31/05/2025

Deus Em Primeiro Lugar



 31 De Maio

"Mas o próprio Jesus não se confiava a eles... porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana", João 2.24,25



Em 3 passos: 

1. Confiemos em Deus acima de tudo

Escolhemos colocar nossa confiança, antes de qualquer coisa, em Deus. Jesus nunca confiou plenamente nos homens, mas também nunca foi desconfiado, amargurado ou desesperançoso em relação a ninguém. Isso porque sua confiança estava, primeiramente, no Pai. Ele cria plenamente no que a graça de Deus pode realizar em qualquer pessoa.

Quando depositamos nossa confiança primeiro nas pessoas, acabamos nos frustrando, nos tornando céticos e até amargos, exigindo delas uma retidão absoluta — algo que nenhum ser humano pode oferecer. Por isso, nossa confiança precisa estar firmada unicamente na graça de Deus, tanto no que diz respeito a nós mesmos quanto aos outros.


2. Busquemos, antes de tudo, a vontade de Deus

Jesus declarou: “Aqui estou, ó Deus, para fazer a tua vontade” (Hebreus 10:9). Enquanto os homens agem movidos por necessidades urgentes e visíveis, Jesus sempre obedeceu à vontade do Pai. Hoje, muitos dizem: “Precisamos agir! As pessoas estão morrendo sem conhecer a Deus!” Mas antes de agir, precisamos nos perguntar: as necessidades de Deus estão sendo atendidas dentro de nós?

Jesus ensinou: “Permanecei... até...” — ou seja, esperem até estarem preparados. O propósito de nossa caminhada com Deus é nos posicionarmos corretamente diante d’Ele. Quando as necessidades d’Ele forem supridas em nós, então Ele mesmo abrirá os caminhos para que possamos servi-Lo em outros lugares.


3. Honremos a confiança que Deus deposita em nós

Jesus disse: “Quem recebe uma criança como esta, em meu nome, a mim me recebe” (Mateus 18:5). Deus demonstra sua confiança em nós ao se entregar como uma criança — frágil, dependente, humilde. Ele espera que nossa vida seja como Belém: um lugar simples, porém preparado para receber e manifestar o Filho.

Estamos permitindo que nossa vida natural seja transformada, pouco a pouco, pela vida de Cristo em nós? O objetivo final de Deus é que o Seu Filho se manifeste através de todo o nosso ser, transbordando por meio de nosso corpo mortal.

Baseado em O. Chambers 

30/05/2025

"Sim…Mas…"

 


30 De Maio

"Seguir-te-ei, Senhor; mas...", Luc.9.61

Vamos imaginar que Deus peça a você algo que pareça totalmente sem sentido. O que você faria? Voltaria atrás?
No dia a dia, quando estamos acostumados a agir de um certo jeito, continuamos fazendo da mesma forma — a não ser que tomemos uma decisão firme de mudar.

No lado espiritual, acontece o mesmo: toda vez que Jesus pede algo, a gente tende a hesitar, até que chegue o momento de se entregar de verdade.
Você pode pensar: “Mas se eu obedecer a Deus, o que vai acontecer com isso ou aquilo?”
Ou então: “Sim, eu quero obedecer, mas só se puder usar meu bom-senso. Não quero dar um salto no escuro.”

Mas o que Jesus pede de quem confia nele é coragem — a mesma coragem que um atleta tem. Se alguém quer conquistar algo realmente valioso, às vezes precisa arriscar tudo, dar um passo ousado.

No mundo espiritual, Jesus nos chama para dar esse salto, mesmo quando parece arriscado. E quando damos esse passo de fé, percebemos que o que Ele falou faz todo o sentido.
Às vezes, os ensinamentos de Jesus podem parecer loucos para quem pensa só com a razão, mas, quando olhamos com fé, percebemos que são palavras vindas diretamente de Deus.

Por isso, confie de verdade em Deus. Quando Ele pedir que você enfrente um risco, vá em frente com coragem.
Na hora difícil, muitas vezes agimos como se não conhecêssemos Deus. Só poucos cristãos têm coragem de apostar sua vida e sua fé totalmente no caráter dEle.

Texto baseado em O. Chambers 

29/05/2025

Relacionamento Tranquilo


 29 De Maio

"Naquele dia pedireis em meu nome... O próprio Pai vos ama", João 16.26,27

“Naquele dia vocês pedirão em meu nome”, ou seja, de acordo com quem eu sou. Isso não quer dizer: “Vocês vão usar meu nome como se fosse uma palavra mágica”, mas sim: “Vocês estarão tão ligados a mim que seremos um só”. Esse “dia” não é algo do futuro — é agora, hoje.

“O próprio Pai ama vocês” — isso mostra que essa união com Deus já está completa. Jesus não está dizendo que a vida vai ser fácil ou sem dúvidas, mas sim que, assim como Ele entendia o coração e a mente do Pai, também nós, com a ajuda do Espírito Santo, podemos ser levados a estar perto de Deus e entender mais dos seus planos.

“Se pedirem algo ao Pai em meu nome...” (João 16:22). Esse “dia” representa um tempo de comunhão tranquila entre nós e Deus. Assim como Jesus sempre esteve limpo e puro diante do Pai, também podemos estar, através da ação do Espírito Santo. Foi isso que Jesus quis dizer quando orou: “Que todos sejam um, como nós somos um” (João 17:22).

“Ele lhes dará” (João 16:23). Jesus garante que Deus responde nossas orações. Que coisa incrível! Por causa da ressurreição e da volta de Jesus ao céu, e pelo Espírito Santo que Ele nos deu, podemos estar tão conectados com Deus que viveremos sempre em harmonia com a vontade dEle — por nossa própria escolha, como Jesus sempre fez.

Nesse lugar especial, que Jesus nos concedeu, podemos orar ao Pai em nome Dele — ou seja, com o coração parecido com o de Jesus, graças ao Espírito Santo. E Ele prometeu: “Se pedirem algo ao Pai em meu nome, Ele dará a vocês”. Isso mostra o poder e a verdade do que Jesus é.

