30/11/2013

30 De Novembro Pela Graça de Deus, Sou o que Sou "E a sua graça que me foi concedida, não se tornou vã", 1Cor.15.10

O hábito de falarmos continuamente sobre a nossa incapacidade é um insulto dirigido a nosso Criador. Deplorar a nossa incompetência é caluniar a Deus abertamente, insinuando que ele nos negligenciou de algum modo mais específico. Cultive o hábito de examinar, na presença de Deus, as coisas que parecem humildes aos olhos dos homens e se pasmará admirado de ver como elas são pouco importantes para ele. "Oh, eu não diria que sou santificado; não sou nenhum santo". Atreva-se a dizer isso diante de Deus e essa declaração toma o seguinte significado: "Não, Senhor, é impossível para ti salvar-me e santificar-me completamente; não tive muitas oportunidades; há tantas imperfeições em meu cérebro e em meu corpo mortal; não, Senhor, isso não é possível para mim mais". Diante dos homens, essas palavras podem ter aparência de grande humildade, mas, diante de Deus serão vistas como uma afronta.
E, também, as coisas que parecem humildes diante de Deus podem parecer o contrário diante dos homens. Dizer: "Graças a Deus, sei que fui salvo e santificado" é, aos olhos de Deus, o auge da humildade; significa que você se entregou tão completamente a Deus que sabe que ele é tornado verdadeiro dentro de si. Nunca se preocupe se o que diz parece ou não humilde diante os homens, mas, seja sempre humilde diante de Deus, deixando-o ser tudo em tudo dentro e fora de si.
Só um tipo de relacionamento importa: o nosso relacionamento particular com o nosso Redentor e Senhor, desde que pessoal. Abra mão de tudo o mais, mas, mantenha esse relacionamento a todo custo e Deus cumprirá o seu propósito através de toda a sua existência e vida. Uma única vida, a qual pode ser de inestimável valor para os propósitos de Deus, é a dele e essa vida pode ser a sua já.
P/ Oswald Chambers

29 De Novembro A Supremacia De Jesus "Ele me glorificará", João 16.14

Todos os movimentos de santidade atuais fogem em todos os seus aspectos cruciais daquela rigorosa realidade do Novo Testamento. Não há neles nada que precise com exatidão todo o valor da morte do Senhor Jesus Cristo; tudo o que se exige é urna atmosfera de religiosidade, oração e devoção e nada mais que isso. Esse tipo de experiência não é sobrenatural, nem miraculoso, nem nada real, pois não custou o sofrimento de Deus em nós, não foi tingido pelo "sangue do Cordeiro", Apoc.12:11, nem carimbado com a marca do Espírito Santo de forma que se veja claramente - marca essa que faz os homens olharem admirados e exclamarem em uníssono: "Isso é obra do Deus Todo-Poderoso". É disso que nos fala o Novo Testamento; é disso e nada mais e nem nada menos que isso.
O tipo de experiência cristã do Novo Testamento é o de uma total dedicação à pessoa de Jesus Cristo como pessoa real. Todos os outros tipos da chamada "experiência cristã" são desvinculados da pessoa de Jesus Cristo. Neles não é preciso ser verdadeiramente regenerado, nascer de novo para entrar no reino no qual Cristo vive de facto; neles há apenas a ideia de que ele é o nosso modelo que concretiza. No Novo Testamento, Jesus Cristo é Salvador muito antes de ser o modelo a seguir. Hoje, ele está a ser vergonhosamente divulgado como personagem eminente de uma religião, um mero exemplo para os homens. Ele é isso, mas, é infinitamente mais; ele é a própria salvação, ele é o evangelho do Deus vivo.
Jesus disse: "Quando vier, porém, o Espírito da verdade... ele me glorificará", João 16:13,14. Quando me comprometo com essa revelação como ela é feita no Novo Testamento, recebo de Deus o dom do Espírito Santo, que começa a interpretar em mim e para mim, tudo quanto Jesus fez e faz em mim, operando no meu interior tudo que ele realizou por mim na cruz para realizar agora em mim também.
P/ Oswald Chambers

