31/10/2025

A Prova da Fé "Fé como um grão de mostarda... e nada vos será impossível." — Mateus 17:20

Muitas vezes pensamos que Deus nos recompensa por termos fé. E, de certo modo, Ele até o faz quando estamos no início da caminhada cristã. Mas, com o tempo, aprendemos que a fé não existe para receber recompensas, e sim para nos conduzir a um relacionamento verdadeiro e profundo com Deus — permitindo que Ele atue livremente em nós.

Quando somos filhos de Deus, Ele, por vezes, retira o apoio das experiências passadas para que aprendamos a depender apenas d’Ele, sem apoios emocionais ou lembranças espirituais. O propósito divino é ensinar-nos que a vida de fé não é feita de sentimentos, mas de confiança. No começo, nossa fé é simples e sensível, cheia de emoção e brilho. Porém, chega o momento em que Deus silencia as sensações e retira as bênçãos visíveis, para que aprendamos a andar unicamente “pela fé” (2 Coríntios 5:7). Nesse estágio, tornamo-nos mais valiosos para Ele do que quando vivíamos apenas das emoções das experiências passadas.

A fé verdadeira precisa ser provada. É nas provas que ela se torna real — não porque seja difícil confiar em Deus, mas porque é necessário remover toda dúvida sobre Seu caráter e fidelidade. Esse processo, às vezes, nos conduz a períodos de silêncio e solidão, onde aprendemos a confiar sem ver, a crer sem sentir.

Não devemos confundir as provações da fé com as dificuldades comuns da vida. Muitas situações que chamamos de “provas de fé” são, na verdade, consequências naturais da existência humana. Crer na Bíblia é crer em Deus mesmo quando tudo parece contrariar essa fé. É confiar plenamente em Seu caráter, aconteça o que acontecer.

Como disse Jó: “Ainda que Ele me mate, nele ainda confiarei” (Jó 13:15). Essa é a essência da fé provada — firme, silenciosa e inabalável, mesmo no meio da incerteza.

Baseado em O. Chambers 

30/10/2025

E se a sua fé fosse testada hoje, ela resistiria ou desmoronaria?”


 A fé vai além do que conseguimos entender. Ela não é contrária ao bom senso, mas o ultrapassa. Enquanto o bom senso depende da lógica, a fé confia no que Deus prometeu — mesmo quando tudo parece impossível. Jesus nunca falou apenas o que era “sensato”, mas o que era verdadeiro e eterno.

Certa vez, levei minha filha a uma clínica porque ela estava com uma crise muito forte de inflamação na garganta. Fomos atendidas, e a médica decidiu aplicar uma injeção de penicilina. Pouco depois, minha filha começou a passar mal, com arritmia cardíaca. Seus lábios escureceram, e vi todos naquele lugar correndo para prestar os primeiros socorros, aplicar medicações e oferecer oxigênio.

Naquele momento, clamei a Deus por socorro. Era como se, naquela sala, estivéssemos apenas eu, ela e Deus. Momentos depois, vi minha filha voltando ao normal. Chorei muito — tê-la novamente em meus braços foi um presente valioso que Deus me deu: a vida dela de volta.

Pois é… naquele momento, exercitei a minha fé. Entendi que a fé precisa ser provada para se tornar real. Quando escolhemos crer na Palavra de Deus, mesmo sem ver o resultado, é aí que nossa fé cresce. E quanto mais conhecemos Jesus, mais entendemos que fé não é teoria — é viver conectado com Ele todos os dias.

Baseado em O. Chambers

28/10/2025

Substituição “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” — 2 Coríntios 5:21


Muitos entendem a morte de Jesus Cristo como um ato de compaixão — como se Ele tivesse morrido apenas por pena da humanidade. No entanto, o Novo Testamento revela algo muito mais profundo: Jesus levou sobre Si os nossos pecados não por mera piedade, mas por identificação total conosco. Ele foi “feito pecado” em nosso lugar.

Os nossos pecados são removidos pela morte de Cristo, cuja base não é a emoção ou a compaixão, mas a obediência perfeita ao Pai. Não somos aceitos por Deus porque obedecemos, fazemos promessas ou renunciamos a certas coisas, mas porque a morte de Cristo nos torna obedientes e justificados diante d’Ele.

Jesus não veio apenas para revelar a bondade ou a paternidade de Deus — Ele veio para tirar o pecado do mundo (João 1:29). A revelação do Pai é concedida àqueles que o reconhecem como Salvador. Cristo não se apresentou como um simples revelador do Pai, mas como uma pedra de tropeço (João 15:22-24). E quando Ele falou do Pai em João 14:9, suas palavras foram dirigidas a quem já era discípulo.

O Novo Testamento também não ensina que, apenas porque Cristo morreu por mim, estou automaticamente livre da culpa do pecado. O que ele afirma é que “Ele morreu por todos” (2 Coríntios 5:15), e que, pela identificação com a Sua morte — morrendo para o pecado —, podemos ser libertos do poder do pecado e receber a Sua justiça em nós.

A verdadeira substituição é dupla: Cristo foi feito pecado por nós, para que fôssemos feitos justiça de Deus n’Ele. Assim, o ensino do Evangelho não é apenas “Cristo por mim”, mas também “Cristo em mim” — pois só quando Cristo é formado em nós (Gálatas 4:19) a substituição se torna completa.

Baseado em O. Chambers

 

Justificação pela Fé


 

📖 “Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.” — Romanos 5:10

Não somos salvos por acreditar, mas compreendemos pela fé que já fomos salvos. O arrependimento não é o que nos salva — ele é apenas o sinal de que reconhecemos a obra que Deus realizou em Cristo. O erro está em dar mais importância ao efeito do que à causa.

Não é nossa obediência, consagração ou boas ações que nos justificam diante de Deus. Somos justificados porque Cristo morreu por nós. Quando cremos naquilo que Deus nos revela e aceitamos, pela fé, Sua graça, somos imediatamente reconciliados com Ele pela expiação feita por Jesus. Através desse milagre sobrenatural, somos declarados justos — não por causa do nosso arrependimento, mas por causa da obra perfeita de Cristo em nós.