Texto baseado em O. Chambers

28/05/2025

Revelação Sem Quaisquer Perguntas - 28 De Maio

 

Naquele dia, vocês não me perguntarão mais nada." — João 16:23

Quando será "aquele dia"? Será quando Jesus, que subiu ao céu, nos tornar completamente unidos com o Pai. Nesse dia, seremos um com Deus, assim como Jesus é. E então, como Ele disse, "vocês não me perguntarão mais nada".

Enquanto a vida nova de Jesus — a vida da ressurreição — não estiver claramente presente em nós, teremos muitas dúvidas e perguntas para fazer. Mas, quando confiarmos totalmente nessa vida verdadeira que Ele nos dá, e estivermos em sintonia com o plano de Deus, perceberemos que todas as dúvidas desaparecem. Não sentiremos mais necessidade de perguntar nada.

Você já está vivendo essa vida hoje? Se não, por que ainda não começou?

É normal ainda haver coisas que a gente não entende, mas isso não deve atrapalhar nossa relação com Deus. Jesus disse: "Naquele dia, vocês não me perguntarão mais nada." Isso porque saberemos, no fundo do coração, que Deus cuidará de tudo do jeito certo, conforme a vontade d'Ele.

Quando confiamos assim, João 14:1 passa a fazer sentido em nossa vida: "Não se turbe o vosso coração; crede em Deus." É nesse momento que todas as perguntas cessam.

Se ainda há algo que parece um mistério e está atrapalhando sua relação com Deus, talvez o problema não esteja no que você não entende, mas na sua atitude. O caminho não é tentar entender tudo com a mente, mas se abrir para viver como Jesus nos ensinou. Quando fazemos isso, os mistérios deixam de atrapalhar, e chegamos ao ponto em que não há mais distância entre nós e Deus. Somos um com Ele.

"... Naquele dia, vocês não me perguntarão mais nada."

Texto baseado em O. Chambers

27/05/2025

A Vida Que O Conhece - 27 De Maio

 

"Permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder", Luc.24.49

Os discípulos não tiveram que esperar até o dia de Pentecostes apenas para estarem preparados pessoalmente; eles também precisaram aguardar o momento em que o Senhor fosse glorificado historicamente. E, assim que Jesus foi exaltado, o que aconteceu? “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (Atos 2:33). A declaração de João 7:39 — “O Espírito ainda não fora dado, porque Jesus ainda não havia sido glorificado” — já não se aplica a nós. O Espírito já foi derramado, e Jesus já está glorificado. Agora, a espera e o recebimento não dependem mais de Deus, mas apenas da nossa disposição interior.

Antes de Pentecostes, o Espírito Santo já influenciava e agia entre os homens, mas ainda não habitava com eles. Isso mudou quando Cristo foi exaltado por sua ascensão: o Espírito entrou no mundo e permanece aqui desde então. O que precisamos hoje é de uma revelação viva de que Ele está presente. O cristão deve viver em constante atitude de recepção — recebendo o Espírito, permitindo que Ele flua. Ao fazermos isso, recebemos do Cristo glorificado uma vida que nos renova e nos dá poder.

Não é o batismo com o Espírito Santo, por si só, que transforma alguém. É o poder do Cristo ressurreto agindo dentro de nós, por meio do Espírito, que opera essa mudança. Muitas vezes fazemos separações que o Novo Testamento jamais faz. O batismo no Espírito não é algo isolado de Jesus Cristo; ele é, na verdade, a prova visível de que Cristo foi exaltado aos céus.

Não devemos pensar no batismo com o Espírito como algo distante, ligado ao tempo ou à eternidade. Ele é um glorioso AGORA. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti” (João 17:3). Comece a conhecê-Lo hoje — e nunca mais pare.

Texto baseado em O. Chambers

26/05/2025

Pensar Orando Como Jesus Ensinou - 26-05

 

 Como ? "Orai sem cessar", 1Tes.5.17.

A maneira como entendemos a oração é o que define se pensamos corretamente sobre ela ou não. Se a encararmos como algo essencial à vida — como o ar que respiramos ou o sangue que corre em nossas veias — então estamos no caminho certo. O sangue circula sem parar e a respiração acontece o tempo todo, mesmo que nem sempre estejamos conscientes disso. Da mesma forma, Jesus nos mantém em comunhão com Deus, mesmo que não percebamos. Se formos obedientes a Ele, essa conexão será constante.

A oração não é apenas uma prática, é um estilo de vida. Por isso, devemos evitar tudo o que possa atrapalhar essa ligação contínua com Deus. A Bíblia nos orienta: “Orai sem cessar”. Mantenha o hábito simples e sincero de, como uma criança, oferecer constantemente orações fervorosas a Deus, direto do seu coração.

Jesus nunca falou sobre orações sem resposta. Ele tinha total convicção de que toda oração seria ouvida. E nós? Temos essa mesma confiança no Espírito, ou somos daqueles que vivem lembrando dos momentos em que Deus “pareceu” não ouvir nossas súplicas? Jesus disse: “Pois todo o que pede recebe” (Mateus 7:8). Mas nós sempre temos um “mas…”. A verdade é que Deus responde às orações da melhor forma — não de vez em quando, mas sempre. Mesmo quando a resposta demora, ela virá. Será que realmente esperamos por essa resposta com fé?

Corremos o risco de suavizar e adaptar as palavras de Jesus para que se encaixem no nosso modo de pensar. No entanto, se tudo o que Ele dissesse fosse apenas senso comum, não teria poder algum. As verdades que Jesus ensinou sobre a oração são simples, mas sobrenaturais. Ele as revela a nós de forma clara e direta — basta termos ouvidos para ouvir e coração para crer.

Tetxo baseado em O. Chambers 

25/05/2025

O Bom ou o Melhor?