29/11/2013

28 De Novembro A Riqueza Para Os Destituídos "Sendo justificados gratuitamente, por sua graça...", Rom.3.24


O evangelho da graça de Deus desperta um intenso anseio dentro da alma humana, mas, também um ressentimento igualmente intenso, porque a revelação que ele traz não agrada nem um pouco à carne. O orgulho do homem permite-lhe dar e dar, mas, não vir e aceitar quando deve. Darei a minha vida pela causa e até morrerei por ela; eu consagrar-me-ei integralmente; farei qualquer coisa, mas, não me humilhe, colocando-me ao nível de um pecaminoso pedinte digno do inferno, dizendo que a única coisa que tenho de fazer é aceitar a dádiva da salvação por Jesus Cristo.
Temos que reconhecer que não podemos comprar nem fazer por merecer coisa alguma vinda de Deus; precisamos recebê-la como dádiva, ou, então, ficaremos sem ela porque não a quisemos receber. A maior bênção espiritual é reconhecer que somos pobres e destituídos; enquanto não reconhecermos isso mesmo, o Senhor não poderá abençoar-nos com nada. Se acharmos que nos bastamos para nós mesmos, ele não poderá fazer nada por nós e muito menos através de nós; temos que entrar no seu reino através daquela porta da pobreza. Enquanto nos considerarmos ricos, abastados de qualquer coisa que se assemelhe a orgulho ou uma independência de Deus, Deus nada poderá fazer por nós. Só após ficarmos cientes disso mesmo e espiritualmente famintos é que receberemos o Espírito Santo e do Espírito Santo também. Pelo Espírito Santo, a natureza de Deus torna-se eficaz dentro de nós e por nós, pois ele nos concede a vida de Deus, a que nos vivifica. Essa vida põe "o além" dentro de nós e tão logo isso tenha como acontecer, seremos colocados no reino de Deus, na esfera onde Jesus vive também, João 3.5.
P/ Oswald Chambers

26/11/2013

27 De Novembro A Consagração do Poder Espiritual "Pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo", Gal.6.14




Sempre que medito na cruz de Cristo, não me torno num beato interessado apenas na minha própria pureza natural; o meu objetivo dominante passa a ser os interesses de Jesus Cristo em mim. O Senhor não foi um recluso nem um asceta; ele não se isolou da sociedade, mas, permaneceu todo o tempo isolado dela interiormente. Não se mostrava indiferente ao que se passava ao seu redor, mas, vigiava ligado a outro mundo. Com toda a verdade, achava-se tão integrado no mundo que os religiosos de seu tempo o acusavam de glutão e bebedor de vinho entre outras coisas mais. Mas, o Senhor não permitiu que nada disso pudesse interferir na consagração de suas energias espirituais às coisas e obras do Pai.
A falsificação dessa consagração é deixar de fazer certas coisas pensando com isso armazenar poder espiritual para uso posterior noutras coisas supostamente mais espirituais, mas, isso é um enorme engano. O Espírito de Deus tem tirado de todo o pecado muita gente, mas, mesmo assim, não experimentaram a liberdade nem a plenitude espiritual que Cristo prometeu. O tipo de vida religiosa que vemos por aí, hoje, é inteiramente diferente da santidade actuante que Jesus Cristo manifestava. "Não peço que os tires do mundo e sim que os guardes do mal", João 17:15. Temos que estar no mundo; mas, não ser do mundo; estarmos separados e isolados dele interiormente, não exteriormente, João 17:16.
Não devemos permitir que nada interfira na consagração de nossas energias espirituais às coisas que são consagradas por Deus. A consagração (dedicação exclusiva à obra de Deus) é a nossa parte; a santificação (separados de todo pecado em santidade) é a parte que cabe a Deus. Temos que tomar uma decisão e posição firme de nos interessarmos somente por aquilo que é do interesse de Deus. A maneira acertada de resolver as dúvidas que surgem em nós é contestá-las sempre com a pergunta: "Será que isto é o tipo de coisa na qual Jesus Cristo está interessado, ou é algo que interessa ao inimigo de Jesus apenas?"
P/ Oswald Chambers

26 De Novembro O Ponto Fulcral de Todo o Poder Espiritual "... Senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo", Gal.6.14


Caso deseje experimentar em si mesmo todo o poder de Deus (ou seja, a vida ressurrecta de Jesus Cristo), terá que meditar muito sobre a tragédia da cruz. Não fique demasiadamente preocupado com a sua própria condição espiritual, mas, faça por refletir, através dum espírito aberto, sobre essa tragédia divina e se encherá do poder de Deus. "Olhai para mim", Is.45:22, concentre-se "lá" na fonte e o poder virá para "cá". Se não nos concentrarmos no objectivo concreto da Cruz de Cristo, perderemos todo o poder espiritual. Os efeitos da cruz são salvação, santificação, cura, etc., mas, não devemos pregar nada disso, temos que pregar é "Jesus Cristo e este crucificado", 1Cor.2:2. A pregação da mensagem de Jesus Cristo, por si mesma, irá operar no coração de todos aqueles que, de facto, são ouvintes. Ao pregar, concentre-se na cruz, o centro de todo o universo e mesmo que os ouvintes, aparentemente, não dêem muita atenção, nunca mais poderão ser os mesmos a partir de então. Se eu proferir a minha própria mensagem, ela não terá para si mais importância do que a sua terá para mim; mas, se eu falar a verdade de Deus, ela produzirá frutos, tanto em si como em mim. Temos que nos concentrar no foco do poder espiritual - a cruz - para nos mantermos sempre em contacto directo com essa fonte de todo o poder e, assim, ele agirá entre os homens e neles. Muitas vezes, nos movimentos de renovação espiritual e em reuniões de busca de poder, as pessoas tendem a enfatizar não a cruz, mas os efeitos dela sobre eles e sem obter resultados muito práticos.
Hoje, a fraqueza das igrejas vem sendo muito apontada e tal crítica se justifica em muito. Uma das razões dessa fraqueza é que tem faltado maior concentração do poder espiritual dentro dos crentes; e isso acontece porque não meditamos suficientemente na tragédia do Calvário e no significado da redenção que se efectuou lá.
P/ Oswald Chambers

