanto, não temeremos, ainda que...” (Salmo 46:2), porque confiamos não apenas em uma sensação da presença de Deus, mas em sua realidade constante – mesmo quando não percebemos: “Ele esteve aqui o tempo todo!”

Em momentos críticos, claro, devemos buscar a direção de Deus. Mas não precisamos viver inseguros, perguntando a cada passo: “Senhor, devo fazer isso?” Sim, Ele nos guiará! E se, mesmo com sensatez, tomarmos uma decisão fora da Sua vontade, Ele nos mostrará. Basta permanecermos em quietude, atentos à direção que brota da Sua presença.

Baseado em O. Chambers 

19/07/2025


 Minha Submissão como Crente

“Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem; porque eu o sou.” (João 13:13)

Jesus nunca impõe Sua autoridade sobre mim. Ele não exige, não força, não diz: “Você tem que fazer isso!” Pelo contrário, Ele me dá total liberdade para escolher segui-Lo ou não. Tão livre, que posso rejeitá-Lo — como muitos fizeram — ou até andar em oposição a Ele — como outros já andaram. Ele permanece em silêncio, respeitando minha escolha.

Mas, quando Sua vida começa a ser formada em mim por meio da redenção, eu passo a reconhecer, de forma natural e imediata, que Ele tem todo o direito de governar minha vida. Não é uma imposição, é um domínio moral e justo. Como está escrito em Apocalipse 4:11: “Tu és digno”.

O que há em mim que resiste a essa entrega é justamente o que ainda não foi transformado. Quando não reconheço a santidade em alguém que Deus coloca em meu caminho, ou ignoro as revelações que recebo por meio dessa pessoa, estou, na verdade, revelando minha própria imaturidade e indignidade espiritual.

Deus vai moldando o meu caráter através de pessoas que estão um passo à frente de mim na caminhada com Ele — não necessariamente mais inteligentes, mas espiritualmente mais maduras. Até que, enfim, eu me rendo por completo à autoridade do Senhor Jesus.

A partir daí, minha postura muda: minha obediência se torna total e voluntária, dirigida somente a Ele.

Se Jesus exigisse obediência como uma ordem, Ele se pareceria com um chefe rígido, não com um Senhor amoroso e digno. Mas Ele não força nada. Ele espera. E quando meus olhos O enxergam de verdade, a obediência se torna um reflexo natural da minha adoração.

O verdadeiro sinal do meu crescimento na graça é a forma como passo a enxergar a obediência. Ela não é submissão forçada, mas relacionamento entre iguais: como o de um pai e um filho — não de um patrão e um servo.

Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” e também: “Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”.

Ou seja, Jesus obedeceu porque já era Filho — e não para provar que merecia esse lugar. A obediência d’Ele foi expressão do Seu amor e entrega, e a minha também deve ser.

Baseado em O. Chambers 

18/07/2025

O Mistério de Crer

"Ele perguntou: Quem és tu, Senhor?" – Atos 9:6

Num piscar de olhos, Saulo de Tarso, que antes era um fariseu orgulhoso e cheio de zelo, foi transformado em um servo humilde e totalmente entregue a Jesus Cristo — tudo isso pelo milagre da redenção.

Aquilo que conseguimos explicar, controlamos. E, por isso, queremos entender tudo. Mas obedecer... isso não é natural. E desobedecer, por si só, também não é necessariamente um pecado. A verdadeira obediência só tem valor quando reconhecemos a autoridade daquele que nos manda.

Se alguém nos obriga a obedecer apenas por imposição, isso pode até nos afastar de Deus, porque destrói o espírito humano. Obediência sem amor e sem reconhecimento da santidade de Deus vira apenas servidão. Mas quando obedecemos reconhecendo o domínio de um Deus santo, aí sim, a obediência se torna libertadora.

Muita gente só começa a se aproximar de Deus quando deixa de lado a religiosidade vazia. Isso porque o coração humano não foi feito para servir à religião, mas a uma Pessoa: Jesus Cristo.

