21/03/2013

Dias 20 e 21 de março

20 De Março
Ser Amigo de Deus
"Ocultarei a Abraão o que estou para fazer?" Gen.18.17
O deleite de ser Seu amigo. Gen.18 focaliza as alegrias de uma verdadeira amizade com Deus, comparando-a, em contraste, com meros acasos de Sua presença em nossos momentos devocionais. Estar tão próximo de Deus que você nunca necessite pedir-Lhe para lhe manifestar a Sua vontade, é estar perto do momento final da disciplina duma vida de fé - no final do estágio. Quando tem um relacionamento perfeito com Deus, já vive uma vida de liberdade e de gozo: você é a vontade de Deus e todas as suas decisões normais serão a vontade de Deus por consequência, a menos que ele o corrija de alguma outra forma. Você decide as coisas em perfeita e agradável sintonia com Deus, ciente de que, sempre que tomar uma decisão errada, ele o corrigirá; e quando ele o estiver corrigindo, pare logo para perceber onde.
As Dificuldades desta Amizade. Por que razão Abraão parou de orar no ponto onde parou? Ele ainda não tinha intimidade bastante para prosseguir ousadamente até que Deus atendesse o seu pedido; seu relacionamento com Deus ainda deixava algo a desejar. Sempre que paramos de orar e dizemos: "Bem, eu não sei; talvez isto não seja a vontade de Deus", é porque ainda está num nível de desgaste e existe um outro mais alto para ser alcançado ainda. Não temos ainda o mesmo relacionamento íntimo com Deus que Jesus tinha, o qual ele deseja que tenhamos logo ali também: "Para que sejam um como nós somos um", João 17:22. Pense na última coisa pela qual orou - estava mais interessado no seu pedido ou em Deus? Estava resolvido a obter algum dom do Espírito ou aproximar-se mais e melhor de Deus? "O vosso Pai sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais", Mat.6:8. A finalidade do pedir é que você possa conhecer melhor a Deus. "Agrada-te do Senhor e ele satisfará aos desejos do teu coração", Sal.37:4. Continue orando para alcançar esse perfeito entendimento que o próprio Deus tem n'Ele sobre as coisas.
P/ Oswald Chambers

21 De Março
Interesse ou Identificação na Morte de Cristo?
"Estou crucificado com Cristo", Gal.2.19

Na vida espiritual, a necessidade imperativa é a de subscrever de forma natural a sentença de morte para todo o tipo de disposição para o pecado e de transformar todas as impressões intelectuais e crenças num veredicto moral contra todo o tipo de disposição para o pecado, ou seja, sobre qualquer reivindicação de meus direitos sobre mim mesmo. Paulo diz: "Estou crucificado com Cristo"; ele não diz: "Resolvi imitar Jesus Cristo", ou "Vou esforçar-me para segui-lo", mas, sim, "eu me baptizei com ele em sua morte", estou morto. Quando chego diante dessa decisão moral e ajo de acordo com ela porque é uma realidade factual em mim, então tudo o que Cristo fez por mim na cruz começa a fazer sentido. A entrega voluntária de mim mesmo a Deus dá ao Espírito Santo a oportunidade de me conceder a santidade de Jesus Cristo e a mesma morte de Jesus Cristo - morte para o pecado, Rom.6:10.
"... Logo, já não sou eu quem vive..." A individualidade permanece, mas a pedra de Esquina, pedra angular e guia, a disposição predominante, é radicalmente alterada em nós. Permanece o mesmo corpo humano, mas, os antigos direitos satânicos sobre minha vida foram destituídos.
"E esse viver que agora vivo na carne..." - não a vida que gostaria de viver e oro para ter, mas, a vida que agora vivo em minha carne mortal, a vida que os outros podem observar será esta: "vivo pela fé do Filho de Deus". Essa fé não é a fé de Paulo em Jesus Cristo, mas, a fé de Jesus Cristo instalada dentro de Paulo. Não é mais fé na fé, mas uma fé que transpôs todos os limites conscientes, fé identificada com a do Filho de Deus em mim. 
P/ Oswald Chambers



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