Seja você próprio a destruir resolutamente
algumas das coisas. Ser liberto do pecado não é o mesmo que ser liberto
da natureza humana. Há coisas na natureza humana, tais como preconceitos,
que temos que destruir; umas, ignorando-as; mas, outras, destituindo-as
pela violência e veemência, ou seja, pela força divina que recebemos
através do Espírito de Deus. Há algumas coisas contra as quais não
devemos lutar e, sim, ficar parados a ver a salvação de Deus evoluindo em
nós; mas, toda teoria ou concepção que se erguer como uma fortaleza contra
o conhecimento de Deus dentro de nós, deve ser resolutamente destituída
através do poder de Deus, mas, não pelo esforço carnal, nem através da
aceitação que compromete (v.4).
Apenas após Deus haver modificado a nossa
disposição e havermos entrado na experiência da santificação é que a
verdadeira batalha começa. Nossa guerra não é contra o pecado; nunca
podemos lutar contra o pecado. Jesus Cristo já resolveu o problema do
pecado através da redenção. O conflito surge quando procuramos
transformar nossa vida natural em vida espiritual; isso nunca é fácil,
nem Deus pretende que seja fácil. Só conseguimos a vitória mediante uma
série de opções morais bem delineadas e obtidas de Deus. Deus não nos
torna santos no sentido do carácter, antes no sentido da inocência;
temos que transformar essa inocência em carácter santo, mediante uma
série de opções morais que obtemos. Tais opções são sempre opostas aos
baluartes de nossa vida natural, tudo aquilo que se levanta como
fortaleza contra o verdadeiro conhecimento de Deus. Podemos também
decidir voltar atrás e assim nos tornarmos sem qualquer valor para o
reino de Deus; ou então podemos demolir determinadamente essas fortalezas
e deixar que Jesus conduza mais outro filho à Sua glória,
Heb2:10.
P/ Oswald Chambers
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