Mas há um alerta aqui: se, ao me deparar com Jesus, eu disser “não quero” ou “não farei”, Ele não me forçará. No entanto, essa recusa começa a construir, dentro de mim, uma separação — como se eu assinasse uma sentença contra a vida de Cristo em mim. Quando digo “não” à Sua voz, estou me afastando do poder de transformação que existe em Sua redenção.

Se eu me coloco diante da luz da graça de Deus, não importa o tamanho da minha culpa ou escuridão — a luz é mais forte. Mas ai de mim se eu me recusar a ver, como está escrito em João 3:19-21.

Baseado em O. Chambers 

17/07/2025

Ore comigo!


 

O Milagre de Crer

               

 Em 1 Coríntios 2:1-5, o apóstolo Paulo afirma que sua pregação não consistiu em linguagem persuasiva ou sabedoria humana. Essa declaração não é motivada por falsa humildade, mas revela um princípio espiritual profundo: quando a apresentação do evangelho se baseia em palavras impressionantes ou eloquência, corre-se o risco de obscurecer o verdadeiro poder de Deus.

O ato de crer em Jesus Cristo não é fruto da razão humana ou da emoção provocada por discursos convincentes. Trata-se de um milagre que nasce da ação direta do Espírito Santo por meio da obra redentora de Cristo. O poder criativo da redenção se manifesta não por causa da habilidade do pregador, mas pela eficácia do próprio evangelho.

Nesse contexto, o verdadeiro “jejum” do pregador não está apenas em abster-se de alimentos, mas em renunciar à tentação de usar técnicas de persuasão, retórica refinada ou performances que atraiam louvor para si. Qualquer esforço para impressionar pode se tornar um obstáculo à pureza da mensagem e à atuação do poder de Deus.

O pregador é apenas um instrumento, um embaixador, como afirma 2 Coríntios 5:20: “Como se Deus exortasse por nosso meio”. A responsabilidade é anunciar a mensagem de Cristo, e não buscar glória pessoal ou promover ideais humanos.

Se a resposta à pregação for apenas admiração pela forma como foi dita — e não uma aproximação sincera a Jesus —, então houve falha no propósito. Quando há qualquer traço de vanglória humana na apresentação da mensagem, o risco é transformar-se num empecilho à ação redentora.

Jesus declarou: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo” (João 12:32).
É Ele quem atrai. É Ele quem transforma.
Crer é, e sempre será, milagre.

Baseado em O. Chambers 

16/07/2025

A Noção do Domínio Divino

 
"Quanto mais vosso Pai que está nos céus dará boas coisas aos que lhe pedirem?" (Mateus 7:7-11)

Hoje, lendo essas palavras de Jesus, eu parei pra pensar: será que tenho mesmo vivido como alguém que crê no domínio total de Deus sobre tudo? Jesus nos mostra aqui uma regra simples, mas poderosa: se temos o Espírito dEle em nós, então precisamos cultivar essa certeza de que Deus está no controle.

Enquanto meditava nisso, senti no coração o desejo de reprogramar minha mente. Sim, reprogramar mesmo. Colocar ali dentro, firme e claro, o seguinte pensamento: "Deus está presente em tudo."
Quando essa consciência se instala de verdade, sabe o que acontece? Quando os problemas chegam — e eles chegam! —, a gente não entra em desespero. A reação natural começa a ser: 
"Meu Pai está vendo tudo isso!"
E eu mesma percebi isso acontecer. Em vez de correr logo pra alguém pedir ajuda, comecei a buscar a Deus primeiro. E é aí que o conceito do domínio divino deixa de ser teoria e vira prática viva no nosso dia a dia.

Jesus me fez lembrar: Deus é meu Pai. Ele me ama. E Ele não vai esquecer de nenhum detalhe da minha vida. Nenhum! Então por que ainda fico tão preocupada às vezes?
A verdade é que há momentos em que Ele não tira logo as trevas do caminho... e isso dói. Ele pode parecer distante, até insensível. Já senti isso. Mas aprendi, e continuo aprendendo, que Ele não é um Pai ausente, nem um juiz injusto. Ele é perfeito em tudo.

