O ensino do Senhor resume-se assim: o tipo
de relacionamento que ele exige é impossível, a menos que ele tenha
operado em nós essa obra sobrenatural primeiro. Jesus Cristo exige que,
ao nos defrontarmos com a tirania e a injustiça, não haja em nosso
coração o mais leve traço de ressentimento contra absolutamente nada, nem
mesmo de forma reprimida sequer. Um simples entusiasmo jamais subsistirá
sob o peso que Jesus Cristo colocará sobre qualquer servo seu; só um
relacionamento pessoal com ele conseguirá e subsistirá, um que tenha sido
purificado por Deus até que apenas um único objectivo se mantenha ainda:
"Estou aqui para que Deus me envie para onde ele quiser". Tudo o mais
poderá ficar ofuscado, mas, nunca esse relacionamento que temos com Jesus
Cristo a partir dali.
O Sermão do Monte não é um ideal; é uma
exposição do que acontecerá em mim quando Jesus Cristo tiver alterado a
minha disposição por completo, substituindo-a pela que só ele tem. Jesus
Cristo é o que pode cumprir o Sermão do Monte em nós.
Se quisermos ser discípulos de Jesus, isso
só acontecerá mediante uma obra sobrenatural acontecendo pelo lado de
dentro; enquanto tivermos a determinação em forma de propósito de sermos
discípulos, podemos estar certos de que ainda nem o somos. "Eu vos
escolhi". Será por ali mesmo que começa toda a graça de Deus. É um
chamado do qual não podemos fugir; podemos desobedecê-lo, mas, não
pensemos que podemos gerá-lo. Deus nos constrange pela sua graça
sobrenatural e nunca poderemos descobrir onde a obra da graça começa e quando
ela termina essa obra. A formação de um discípulo, pelo Senhor, é coisa
sobrenatural. Ele não constrói, em absoluto, sobre nenhuma de todas as
nossas capacidades naturais. Deus não nos pede para fazermos aquelas
coisas que nos possam ser naturalmente fáceis; ele só nos pede para fazer
aquilo que a sua graça nos capacita a realizar, fácil ou difícil e é
nesse ponto que sempre teremos que encarar a levar a nossa cruz até ao
seu fim.
P/ Oswald Chambers
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