A salvação não segue a lógica humana; ela se fundamenta no sacrifício de Jesus. É por Sua morte e ressurreição que podemos nascer de novo. Nenhum esforço humano pode produzir isso — é uma ação divina completa. A segurança da justificação e da santificação está em Deus, não em nós. Tudo foi consumado na cruz. Quando entendemos isso, reconhecemos o poder da graça e podemos afirmar com convicção: “Está consumado.”

Baseado em O. Chambers

27/10/2025

O Método Para as Missões"Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações." – Mateus 28:19


Jesus não disse: "Ide e salvai almas" – pois a salvação é obra de Deus – mas: "Ide, fazei discípulos de todas as nações". E ninguém consegue fazer discípulos se ele mesmo não for um discípulo verdadeiro.Quando os primeiros discípulos voltaram de sua missão, estavam radiantes porque até os demônios se submetiam a eles. Mas Jesus disse: "Não se alegrem apenas pelo sucesso; a verdadeira alegria está em estar correta e pessoalmente ligado a mim" (Lucas 10:17-20).O ponto central para qualquer missionário é permanecer fiel ao chamado de Deus e ter como único objetivo fazer discípulos para Jesus. Nem sempre o desejo de ganhar pessoas vem de Deus – às vezes é apenas nossa vontade de convencer outros de nossos próprios pontos de vista.O grande desafio do missionário não é levar pessoas à salvação, recuperar afastados ou lidar com corações endurecidos. O verdadeiro desafio é o relacionamento pessoal com Jesus. Ele nos pergunta continuamente: "Credes que posso fazer isso?" (Mateus 9:28).Devemos nos perguntar: conheço Jesus como ressuscitado? Sei do poder do Seu Espírito em mim? Estou disposto a confiar plenamente no que Ele disse, mesmo que isso pareça loucura para o mundo?Seguir outro critério que não seja a autoridade de Cristo nos desvia do único caminho que Ele estabeleceu: "Toda a autoridade me foi dada portanto, ide" (Mateus 28:18-19).

Baseado em O. Chambers


 

26/10/2025

O Que é Ser um Missionário?“Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” — João 20:21

Ser missionário é ser alguém enviado por Jesus Cristo, assim como Ele foi enviado pelo Pai. A essência da missão não está nos problemas humanos, mas em obedecer ao que Cristo ordenou. A verdadeira inspiração do trabalho de Deus não está no futuro, em nossas ideias de sucesso, mas em olhar para trás — para o próprio Jesus, que é a nossa origem e o nosso modelo.O mais importante é a dedicação pessoal ao Senhor e a fidelidade ao Seu ponto de vista. O maior perigo da missão é deixar que as dificuldades e a compaixão humana ofusquem o verdadeiro chamado de Deus. Muitas vezes, ficamos tão envolvidos com os problemas e as carências ao redor que esquecemos o propósito principal: cumprir a ordem de Jesus — “Ide e fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19).Quando olhamos para os grandes servos de Deus, tendemos a admirar sua sabedoria e discernimento. Mas, na verdade, a sabedoria que guiou suas vidas veio do alto. Deus usa pessoas simples e confiantes, que se tornam instrumentos nas Suas mãos porque se deixam guiar inteiramente por Ele. Ser missionário, portanto, é confiar na sabedoria divina e agir com o coração totalmente entregue à vontade de Cristo.
Baseado em O. Chambers
 

25/10/2025

Submetendo-nos aos Propósitos de Deus "Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns." — 1 Coríntios 9:22

Todo servo de Deus precisa aprender a ser alguém de valor e excelência mesmo em meio a situações simples ou comuns. Nunca diga: “Ah, se eu estivesse em outro lugar...” — pois Deus usa pessoas comuns para realizar obras extraordinárias. O que nos torna úteis para Ele não é o ambiente, mas o coração e a disposição que temos diante do propósito divino.

Não somos obreiros de Deus porque escolhemos ser, mas porque Ele nos escolheu. Muitos se oferecem voluntariamente para o ministério, mas sem a graça e a Palavra de Deus atuando de forma viva em suas vidas. Paulo viveu dominado por um único propósito: cumprir a missão de Cristo, sem jamais perder de vista a essência do Evangelho — “Jesus Cristo, e este crucificado.”

Lembre-se: “Eu vos escolhi” (João 15:16). É Deus quem conquista o nosso coração e molda a nossa vida à Sua maneira. Ele nos dobra, quebra e forma segundo o Seu querer, com o objetivo de poder dizer: “Este é o meu servo, esta é a minha serva.”

Por isso, não se ofereça para o ministério por vontade própria. Mas, se Deus o chamou, não fuja nem se desvie do propósito — “nem para a direita, nem para a esquerda” (Deuteronômio 28:14). Permita que Ele cumpra a Sua vontade em todas as áreas da sua vida. É assim que nos tornamos instrumentos nas mãos do Criador, firmes na rocha que é Cristo.

Baseado em O. Chambers

24/10/2025

O Ponto de Vista Correto "Graças, porém, a Deus, que em Cristo sempre nos conduz em triunfo." — 2 Coríntios 2:14

O verdadeiro servo de Deus precisa manter o ponto de vista mais elevado possível — não apenas um olhar espiritual, mas a própria perspectiva de Deus. Todos os dias, devemos nos esforçar para conservar essa visão divina, sem deixar que circunstâncias externas ou pensamentos limitados a enfraqueçam. Nada fora de nós deve alterar o modo como Deus nos faz ver as coisas.O ponto de vista que precisamos guardar é este: estamos aqui por um único propósito — sermos cativos e participantes do triunfo de Cristo. Não somos obras expostas num “salão de troféus” de Deus, mas vidas que revelam a completa rendição a Jesus.É pequena e egoísta a visão que diz: “Estou sozinho lutando por Cristo” ou “preciso defender o que Ele me confiou”. Paulo via de outra forma: mesmo em meio às dificuldades, ele se via conduzido em triunfo. Seu prazer era saber que, um dia inimigo de Cristo, agora era Seu prisioneiro — alguém que não pertencia mais a si mesmo.Paulo não buscava vitórias pessoais; ele sabia que o verdadeiro Vencedor era Cristo, e que sua própria vida fazia parte da vitória dEle. Assim, não precisamos conquistar nada — já fomos conquistados.“Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo” (2 Coríntios 2:15). Onde quer que estejamos, que a presença de Cristo em nós exale um aroma agradável ao Pai e seja refrigério para o coração de Jesus.