Quando confio, mesmo sem entender, algo muda dentro de mim. E aquela convicção cresce: tudo tem um propósito. Tudo está nas mãos dEle.

E orar? Ah... orar não é só pedir, né? É se colocar diante de Deus com o coração aberto. E quando o coração está assim, pedir se torna natural.
Jesus prometeu: "Pedi, e dar-se-vos-á." Então... eu tenho pedido. E sigo confiando que o Pai está cuidando de tudo — até daquilo que eu ainda nem entendi.

Baseado em O. Chambers 

15/07/2025

A Honra e o Dever Espiritual da Minha Vida


 

"Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros" (Romanos 1:14)

Hoje me peguei pensando na intensidade com que Paulo vivia esse senso de dívida. Ele não falava disso como um peso burocrático, uma obrigação fria. Era algo que queimava por dentro. Eu senti isso também enquanto meditava nesse versículo. Uma inquietação boa. Um chamado.

Paulo se deixava consumir por esse desejo de retribuir a Jesus. Não era culpa, era honra. Ele entendia que tudo o que ele era — tudo mesmo — vinha da graça de Cristo. E eu? Tenho vivido com essa consciência? Cada vez que cruzo com alguém perdido, será que percebo que, como Paulo, eu também sou devedora? Que não posso me dar ao luxo de viver como se minha fé fosse um benefício pessoal, privado?

A verdade é que toda parte da minha vida que tem valor — minha paz, minha esperança, minha força — eu devo à redenção que Jesus operou em mim. E agora, fico me perguntando: estou permitindo que essa redenção transborde para alcançar outras vidas também? Ou tenho limitado essa graça só a mim?

Se eu quero realmente viver isso, não basta querer ou entender com a mente. É o Espírito de Deus que precisa gerar esse sentimento de dívida em mim. Não superioridade. Não orgulho espiritual. Mas um coração que serve. Um coração de escrava do Senhor Jesus. Afinal, não sou de mim mesma — fui comprada por um alto preço (1 Coríntios 6:19-20).

Paulo tinha isso muito claro. Ele se entregou. Ele dizia: “Sou devedor a toda a humanidade. Só sou livre para ser escravo de Jesus.” E, olha... isso mexe comigo. Porque esse é o verdadeiro significado de viver com honra espiritual: deixar de viver para mim e começar a viver pelos outros, por amor a Cristo.

Talvez seja hora de parar de orar só por mim e começar a me deixar gastar pelos outros. Ser pão repartido. Ser vinho derramado. Ser vida entregue. Não por obrigação. Mas porque fui alcançada — e agora, nada mais justo do que viver para alcançar.

Baseado em O. Chambers

14/07/2025

A segunda milha de Jesus , dá poder !


 

Sofrer com Amor e Caminhar Além do Dever

"Eu, porém, vos digo: Não resistam ao perverso. Se alguém te bater na face direita, oferece também a outra."

(Mateus 5:39)

Ser cristão, de verdade, envolve uma entrega que vai contra a lógica do mundo. No plano humano, não revidar uma agressão pode parecer fraqueza. Mas no plano espiritual, não revidar é sinal de que o caráter de Cristo está sendo formado em nós. Quando alguém te insulta, não apenas resista ao impulso de se defender — veja nisso uma oportunidade de deixar o Filho de Deus se manifestar em sua vida.

Não dá para fingir esse tipo de atitude. A mansidão de Jesus não pode ser encenada. Ou ela está em você — porque Cristo está em você — ou não está. O verdadeiro cristão transforma a dor em ocasião de graça e revela, mesmo sob pressão, a doçura e a firmeza de Jesus.

No Sermão do Monte, Jesus não nos chama apenas a cumprir obrigações. Ele nos convida a ir além: oferecer a outra face, andar a segunda milha, servir mesmo quando não é "nosso dever". Isso não é algo que fazemos para sermos reconhecidos, mas porque o Espírito de Deus nos move assim.

