Ele é Realmente Senhor?
"... Contanto que complete (com alegria) a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus", Atos 20.24
A alegria está sempre presente no perfeito cumprimento do propósito para o qual fui criado e regenerado e não no êxito do meu desempenho dum trabalho de minha autoria. A alegria do Senhor Jesus consistia em fazer a obra que o Pai o enviara a fazer e ele diz: "Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós". Porventura recebi uma qualquer incumbência do Senhor? Se assim é, tenho que ser leal a ela, tenho que considerar minha vida preciosa apenas para o desempenho dessa mesma missão. Pense na satisfação que terá ao ouvir Jesus dizer: "Muito bem, servo bom e fiel", ao saber que fez o que ele lhe enviou a fazer. Todos nós temos que achar nosso lugar na vida e o acharemos espiritualmente quando recebermos nosso ministério da própria mão do Senhor. Para que isso aconteça é necessário havermos convivido com Jesus pessoalmente; precisamos conhecê-lo mais do que como Salvador pessoal. "Pois lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome".
"Tu me amas?" Então "apascenta as minhas ovelhas". Não há aqui a ideia de se poder escolher o serviço, apenas de se ter lealdade absoluta para com a missão que o Senhor nos entregou a fazer corretamente; lealdade para com o que descobrimos, quando nos encontramos em comunhão íntima com Deus. Se o Senhor Jesus lhe forneceu um ministério próprio, saiba que a necessidade dentro si não é o chamado: a necessidade é apenas a oportunidade. Nosso chamado é que sejamos fiéis ao ministério que recebemos quando estivermos em verdadeiro contato com ele. Isso não quer dizer que haja um roteiro de trabalho traçado para nós; mas, significa antes que teremos que ignorar todos aqueles outros pedidos para trabalharmos noutras áreas.
6 De Março
Entre Uma Multidão de Trivialidades "... Na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias", 2 Cor.6.4
Entre Uma Multidão de Trivialidades "... Na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias", 2 Cor.6.4
Sempre que ou não há visão de Deus, ou não nos achamos entusiasmados e não há ninguém para nos animar e encorajar, é necessária uma graça infinita para se dar o passo seguinte, seja na devoção, no estudo, na leitura, na cozinha do dia-a-dia. É preciso muito mais da graça de Deus, de uma maior dependência de Deus, para se dar esse passo do que será necessário para se pregar o evangelho.
Todo cristão tem de participar experimentalmente naquilo que é a essência da encarnação e deixá-la expressar-se no dia-a-dia de carne e sangue normal. Desanimamos quando não há visão, nem estímulo, mas, apenas aquela rotina comum, as tarefas triviais. O que vai contar no balanço final diante de Deus e homens é o trabalho invisível firme e perseverante e a única maneira de não nos deixarmos desmotivar e desencorajar é viver com o olhar fixo em Deus. Peça a Deus para manter os olhos do seu espírito abertos para ver o Cristo ressurreto sempre e continuamente e nenhum trabalho servil poderá abatê-lo algum dia. Evite sempre a trivialidade e o mercantilismo da mente e do espírito, inspirando-se no exemplo de Cristo em João 13:1-17.
P/ Oswald CHambers
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