Baseado em O. Chambers

23/10/2025

Nada da Vida Antiga — Absolutamente Nada!"Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo."— 2 Coríntios 5:17


Deus nunca apoia os nossos preconceitos — Ele os destrói. Muitas vezes acreditamos que o Senhor entende nossas particularidades e que, por isso, vai nos tratar de forma diferente dos outros. Pensamos: “Deus precisa ser rigoroso com os outros, mas sabe que os meus motivos são justos.” No entanto, essa é uma ilusão. O processo de transformação espiritual exige que absolutamente nada da nossa velha natureza permaneça.Deus não compactua com as nossas antigas formas de pensar, sentir ou agir. Pelo contrário, Ele as enfrenta e as derruba — porque a verdadeira vida cristã é uma obra de reconstrução completa. Faz parte da nossa formação espiritual permitir que a providência divina esmague nossos preconceitos e nos ensine, através das circunstâncias, a confiar somente n’Ele.O que Deus deseja de nós não são justificativas ou boas intenções — mas uma entrega total, incondicional e imediata.Quando nascemos de novo, o Espírito Santo começa a nos transformar profundamente. Aos poucos, a autoconfiança antiga desaparece, o orgulho cede, e surge uma nova forma de ver a vida. Só então tudo em nós passa a vir de Deus (2 Coríntios 5:18).Queremos viver livres da vaidade, do egoísmo e da irritabilidade? Queremos amar com aquele amor que “não se exaspera, não suspeita mal e é sempre bondoso” (1 Coríntios 13:4-5)? Isso só será possível quando deixarmos morrer completamente a velha vida, mantendo apenas uma confiança pura e simples em Deus — uma fé que não depende das bênçãos, mas d’Ele mesmo.Você já chegou ao ponto em que Deus pode retirar todas as Suas bênçãos e, ainda assim, sua confiança permanece firme? Quando vemos Deus agindo diretamente em nós, nada mais nos abala — porque nossa fé está enraizada n’Aquele que o mundo não vê, mas que é o nosso Pai fiel e eterno.

Baseado em O. Chambers

22/10/2025

O Testemunho do Espírito "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito..." (Romanos 8:16)

Muitas vezes buscamos a Deus como quem quer fazer um acordo — queremos sentir Sua presença antes mesmo de obedecer ao que Ele mandou. Mas Deus não pode se manifestar plenamente enquanto não houver uma entrega total e incondicional da nossa parte.

Quando finalmente paramos de resistir e nos rendemos completamente, o Espírito Santo começa a agir. Ele não dá testemunho sobre nós, mas manifesta, por meio de nós, a própria natureza de Deus.

Se o testemunho viesse antes da experiência real, tudo se resumiria a emoções, e não a transformação verdadeira. É quando deixamos de argumentar, parar de racionalizar e apenas obedecemos, que Deus dá o Seu testemunho — e percebemos o quanto demoramos para confiar.

Se você ainda duvida que Deus pode libertá-lo, há duas opções: deixe que Ele faça, ou admita que não crê. Mas não viva de palavras alheias; experimente você mesmo o que Jesus disse:
“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados...” (Mateus 11:28).

O Espírito Santo só testemunha sobre a redenção de Cristo em nós — e Ele fala ao nosso espírito, não à nossa razão. Quando tentamos entender tudo pela lógica, acabamos confusos e distantes da verdade.

Por isso, entregue tudo a Deus. Confie nEle de verdade — e será o próprio Espírito quem dará testemunho dentro de você.

 Baseado em O. Chambers 

21/10/2025

Impulsividade ou Discipulado? “Edificando-vos na vossa fé santíssima.” — Judas 20

Jesus nunca foi impulsivo. Em tudo o que fazia, havia calma, equilíbrio e força verdadeira. Ele nunca se deixava dominar pelas emoções, nem perdia o controle diante das situações mais difíceis.

Muitos cristãos, porém, baseiam sua fé no próprio temperamento — reagem com irritação, ansiedade ou pressa — em vez de deixarem-se guiar pela natureza serena de Deus. A impulsividade é algo natural da vida humana, mas o Senhor sempre a ignora, porque ela impede o crescimento espiritual de seus discípulos.

O Espírito Santo trabalha em nós para refrear nossos impulsos. Quando Ele nos corrige, podemos sentir vergonha e tentar nos justificar, mas esse processo é parte da disciplina divina que transforma a impulsividade em sabedoria e sensibilidade espiritual. Ser impulsivo pode até ser aceitável em uma criança, mas em um adulto se torna imaturidade. A pessoa que age sem pensar demonstra falta de disciplina e de crescimento interior.

O verdadeiro discipulado nasce da graça sobrenatural de Deus. Ter coragem para “andar sobre as águas” pode parecer impressionante, mas o desafio real é seguir Jesus todos os dias, com constância e obediência, mesmo quando nada parece extraordinário.

Pedro andou sobre as águas por impulso, mas, quando estava em terra firme, seguiu Jesus de longe. O mesmo acontece conosco: é fácil buscar Deus nas crises, mas difícil permanecer fiel na rotina.

Não precisamos de fé apenas para enfrentar grandes batalhas, mas para viver diariamente em santidade — realizando tarefas simples, lidando com pessoas difíceis e mantendo o coração firme nas pequenas coisas.

Não fomos chamados para fazer coisas extraordinárias para Deus, e sim para sermos pessoas extraordinárias nas situações comuns. É na simplicidade do dia a dia que o discipulado se prova verdadeiro.

