2 De Maio
A Paciência que espera pela concretização da Visão
"Se tardar, espera-o", Hab.2.3
A paciência não tem nada a ver
com indiferença; a paciência dá-nos a ideia de alguém muito forte e seguro que
resiste a todos os embates e atentados interiores. A fonte que alimenta essa
paciência é a visão de Deus, porque transmite inspiração interior. Moisés
resistiu não porque tivesse um ideal de justiça e de dever para cumprir, mas,
porque obtivera uma visão de Deus. Ele "permaneceu firme como quem vê
aquele que é invisível", Heb.11.27. O homem que obtém uma visão de
Deus não se dedica a uma causa ou a outra questão qualquer; dedica-se ao
próprio Deus. É sempre possível saber quando a visão é de Deus por causa da
inspiração que a acompanha; as experiências da vida passam a ter grandeza e
importância, porque tudo é vivificado em Deus. Se Deus o submeter a um período
de tentação e provação no deserto - como fez com Seu próprio Filho, que esteve
num deserto real - durante o qual não lhe falar uma palavra sequer, resista; e
a força para resistir está ali porque você tem uma visão de Deus vivendo dentro
de si.
"Se tardar,
espera-o". A prova de que temos uma visão é que estamos buscando algo
muito para além do que já alcançamos. Não é bom sentirmo-nos satisfeitos e
completos espiritualmente. "Que darei ao Senhor?" diz o salmista.
"Tomarei ainda o cálice da salvação", Sal.116:12,13. Nossa
tendência é buscar a satisfação em nós mesmos: "Agora consegui; agora
estou totalmente santificado; agora posso resistir". Será assim que
enveredamos pelo caminho da queda. Devemos estar buscando continuadamente mais
do que tudo quanto alcançamos já. "Não que eu o tenha já recebido, ou
tenha já obtido a perfeição", Fil.3:12. Se o que temos é o que
experimentamos apenas, nada temos na verdade; mas, se o que temos é a
inspiração daquela visão de Deus, já temos mais do que podemos experimentar.
Tenhamos cuidado com o grande perigo do relaxamento espiritual então.
P/ O. Chambers
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