24/11/2013

25 De Novembro O Segredo da Consistência Espiritual "Mas, longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo", Gal.6.14

Tão logo alguém possa nascer de novo, ele torna-se incoerente, pois há nele um misturar de emoções e de acções desconexas e desprovidas de essência. O apóstolo Paulo possuía uma firme coerência interior; e, consequentemente, pôde deixar que a sua vida exterior se modificasse livremente mediante as circunstâncias. E isso não o preocupava em absoluto, pois estava arraigado e alicerçado em Deus de facto e somente. A maioria de nós é espiritualmente incoerente porque estamos mais preocupados em ser coerentes com os nossos modos e módulos exteriores. Paulo vivia no piso de baixo, enquanto os críticos coerentes vivem no último andar da manifestação exterior. Portanto, não pode haver contacto entre eles. A coerência de Paulo estava alicerçada no que há de melhor e fundamental. A solidez de toda a sua coerência era a agonia de Deus na redenção de todo o mundo, ou seja, poder apresentar aquela cruz de Jesus Cristo para o mundo.
Faça por reavaliar a sua crença e depois remova dela tudo aquilo que for possível, ficando apenas com a rocha angular e basilar, isto é, a cruz de Cristo. Na História Universal, a cruz é um acontecimento insignificante; porém, do ponto de vista Bíblico, ela tem mais importância do que todos os impérios do mundo juntos. Se, em nossa pregação, deixarmos de apresentar a tragédia de Deus na cruz, ela nada produzirá para mais ninguém. Não transmitirá o poder de Deus cedido ao homem; poderá até ser interessante, mas, não terá poder nem valor. Pregue a cruz e o poder de Deus operará sem rodeios. "Aprouve a Deus salvar aos que crêem pela loucura da pregação… Mas nós pregamos a Cristo crucificado", 1Cor.1:21,23.
P/ Oswald Chambers

24 De Novembro Direccionando a Focalização "Como os olhos dos servos estão fitos nas mãos dos seus senhores... assim os nossos olhos estão fitos no Senhor, nosso Deus", Sal.123.2

Este versículo descreve uma total confiança e dependência em Deus. Tal qual os olhos do servo estão fitos em seu senhor, assim também os nossos olhos deverão permanecer colocados no Senhor. Será assim que tomaremos conhecimento dele e veremos seu semblante que nos será manifestado por ele, Is.53:1. Quando paramos de erguer os olhos a ele, logo começamos a sofrer perdas espirituais importantes e cruciais. E essas perdas ocorrem mais por causa dos problemas da nossa mente, do que através de problemas externos a ela. É ali que começamos a pensar: "Desconfio de que talvez me tenha vindo a exceder um pouco, erguendo-me em bicos de pés, tentando assemelhar-me a Deus em vez de ser uma pessoa humilde". Temos de entender que, por mais esforços que encetamos, eles nunca serão demasiados.
Por exemplo, quando você tomou uma posição favorável a Deus, passou por uma experiência pela qual recebeu do Espírito o testemunho de que tudo estava certo e bem consigo. Mas, passaram-se muitas semanas, talvez anos e você vai, lentamente, chegando à seguinte conclusão: "Bem, será que não fui muito pretensioso? Será que não me posicionei um pouco alto demais para as minhas capacidades?". Aí, os seus amigos racionalistas chegam bem perto de si para lhe confirmarem também: "Deixe-se de tolices; quando você falava sobre esse avivamento espiritual, sabíamos que se tratava de um impulso passageiro por si e não conseguiu manter este nível de vida; Deus não espera nada disso de si". E você diz: "Bem, acho que desejei demais, de facto". Dizer isso pode parecer prova de humildade, só que, na verdade, significa que você deixou de confiar em Deus para confiar na opinião do resto do mundo, o qual perece. O perigo disso tudo será que, não confiando mais em Deus, você deixa de erguer os olhos só para ele. Só quando Deus o obrigar a dar uma travagem brusca e realista em seus pensamentos, é que se aperceberá o quanto foi prejudicado com tudo isso. Sempre que houver uma rotura e um vazamento espiritual dentro de si, trate de o consertar logo ali. Reconheça que alguma coisa se interpôs entre si e Deus e reajuste tudo logo e sem mais qualquer perda de tempo para si. 
P/ Oswald Chambers 