A fala do discípulo de Jesus não pode ser: "Já fiz minha parte, não vou me sacrificar mais. Estou cansado de ser mal interpretado." Quem vive assim está mais preocupado com sua própria honra do que com a honra do Senhor. Mas quem caminha com Cristo entende que, ao suportar com fé e humildade, está protegendo a imagem de Jesus diante do mundo.

Não busque justiça para si. Mas nunca deixe de agir com justiça. O chamado do Evangelho é este: não exigir aquilo que nos é devido, mas jamais negar ao outro o que é justo e bom. Esse é o estilo de vida que Jesus nos ensinou — e é assim que o mundo verá quem Ele realmente é.

13/07/2025

Quando os heróis caem, Deus se revela"

A nossa jornada com Deus, muitas vezes, é marcada por perdas. Não são poucas as vezes em que Ele permite que figuras importantes em nossa vida — nossos heróis, conselheiros, amigos — sejam afastadas. É como se Ele dissesse: “Agora, deixe-Me ser tudo para você.” E quando isso acontece, é comum desfalecermos, vacilarmos ou até mesmo adoecermos interiormente.

Mas pare e reflita: no ano em que “morreu” aquele que, para você, representava tudo o que Deus é — você desanimou, desistiu, ou viu o Senhor com novos olhos?

A forma como enxergamos Deus está diretamente ligada ao estado do nosso coração. Nosso caráter molda a revelação que recebemos. Antes de declarar “Vi o Senhor”, algo d’Ele já precisa ter nascido em nós. Sem esse novo nascimento, sem essa transformação interior, tudo o que veremos serão sombras distorcidas pelos nossos próprios preconceitos.

Por isso, é necessário um esvaziamento — das influências externas e das impurezas internas — até que reste apenas Ele. Deus precisa ocupar o primeiro, o segundo, o terceiro lugar... até que tudo em nós esteja voltado unicamente para Ele. Que possamos dizer com verdade: “Neste mundo, não há ninguém além de Ti, meu Deus. Ninguém mais.”

Continue pagando o preço da entrega. Mostre a Deus, com sua vida, que você está disposto a caminhar segundo a visão que d’Ele recebeu.


12/07/2025

A Igreja Espiritual "Até que todos cheguemos... à medida da estatura da plenitude de Cristo", Ef.4.13

A reconciliação significa recolocar toda a raça humana no relacionamento correcto que Deus determinou para ela e é isso que Jesus Cristo alcança através da redenção. A Igreja deixa de ser uma sociedade espiritual quando passa a visar o seu próprio desenvolvimento como organização. A reabilitação da raça humana segundo o plano de Jesus Cristo consiste em experimentar e expressar Jesus Cristo tanto na colectividade quanto na vida pessoal de cada cristão individual fora dela. Jesus Cristo enviou apóstolos e mestres com esse mesmo propósito - para que a personalidade dele pudesse permear todo o Corpo. Não estamos aqui para desenvolver uma vida espiritual só nossa, ou para viver num comodismo espiritual; estamos aqui para evidenciar Jesus em nossa vida de tal modo que o Corpo de Cristo possa ser edificado como tal.

Acho-me edificando o Corpo de Cristo, ou estou interessado somente em meu desenvolvimento pessoal? A essência de tudo é o meu relacionamento pessoal com Jesus Cristo - "Para o conhecer", Fil.3:10. Cumprir o desígnio de Deus significa uma entrega total a ele. Sempre que desejo coisas para mim mesmo, esse relacionamento se desvirtua. Será uma grande humilhação descobrir que não me tenho preocupado em experimentar e expressar Jesus Cristo, mas, antes em desfrutar do que ele pode fazer por mim.

Meu alvo é o próprio Deus, não a minha alegria, nem a paz, nem tão-pouco as bênçãos, mas, a ele próprio, o meu Deus.
O. Chambers 

Estarei medindo minha vida por esse padrão ou por algo inferior a isso?

11/07/2025

O Santo Espiritual e Vigoroso “Para o conhecer” – Filipenses 3:10


Hoje, fiquei pensando... será que eu tenho buscado conhecer Jesus de verdade, ou tenho me ocupado apenas com as tarefas e responsabilidades do dia a dia?