Baseado em O. Chambers

20/10/2025

Será que a vontade de Deus é a minha?“Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação.” — 1 Tessalonicenses 4:3

A vontade de Deus é clara: Ele quer nos santificar. Mas a verdadeira pergunta é — será que eu quero mesmo ser santo?Santificação não é apenas desejar mudar, mas permitir que Deus transforme o nosso interior. É deixar que tudo o que Cristo conquistou na cruz se torne real em nós, aqui e agora.Muitos dizem: “Eu quero ser santificado!”, mas continuam apenas desejando, sem agir. A santificação começa quando paramos de apenas querer e decidimos nos render completamente a Deus.Receber Jesus com fé é permitir que Ele viva em nós, tornando Sua vida e Sua santidade parte da nossa. Tudo o que Ele conquistou na cruz é um presente gratuito de amor.A verdadeira santidade é humilde e arrependida, nasce da consciência de quem fomos sem Deus e da gratidão por um amor que nunca desistiu de nós — mesmo quando não nos importávamos com Ele (Romanos 5:8).Por isso, nada pode nos separar do amor de Cristo (Romanos 8:39).A santificação nos torna um com Jesus, e, n’Ele, um com o Pai.E o fruto dessa união é simples e profundo: obediência, serviço e oração — expressões de um coração grato pela maravilhosa obra que Deus realizou em nós por meio da cruz. ✨
Baseado em O. Chambers 

19/10/2025

O Segredo Desatendido e Ignorado“O meu Reino não é deste mundo.” — João 18:36


 O maior inimigo de Jesus Cristo, nos dias de hoje, é a forma como muitos entendem o “serviço cristão”. Grande parte do que chamamos de servir a Deus está mais ligado ao sistema do mundo do que aos ensinamentos do Novo Testamento.Acredita-se que servir a Deus é estar sempre ocupado, envolvido em atividades sem fim — fazendo o bem, ajudando pessoas — mas sem manter uma comunhão verdadeira e constante com Ele.Jesus ensinou algo totalmente diferente: “O Reino de Deus não vem com aparência visível, porque o Reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17:20-21). O verdadeiro poder espiritual não está no que fazemos em público, mas no que acontece em nosso interior, no silêncio da alma.Por isso, precisamos nos libertar da mentalidade religiosa que valoriza o ativismo e a correria. Na vida de Jesus não havia pressa, tensão ou agitação — havia paz, obediência e comunhão com o Pai. E o discípulo deve ser como o seu Mestre.O que realmente importa no Reino de Cristo não é a quantidade de coisas que fazemos, mas a profundidade do nosso relacionamento com Ele. Nossa força não vem das atividades, mas do tempo que passamos diante de Deus, sendo transformados por Suas verdades.Não sabemos o que o futuro reserva, nem os desafios que virão. Mas se estivermos firmes em Deus, enraizados na Sua presença e cheios da Sua Palavra, nada conseguirá nos abalar.Esse é o segredo que muitos ignoram — o Reino de Deus é invisível aos olhos, mas poderoso na alma de quem vive em comunhão com o Rei.

Baseado em O. Chambers

18/10/2025

A Chave da Devoção do Missionário “Pois, por causa do Nome foi que saíram.” — 3 João 7

   

Jesus deixou claro como o nosso amor por Ele deve ser demonstrado: “Tu me amas?… Apascenta as minhas ovelhas” (João 21:17). Ou seja, amar a Cristo é identificar-se com o Seu interesse pelas pessoas, e não confundir esse amor com o nosso próprio interesse nelas. Em 1 Coríntios 13:4-8, vemos as características desse amor divino — um amor que não busca a si mesmo. A verdadeira prova do meu amor por Jesus não está em palavras bonitas ou sentimentos emocionais, mas na expressão prática da Sua vida em mim e através de mim.

Minha lealdade a Cristo nasce da obra sobrenatural da redenção operada pelo Espírito Santo dentro de mim, que derrama o amor de Deus em meu coração (Romanos 5:5). Esse amor flui e age por meio de mim na vida de todos aqueles com quem me relaciono. Permanecer fiel ao Nome de Jesus significa manter essa lealdade mesmo quando a lógica e o bom senso dizem o contrário — quando tudo parece negar o Seu poder.

O segredo da devoção missionária está em não estarmos presos a nada nem a ninguém deste mundo, mas somente ao próprio Senhor. Jesus viveu com total liberdade interior: usava as coisas, mas não se deixava prender por elas. Seu desapego era fruto do amor ao Pai. Já em nós, muitas vezes, o afastamento externo pode esconder um apego interior às mesmas coisas das quais tentamos fugir.

A verdadeira lealdade de um missionário é manter a alma aberta à natureza do próprio Cristo. As pessoas que o Senhor envia ao campo missionário não são extraordinárias — são comuns, mas profundamente dominadas por uma devoção genuína a Ele, gerada pelo Espírito Santo.

Baseado em O. Chambers

 

17/10/2025

A Chave Para as Obras Maiores "E outras obras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai." — João 14:12

A oração não é apenas um preparo para obras maiores — ela é a própria obra maior. Muitas vezes a tratamos como uma simples prática espiritual, algo que fazemos antes de agir, como se fosse um ensaio antes do “verdadeiro serviço”. Mas, segundo o ensino de Jesus, a oração é o lugar onde o milagre da redenção acontece dentro de nós, e por meio de nós, alcança também os outros — tudo pelo poder de Deus.

É através da oração que o fruto permanece em nós e por nós. Contudo, essa oração precisa nascer da agonia da redenção de Cristo, e não da nossa própria. Somente quem tem o coração simples, como o de uma criança, é capaz de orar com fé e receber respostas concretas. O homem sábio, cheio de raciocínios, não consegue isso (Mateus 11:25).

A maior batalha da vida cristã é travada na oração — não depende do lugar onde estamos, mas da disposição em obedecer a Deus ali mesmo. Seja qual for a situação em que Ele o colocou, ore sem cessar. Nunca pense: “Não sirvo para nada aqui.” Se não serve onde está, também não servirá em outro lugar. Onde quer que Deus o tenha colocado, ore com sinceridade e constância.

Jesus prometeu: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei.” No entanto, muitos só querem orar quando sentem emoção, e isso é puro egoísmo espiritual. O verdadeiro servo não se guia por sentimentos, mas pela obediência. Nosso Senhor nos manda orar: “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”

Talvez o seu trabalho pareça pequeno, sem destaque — mas é o obreiro fiel quem realiza os planos do Mestre. A oração é o labor silencioso que move o Reino. Um dia, quando o véu for tirado dos seus olhos, você verá quantas vidas foram alcançadas simplesmente porque você obedeceu e manteve o hábito de orar.

Baseado em O. Chambers 

16/10/2025

A Chave das Ordens do Mestre “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” (Mateus 9:38)

O segredo da obra missionária está nas mãos de Deus — e a chave é a oração, não apenas o trabalho. Muitas vezes, ficamos tão ocupados fazendo coisas para Deus que esquecemos de buscar a direção dEle. O verdadeiro poder da missão não vem do esforço humano, nem do conhecimento, nem da tecnologia, nem da educação. Vem da oração sincera.

