É essencial conceder às próprias pessoas a oportunidade de tomarem
decisões sob o efeito da verdade de Deus. A responsabilidade deve ser
deixada com o próprio indivíduo; ninguém pode agir por ele. A mensagem
evangélica deve carregar consigo a subtileza da pessoa poder agir por
ela, sendo que é necessário que essa
decisão seja dela. A sua recusa em agir por ela trará consigo uma
paralisia que deixa a pessoa exactamente onde ela estaria antes; mas, se
ela agir nunca mais será a mesma a partir de então. A barreira que se
interpõe no caminho de centenas de pessoas que já foram convencidas pelo
Espírito de Deus, será a aparente loucura da acção que devem ter de
tomar ainda. Assim que me esforço e tomo essa decisão certa, nesse mesmo
instante começarei a ser vivente e a viver; tudo o mais será uma mera
existência. Os momentos em que realmente vivo são aqueles com os quais
ajo com toda a minha vontade dentro de Deus.
Sempre que uma
determinada verdade de Deus me tocar na alma, devo agir antes que ela
passe, não necessariamente no plano físico, mas, no plano da vontade.
Registe-a, com tinta ou com sangue dentro de si. Mesmo a mais fraca das
pessoas que se submete a Jesus Cristo se emancipa no mesmo instante em
que age por ela, pois todo o poder omnipotente de Deus entrará em acção e
penetrará dentro dela e a seu favor logo ali. Por vezes esbarramos na
verdade de Deus e chegamos mesmo a confessar que estamos errados, apenas
para voltamos atrás de novo; até um dia que entendamos que não devemos
mais voltar atrás. Temos que tomar uma posição definitiva em relação a
qualquer palavra vivificante vinda de nosso Redentor, rendendo-nos a ele
por completo. Sua palavra "vinde", significa rendição incondicional.
"Vinde a mim", Mat.11:28. Mas, infeliz é o ser para quem a última coisa
será ir; apenas os que vão, descobrirão por eles mesmos que o fluxo
sobrenatural da vida de Deus os invade no preciso instante em que se
acometem, fazendo. O domínio do mundo, da carne e do diabo perdem seu
poder e valor sobre eles, não pelo seu acto de rendição, mas, porque
esse acto nos liga a Deus através do seu poder redentor.
P/ OSWALD CHAMBERS
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