Jesus não afirmou que todos devem literalmente cortar a mão direita se ela os fizer tropeçar, mas ensinou: “Se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti.” Isso revela uma verdade profunda: há coisas na vida que, embora legítimas ou úteis, precisam ser deixadas de lado se nos afastam da vontade de Deus. A mão direita simboliza aquilo que temos de mais habilidoso, de mais precioso — e, ainda assim, se for obstáculo à obediência, deve ser removida sem hesitação. Essa é a disciplina mais exigente que já foi proposta ao ser humano.
Quando alguém é transformado por Deus, a nova vida se revela, muitas vezes, por renúncias radicais. Há atitudes, hábitos e escolhas que, para os outros, podem parecer inofensivos, mas que para quem foi alcançado pelo Espírito se tornam impraticáveis. Aos olhos do mundo, isso pode parecer loucura. Muitos dirão: “Qual o problema nisso? Você está exagerando!” Mas todo verdadeiro servo de Deus conhece, desde o início, o caminho estreito de uma vida que parece mutilada aos olhos humanos, mas é preciosa aos olhos do Pai.
É melhor entrar na eternidade com limitações, mas aprovado por Deus, do que viver pleno de si, sendo reprovado por Ele. No início da caminhada cristã, o Espírito Santo vai nos restringindo em muitas coisas que são comuns aos outros, mas que para nós se tornam impossíveis. No entanto, essas limitações não são justificativa para julgar quem ainda pode fazer certas coisas sem tropeçar. Cada um tem o seu caminho com o Senhor.
Ainda que o começo pareça marcado por perdas e cortes, mais à frente, Cristo nos chama a uma vida plena e equilibrada: “Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.” (Mateus 5:48). É a promessa de uma maturidade que nasce da obediência.
Texto baseado em O. Chambers

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