Muitas vezes pensamos que Deus nos recompensa por termos fé. E, de certo modo, Ele até o faz quando estamos no início da caminhada cristã. Mas, com o tempo, aprendemos que a fé não existe para receber recompensas, e sim para nos conduzir a um relacionamento verdadeiro e profundo com Deus — permitindo que Ele atue livremente em nós.
Quando somos filhos de Deus, Ele, por vezes, retira o apoio das experiências passadas para que aprendamos a depender apenas d’Ele, sem apoios emocionais ou lembranças espirituais. O propósito divino é ensinar-nos que a vida de fé não é feita de sentimentos, mas de confiança. No começo, nossa fé é simples e sensível, cheia de emoção e brilho. Porém, chega o momento em que Deus silencia as sensações e retira as bênçãos visíveis, para que aprendamos a andar unicamente “pela fé” (2 Coríntios 5:7). Nesse estágio, tornamo-nos mais valiosos para Ele do que quando vivíamos apenas das emoções das experiências passadas.
A fé verdadeira precisa ser provada. É nas provas que ela se torna real — não porque seja difícil confiar em Deus, mas porque é necessário remover toda dúvida sobre Seu caráter e fidelidade. Esse processo, às vezes, nos conduz a períodos de silêncio e solidão, onde aprendemos a confiar sem ver, a crer sem sentir.
Não devemos confundir as provações da fé com as dificuldades comuns da vida. Muitas situações que chamamos de “provas de fé” são, na verdade, consequências naturais da existência humana. Crer na Bíblia é crer em Deus mesmo quando tudo parece contrariar essa fé. É confiar plenamente em Seu caráter, aconteça o que acontecer.
Como disse Jó: “Ainda que Ele me mate, nele ainda confiarei” (Jó 13:15). Essa é a essência da fé provada — firme, silenciosa e inabalável, mesmo no meio da incerteza.
Baseado em O. Chambers

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