Pode parecer estranho dizer isso — afinal, enquanto o mundo sofre, parar para orar parece pouco prático. Mas é justamente na oração que Deus age.

Aos olhos de Cristo, não há fronteiras ou nações; há apenas um mundo e pessoas que precisam de salvação. E Jesus é o dono dessa colheita. Por isso, Ele nos chama a orar para que o Pai envie os ceifeiros — pessoas dispostas e obedientes — para o campo.

Muitas vezes, nos perdemos em ativismo, cheios de planos e tarefas, e esquecemos que há vidas ao nosso redor prontas para serem alcançadas. Nenhum de nós tem um “trabalho especial” fora da vontade de Cristo. Nosso chamado é pertencer a Ele e obedecer à Sua voz.

Quando oramos, o Senhor prepara o caminho e envia cada um de nós na hora certa. A verdadeira chave é esta: “Rogai, pois, ao Senhor da seara.”

Baseado em O. Chambers 

15/10/2025

A Chave Para Toda a Obra Missionária “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro.” — 1 João 2:2

A base de toda a obra missionária está naquilo que Jesus fez por nós na cruz. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e é esse sacrifício que sustenta toda a mensagem do evangelho. Nenhum outro aspecto da obra de Cristo — como curas, bênçãos ou santificação — tem alcance tão profundo quanto o perdão dos pecados.

A verdadeira mensagem missionária é o poder ilimitado da redenção em Jesus Cristo. Ele é a propiciação pelos pecados, e é em seu nome que deve ser pregado o arrependimento e o perdão a todas as nações. O evangelho não pertence a um povo ou cultura específica; é para todos.

Quando o Espírito Santo age em nós, Ele não considera nossas preferências ou opiniões, mas nos une completamente a Cristo. Ser missionário é estar comprometido com a causa e o propósito de Jesus, não para divulgar ideias pessoais, mas para revelar o Cordeiro de Deus ao mundo.

É fácil falar sobre o que Jesus fez por nós ou se concentrar em aspectos específicos da fé. Mas o verdadeiro chamado é proclamar o evangelho em sua essência. Como disse o apóstolo Paulo: “Ai de mim se não pregar o evangelho!” — e esse evangelho se resume em uma simples e poderosa verdade:
“Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.”

Baseado em O. Chambers 

 

14/10/2025

A Chave para Toda a Obra Missionária "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações." — Mateus 28:18-20


 A base para fazer missões não está apenas na necessidade das pessoas ouvirem o Evangelho, mas sim na autoridade que Jesus tem sobre tudo e todos. Ele é o Senhor soberano, e é a partir dessa autoridade que Ele nos envia. Muitas vezes, pensamos que Deus apenas “apoia” o que fazemos, mas, na verdade, é Ele quem está no comando e quem nos direciona em tudo.

Jesus não disse: “Os povos se perderão se vocês não forem”. Ele simplesmente ordenou: “Ide”. Ele nos chama para ir com a certeza de que Sua presença e Seu poder estão conosco. Nossa missão é ensinar e fazer discípulos, baseados na experiência real e viva que temos com Ele.

Quando os discípulos foram à Galileia, para o monte que Jesus havia indicado, eles obedeceram porque conheciam o Senhor pessoalmente. Se queremos entender Sua soberania, também precisamos aprender a ficar a sós com Ele, dedicar tempo para adorá-Lo e fortalecer nossa comunhão. É nesse encontro pessoal — quando ouvimos “Vinde a mim” — que encontramos descanso e direção.

“Ir” não significa apenas viajar ou pregar longe; significa viver de forma que nossa vida testemunhe quem Jesus é. Em Atos 1:8, Ele diz que seríamos Suas testemunhas em todos os lugares — começando onde estamos. Ele mesmo cuida de cada passo, conduzindo nossos caminhos.

Se permanecermos em Cristo e Suas palavras permanecerem em nós (João 15:7), estaremos sempre “indo”, porque nossa vida será guiada por Ele, onde quer que estejamos.

O apóstolo Paulo disse: “Em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus” (Atos 20:24). Essa é a essência da missão: seguir firmes até o fim, cumprindo com alegria o propósito que Deus nos confiou.

Baseado em O. Chambers  

13/10/2025

Desânimo Individual e Crescimento Pessoal"Naqueles dias, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos e viu os seus trabalhos pesados." – Êxodo 2:11


 Moisés viu o sofrimento do seu povo e sentiu no coração que precisava fazer alguma coisa para ajudá-los. Ele acreditava que era sua missão libertar os israelitas e, cheio de coragem, tentou agir por conta própria. Mas, logo depois, Deus permitiu que ele passasse por um tempo difícil: Moisés precisou fugir e viveu quarenta anos no deserto, cuidando de ovelhas.Só depois desse longo período, Deus falou novamente com ele e o enviou de volta ao Egito para libertar o povo. Dessa vez, Moisés não estava mais confiante em si mesmo, e respondeu com humildade: “Quem sou eu para fazer isso?”No começo, ele sabia qual era o propósito de Deus, mas ainda não estava preparado para cumpri-lo. Deus precisava trabalhar no seu coração, moldar seu caráter e ensinar-lhe a depender totalmente dEle.Isso também acontece conosco. Às vezes, Deus nos mostra um plano, e a gente quer realizá-lo logo. Mas então vem o “deserto”: aquele tempo de espera, silêncio e até de desânimo, em que parece que Deus se afastou. Na verdade, é nesse período que Ele nos ensina, fortalece e nos prepara para algo maior.Quando finalmente chega o tempo certo, já não confiamos em nossas próprias forças, mas em Deus. Aprendemos que é Ele quem faz, e não nós.Se você está desanimado agora, não desista. Esse tempo de pausa pode ser o seu tempo de crescimento. O deserto não é o fim — é a escola onde Deus forma grandes pessoas para grandes propósitos.

BAseado em O. Chambers

12/10/2025

Acertando o Passo com Deus "Andou Enoque com Deus." – Gênesis 5:24

O verdadeiro teste da nossa vida espiritual não está nos grandes momentos, nas vitórias ou nas experiências emocionantes, mas no que fazemos no dia a dia — quando tudo parece comum, sem brilho e sem reconhecimento. É fácil parecer firme na fé quando todos estão olhando, mas o que realmente mostra quem somos é a maneira como agimos nas tarefas simples e nas situações difíceis, quando ninguém está aplaudindo.

