28/10/2025

Substituição “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” — 2 Coríntios 5:21


Muitos entendem a morte de Jesus Cristo como um ato de compaixão — como se Ele tivesse morrido apenas por pena da humanidade. No entanto, o Novo Testamento revela algo muito mais profundo: Jesus levou sobre Si os nossos pecados não por mera piedade, mas por identificação total conosco. Ele foi “feito pecado” em nosso lugar.

Os nossos pecados são removidos pela morte de Cristo, cuja base não é a emoção ou a compaixão, mas a obediência perfeita ao Pai. Não somos aceitos por Deus porque obedecemos, fazemos promessas ou renunciamos a certas coisas, mas porque a morte de Cristo nos torna obedientes e justificados diante d’Ele.

Jesus não veio apenas para revelar a bondade ou a paternidade de Deus — Ele veio para tirar o pecado do mundo (João 1:29). A revelação do Pai é concedida àqueles que o reconhecem como Salvador. Cristo não se apresentou como um simples revelador do Pai, mas como uma pedra de tropeço (João 15:22-24). E quando Ele falou do Pai em João 14:9, suas palavras foram dirigidas a quem já era discípulo.

O Novo Testamento também não ensina que, apenas porque Cristo morreu por mim, estou automaticamente livre da culpa do pecado. O que ele afirma é que “Ele morreu por todos” (2 Coríntios 5:15), e que, pela identificação com a Sua morte — morrendo para o pecado —, podemos ser libertos do poder do pecado e receber a Sua justiça em nós.

A verdadeira substituição é dupla: Cristo foi feito pecado por nós, para que fôssemos feitos justiça de Deus n’Ele. Assim, o ensino do Evangelho não é apenas “Cristo por mim”, mas também “Cristo em mim” — pois só quando Cristo é formado em nós (Gálatas 4:19) a substituição se torna completa.

Baseado em O. Chambers

 

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