 


25 De Maio

"Se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda", Gen.13.9

Assim que começamos a viver a vida de fé em Deus, caso esta se torne real, muitas perspectivas fascinantes e maravilhosas surgem logo à nossa frente. Essas coisas viram nossos direitos, mas, caso vivamos nossas vidas de fé também exerceremos com isso o direito de não termos quaisquer direitos para escolher. Deus fará a Suas escolhas por nós. Deus coloca-nos inúmeras vezes em situações onde pensamos que o nosso próprio bem-estar é a opção a levar em conta, caso não esteja vivendo essa vida de fé ainda como deve. Mas, caso a esteja vivendo, alegrar-se-á em muito por poder prescindir dos seus direitos sobre as opções a tomar, permitindo assim que seja Deus a tomar essas mesmas opções por si. Essa é a forma de disciplina a qual Deus se faz usar para tornar o natural em espiritual através da obediência à sua voz.

Sempre que fizermos do nosso direito a directriz sobre nossa vida, isso nublará toda a nossa percepção espiritual das coisas. O grande inimigo da vida de fé em Deus não é o pecado, mas, o bom que não é tão bom. O bom é sempre o inimigo do melhor. Parece que a coisa mais sábia do mundo para Abraão aqui neste trecho seria exercer seu direito de escolher. Era direito dele e caso se recusasse a escolher dando esse poder de escolha a outro, até o povo do lugar o consideraria um tolo.

Muitos de nós não crescemos espiritualmente porque preferimos fazer escolhas baseadas nos direitos que achamos que possuímos, em vez de deixar que Deus faça a escolha por nós. Temos que aprender a andar segundo o padrão determinado por Deus. "Anda na minha presença e sê perfeito", Gen.17:1.

Por O. Chambers 

24/05/2025

Aquele Deleite do Desespero


 24 De Maio

"Quando o vi, cai aos seus pés como morto", Apoc.1.17

Quando a Majestade de Deus nos Leva ao Chão

Pode ser que, assim como o apóstolo João, você tenha um relacionamento íntimo com Jesus Cristo. Mas então, de repente, Ele se revela de um modo totalmente novo — sem nenhuma das formas com que você já estava familiarizado — e tudo o que resta é cair aos Seus pés, sem palavras, tomado por reverência.

Há momentos em que Deus só pode se manifestar por meio de Sua majestade. E é esse assombro, esse impacto da Sua glória, que nos leva a um tipo de deleite que nasce no meio do desespero. Nesses instantes, apenas a mão dEle pode nos erguer novamente.

"Ele pôs sobre mim a sua mão direita." (Apocalipse 1:17)

No meio do temor, um leve toque... e você saberá: é a mão direita de Jesus Cristo sobre você. Não é a mão da correção, nem da punição, nem da restrição. É a mão do Pai eterno — firme, gentil e carregada de paz. Sempre que Ele nos toca, experimentamos um consolo tão profundo que palavras não podem descrever. Como diz a Escritura:
"Por baixo de ti, estende os braços eternos." (Deuteronômio 33:27)

A partir do momento em que você sente esse toque, nada mais consegue te amedrontar da mesma forma. No meio da glória da Sua presença, o Senhor se volta para um simples discípulo e diz:
"Não temas."
Essa ternura é indescritivelmente doce.
Será que eu conheço Jesus assim, desse jeito tão íntimo e transformador?

Pense bem: o que é que te leva ao desespero? Talvez seja a sensação de que não há mais alegria, nem esperança, nem futuro possível. Mas existe um tipo de alegria que nasce mesmo no meio do desespero — aquela que reconhece:
"Em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum." (Romanos 7:18)

É um alívio saber que há algo dentro de mim que me obriga a me prostrar diante de Deus quando Ele se revela — e que só Ele, com Sua poderosa mão, pode me levantar.

Deus só pode agir plenamente em nós quando chegamos ao fim de todas as nossas forças. E, paradoxalmente, é nesse fim que começa o verdadeiro começo.

Texto baseado em O. Chambers 

23/05/2025

Falta de Fé "Cuidadosa"

 


23 De Maio
" Nao andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber nem pelo vosso corpo quanto ai que haveis de vestir" Mt 6:25

A fidelidade nas pequenas coisas 

O cuidado excessivo com a vida cotidiana, que muitos consideram algo normal, para Jesus é um sinal de infidelidade. Se recebemos o Espírito de Deus, Ele nos conduzirá com insistência a uma pergunta essencial:
"Onde está Deus neste relacionamento? Nestas férias planejadas? Nestes novos livros que escolhi?"

O Espírito sempre nos direcionará ao mesmo ponto, até que aprendamos a fazer da vontade de Deus o nosso interesse maior. Toda vez que colocamos outras prioridades acima d’Ele, acabamos mergulhados na confusão.

"Não andeis ansiosos..." — esse é o chamado. Não carregue o fardo da preocupação. Preocupar-se não é apenas um erro; é uma forma de infidelidade. Porque, ao nos preocuparmos, estamos, no fundo, duvidando de que Deus seja capaz de cuidar até dos detalhes mais simples e práticos da nossa vida diária. E, ironicamente, são justamente esses detalhes que mais tomam nossa mente e coração.

Você se lembra do que Jesus disse que sufoca a Palavra dentro de nós? Não é o diabo, mas os cuidados deste mundo. São as pequenas inquietações, os medos miúdos, que lentamente minam nossa confiança. Quando deixamos de ver, deixamos de confiar — e é aí que começa a infidelidade.

A cura para essa infidelidade? Só existe um caminho: obediência ao Espírito.

A grande mensagem de Jesus a seus discípulos continua ecoando com simplicidade e poder:

"Abandonem-se."

