A ordem de Deus é: "Toma agora" e não
"daqui a pouco". É impressionante como gostamos de contestar tudo!
Sabemos que é certo fazer determinada coisa, mas, procuramos desculpas para não
termos de fazê-la imediatamente ou da maneira que devemos. Subir até ao cume
que Deus nos mostra nunca pode ser feito daqui a pouco; tem que ser feito neste
momento. O sacrifício é sempre oferecido primeiro no plano da vontade de quem
oferece e só depois é que será oferecido de facto.
"Levantou-se, pois, Abraão de madrugada... e
foi para o lugar que Deus lhe havia indicado", Gen.22:3.
Que simplicidade maravilhosa a de Abraão! Quando Deus falou, ele "não
consultou carne nem sangue", Gal.1:16.
Tenha cuidado quanto tiver o desejo de consultar carne e sangue - suas próprias
preferências, seu próprio discernimento das coisas, ou qualquer outra coisa que
não faça parte daquele relacionamento pessoal que tem com Deus. São essas as
coisas que competem diretamente com Deus e podem impedir que lhe obedeçamos de
pronto.
Vemos que Abraão também não escolheu o sacrifício.
Cuidado para não cair no erro crasso de fazer para Deus um serviço que foi você
quem escolheu; o auto-sacrifício pode ser prejudicial em vez de ser obediência
pura - pode ser falta de vontade de obedecer. Se a taça que Deus lhe deu é
doce, sorva-a com gratidão; se ele a fez amarga, tome-a em comunhão através
dele. Se a vontade de Deus para si for passar por dificuldades e problemas,
faça por enfrentá-las; mas, nunca queira escolher o lugar do martírio, como que
dizendo, "Irei até ali só e nem mais um passo!" Foi Deus quem
escolheu a provação e o lugar da provação para Abraão e ele não contestou
nenhuma das coisas; obedeceu sendo firme. Se você não estiver naquela vivência
da plena comunhão com Deus, será fácil julgar Deus ou Abraão de forma errada.
Você terá que passar pela provação para depois ter o direito de emitir opinião
sobre Deus, pois só após a provação é que se efectivará o propósito de Deus e
só ali passará a conhecê-Lo melhor. O Senhor está operante em si com a finalidade
exclusiva de poder unir o propósito dum homem ao propósito dele.
P/ Oswald Chambers
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