23/11/2013

23 De Novembro O Distracção das Atitudes Que Desprezam "Tem misericórdia de nós. Senhor, tem misericórdia; pois estamos sobremodo fartos de desprezo", Sal.123:3

Precisamos ter bastante cautela, não tanto com o que possa prejudicar a nossa fé em Deus, mas, maioritariamente, com aquilo que pode prejudicar nossa atitude em Deus. "Portanto, guardai-vos em vosso espírito e não sejais desleais", Mal.2:16. Qualquer atitude errada tem efeitos tremendamente nocivos e maléficos; ela é a inimiga principal que penetra directamente na alma e desvia de Deus a nossa mente fazendo pensar que não. Existem certas atitudes às quais nunca nos deveremos entregar pela displicência. Caso o façamos, descobriremos que elas nos desviam da confiança que há em Deus; e, enquanto não voltarmos a aquieta-nos só diante dele, a nossa fé será uma nulidade autêntica e nossa confiança na carne e no engenho humano crescerão e serão o factor que predominará.

Acautele-se contra "os cuidados deste mundo", Marc.4:19, porque serão eles que produzirão a maioria dessas atitudes erradas. É impressionante notar como as coisas simples têm uma enorme capacidade de desviar a nossa atenção de Deus em vez de fazer-nos fitá-lo ainda melhor. Não se permita a veleidade de ser sufocado pelos cuidados das suas circunstâncias de vida.

Outra coisa que desvia nossa a atenção será aquele desejo intrínseco de nos justificarmos diante de todos. Santo Agostinho orava: "Ó Senhor, livra-me deste impulso de me estar sempre a justificar e a defender". Essa atitude destrói a nossa fé em Deus por completo. "Eu preciso explicar-me; preciso fazer com que as pessoas me entendam". O Senhor não se justificava; ele deixava que o mal-entendido se corrigisse por ele mesmo.

Quando percebemos que alguém não está em crescendo espiritualmente e permitimos que essa nossa descoberta se transforme em crítica moral contra tal pessoa, bloqueamos o nosso próprio relacionamento com Deus e com essa pessoa também. Deus nunca nos dá esse tipo de discernimento para que possamos criticar, mas, antes para que possamos interceder e revalidar sua comunhão com Ele.

P/ Oswald Chambers 

22 De Novembro Superficial e Profundo "Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus", 1Cor.10.31.

Não se deixe levar pela ideia de que as coisas superficiais da vida não são ordenadas por Deus e para Deus; elas são de Deus tanto quanto as coisas profundas e enraizadas. Não é a sua dedicação a Deus que o leva a não querer ser superficial, mas, antes aquele desejo de impressionar os outros com o facto de que você não é superficial - sinal evidente de que você é presunçoso e irreal ainda. Cuidado para não cultivar desprezo aos outros, sendo esse desprezo um produto da presunção e que faz com que você ostente a sua "profundidade" para mostrar aos outros o quanto eles são superficiais. Evite passar como a pessoa profunda deste planeta; Deus se fez bebé.

Ser superficial não significa ser-se mau, nem indicia a inexistência de profundidade nesta vida; o oceano profundo tem as suas praias todas. As coisas superficiais desta vida: comer e beber, passear e conversar, são todos determinados por Deus também. São coisas que Jesus fazia e as fazia ainda como Filho de Deus e ele disse que "o discípulo não está acima do seu Mestre", Mat.10:24.

A nossa salvaguarda está em fazer as coisas superficiais, também. Temos que viver no meio delas de forma sensata e perspicaz. Deus nos dará as coisas mais profundas tanto quanto as que nos são superficiais. Nunca exponha as profundezas a ninguém, a não ser a Deus. Às vezes, somos tão sérios, tão excessivamente zelosos com a nossa "imagem" que nos recusamos a comportar-nos como cristãos nas coisas corriqueiras desta vida corrente.

Tome a firme decisão de não levar ninguém a sério, a não ser Deus; e a primeira pessoa de quem você terá de saber descartar-se - por ser o maior embusteiro e maior fraude que já conheceu - será você mesmo.

