A consciência é a faculdade
que se prende ao mais elevado conhecimento que possuo e que me diz o que esse
conhecimento exige que seja feito. São como se fossem os próprios olhos da alma
voltados para Deus ou para o que consideram mais elevado; por essa razão os
registros da consciência diferem de pessoa para pessoa. Se me mantenho firme
diante de Deus, minha consciência me apresentará sempre a lei perfeita de Deus
e indicará o que devo fazer. A questão é: serei obediente? Tenho que
esforçar-me para manter minha consciência sempre sensível de modo que eu possa
viver sem tropeços dentro de mim. Devo viver numa sintonia tão perfeita com o
Filho de Deus, que em cada circunstância o espírito do meu entendimento se
renove e eu entenda de imediato "qual seja a boa, agradável e perfeita
vontade de Deus", Rom.12:2, Ef.4:23. Deus educa-nos até nas minúcias.
Será que estou tão atento ao mais leve sussurro do Espírito que saiba o que
devo fazer prontamente? "Não entristeçais o Espírito de Deus". Ele
não vem com a voz de um trovão; sua voz é mansa e é fácil não prestar atenção a
ela. O que mantém a consciência sensível é o hábito contínuo de conservar o
coração aberto a Deus. Sempre que se sentir inclinado a questionar: "Por
que não posso fazer isto?", pare de imediato, pois já se encontra no
caminho errado. Quando a consciência fala, não pode haver discussão. Se
permitir que qualquer coisa obscureça sua íntima comunhão com Deus, quem perde
é você. Seja lá o que for, pare e procure manter bem nítida sua visão em seu
próprio espírito.
P/ O. Chambers

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