O cristão não possui uma “vida particular” separada da de Cristo. Para quem participa dos sofrimentos do Senhor, não há espaço de isolamento ou refúgio pessoal. Deus abre a vida de Seus servos como abriu o mar diante de Moisés — criando um caminho visível tanto para o mundo quanto para Ele próprio. Nenhum ser humano é capaz de suportar tal exposição, a menos que esteja verdadeiramente identificado com Jesus Cristo.A santificação não é para benefício individual. Somos chamados à comunhão com o Evangelho, e, por isso, muitas coisas acontecem em nós que parecem não dizer respeito à nossa vontade, mas ao propósito de Deus em nossa vida. O objetivo d’Ele é nos conduzir à comunhão com o Seu próprio ser. Permita, então, que o Senhor realize Sua vontade em você e através de você. Caso contrário, em vez de ser um instrumento útil na obra redentora, você se tornará um obstáculo a ela.Deus começa firmando nossos pés na realidade, até que deixemos de nos preocupar com nossos próprios desejos e passemos a buscar apenas que a vontade d’Ele se cumpra. Por que deveríamos evitar as dificuldades e as dores? É justamente por meio delas que Deus abre as portas da verdadeira comunhão consigo.Muitos crentes, diante do primeiro sofrimento, desanimam e se sentam à porta do propósito de Deus, lamentando-se em autocompaixão. E toda “simpatia cristã” oferecida nesse momento, em vez de ajudar, apenas reforça esse estado de paralisia. Mas Deus não o faz. Ele estende a mão trespassada do Seu Filho e diz: “Levanta-te e resplandece” (Isaías 51:1–2).Se por meio de um sofrimento Deus estiver cumprindo Seus propósitos em você e no mundo, então agradeça a Ele — pois até a dor, nas mãos de Deus, é instrumento de redenção.
Baseado em O. Chambers

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