P/ Oswald Chambers 

21/11/2013

21 De Novembro "Esta Consumado" "... Consumando a obra que me confiaste para fazer", João 17.4.

A morte de Jesus Cristo é a concretização da mente de Deus, no seu devido tempo e espaço. Não há lugar para o conceito de que Jesus Cristo teria sido um mártir; a Sua morte não foi um acidente que poderia ter sido evitado; foi a própria razão da sua vinda à terra.
Quando se achar a pregar sobre o perdão que há em Deus, nunca use o argumento de que Deus é nosso Pai e nos perdoará porque nos ama como Pai. Isso não corresponde à revelação que Jesus Cristo faz de Deus; torna a cruz desnecessária e a redenção fica mais parecendo "muito barulho para pouco efeito". Se Deus ainda perdoa o pecado, é por causa da morte de Cristo. E ele não poderia perdoar aos homens de nenhuma outra maneira, senão pela morte de seu Filho; e Jesus é exaltado para ser o Salvador por causa da sua morte também. "Vemos... Jesus por causa do sofrimento da morte... coroado de glória e de honra", Heb.2:9. O mais alto brado da trombeta do todo triunfo que alguma vez soou aos ouvidos do universo foi o que ecoou na cruz pela boca de Cristo: "Está consumado!" João 19:30. Essa é a palavra-chave e final da redenção de todo o homem.
Qualquer coisa que diminua ou tenha como suprimir a santidade de Deus mediante uma concepção falsa de seu amor, não corresponde à revelação de Deus dada por Jesus Cristo em nós mesmos. Nunca admita a ideia de que Jesus Cristo se coloca ao nosso lado e, por compaixão, contra Deus; ou a de que ele se fez maldição em nosso lugar por ter pena de nós. Foi por decreto divino que Jesus Cristo se fez maldição por nós. A nossa parte, na compreensão do profundo significado dessa mesma maldição, é a convicção do pecado; a dádiva da vergonha e contrição nos é dada e oferecida - nisso consiste a grande misericórdia de Deus se correspondermos. Jesus Cristo odeia o mal no homem e o Calvário também nos mostra a medida desse ódio.
P/Oswald Chambers 

20/11/2013

20 De Novembro O Perdão Vindo de Deus "No qual temos... a remissão dos pecados", Ef.1.7.

Tenhamos cuidado com a tal concepção sobre a paternidade de Deus que é errónea, mas, que nos pode parecer agradável e que afirma: "Deus é um pai tão bondoso e amoroso que nos perdoará". Essa afirmação e explicação não se encontram em lado nenhum de todo o Novo Testamento. A única base que existe para Deus nos perdoar e nos reintegrar em sua graça total é a tremenda tragédia da cruz de Cristo dentro da humanidade; não há nenhuma outra base para tal. Falar do perdão partindo de qualquer outra base é blasfemar inconscientemente. Esse perdão, tão fácil de ser aceite por nós, custou ao próprio Deus o ter passado pela agonia do Calvário. É possível uma pessoa aceitar simplesmente pela fé o perdão do pecado, o dom do Espírito Santo e a santificação e esquecer o elevado preço que Deus teve que pagar para que tudo isso nos fosse possível ainda hoje.
O perdão é o milagre da graça divina sedeada em nós por nós; a cruz de Jesus Cristo foi o preço que Deus teve que pagar para poder perdoar o pecador e para o confirmar e ainda assim continuar e persistir como Deus santo que é. Nunca aceite um conceito sobre a paternidade de Deus que suprime a verdadeira essência da expiação que ele fez pelo pecado. A revelação que temos de Deus ali é que ele não pode perdoar apenas por perdoar; se o fizesse, contrariaria sua própria natureza santa e divina. O único meio através do qual podemos ser perdoados é a expiação consolidada dentro de nós também, a que nos reconcilia com Deus em natureza e em essência. O perdão de Deus só se pode tornar natural sendo o sobrenatural efectivado dentro de nós.
Comparada com o milagre do perdão do pecado, a experiência da santificação é coisa mínima. A santificação é apenas a maravilhosa expressão do perdão dos pecados dentro da própria vida humana; mas, o que pode vir a despertar a nossa mais profunda gratidão, será o facto de que Deus perdoou os nossos pecados por os haver retirado de dentro de nós. Paulo nunca se esqueceu disso. Depois que reconhecemos o alto preço que Deus pagou para ter como perdoar-nos, ficamos presos a ele, seguros pelo seu grande amor que toma o nosso lugar em nós.
P/ Oswald Chambers 

