Temos a tendência para esquecer o toque
místico e sobrenatural que Deus dá. Se você sabe dizer onde recebeu o
chamado de Deus e contar em pormenor tudo aquilo que lhe aconteceu,
duvido de que tenha sido chamado para alguma coisa específica. O
chamamento de Deus não vem assim até nós; é sempre algo muito mais
sobrenatural que isso. Nossa tomada de consciência desse chamado pode ser
súbita como um estrondo dum trovão, ou pode ser um processo gradual
dentro de nós; mas, venha como vier, vem sempre com uma força
sobrenatural exercida sobre si, algo inexplicável, que nos faz sentir
sempre aquele calor da presença divina dentro de nós. A qualquer momento
pode haver uma posse súbita de que esse chamado sobrenatural,
surpreendente, imponderável tomou conta de sua vida por inteiro: "Eu vos
escolhi", João 15.16. O chamamento de Deus
nada tem a ver com salvação e santificação em nós. Não é porque você teve
uma experiência de santificação que se pode considerar chamado para
pregar o evangelho de Deus; o chamado para pregar o evangelho é
infinitamente distinto disso. Paulo descreve-o como uma obrigação que
pesava sobre ele.
Se você tem estado abafando o chamado
sobrenatural de Deus, faça um balanço de sua situação e veja em qual
aspecto não dá a primazia a Deus para a dar às noções sobre serviço ou
suas capacidades naturais que você possui em si. Paulo disse: "Ai de mim
se não pregar o evangelho!" Ele tinha consciência absoluta e
inquestionável de que havia sido chamado por Deus e a partir dali não
houve mais espaço para nenhum outro concorrente a nenhuma das suas
energias.
Se alguém é chamado por Deus, não importa a
adversidade de qualquer das circunstâncias, todas as forças que actuarem
ali acabarão e bastarão para cooperarem para a realização de todo o
propósito de Deus. Se você se acha em linha com esse mesmo propósito,
Deus colocará em harmonia, não apenas a sua vida consciente, mas, até as
mais recônditas áreas do resto da sua vida, às quais você nunca teve
acesso.
P/ Oswald Chambers
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