Texto adaptado de O. Chambers 

22/05/2025

A Explicação Para as Nossas Dificuldades

 


 Reflexão – 22/05
 "A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós", João 17.21

Se hoje você estiver enfrentando um momento de solidão, leia João 17. Ali, você encontrará a explicação para esse tempo silencioso e, muitas vezes, difícil. Jesus orou por você — sim, por você — pedindo ao Pai que sejamos um com Ele, assim como Ele é um com o Pai. Essa solidão pode não ser um castigo, mas uma oportunidade divina de intimidade. A pergunta é: você está cooperando com Deus para que essa oração de Jesus se cumpra em sua vida, ou está buscando um outro caminho, baseado apenas nos seus próprios desejos?

Ao decidir seguir a Cristo, deixamos de lado a independência que tantas vezes queremos preservar. O propósito de Deus não é apenas responder às nossas orações, mas, por meio delas, revelar o propósito dEle para nós. João 17 nos mostra qual é esse propósito: unidade com Deus. Há uma oração que o Pai sempre responde — a de seu Filho: “Que todos sejam um, como nós somos um.”

Será que estamos realmente caminhando nessa direção de unidade com Cristo? Deus não nos pergunta se desejamos passar por dificuldades ou perdas. Ele permite essas experiências porque está olhando para algo muito maior: a formação do nosso caráter segundo o coração dEle. Tudo o que vivemos pode nos tornar pessoas mais suaves, mais humildes, mais parecidas com Jesus — ou pode nos endurecer, tornando-nos críticos, resistentes, centrados apenas em nós mesmos.

As experiências da vida têm o poder de nos transformar em santos... ou em pessoas amargas. A diferença está na forma como respondemos a Deus. Se conseguimos dizer com sinceridade: “Seja feita a Tua vontade”, então experimentaremos o consolo profundo de João 17 — o consolo de saber que o Pai está agindo com sabedoria em tudo o que nos acontece.

Jesus orou por uma união perfeita entre nós e Deus. Mesmo que estejamos longe disso, o Pai não desistirá de nós. Ele continua trabalhando, porque o desejo de Jesus é claro: que sejamos um com Ele.

Texto adaptado de O. Chambers

21/05/2025

Obtendo a Fé De Deus

 


21 De Maio

"Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas", Mat.6.33

"Ao lermos essas palavras de Jesus — “Buscai primeiro o Reino de Deus” — percebemos que essa é, sem dúvida, uma das afirmações mais revolucionárias já ditas à humanidade. Mesmo os mais espirituais entre nós tendem a pensar o oposto: “Mas eu preciso viver, preciso de dinheiro suficiente, preciso me vestir, preciso me alimentar.” A verdade é que, muitas vezes, nossa maior preocupação não é o Reino de Deus, mas sim como lidar com as demandas da vida terrena.

Jesus, porém, inverte essa lógica. Ele nos ensina que o mais importante é priorizar nosso relacionamento com Deus. Se colocarmos isso em primeiro lugar, como a principal preocupação da nossa existência, não precisaremos nos angustiar com as demais questões da vida.

Quando Ele diz: “Não andeis ansiosos pela vossa vida...”, está nos mostrando o quão irracional é, do ponto de vista divino, vivermos tomados pela ansiedade com relação à nossa sobrevivência. Isso não significa que ser negligente é uma virtude — não é. Jesus não exalta a irresponsabilidade. Pelo contrário, Ele nos convida a confiar plenamente em Deus, fazendo do nosso vínculo com Ele o centro da vida, e vivendo com sabedoria e leveza em relação ao resto.

Jesus não aprova o descuido com o corpo, com as roupas ou com nossas responsabilidades. Quem age com desleixo, sofre as consequências e deve assumir responsabilidade por isso. O que Ele quer nos ensinar é que nossa maior prioridade deve ser manter um relacionamento puro e constante com Deus — esse deve ser o foco. As outras áreas da vida devem vir depois, sendo cuidadas com equilíbrio e consciência.

Uma das tarefas mais desafiadoras da vida cristã é permitir que o Espírito Santo alinhe toda a nossa vida aos ensinamentos de Jesus expressos nessas palavras. Essa é uma jornada de entrega, confiança e transformação."

Texto baseado em O. Chambers

20/05/2025

Obter Domínio Total de Nossa própria Alma

 


Reflexão 20/05/25 

"Na vossa paciência possuí as vossas almas", Luc.21.19

Depois que alguém nasce de novo, é comum passar por um período em que o pensamento e o raciocínio perdem a força de antes. Isso acontece porque agora precisamos aprender a viver a nova vida que recebemos — uma vida que vem de Deus e que exige a formação da mente de Cristo em nós (Filipenses 2:5).

Como disse Jesus: "Na vossa paciência, possuí as vossas almas." (Lucas 21:19)
Muitos preferem permanecer apenas nos primeiros passos da fé cristã, sem avançar para o processo de transformação da alma segundo essa nova realidade interior que o próprio Deus implantou em nós.

Frequentemente falhamos por não compreendermos a profundidade dessa nova natureza. Em vez de reconhecermos nossa própria falta de disciplina, colocamos a culpa no diabo ou na velha natureza. Mas a verdade é que, se estivermos despertos para quem somos em Cristo, ficaremos surpresos com o que somos capazes de viver!

Existem coisas que não devemos tratar com oração — como o mau humor, por exemplo. Ele não se resolve com orações, mas com ação. O mau humor geralmente tem origem física, não espiritual, e por isso exige esforço consciente para não dominarmos por ele.

Não se entregue nem por um instante! Agarre-se a si mesmo, sacuda-se interiormente, e você verá que pode fazer muito mais do que imagina.
O problema de muitos é que se recusam a tomar essa postura firme e corajosa, e encerram o assunto como se não houvesse solução.

A vida cristã é uma vida de vigor espiritual — forte, decidida, ativa — colocada dentro de um corpo frágil de carne. E é nesse contraste que Deus opera maravilhas."

Texto Adaptado de O.C 

19/05/2025

Ou Jesus Cristo mentiu, e Paulo foi enganado, ou então ...

