24/05/2025

Aquele Deleite do Desespero


 24 De Maio

"Quando o vi, cai aos seus pés como morto", Apoc.1.17

Quando a Majestade de Deus nos Leva ao Chão

Pode ser que, assim como o apóstolo João, você tenha um relacionamento íntimo com Jesus Cristo. Mas então, de repente, Ele se revela de um modo totalmente novo — sem nenhuma das formas com que você já estava familiarizado — e tudo o que resta é cair aos Seus pés, sem palavras, tomado por reverência.

Há momentos em que Deus só pode se manifestar por meio de Sua majestade. E é esse assombro, esse impacto da Sua glória, que nos leva a um tipo de deleite que nasce no meio do desespero. Nesses instantes, apenas a mão dEle pode nos erguer novamente.

"Ele pôs sobre mim a sua mão direita." (Apocalipse 1:17)

No meio do temor, um leve toque... e você saberá: é a mão direita de Jesus Cristo sobre você. Não é a mão da correção, nem da punição, nem da restrição. É a mão do Pai eterno — firme, gentil e carregada de paz. Sempre que Ele nos toca, experimentamos um consolo tão profundo que palavras não podem descrever. Como diz a Escritura:
"Por baixo de ti, estende os braços eternos." (Deuteronômio 33:27)

A partir do momento em que você sente esse toque, nada mais consegue te amedrontar da mesma forma. No meio da glória da Sua presença, o Senhor se volta para um simples discípulo e diz:
"Não temas."
Essa ternura é indescritivelmente doce.
Será que eu conheço Jesus assim, desse jeito tão íntimo e transformador?

Pense bem: o que é que te leva ao desespero? Talvez seja a sensação de que não há mais alegria, nem esperança, nem futuro possível. Mas existe um tipo de alegria que nasce mesmo no meio do desespero — aquela que reconhece:
"Em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum." (Romanos 7:18)

É um alívio saber que há algo dentro de mim que me obriga a me prostrar diante de Deus quando Ele se revela — e que só Ele, com Sua poderosa mão, pode me levantar.

Deus só pode agir plenamente em nós quando chegamos ao fim de todas as nossas forças. E, paradoxalmente, é nesse fim que começa o verdadeiro começo.

Texto baseado em O. Chambers 

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