Tão logo alguém possa nascer de novo, ele torna-se
incoerente, pois há nele um misturar de emoções e de acções desconexas e
desprovidas de essência. O apóstolo Paulo possuía uma firme coerência interior;
e, consequentemente, pôde deixar que a sua vida exterior se modificasse livremente
mediante as circunstâncias. E isso não o preocupava em absoluto, pois estava
arraigado e alicerçado em Deus de facto e somente. A maioria de nós é
espiritualmente incoerente porque estamos mais preocupados em ser coerentes com
os nossos modos e módulos exteriores. Paulo vivia no piso de baixo, enquanto os
críticos coerentes vivem no último andar da manifestação exterior. Portanto, não
pode haver contacto entre eles. A coerência de Paulo estava alicerçada no que há
de melhor e fundamental. A solidez de toda a sua coerência era a agonia de Deus
na redenção de todo o mundo, ou seja, poder apresentar aquela cruz de Jesus
Cristo para o mundo.
Faça por reavaliar a sua crença e depois remova dela
tudo aquilo que for possível, ficando apenas com a rocha angular e basilar, isto é, a
cruz de Cristo. Na História Universal, a cruz é um acontecimento insignificante;
porém, do ponto de vista Bíblico, ela tem mais importância do que todos os
impérios do mundo juntos. Se, em nossa pregação, deixarmos de apresentar a
tragédia de Deus na cruz, ela nada produzirá para mais ninguém. Não transmitirá
o poder de Deus cedido ao homem; poderá até ser interessante, mas, não terá poder
nem valor. Pregue a cruz e o poder de Deus operará sem rodeios. "Aprouve a Deus
salvar aos que crêem pela loucura da pregação… Mas nós pregamos a Cristo
crucificado", 1Cor.1:21,23.
P/ Oswald Chambers
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