 



19 De Maio

"Quem nos separará do amor de Cristo?" Rom.8.3
Deus não mantém nenhum filho Seu imune aos problemas. Deus nunca prometeu uma vida sem problemas aos Seus filhos. Mas Ele assegura:

“Na angústia estarei com ele.” (Salmo 91:15)

Não importa o tamanho ou a gravidade das lutas que você enfrenta — nenhuma delas tem poder para destruir seu relacionamento com Deus.
Em meio a tudo isso, somos mais que vencedores.

O apóstolo Paulo não falava de teorias ou situações imaginárias, mas de dores reais, intensas, difíceis. E mesmo assim, ele afirma que somos mais do que vencedores — não por nossa força, coragem ou capacidade — mas porque nada pode afetar ou romper nosso vínculo com Deus, quando permanecemos firmes em Cristo Jesus.
Seja qual for a situação — onde quer que estejamos, nas condições em que estivermos — Ele está conosco.

Devemos lamentar não a presença das dificuldades, mas sim a ausência delas. Pois quem nunca enfrenta oposição ou adversidade talvez ainda não esteja andando na profundidade do caminho da fé.

“Será a tribulação…?”
Tribulações nunca são agradáveis. Elas são cansativas, dolorosas, amargas. Mas nenhuma delas tem o poder de nos separar do amor de Deus.
Jamais permita que as pressões da vida o façam duvidar de que você ainda é profundamente amado por Deus. (Mateus 13:22)

“Ou a angústia…?”
Será que o amor de Deus permanece em nós mesmo quando tudo ao redor grita que Ele nos abandonou e que a justiça já não existe? Sim. Ele permanece.

“Ou a fome…?”
Poderemos crer no amor de Deus e sermos mais que vencedores mesmo quando estivermos esgotados, famintos, sem forças?
Sim. Porque o amor de Deus não depende das circunstâncias.

Ou Jesus Cristo mentiu, e Paulo foi enganado, ou então algo extraordinário acontece com aquele que escolhe crer no amor de Deus mesmo quando tudo parece contrário ao Seu caráter.

Nessas horas, a lógica se cala. Não há explicação racional. Só uma certeza permanece:
o amor de Deus está em Cristo Jesus — e Ele vive dentro de nós.

“Das próprias ruínas, me levantarei… sempre.” 

Texto baseado de O.C 

18/05/2025

Vivendo Simples, Mas Focado

 



18 De Maio
 
"Observai as aves do céu... Considerai como crescem os lírios do campo", Mat.6.26,28

Observe os lírios do campo... eles crescem sem esforço, sem preocupação, simplesmente existem. Pense também no mar, no ar, no sol, nas estrelas e na lua — todos cumprem seu papel de forma silenciosa, mas profunda. Eles exercem um ministério constante diante de nós, apenas sendo o que foram criados para ser.

Muitas vezes, na ânsia de parecer úteis ou coerentes com os outros, acabamos distorcendo aquilo que Deus realmente deseja transmitir através de nós.
Jesus nos ensina que o verdadeiro crescimento espiritual não vem do esforço humano, mas da focalização em DeusEle diz:

“Não se preocupe em ser útil aos outros; antes, creia em Mim.”

“Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” (João 7:38)

Não podemos acessar a fonte da nossa vida espiritual pela lógica, pois ela está além do entendimento humano. O que Jesus quis nos mostrar é que o crescimento espiritual não depende de uma busca ansiosa por resultados, mas de uma vida centrada no Pai. Ele conhece as circunstâncias ao nosso redor. Se mantivermos nossos olhos n’Ele, cresceremos naturalmente — assim como os lírios crescem.

As pessoas que mais nos marcam não são aquelas que falam incessantemente ou buscam atenção, mas aquelas que vivem com simplicidade e profundidade — como as estrelas no céu e os lírios no campo. É essa presença silenciosa e autêntica que realmente transforma.

Se você deseja ser útil a Deus, comece ajustando o seu relacionamento com Jesus Cristo. Ele cuidará do resto.
E, mesmo que você nem perceba, estará sendo usado por Deus — em cada minuto da sua vida.

Texto baseado em O.C

 

17/05/2025

"Ele Subiu para Que Pudéssemos Entrar"


17 De Maio

A Sua Ascensão e Nosso Acesso
"E aconteceu que, enquanto os abençoava, apartou-se deles; e foi elevado ao céu", Luc.24:51

“E aconteceu que, enquanto os abençoava, apartou-se deles; e foi elevado ao céu.” (Lucas 24:51) Ainda não vivemos, em nossa experiência terrena, algo que reflita plenamente a vida de Jesus após a transfiguração. Naquele momento decisivo, sua existência assumiu uma dimensão inteiramente regeneradora — capaz de transformar e substituir outras vidas. Até a transfiguração, Jesus viveu a plena realidade da condição humana. Mas, a partir dali — passando por Getsêmani, a cruz e a ressurreição — sua jornada entrou em um território que nos é misterioso e sagrado. A cruz se tornou a porta pela qual toda a humanidade pode acessar a vida de Deus. Pela ressurreição, Cristo recebeu autoridade para conceder a vida eterna a quem quiser. E por meio da ascensão, Ele entrou nos céus e manteve aberta essa porta para todos nós. A transfiguração, porém, não se completou naquele monte de glória, mas apenas no Monte da Ascensão. Se Jesus tivesse subido ao céu diretamente da transfiguração, seria apenas uma figura gloriosa, distante e incompreensível para nós. No entanto, Ele escolheu deixar a glória e descer, vindo ao encontro da humanidade ferida e perdida em sua iniquidade. A ascensão representa a plena consumação da transfiguração. É o retorno de Cristo à glória eterna, não apenas como Filho de Deus, mas também como Filho do homem. Ele volta ao Pai levando consigo a nossa humanidade redimida. Por causa disso, agora temos acesso direto e livre ao trono de Deus — algo impossível antes. Durante sua vida na Terra, como Filho do homem, Jesus limitou voluntariamente sua onipotência, onipresença e onisciência. Mas agora, após a ascensão, Ele detém novamente todo poder, toda autoridade e toda presença. E como Filho do homem exaltado, reina soberano junto ao trono de Deus. Desde aquele dia em que foi elevado ao céu, Ele reina como o Rei dos reis e Senhor dos senhores — e é por Ele que temos entrada na presença do Pai." 