Caminhar com Deus exige esforço constante. Nem sempre é fácil manter o ritmo Dele, porque os caminhos de Deus são mais altos e os passos Dele mais rápidos. Muitas vezes, quando pensamos que estamos acompanhando, percebemos que Ele já foi adiante. Mas é nesse processo que aprendemos a respirar com o fôlego do Espírito, a depender dEle e a ajustar o nosso tempo ao tempo de Deus.

Jesus é o melhor exemplo disso. O profeta Isaías disse sobre Ele: “Não desanimará nem se quebrará” (Isaías 42:4). Isso aconteceu porque Jesus nunca agiu por vontade própria, mas sempre segundo a direção do Pai. É assim que também precisamos viver — guiados por Deus, e não pelo nosso raciocínio ou emoções.

O Espírito Santo transforma a nossa maneira de ver as coisas. O que antes parecia impossível passa a ser natural quando andamos em comunhão com o Senhor. Acertar o passo com Deus significa viver em sintonia com Ele, em plena união e confiança.

Leva tempo, paciência e fé para chegar a esse ponto. Mas não desanime. Se agora a caminhada está difícil e a dor parece grande, siga mesmo assim. Logo à frente, você verá um novo horizonte e descobrirá um novo propósito preparado por Deus para você.

Baseado em O. Chambers


11/10/2025

O Silêncio de Deus… e Depois? "Quando soube que Lázaro estava doente, ainda ficou dois dias no lugar onde estava." – João 11:6

Às vezes, Deus responde com silêncio — e isso também é uma resposta. Pode ser que Ele confie tanto em você, que decida não falar nada por um tempo, permitindo que aprenda a confiar sem precisar de sinais visíveis.

Pense em Marta e Maria, em Betânia, esperando ansiosas por Jesus enquanto Lázaro estava doente. Foram dias de total silêncio da parte de Deus. Talvez você já tenha vivido algo assim — orou, esperou, mas nada aconteceu. Nesses momentos, é possível que Deus esteja dizendo: “Eu confio em você. Você pode suportar esse silêncio.”

O silêncio de Deus não é rejeição, é confiança. Ele pode até conceder o que você pede se você insistir, mas, quando Ele se cala, é porque está lhe dando algo muito maior: uma compreensão mais profunda da Sua presença e do Seu amor.

Se você sente que Deus não respondeu, talvez Ele esteja preparando seu coração para uma revelação mais profunda. O silêncio d’Ele pode ser o sinal de que você já amadureceu o suficiente para confiar, mesmo sem ouvir nada.

O tempo da resposta pertence a Deus, e o tempo, para Ele, não tem pressa. Pode ser que você já tenha pensado: “Pedi pão e Ele me deu uma pedra.” Mas, com o tempo, percebe que Ele sempre deu o verdadeiro pão — o Pão da Vida (João 6:35).

O maravilhoso no silêncio de Deus é que Ele nos ensina a descansar e confiar. É nesse silêncio que aprendemos a dizer: “Eu sei que Deus me ouviu.”
Quando você busca apenas bênçãos, Deus pode concedê-las; mas, quando busca conhecer a Ele, o silêncio se torna um dom.
Porque o primeiro sinal de uma verdadeira intimidade com Deus é justamente isso — o silêncio que revela confiança e comunhão.

Baseado em O. Chambers 

10/10/2025

Como Saberei a vontade de Deus ?


“Graças te dou, ó Pai... porque escondeste estas coisas dos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.” — Mateus 11:25. O crescimento espiritual não acontece aos poucos, como se fosse um processo lento e graduado. Ou temos um relacionamento verdadeiro com Deus, ou não temos. Ele não vai nos purificando aos poucos — quando andamos na luz, somos totalmente purificados de todo pecado (1 João 1:7). Tudo depende de uma obediência completa e sincera. No momento em que escolhemos obedecer totalmente, nosso relacionamento com Deus se torna claro, verdadeiro e em perfeita harmonia. Mas, se deixamos de obedecer, mesmo que por um instante, logo sentimos o peso da escuridão e do afastamento espiritual.As revelações de Deus só se abrem para quem obedece. Enquanto tentamos entendê-las apenas pela razão, pela lógica ou pela leitura, elas permanecem fechadas. Porém, no instante em que obedecemos ao que já sabemos ser a vontade de Deus, a luz dEle brilha sobre nós e nos mostra mais.Não é através do excesso de estudos, nem por querer compreender tudo com a mente, que chegamos à verdade. O caminho é permitir que a Palavra de Deus atue dentro de nós, no coração. Quando paramos de tentar entender tudo e apenas obedecemos, algo novo nasce dentro de nós — é o verdadeiro “nascer de novo”.Obedeça àquilo que Deus já lhe mostrou. E, assim que fizer isso, Ele lhe revelará mais. Podemos ler muitos livros sobre o Espírito Santo, mas cinco minutos de obediência verdadeira valem mais do que horas de estudo — trazem clareza, luz e entendimento imediato.Muitos dizem: “Um dia eu entenderei essas coisas.” Mas a verdade é que você pode entendê-las agora — basta obedecer. A compreensão espiritual não vem do muito estudar, e sim da obediência. Um simples ato de submissão abre os céus e revela as verdades mais profundas de Deus.Lembre-se: Deus não mostrará nada novo enquanto você não tiver obedecido ao que Ele já revelou. Não confie em sua própria sabedoria. Como Jesus disse:“Aquele que quiser fazer a vontade de Deus saberá...” — João 7:17 Baseado em O. Chambers 

09/10/2025

Sua fé está em Cristo ou em você mesmo?


