Depois de cada momento de exaltação espiritual, quase sempre voltamos para baixo, para enfrentar a realidade dura da vida. O brilho do monte serve para nos mostrar a glória de Deus, mas é no vale — no dia a dia comum, sem emoção e sem destaque — que vivemos para essa glória.
É no lugar da humilhação que descobrimos quem realmente somos diante de Deus. Muitos só conseguem servir quando estão em posição de destaque, como heróis, mas o Senhor nos chama para a fidelidade no simples, no comum, no vale onde nossa relação com Ele é realmente provada.
Pedro queria ficar no monte da transfiguração, mas Jesus conduziu os discípulos de volta para o vale. Foi lá, no chão da realidade, que a visão ganhou sentido prático.
“Se tu podes alguma coisa...” — essa dúvida só nasce no vale da humilhação. No monte, é fácil crer que Jesus tem todo poder. Mas quando descemos e enfrentamos lutas, tendemos a duvidar. Lembre-se: se no monte vimos que toda autoridade pertence a Cristo, no vale precisamos viver essa fé, mesmo em meio às dificuldades.
Baseado em O. Chambers

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