 Texto adaptado de O.C.

16/05/2025

O Hábito de Reconhecer a Provisão de Deus

 

16 De Maio
"…Para que por elas vos torneis participantes da natureza divina…", 2Ped.1:4

Somos feitos “co-participantes da natureza divina” tomando e partilhando da própria natureza de Deus através de todas as Suas promessas para logo termos de trabalhar através dessa mesma natureza para que opere até penetrar e tomar posse de toda a nossa natureza humana pelo desenvolvimento de hábitos santos. Um dos primeiros hábitos a desenvolver é o de saber reconhecer as provisões de Deus para nós. Dizemos, no entanto, “não consigo enfrentar esta luta”. Uma das mentiras mais severas prende-se com uma afirmação destas. Falando assim, até nos parece que nosso Pai celestial nos dispensou e nos deixou sem um tostão. Pensamos que se trata dum sinal de humildade podermos dizer no fim dum dia, “quase nem sobrevivi o dia de hoje e me foi uma grande luta”. Mas, sendo o Deus Todo-poderoso connosco, tendo nós Deus de verdade através de Jesus, porque nos queixamos então? Ele alcançará a ultima estrela para me abençoar e também usará a ultima pedrinha de areia caso eu lhe seja obediente. Será que importa mesmo que nossas circunstâncias sejam complicadíssimas? Porque importaria mesmo? Caso nos desfiguremos pela auto-piedade e lástima e nos tornemos indulgentes no luxo da miséria, removemos as riquezas de Deus de nossas próprias vidas e não permitimos que outros possam achar essa mesma provisão. Substituímos Deus por interesses apenas nossos. Tal atitude faz com que nossas bocas se abram para queixumes sem fim, tornando-nos assim esponjas espirituais, as quais absorvem mas nunca abrem mão do líquido que absorveram e também nunca se sentem satisfeitas. E verificamos assim, que nada de generoso e de bondoso existe em nossas vidas.

Antes que Deus se torne completamente satisfeito connosco, terá de nos tirar a chamada riqueza até que aprendamos que somente Ele é nossa Fonte. Como o Salmista disse: “Todas as minhas fontes estão em ti”, Sal.87:7. Se a majestade, a graça e os poderes de Deus nunca se manifestam através de nós, Deus nos responsabilizará por isso. “E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra”, 2Cor.9:8. E sempre que isso ocorrer, generosamente entregue aos outros do que recebeu. Seja visto e identificado pela natureza de Deus em si e Sua bênção e unção fluirão de dentro de si continuamente.

P/O. Chambers

15/05/2025

O Hábito de Estar Sempre à Altura


15 De Maio
"Para saberdes qual é a esperança do seu chamamento..." Ef.1.18
 Lembre-se sempre que você foi salvo por uma razão exclusiva - para que o Filho de Deus pudesse manifestar-se através de si, 2Cor.4:10. Concentre toda a sua energia no objectivo de manifestar sua eleição como filho de Deus; esteja sempre à altura de qualquer situação.

Você não pode fazer nada pela sua salvação, mas, deve revelar, manifestar exteriormente o que Deus operou em seu íntimo, Fil.2:12. Você o demonstra com a sua língua, com o cérebro e com tudo que possui ainda? Se ainda continua sendo a mesma pessoa resmungona, infeliz, resolvida a não se modificar, então Deus não o salvou nem santificou de nada.

Deus é o Mestre da Engenharia. Ele permite que as dificuldades surjam a fim de verificar se seremos capazes de superá-las oportunamente: "Com o meu Deus saltarei uma muralha", Sal.18:29. Deus nunca nos eximirá de qualquer dos requisitos necessários a ser filho Seu. Pedro diz: "Não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos". Estejamos à altura; façamos o que for preciso. Não importa o quanto isso nos doa, contanto que Deus ache ali a oportunidade de manifestar-se em nosso corpo ainda mortal.

Que Deus não ache mais em qualquer um de nós o mais leve traço de lamúria mas antes vigor espiritual - uma prontidão para enfrentar qualquer coisa que se nos apareça por diante. Temos que nos exercitar a fim de que o Filho de Deus possa manifestar-se em nosso corpo ainda mortal. Deus não tem museus para exibir. Nossa única meta na vida deve ser essa manifestação. E que cesse de todo essa nossa mania de dar ordens a Deus. O Senhor Jesus nunca deu ordens a seu Pai; nós também não estamos aqui para dar ordens a Deus; aqui estamos para nos submetermos à vontade dele, a fim de que ele possa operar através de nós o que quiser. Quando compreendemos bem isso, ele nos fará "pão partido" e "vinho" para alimentar e nutrir todos os outros também.

14/05/2025

O Hábito de Se agradar na Adversidade


 14 De Maio

"Para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo", 2 Cor.4.10

Temos que formar hábitos para expressar o que a graça de Deus tem feito em nós. Não fomos salvos para nos vermos livres do inferno, mas, para manifestarmos a vida do Filho de Deus ainda em nossa carne mortal; e são as circunstâncias desagradáveis que revelam se estamos ou não manifestando essa mesma vida que é Sua. Manifesto a brandura do Filho de Deus ou aquela irritação própria do meu ser sem ele? A única coisa que me capacita a apreciar o que não é agradável é o entusiasmo de não deixar que a vida do Filho de Deus se possa manifestar em mim. Por mais desagradável que algo possa ser, diga: "Senhor, sinto-me feliz por obedecer-te nisto"; tão logo o faça, o Filho de Deus se manifesta e aquilo que glorifica a Jesus se manifesta em minha vida também.