19/11/2013

19 De Novembro Quando Ele Vier "Quando ele vier convencerá o mundo do pecado... "João 16.8

Poucos de nós sabe realmente o que seja convicção de pecado; provavelmente, tivemos apenas a experiência de nos sentirmos perturbados por termos feito coisas más e erradas. Mas, a convicção de pecado operada através do Espírito Santo coloca logo de lado todos os tipos de demais relacionamentos em relação a Deus sobre a terra, deixando apenas um: "Pequei contra ti, contra ti somente pequei!", Sal.51:4. Quando alguém se convence do pecado desta maneira específica e peculiar, sabe, com toda a pujança de toda a sua consciência que Deus não ousaria perdoá-lo apenas por perdoar e sem se converter, senão o homem manteria seu sentido soberbo de justiça em si próprio mais forte do que o sentido de Deus. Deus perdoa, mas, isso custou-lhe um profundo sofrimento, com a morte de Cristo. O grande milagre da graça de Deus é que ele perdoa os nossos pecados, mas, a única maneira através da qual a natureza divina pode perdoar e ainda permanecer fiel a si mesma dentro de nós, será mediante a morte de Jesus Cristo em nós. É absurdo dizer que Deus nos perdoa porque ele é amor. Depois que sentirmos a convicção de pecado, nunca tornaremos a dizer tal coisa. O amor de Deus significa Calvário e nada menos que isso; esse amor só é explicado pela cruz que tomamos e de nenhuma outra forma plausível. Deus dispõe de uma única base para me perdoar: a cruz do meu Senhor em mim. Ali, a sua consciência se satisfaz por ela mesmo.
O perdão não significa apenas que sou salvo do inferno e preparado para o céu (ninguém aceitaria perdão desse jeito específico sequer); o perdão significa que passo a ter um novo relacionamento numa identificação real com Deus em Cristo Jesus em mim mesmo. O milagre da redenção é que Deus, ao colocar dentro de mim como pecador que sou, uma nova disposição, a própria de Jesus Cristo, torna-me santo como ele é santo logo ali também.
P/ Oswald Chambers 

17/11/2013

17 De Novembro O Alvo Eterno a Alcançar "Jurei, por mim mesmo, diz o Senhor, porquanto fizeste isso... que deveras te abençoarei", Gen.22.16,17

Aqui, neste ponto específico, Abraão atingiu o ponto crucial pelo qual manteve o seu contato direto com a própria natureza de Deus; ele, agora, compreende a realidade de Deus por inteiro.
"Meu alvo é Deus somente... A qualquer preço, amado Senhor, por qualquer caminho".
"A qualquer preço… em qualquer caminho" significa simplesmente que não somos nós que escolhemos os meios através dos quais Deus nos leva a atingir esse alvo e objetivo.
Quando Deus nos fala, se ele fala à sua própria natureza em nós, não pode haver a menor hipótese de a contestar; a única reação possível será uma simples obediência natural, incondicional e imediata. Quando Jesus diz: "Vinde", eu simplesmente vou; quando ele diz: "Renuncia", eu prontamente renuncio; quando ele diz: "Confia em Deus nesta questão", eu confio sem questões. Todo esse processo é a simples evidência de que a natureza de Deus, de facto, permanece em mim.
O que determina que essa revelação de Deus seja feita em mim, será o meu caráter, não o caráter de Deus.
"Como sou desprezível, por essa razão, os Teus caminhos me parecem desprezíveis".
Através da disciplina e da obediência, posso chegar logo àquela mesma posição na qual Abraão se achou e vejo quem Deus é na realidade. Enquanto não me colocar face a face perante ele em Jesus Cristo, Deus não será real para mim de forma alguma; só ali poderei reconhecer que "em todo o mundo, meu Deus, não há ninguém senão tu, ninguém senão tu".
Enquanto não apreendermos, pela obediência, como a natureza de Deus é, as promessas dele não terão qualquer significado para nós. Às vezes lemos certas coisas na Bíblia trezentas e sessenta e cinco vezes sem que elas possam significar algo para nós, até que, de repente, nós obedecemos a Deus num ponto particular e, logo ali, compreendemos o que ele quer dizer com obediência; logo ali, também, a sua natureza se manifesta em nós e nós tomamos pleno conhecimento dela. "Porque quantas são as promessas de Deus tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amem por nosso intermédio", 2Cor.1:20. Sempre que ratificamos e concordamos neste "Amem", isto é, "Assim seja", essa promessa torna-se logo nossa.
P/ Oswald Chambers

16 De Novembro Humanos Ainda! "Fazei tudo para a glória de Deus", 1 Cor.10.31

A grande maravilha da encarnação de Cristo em todos nós desvanece diante na rotina da vida de um infante; a maravilha experimentada na transfiguração desaparece chegando ao vale perante alguém possuído de demónio; a glória da ressurreição desce para o nível de uma refeição matutina à beira-mar. Não se trata de um anti-clímax, mas, de uma grande revelação de Deus para todos nós.
A nossa tendência é procurar em nossa experiência só o que é extraordinário; confundimos o sentido do que é heróico com o de sermos nós os heróis. Uma coisa é passarmos por uma crise em grande estilo, outra é viver cada dia glorificando a Deus quando não há testemunhas, nem refletores ou retransmissores, nem ninguém prestando a mínima atenção ao que fazemos. Se não buscamos auréolas para as nossas cabeças, queremos pelo menos que algo em nós leve as pessoas a dizer: "Que maravilhoso homem de oração é ele! Que mulher dedicada e devota é esta!" Se a sua dedicação ao Senhor Jesus for íntegra, você já alcançou a sublime posição onde ninguém pensará sequer poder notar que você existe; a única coisa que se nota é o poder de Deus fluindo através de si como templo, sem cessar.
"Oh Deus chamou-me para algo maravilhoso e glorioso!" Para que possamos fazer a tarefa mais corriqueira para a glória de Deus será necessário que o todo-poderoso Deus esteja encarnado e vivente em nós. É preciso que o Espírito de Deus esteja em nós para nos tornar profundamente seus, mantendo-nos ainda humanos e passando totalmente despercebidos nisso. Somos aprovados como servos de Deus, não por causa do sucesso, mas, antes pela nossa fidelidade em todos aqueles pormenores da nossa vida quotidiana. Estabelecemos como alvo ter sucesso na obra evangélica; mas o alvo a tomar é, exclusivamente, manifestar a glória de Deus na vida rasteira e humana cá na terra; é viver, sob as limitações humanas que temos, a vida que está "oculta juntamente com Cristo em Deus", Col.3:3, mas, em nós como somos. Será naquele cenário das relações humanas que a vida real e ideal, a de Deus, deve ser vivida e preenchida por inteiro.
P/ Oswald Chambers