Percebi que a verdadeira iniciativa de quem serve a Deus não é se encontrar ou se realizar, mas conhecer Jesus — em tudo. E, olha, isso mexeu comigo. Porque a pessoa espiritual não divide a vida em “secular” e “sagrado”; ela vê tudo, tudo mesmo, como oportunidade de conhecer mais o Senhor. Seja uma alegria, uma luta, uma fila, um prato de comida ou até um trabalho escondido que ninguém vê.

Deus me fez lembrar que o Espírito Santo está decidido a me ensinar a ver Jesus em todas as áreas da vida. E se eu ainda não enxerguei, Ele vai me trazer de volta ao mesmo ponto, quantas vezes for preciso. Forte, né?

Às vezes, no meio do ministério, a gente age só porque “tem que fazer”. Mas isso não é espiritualidade. O verdadeiro servo entroniza Jesus, não o trabalho. Até lavar os pés dos outros, como Jesus fez, pode ser um lugar de encontro com Ele.

Então hoje eu me pergunto: eu conheço Jesus exatamente aqui onde estou?
Se não, talvez eu esteja falhando na minha relação com Ele.

Não estou aqui pra me realizar — estou aqui pra conhecer a Jesus em cada coisa. Essa é a meta. E cada fase da minha vida tem algo dEle a me mostrar.

Tetxto baseado em O. Chambers

10/07/2025

O Preguiçoso Espiritual

"Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de nos congregar", Hebreus 10:24-25

Sabe quando bate aquela vontade de ficar na nossa bolha espiritual, bem quietinho, só curtindo uma paz? Eu já estive nesse lugar. Achei que estava tudo bem — orando, lendo a Bíblia, ouvindo louvor — e estava mesmo... até certo ponto. Mas comecei a perceber que isso, sozinho, era uma espécie de "zona de conforto espiritual".

A carta aos Hebreus me deu uma cutucada daquelas. Não era só sobre buscar paz, conforto e alegria com Deus. Era sobre se envolver com os outros, estimular o amor e as boas obras, estar junto — mesmo quando o mundo lá fora parece injusto, ingrato e barulhento. E vamos ser sinceros: nesses momentos, tudo que a gente quer é se esconder num canto e dizer: "Deus, me deixa só sentir Tua paz aqui no meu cantinho..."

Mas aí percebi: isso é só o começo do erro. Comecei a usar a oração e a Palavra como refúgio do mundo, e não como impulso pra viver o que Jesus viveu. Queria o Jesus que dá alegria, mas relutei com o Jesus que manda sair do comodismo. Queria o alívio, mas não queria o chamado.

Aí vem Pedro e solta: "Considero justo despertar vocês com essas lembranças" (2 Pedro 1:13). Ou seja, de vez em quando a gente precisa mesmo de uma "cotovelada santa" de alguém que nos sacode. Nem sempre é gostoso, mas é necessário.

Entendi que espiritualidade verdadeira não é reclusão, não é comodismo. É presença. É movimento. É sair pra avisar os irmãos, como Jesus mandou. É viver a fé fora da bolha.

E você, já percebeu quando estava só “curtindo Deus” sem se deixar ser enviado por Ele?

Baseado em O. Chambers 

 

09/07/2025

Examinar-se dá um trabalho, viu?


Versículo: “Não podereis servir ao Senhor” – Josué 24:19

Hoje eu tava aqui, ó... de boa, lendo esse versículo e pensei: “Como assim Josué vira pra galera e diz ‘vocês não vão conseguir servir ao Senhor’?!” Oi? Que motivacional, hein, Josué! Mas pera... a provocação é mais profunda do que parece.

Aí eu fui me perguntar: será que ainda tem alguma coisinha aqui dentro de mim que confia mais em mim mesma do que em Deus? Tipo aquela vozinha interna que diz: “Ah, eu dou conta disso aqui, sem orar mesmo, rapidinho...” (Spoiler: não dou conta não).

E mais: será que tô tentando viver esse chamado de Deus com base na minha “força de vontade” ou naquela vibe de “deixa comigo”? Porque se for assim, Josué tá certíssimo: eu não posso servir ao Senhor. Não do meu jeitinho.