Não pode haver espaço para contestação. No momento em que você obedece à instrução dada, o Filho de Deus manifesta-se através de sua vida em dada situação; mas, se você contesta, entristece o Espírito de Deus. Deve antes estar sempre em condições de poder manifestar a vida do Filho de Deus em si, não esquecendo que, se ceder à auto-piedade, estará impossibilitado de o fazer e de O tornar público. Nossas circunstâncias são o meio pelo qual manifestamos a maravilhosa perfeição e pureza do Filho de Deus. O que deveria fazer nosso coração vibrar é podermos encontrar nossos meios novos de manifestar ao mundo apenas o Filho de Deus. Uma coisa é optar pelo que não é agradável; outra é aceitar o que é desagradável por desígnio de Deus. Se Deus o permite, a aceitação deve ser amplificada em nós.

Mantenha-se sempre em condições de manifestar a vida do Filho de Deus em si mesmo. Não viva de lembranças; deixe que a Palavra de Deus esteja sempre viva e actuante dentro de si também.

P/O. Chambers

13/05/2025

O Hábito de Manter a Consciência Sempre Limpa


13 De Maio

"Consciência pura diante de Deus e dos homens", Actos 24.16
 Os mandamentos de Deus são dirigidos à vida de seu Filho que existe em nós; portanto, para a natureza humana na qual seu Filho foi formado, seus mandamentos parecem difíceis, mas, assim que obedecemos, eles tornam-se divinamente fáceis por Ele.

A consciência é a faculdade que se prende ao mais elevado conhecimento que possuo e que me diz o que esse conhecimento exige que seja feito. São como se fossem os próprios olhos da alma voltados para Deus ou para o que consideram mais elevado; por essa razão os registros da consciência diferem de pessoa para pessoa. Se me mantenho firme diante de Deus, minha consciência me apresentará sempre a lei perfeita de Deus e indicará o que devo fazer. A questão é: serei obediente? Tenho que esforçar-me para manter minha consciência sempre sensível de modo que eu possa viver sem tropeços dentro de mim. Devo viver numa sintonia tão perfeita com o Filho de Deus, que em cada circunstância o espírito do meu entendimento se renove e eu entenda de imediato "qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus", Rom.12:2, Ef.4:23. Deus educa-nos até nas minúcias. Será que estou tão atento ao mais leve sussurro do Espírito que saiba o que devo fazer prontamente? "Não entristeçais o Espírito de Deus". Ele não vem com a voz de um trovão; sua voz é mansa e é fácil não prestar atenção a ela. O que mantém a consciência sensível é o hábito contínuo de conservar o coração aberto a Deus. Sempre que se sentir inclinado a questionar: "Por que não posso fazer isto?", pare de imediato, pois já se encontra no caminho errado. Quando a consciência fala, não pode haver discussão. Se permitir que qualquer coisa obscureça sua íntima comunhão com Deus, quem perde é você. Seja lá o que for, pare e procure manter bem nítida sua visão em seu próprio espírito.

P/ O. Chambers

12/05/2025

Adquira o Hábito de Não Ter Hábitos


 12 De Maio

Adquira o Hábito de Não Ter Hábitos
"Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inactivos, nem infrutuosos", 2Ped.1.8

Quando começamos e estando nós ainda formando hábitos, temos consciência do que estamos fazendo. Há ocasiões em que tomamos consciência de que estamos sendo tornados virtuosos e pacientes espiritualmente, mas, isso é apenas uma etapa de nossa vida; se pararmos por ali, acabaremos por nos tornar espiritualmente obesos, caprichosos e orgulhosos. A forma mais correcta de podermos lidar com os hábitos é integrá-los na vida do Senhor até que, todos, de tanto serem praticados, deixem de ser hábitos conscientes e se tornem naturais por si mesmos. Em nossa vida espiritual voltamos continuamente à introspecção porque existem algumas qualidades que ainda nos estão ausentes. Em última análise, essa vivência deve ser completamente simples e tornada naturalmente espontânea.

O seu deus pode ser sua prática religiosa, como o hábito de orar em determinadas horas, ou o hábito de ler a Bíblia por assim dizer. Observe como o Pai transtornará esses horários, se você começar a prestar homenagem a esses cultos privados e a esses hábitos em vez de se agarrar a Quem eles simbolizam e a Quem eles podem manifestar: "Eu não posso fazer isso agora, estou orando; essa é a minha hora de estar com Deus". Não; é a hora de você estar com seu hábito. Está-lhe faltando alguma virtude logo ali. Reconheça essa lacuna e então procure oportunidades de desenvolver a virtude que ainda lhe falta para lhe ser acrescentada logo ali.

A presença do amor implica a ausência de hábitos; chegamos àquele ponto em que um hábito desaparece e pela prática se torna um acto inconsciente, tomado e constante. Quando somos conscientemente espirituais, isto significa que há certas coisas que achamos que não podemos fazer e outras que podemos, certos relacionamentos nos quais não somos nada simples e espontâneos ainda e que há ainda algo para ser sempre acrescentado ao que fazemos. A única vida sobrenatural é a que o Senhor Jesus vivia por Ele e ele sentia-se à vontade com Deus em qualquer lugar onde estivesse ou se achasse. Há alguma situação sobre a qual você não se sente à vontade com Deus? Deixe que Deus opere nessa situação até que, nela, você passe a sentir-se à vontade com ele para que a sua vida e vivência se possam tornar simples como a de uma criança.

P/ O. Chambers 

 

11/05/2025

Amemo-nos uns Aos Outros


11 De Maio
Amemo-nos uns Aos Outros
"Com a fraternidade, o amor", 2 Ped.1.7

 O amor é pouco definido para a maioria dos crentes; não sabemos o que queremos dizer quando falamos sobre o amor. O amor é uma preferência exclusiva por determinada pessoa e, no campo espiritual, Jesus exige que essa preferência seja exclusivamente dele e como a dele, Luc.14.26. Quando o "amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo", Rom.5:5, Jesus Cristo toma automaticamente o primeiro lugar de toda a nossa vida; apenas, então, devemos colocar em prática o desenvolvimento dessas atitudes mencionadas aqui por Pedro.