14/11/2013

15 De Novembro "Que te Importa?" "Senhor…E quanto a este?... Que te importa? Quanto a ti, segue-me", João 21.21,22.

Uma de nossas experiências mais difíceis é a que passamos quando não queremos entender e aceitar porque não devemos interferir na vida de outras pessoas. Demoramos muito a reconhecer o perigo de sermos "deuses" em amadurecimento, ou seja, de interferirmos na ordem de Deus para com os outros ao nosso redor. Vemos certa pessoa sofrendo e logo tratamos de afirmar: "Ela não sofrerá mais; vou providenciar para que não sofra mais por isso". Então, tentamos impedir o sofrimento que Deus permitiu para a poder salvar; todavia, Deus diz: "Que te importa a ti?" Caso esteja ainda nessa estagnação espiritual não se permita a veleidade de continuar nela nem por mais um momento; busque a Deus para saber a razão de se achar nela ainda assim, depois de conhecê-lo. Descobrirá, possivelmente, que ela chega a si devido à sua interferência na vida de alguém em quem Deus está a intervir dando sugestões que não tinha o direito de dar em momentos cruciais, aconselhando quando não tinha o direito de aconselhar de sua autoria. Quando você tiver que aconselhar alguém, Deus dará o conselho através de si, provendo-o de uma revelação do Espírito; a sua responsabilidade será apenas de manutenção desse relacionamento com o qual a pessoa se pode manter íntegro para com Deus, de tal modo que o discernimento flua constantemente vindo d'Ele até nós, para que, por intermédio de si, Ele tenha porque abençoar outros.

A maioria de nós faz por viver no limiar do nosso consciente - servindo e dedicando-se a Deus conscientemente apenas. Isso é uma imaturidade crucial; não pode ser tida como vida real ainda. O estado de maturidade é como a vida de criança - nunca é consciente, mas, vivente. Quando atingimos essa fase, entregamo-nos a Deus de tal forma que não temos consciência de estarmos a ser usados por ele. Se estivermos conscientes de que somos "pão para distribuir" e "vinho para oferecer", restará ainda um outro estágio a ser alcançado em nós, pelo qual não teremos consciência de nós mesmos, nem daquilo que Deus está fazendo através de nós. Um servo não tem consciência de que é servo; ele só tem consciência de que depende sempre de Deus.
P/ Oswald Chambers

14 De Novembro Desvendando Todos os Desígnios de Deus "Estando no caminho, o Senhor me guiou..." Gen.24.27 D


everíamos estar em tal uníssono e união com Deus que não deveria haver qualquer pensamento ou necessidade sequer de estarmos a pedir a orientação dele vezes sem conta. Santificação significa que somos feitos filhos de Deus; a atitude normal do filho é a obediência ao Pai de dentro de seu ser e não em suas resoluções. Quando ele resolve desobedecer, sua consciência o acusa na hora devido à natureza interior que tem. No campo espiritual, essa acusação intuitiva é a advertência do Espírito de Deus, sendo iluminada por ele ali. Quando ele nos dá esse "sinal", temos que parar logo ali e ser renovados em nossa mente e forma de pensar, a fim de sabermos qual é a vontade de Deus sobre esse dado momento. Se já nascemos de novo pelo Espírito de Deus, é um contrassenso estar a pedir a Deus de forma ininterrupta e inconstante que nos esteja a guiar ainda. "O Senhor me guiou"; e analisando depois o que aconteceu, perceberemos que houve um maravilhoso desígnio que, como filhos de Deus, Lhe creditaremos.
Todos nós conseguimos ver a Deus naquelas coisas que são excepcionais; mas, será necessária uma maior maturidade espiritual para podermos ver Deus nos mínimos detalhes de nossa existência. Não aceite nenhum evento de nenhuma outra forma, senão como um propósito de Deus; e procure ver em qualquer evento da vida os desígnios divinos para si.
Tenha cuidado para não idolatrar sua fidelidade às suas convicções, em vez de ser dedicado a Deus exclusivamente. "Nunca farei isso". Existem muitas probabilidades de você passar por "isto ou aquilo", caso seja ainda um servo de Deus. Nunca houve na terra ser mais incoerente do que nosso Senhor Jesus Cristo; contudo, ele nunca foi incoerente para com o nosso Pai. Temos que ser fiéis à vida de Deus em nós e nunca a um princípio de nossa doutrina ou autoria. Será esta a vida em nós que nos vai identificar e esclarecer cada dia mais sobre quais são os propósitos de Deus para nós. É mais fácil tornar-se fanático do que servo fiel e simples, porque ser leal a Deus não nos glorifica e fere definitiva e principalmente a nossa vaidade religiosa.
P/ Oswald  Chambers
 