 Construindo sobre a Expiação

"Ofereçam os seus corpos como instrumentos de justiça." — Romanos 6:13,22. 
Eu não posso me salvar nem me tornar santo por esforço próprio. Não posso pagar pelos meus pecados, nem me libertar do mal por conta própria. Também não consigo consertar o que há de errado em mim, limpar o que é impuro ou santificar o que foi profanado. Tudo isso é obra do poder soberano de Deus.A pergunta é: eu realmente creio no que Jesus Cristo fez por mim e em mim? Ele realizou uma expiação perfeita — será que eu reconheço isso todos os dias? Nossa maior necessidade não é fazer, mas crer em Deus, que continua agindo.A redenção que Cristo trouxe não é apenas uma experiência emocional; é a grande obra de Deus em nós, por meio de Jesus. E é sobre essa obra que devemos construir nossa fé. Se basearmos nossa fé apenas em experiências pessoais, acabaremos vivendo uma vida distante de Deus — uma espiritualidade focada em nós mesmos, na nossa “pureza”, e não em Cristo.Cuidado com uma espiritualidade que não tem como base a expiação de Jesus. Ela se torna vazia, estéril e inútil — não serve para Deus e ainda atrapalha os outros. Todas as nossas experiências espirituais precisam ser medidas à luz da vida de Jesus em nós.Nada que façamos pode agradar a Deus se não for construído sobre o fundamento da expiação que Ele realizou. Essa obra de Cristo precisa se tornar real e prática na nossa vida, de modo simples e constante.Quando escolho obedecer a Deus, todo o poder divino age ao meu favor. A graça de Deus e a minha obediência andam juntas, em perfeita harmonia. Obedecer é uma forma de demonstrar confiança na expiação — e é aí que experimentamos a verdadeira alegria e o toque da graça de Deus.Mas é preciso ter cuidado com uma “espiritualidade” que rejeita a humanidade natural do ser humano — essa é uma falsa espiritualidade. Por isso, coloque-se sempre diante da cruz e pergunte:“O que a expiação de Cristo me ensina sobre isso que estou vivendo?”

Baseado em O. Chambers 

07/10/2025

A Natureza da Reconciliação - “Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” — 2 Coríntios 5:21


 O pecado não é apenas fazer coisas erradas — é uma condição interior, é ser separado de Deus e escolher viver de forma independente Dele. O evangelho nos mostra que o pecado é algo profundo e ativo, uma rebelião contra Deus. Outras religiões falam de “pecados”, no plural, como atos maus; mas a Bíblia fala do pecado, no singular, como uma natureza que existe dentro de nós.Quando Jesus veio, Ele enfrentou exatamente essa natureza caída que herdamos. E, muitas vezes, esquecemos disso ao falar sobre o evangelho — por isso, ele acaba perdendo sua força transformadora.A Bíblia nos revela algo poderoso: Jesus não apenas levou nossos pecados individuais, mas assumiu sobre Si a própria natureza pecadora da humanidade. Deus fez de Seu Filho, que nunca pecou, aquele que carregou o pecado, para que nós pudéssemos ser feitos justos e santos como Ele.Jesus tomou sobre Si a culpa e o peso do pecado do mundo, não apenas por compaixão, mas por uma identificação completa com a nossa condição. Ele suportou tudo em Seu próprio ser e, por meio disso, tornou possível que toda a humanidade tivesse acesso à reconciliação com Deus.Agora, qualquer pessoa pode se unir novamente a Deus — não por esforço próprio, mas por causa do que Cristo fez na cruz.A redenção é obra totalmente divina, perfeita e completa. Mas cada pessoa precisa decidir se vai aceitar essa salvação e torná-la real em sua vida. É importante entender a diferença entre o que Cristo já fez por todos (redenção) e o que acontece dentro de nós quando recebemos essa verdade (salvação pessoal).

Baseado em O. Chambers 

06/10/2025

A Natureza da Regeneração "Quando... aprouve revelar seu Filho em mim" (Gálatas 1:15-16)

Se Jesus Cristo vier me regenerar, qual será o maior obstáculo?O problema está em algo que já carrego comigo: uma herança de pecado que não escolhi. Eu não sou santo e, sem Cristo, dificilmente conseguirei ser. Se tudo o que Jesus me dissesse fosse: “Você precisa ser santo”, eu me sentiria em completo desespero, pois sei que não consigo sozinho.Mas a verdade é outra: Jesus é o regenerador real, aquele que pode colocar dentro de nós a sua própria vida e natureza santa. Quando Ele diz que devemos ser santos, é porque Ele mesmo nos dá a capacidade de viver assim.A redenção significa justamente isso: Jesus coloca em qualquer pessoa o mesmo Espírito e disposição que estavam n’Ele. Por isso, tudo o que Ele ensina parte dessa nova vida que Ele mesmo já colocou em nós. O nosso papel é concordar com o julgamento de Deus sobre o pecado e receber a obra da cruz de Cristo como base da nossa transformação.O Novo Testamento ensina que a regeneração acontece quando reconhecemos nossa necessidade diante de Deus. Nesse momento, Ele nos dá o Seu Espírito Santo, que passa a viver em nós até que Cristo seja formado em nossa vida (Gálatas 4:19). O grande milagre da redenção é que Deus coloca em nós uma nova disposição, que nos permite viver uma vida completamente nova.Mas para isso é necessário reconhecer o quanto somos limitados e dependentes. É nesse ponto que Jesus declara: “Bem-aventurado és tu”. Deus não força essa nova vida em nós. Ele só pode colocar o Espírito de Cristo dentro de quem tem consciência de sua necessidade.Assim como o pecado entrou na humanidade por causa de um só homem, o Espírito Santo também veio à humanidade por meio de um único Homem totalmente santo: Jesus Cristo. Isso é redenção — ser liberto da herança do pecado para receber uma nova herança perfeita, o próprio Espírito Santo de Deus vivendo em nós.

BAseado em O. Chambers
 


05/10/2025

O que fazr com a inclinação natural para o pecado


"Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram." (Romanos 5:12)

A Bíblia não diz que Deus castigou toda a humanidade por causa do erro de Adão. O que ela ensina é que, por meio dele, entrou na humanidade a disposição para pecar – ou seja, a tendência de querer viver do nosso jeito, sendo “donos de nós mesmos”.

Mas também nos mostra algo ainda mais profundo: um outro homem, Jesus Cristo, tomou sobre si o peso desse pecado e destruiu o poder que ele tinha sobre nós (Hebreus 9:26).

Essa inclinação para pecar não é apenas cometer coisas erradas ou imorais. Ela é, antes de tudo, a atitude interior de querer viver sem Deus, confiando apenas em nós mesmos. Essa disposição pode se manifestar de duas formas:

  • através de uma vida imoral, cheia de erros;

  • ou até em uma vida aparentemente correta, moral e decente.