Mas aí vem o pulo do gato: eu posso decidir deixar Deus ser Deus em mim. Posso me jogar na graça, tipo mergulho na piscina – de cabeça e sem boia!

E se você tá achando que é indigno demais, fraco demais, bagunçado demais... bem-vindo ao clube! Porque quanto mais frágil a gente é, mais espaço Deus tem pra agir.

No fim das contas, não é sobre ter um coração perfeito, é sobre ter um coração disposto. A pergunta do dia é: será que eu tenho coragem de deixar Deus ser tudo o que Ele diz que quer ser pra mim?

Comentado de O. Chambers

08/07/2025

Vontade de Ser Tornado Voluntarioso

 


"Escolhei hoje a quem sirvais", Josué 24:15

Gente, hoje eu acordei pensando uma coisa séria : será que minha vontade é minha mesmo ou tá de férias? Porque olha... obedecer dá trabalho! 😂

Eu percebi que não posso jogar minha vontade no lixo e esperar que Deus me carregue tipo Uber espiritual. Não dá! Eu tenho que usar a vontade que Ele me deu e dizer: “Tá bom, Senhor, vambora. Tô dentro!”.

O mais doido é que quando Deus me mostra uma verdade, não é pra eu ficar igual a estátua da liberdade olhando pro alto, esperando ver o que Ele vai fazer. É pra eu me perguntar: “E aí, o que EU vou fazer com isso?”

Lembrei daquela primeira vez que senti Deus de verdade. Menina, foi tão fácil dizer "sim" naquela hora! Agora, parece que tem toda uma novela mexicana dentro de mim quando Ele me chama pra obedecer de novo. Mas aí... voltei no tempo com o coração e pensei: por que não obedecer agora como eu obedeci lá atrás?

Josué mandou a real: “Escolhei hoje a quem sirvais”. Não é pra decidir meio dormindo, com a cabeça na lua. É escolha pensada, com coração e coragem. E, sinceramente? Tem hora que nem dá pra conversar com os outros sobre isso — porque parece que ninguém vai entender mesmo. A escolha é minha, com Deus. Só nós dois no camarim dessa decisão!

Então eu falei com Ele: "Jesus, pode contar comigo. Tô contigo até o fim!"
E pronto. Quando a gente toma essa decisão, vira testemunha contra si mesma. A cobrança vem de dentro. Mas também vem uma paz boa, uma força que a gente nem sabia que tinha.

E ó: depois de dizer “sim” pra Ele, bora dar valor também aos outros que tão tentando ser fiéis. Porque tamo todo mundo nesse barco, e remar junto é sempre melhor.

Baseado em O. Chambers 

07/07/2025

Todas as Decisões Nobres São Difíceis

"Entrai pela porta estreita... porque estreita é a porta e apertado o caminho..." – Mateus 7:13-14

Tenho percebido que, para viver como verdadeira discípula de Jesus, preciso aceitar que tudo o que é nobre exige esforço. Nada é fácil quando se trata de seguir os passos de Cristo. A vida cristã é gloriosamente desafiadora — e, curiosamente, é justamente isso que me impulsiona. Em vez de desanimar, sinto que sou chamada a crescer, a superar, a ir além.

Às vezes me pergunto: será que tenho amado tanto essa salvação maravilhosa a ponto de me doar por completo, simplesmente para glorificar a Deus? A graça dele me alcançou de forma soberana, por meio da obra de Jesus. Ele colocou dentro de mim tanto o querer quanto o realizar, como diz em Filipenses 2:13. Mas eu entendo que ainda assim, cabe a mim desenvolver essa salvação no dia a dia.

Quando coloco em prática o que Deus já me deu, percebo que as coisas começam a fluir com mais naturalidade. E, sim, quando falho, geralmente é porque deixei de aplicar a verdade que já conheço. As crises sempre vêm — mas quando estou firmada na graça e obediente ao Espírito, descubro que consigo permanecer de pé, sustentada por aquilo que Deus construiu em mim.