A primeira coisa que Deus faz é exterminar de mim a pretensão e o orgulho espiritual. O Espírito Santo revela que Deus me amou, não porque eu fosse digno de ser amado, mas, porque sua natureza é amar. Agora, diz ele, mostre aos outros esse mesmo amor que tenho: "Ameis... assim como eu vos amei", João15:12. "Eu vos acercarei de muitas pessoas às quais vocês não conseguem respeitar e terão de lhes demonstrar o mesmo amor e afecto que eu por vós demonstrei". Esse tipo de amor nunca será um amor protector que aceita a incoerência e também não será evidenciado por nós da noite para o dia. Alguns de nós já tentaram consegui-lo pela força, mas, sempre saíram frustrados em seus intentos.

"O Senhor é paciente... longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca", 2Ped.3:9. É só eu olhar para dentro de mim mesmo e verei como ele me tem tratado até aqui. A posse daquela consciência de que Deus me ama de forma absoluta e incondicional me fará sair pelo mundo para amar os outros do mesmo modo. Provavelmente ainda me irrito com alguém porque tenho que conviver com uma pessoa difícil de natureza. E eu, como tenho sido desagradável para Deus? Estarei disposto a identificar-me de tal maneira com o Senhor Jesus, que sua vida e sua brandura fluam de mim para outros continuadamente e do mesmo modo? Nem o amor natural nem o divino permanecerão se não forem cultivados em mim. O amor é algo espontâneo, mas, tem que ser cultivado pela disciplina interior também.

P/O. Chambers

10/05/2025

Tome a iniciativa

10 De Maio
"Associai com a vossa fé a virtude..." 2 Ped.1.5. ("Guarnecei vossa fé com resolução")

"Associai": como se trata de uma ordem, conclui-se por aqui que há alguma coisa que nós temos de fazer. Corremos o risco de esquecer que não podemos fazer o que é Deus quem tem de fazer e que Deus não faz aquilo que temos de ser nós a fazer. Não podemos salvar-nos nem santificar-nos; é Deus quem faz isso; mas, Deus não nos dá bons hábitos; ele não nos dá carácter, ele não nos faz andar correctamente em Seus caminhos. Temos que fazer tudo isso por nós mesmos; temos que desenvolver a salvação que Deus operou em nós com temor, Fil.2:12. "Associai" - adquira o hábito de fazer certas coisas também por si; no início da vida espiritual isso é coisa difícil. Tomar a iniciativa é dar começo a algo, é começarmos a instruir-nos a nós mesmos no caminho que devemos ir tomar sempre.

Cuidado com a tendência de perguntar qual é o caminho, quando você já sabe qual é. Tome a iniciativa, pare de hesitar e dê o primeiro passo. Quando Deus lhe disser alguma coisa esteja resoluto, aja na hora, pela fé, com base no que ele disse e nunca volte atrás em decisões tomadas. Se hesitar comprometerá seu crescimento pela graça. Tome a iniciativa, dê agora o primeiro passo num acto da vontade, de forma que se torne para si impossível retroceder. Elimine todas as possibilidades de voltar atrás: "Eu vou escrever aquela carta." "Eu vou pagar aquela dívida." Tome uma decisão irrevogável sobre si mesmo.

Precisamos adquirir o hábito de ouvir atentamente o que Deus tem a dizer sobre todas as nossas coisas; temos que formar o hábito de procurar saber o que Deus diz também. Se, assim que nos sobrevier uma crise nos voltamos instintivamente para Deus, isso mostra que tal hábito já se formou por nós. Temos que tomar a iniciativa onde estamos e, não, onde ainda não estamos.

 P/ O. Chambers

09/05/2025

Os Segredos ocultos da beleza da natureza para o despertar espiritual

Quando perdemos Deus de vista, nos tornamos descuidados.

Alcançar Muito Para Além de Nosso Próprio Alcance



 9 De Maio


"Não havendo visão o povo se corrompe", Prov.29.18

Existe diferença entre ter um ideal e obter uma visão espiritual real. O ideal não tem inspiração moral; essa visão tem. As pessoas que se entregam a ideais raramente realizam alguma coisa concreta. A concepção que alguém tem de Deus pode até ser usada para justificar uma deliberada negligência de seu próprio dever. Jonas argumentava que sendo Deus um Deus de justiça e de misericórdia, logo tudo estaria bem. Eu posso ter uma concepção correcta de Deus quando essa pode ser justamente a razão por que não cumpro o meu dever. Mas, onde houver visão espiritual, haverá também uma vida de rectidão, porque a visão transmite-me um certo incentivo moral.

Os ideais podem-nos tranquilizar a ponto de nos levarem à ruína. Faça um balanço espiritual de si mesmo para verificar se você tem apenas ideais, ou se tem visão espiritual que seja verdadeira.

"Ah, se tua busca não ultrapassar o alcance de tuas mãos, o que é o céu então?"

"Não havendo visão..." Assim que perdemos Deus de vista começamos a ficar descuidados, deixamos de lado certas restrições, abandonamos a oração e a visão de Deus nas pequenas coisas e começamos a agir por conta própria e através de iniciativa. Se estivermos vivendo apenas daquilo que conseguimos com nossas mãos, agindo por nossa própria iniciativa, sem esperar de Deus e de Suas intervenções, estaremos indo para a ruína, havendo perdido a visão espiritual. Será que nossa atitude, hoje, é uma atitude nascida de nossa visão de Deus? Estaremos à espera de que Deus faça coisas maiores do que já fez até hoje? Há vitalidade e vigor em nossa perspectiva espiritual?