13 De Novembro Fé Ou Experiência? "O Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim..." Gal.2.20



Teremos que passar e vencer os nossos estados de humor, sentimentos e emotividade para chegarmos a uma devoção simples ao Senhor Jesus Cristo. Pense regularmente de como o Novo Testamento manifesta Jesus Cristo, para depois verificar a mesquinhez da nossa miserável fé: "Eu não tive esta e aquela experiência!" Pense no que afirma a fé em Jesus Cristo - que ele é poderoso para nos apresentar diante do trono de Deus, imaculados, absolutamente retos e profundamente justos e justificados. Tome sua posição de fé que não é mais relutante e a que cai em adoração simplesmente, uma confiança absoluta em quem se tornou para todos nós "sabedoria, justiça, santificação e redenção", 1Cor. 1:30. Como podemos falar em sacrificar ao Filho de Deus ainda! Somos salvos do inferno e da perdição do pecado e ainda falamos em fazer sacrifícios a ele!
Temos que exercer constantemente a fé em Jesus Cristo; não no Jesus Cristo da reunião de oração, nem naquele dos nossos livros, mas, no Jesus Cristo do Novo Testamento, que é o Deus encarnado, o que deveria fazer-nos cair a seus pés como mortos em vez de nos tornar vivos nele. Nossa fé deve firmar-se naquele que é o autor dessa nossa experiência de vida nova nele e não na experiência. Jesus, para que isso tenha como acontecer, pede de todos nós uma entrega e devoção totais a ele somente. Não podemos conhecer a Jesus Cristo através das experiências que auferimos e experimentamos de forma real, nem contê-lo dentro dos limites do que o nosso coração imagina e experimenta; mas, tendo confiança total nele é que edificamos nossa fé real e exclusiva.
Será nesse ponto fulcral e particular que vemos como o Espírito Santo se impacienta contra aquela incredulidade ainda existente em nós. Todos os nossos temores são pecaminosos por essa razão; tememos porque não nos queremos alimentar nem identificar nessa fé desse jeito peculiar. Como é que uma pessoa que está identificada com Jesus Cristo ainda pode ter dúvidas ou medos, eu não entendo! Nossa vida deveria ser um maravilhoso cântico, revelando uma fé triunfante e invencível, impossível de abafar ou matar.
P/ Oswald Chambers

12 De Novembro A Vida Transfigurada "E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas", 2 Cor.5.17



Que tipo de entendimento você tem sobre o que será a salvação de toda a sua alma? A experiência da salvação significa que a sua vida diária realmente mudou, sem sombra para qualquer tipo de dúvida; que você não vê mais as coisas como antes via. Seus anseios são novos e as coisas velhas perderam o seu encanto por inteiro. Deus já alterou as coisas importantes, as principais, dentro de si? Essa é uma das características da experiência de salvação. Se ainda anseia pelas coisas antigas, será sempre um certo tipo de absurdo pensar que nasceu do alto; você está iludido e enganado. Se já nasceu de novo, o Espírito de Deus tornará visível essa transformação ocorrida em sua vida e em seu modo de pensar e ela será real e evidente ainda. E, quando lhe sobrevier a tentação para cair nela, mais que qualquer outra pessoa, será você a ficar admirado com a maravilhosa transfiguração operada dentro de si. Não haverá a menor possibilidade de se pensar que você a tenha podido produzir. A evidência da sua salvação é esta surpreendente e total transformação operada pelo lado de dentro.
Minha salvação e santificação fazem alguma diferença em minha vida atual? Por exemplo, será que suporto ser exposto à luz de 1Cor. 13, ou irei remexer-me inquieto quando o leio? A salvação operada em nós pelo Espírito Santo liberta-nos totalmente da inquietação; e enquanto andarmos na luz como Deus está na luz, 1 João1: 7, ele terá nada para nos censurar mais, porque a vida dele está sendo desenvolvida em cada pormenor de toda a nossa vida e a um nível muito mais profundo do que o da nossa esfera consciente.
P/ Oswald Chambers