Hoje vejo que as coisas difíceis que Deus me propõe são, na verdade, oportunidades de transformação. A salvação é linda, mas também é algo heroico, santo, exigente. Ela testa meu caráter, minhas intenções, minha fé. Jesus está conduzindo filhos à glória — e eu sou uma delas. Não sou poupada dos desafios, porque Deus me trata como filha.

Ser discípula de Jesus exige disciplina. Exige esforço, decisão, entrega. Mas, no fim, essa jornada de se tornar alguém nobre à imagem de Cristo é a mais bela e verdadeira que eu poderia viver.

Baseado em O. Chambers.

06/07/2025

Quando a Visão se Torna Realidade


 "A areia ressequida se transformará em lagos." — Isaías 35:7

Antes que uma visão se torne realidade, ela nasce dentro de nós como um sonho de Deus. No início, vemos claramente o que Ele deseja, mas logo percebemos que ainda não somos aquilo que vimos. É nesse momento que surgem as tentações: o desânimo, a dúvida, a vontade de desistir. Em vez de avançarmos rumo à realização, nos deparamos com o vale da humilhação. Mas Deus trabalha diferente de nós. Ele não se apressa. Nós queremos tudo para ontem, mas Ele sabe exatamente o tempo certo de cada coisa.

“A vida não é como escória jogada fora,
Mas como ferro extraído dela,
Forjado no calor da luta,
Para se tornar forte e útil.”

Deus nos dá uma visão e, em seguida, nos conduz até o ponto em que seremos moldados por Ele. Esse processo acontece no “vale”, onde somos lapidados, onde o fogo e a água trabalham nossa alma, até que nos tornemos aquilo que Ele sonhou. Muitos desistem nesse caminho porque acham que não estão indo a lugar algum. Mas a visão de Deus nunca é um delírio ou fantasia. É um chamado real. É Ele dizendo: “É isso que quero fazer de você.”

O problema é que, em vez de permitir que Ele nos molde, tentamos nos formar com nossas próprias mãos. Fugimos do processo, queremos atalhos, mas Deus não abre mão do propósito.

Se Ele te deu uma visão, Ele vai completá-la. Pode até parecer que nada está acontecendo, mas o oleiro está girando a roda. Está te formando com paciência, com cuidado, com amor.

Não desanime no meio do caminho.
Você pode até aceitar algo menor do que a visão que recebeu...
Mas Deus nunca aceitará nada menos do que o melhor que Ele viu em você.

Texto baseado em O. Chambers

5 de Julho "Não Faça Planos Sem Levar Deus em Conta"

 



"Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará." — Salmos 37:5

A gente costuma dizer que confia em Deus... mas será que nossos planos mostram isso de verdade?
Muitas vezes traçamos caminhos, tomamos decisões e sonhamos com o futuro sem nem consultar o principal interessado: o próprio Deus.

E sabe o que geralmente acontece? As coisas desandam. Porque quando deixamos Deus de fora, a chance de nos frustrarmos é enorme. Ele tem uma forma muito particular de mostrar que não foi consultado — e às vezes, isso dói.

Colocar Deus nos planos não é só sobre “vida espiritual”. É sobre tudo: trabalho, relacionamentos, projetos, escolhas do dia a dia. Deus quer ser o centro da nossa vida inteira, não só dos cultos de domingo. E tem mais:

Não faça planos contando com o pior.
O amor verdadeiro — aquele descrito em 1 Coríntios 13 — não se baseia no mal, não planeja a vida olhando pra sombra. Quem ama e confia em Deus faz planos com esperança, com fé no que Ele pode fazer.

E não se prepare para o “dia mau” como se ele fosse inevitável. Jesus disse: “Não se turbe o vosso coração” (João 14:1). Isso não foi um conselho — foi uma ordem.
Se for preciso, ajuste sua atitude 10, 100, mil vezes por dia. Mas aprenda a colocar Deus no centro. Ele cuida. Ele guia. Ele sustenta. Entrega. Confia. Descansa.

Texo baseado em O. Chambers