Mas no fundo, a raiz é sempre a mesma: querer ser o próprio deus da própria vida.

Quando Jesus olha para nós, Ele não foca apenas em quão moral ou imoral somos. Ele vê aquilo que está escondido dentro de cada coração: a nossa disposição interior diante de Deus.

O pecado é algo que herdamos desde o nascimento; por nós mesmos, não conseguimos mudar essa condição. Mas Deus tratou do pecado por meio da redenção em Jesus Cristo. Pela cruz, Ele libertou toda a humanidade da condenação herdada de Adão.

Portanto, não somos condenados simplesmente por termos nascido com essa herança de pecado. A condenação vem quando rejeitamos a salvação que Jesus oferece. A partir do momento em que a luz de Cristo veio ao mundo, quem prefere permanecer nas trevas já se coloca sob julgamento (João 3:19).

 Baseado em O. Chambers 

04/10/2025

A Visão e a Realidade"Chamados para ser santos", 1 Cor.1.2.


 Agradeça a Deus pela visão do que você ainda não conseguiu ser. Talvez você já tenha visto o que Deus quer que você se torne, mas ainda está longe de alcançar isso. É no vale da vida — nos momentos difíceis — que se prova se realmente queremos melhorar. Muitos desistem aqui, porque ainda não estão prontos para os golpes e desafios que precisam enfrentar para se tornarem a pessoa que Deus vê na visão. Esses “golpes” virão através de situações comuns e de pessoas comuns.Às vezes sabemos qual é o propósito de Deus para nós, mas transformar essa visão em realidade depende de nossas escolhas, não de Deus. Se preferirmos ficar no “monte”, presos às lembranças ou aos sonhos, não seremos úteis no mundo real. Precisamos aprender a viver confiantes na visão que recebemos, não apenas em momentos de êxtase ou contemplação, mas no dia a dia, enfrentando a vida como ela é, até que a visão se torne realidade. Cada etapa da nossa caminhada tem esse objetivo: nos moldar segundo o que Deus nos mostrou.Aquele pequeno “eu” dentro de nós sempre resiste quando Deus pede algo. Que esse “eu” se encolha diante da autoridade de Deus — “EU SOU O QUE SOU te enviou”. Ele deve ser o centro da nossa vida. Não é incrível perceber que Deus conhece cada detalhe de quem somos, até os lugares mais escondidos do nosso coração? Assim como o relâmpago revela o que está na escuridão, Deus vê tudo em nós. Nenhum ser humano nos conhece tão profundamente quanto Ele.

Baseado em O. Chambers 

03/10/2025

Lugar Para o Ministério


"Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum." (Marcos 9:29)

Os discípulos perguntaram a Jesus: "Por que não conseguimos expulsá-lo?" (Marcos 9:28). A resposta está em nosso relacionamento pessoal com Ele. Algumas situações só se resolvem quando estamos totalmente focados em Cristo. Se tentarmos agir apenas com nossas próprias ideias ou força, permaneceremos impotentes, como os discípulos. Trabalhar para Deus sem conhecê-lo de verdade é, na prática, uma forma de desonrá-lo.

Quando você enfrenta dificuldades no ministério e nada parece acontecer, lembre-se: a libertação vem quando estamos completamente concentrados em Jesus. Nossa missão é garantir que nada atrapalhe nosso relacionamento com Ele. Se houver algum bloqueio, precisamos resolvê-lo de imediato — não com raiva ou irritação, mas enfrentando-o diante de Cristo. Ao fazer isso, até os problemas que nos desafiam acabam glorificando a Deus de formas que só entenderemos no céu.

Devemos aprender tanto a subir quanto a descer como águias. O verdadeiro poder do cristão está em saber viver no vale, não apenas no alto do monte. Paulo dizia: "Tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13), mesmo em situações humilhantes. O desafio é aceitar a realidade sem perder a fé ou entrar em pânico. Somos capazes de enfrentar a vida como ela é, confiando plenamente em Jesus, ou preferimos apenas ficar no conforto do monte?

Baseado em O. Chambers 

02/10/2025

O Lugar da Humilhação


"Mas, se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos." (Marcos 9:22)

Depois de cada momento de exaltação espiritual, quase sempre voltamos para baixo, para enfrentar a realidade dura da vida. O brilho do monte serve para nos mostrar a glória de Deus, mas é no vale — no dia a dia comum, sem emoção e sem destaque — que vivemos para essa glória.

É no lugar da humilhação que descobrimos quem realmente somos diante de Deus. Muitos só conseguem servir quando estão em posição de destaque, como heróis, mas o Senhor nos chama para a fidelidade no simples, no comum, no vale onde nossa relação com Ele é realmente provada.

Pedro queria ficar no monte da transfiguração, mas Jesus conduziu os discípulos de volta para o vale. Foi lá, no chão da realidade, que a visão ganhou sentido prático.

“Se tu podes alguma coisa...” — essa dúvida só nasce no vale da humilhação. No monte, é fácil crer que Jesus tem todo poder. Mas quando descemos e enfrentamos lutas, tendemos a duvidar. Lembre-se: se no monte vimos que toda autoridade pertence a Cristo, no vale precisamos viver essa fé, mesmo em meio às dificuldades.

Baseado em O. Chambers

 

01/10/2025

O Lugar da Exaltação


"Jesus... levou-os sós, à parte, a um alto monte", Marcos 9:2.

Todos nós já passamos por momentos de exaltação espiritual, quando parece que estamos no “monte”, vendo as coisas do ponto de vista de Deus. Nesses momentos, dá vontade de permanecer ali, mas não é esse o propósito. O verdadeiro teste da vida espiritual não é só subir ao monte, mas descer.

Estar com Deus no alto é maravilhoso, mas é no vale — no meio das lutas, das pessoas aflitas, dos problemas reais — que mostramos o quanto nossa fé é viva. O monte serve como inspiração, mas não fomos criados para viver apenas de experiências extraordinárias.

Existe um perigo em querer reviver sempre os mesmos momentos espirituais e esquecer da vida prática. As experiências no monte não são apenas para nos ensinar, mas para nos transformar em pessoas com caráter semelhante ao de Cristo.

Elas são raras e preciosas, mas sempre têm um propósito maior: nos preparar para viver a vontade de Deus no dia a dia, no vale da vida comum.

Baseado em O. Chambers