Nunca conheceremos a alegria da abnegação
enquanto não nos entregarmos em cada particularidade de toda a nossa
vida. A entrega pessoal é a coisa mais difícil: "Eu farei se...!" "Bem me
parece que vou ter que dedicar minha vida a Deus". Não há nisso nada da
alegria da abnegação.
Assim que nos entregamos de vez, o Espírito
Santo faz-nos sentir um pouco da alegria que Jesus experimenta. A meta
final da abnegação é dar essa vida pelo nosso Amigo a partir de então.
Quando o Espírito Santo entra em nossa vida, nosso maior desejo é dar a
vida por Jesus e nunca encaramos esse facto como um sacrifício, porque o
amor do Espírito derramado em nosso coração é pleno de prontidão.
O Senhor é o nosso exemplo na vida de
abnegação: "Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus". Ele vivia sendo um
sacrifício vivo, possuindo uma exuberante alegria nele. Será que já me
rendi a Jesus Cristo com essa submissão absoluta? Se ele não for a razão
de tudo para nós, não há vantagem alguma no sacrifício que fazemos; mas,
quando o sacrifício é feito visando apenas a Jesus, devagar, mas,
seguramente essa influência modeladora começa a aparecer.
Tenha cuidado para que preferências naturais
não o impeçam de caminhar em amor. Um dos modos mais cruéis de se matar o
amor é pelo desleixe que procede das preferências naturais de cada homem.
A preferência do cristão é pelo Senhor Jesus. Para Deus, o amor não é
sentimental; para o filho de Deus, amar como ele ama é o que de mais
prático existe nesta terra.
"Tenho-vos chamado amigos". É uma amizade
baseada na nova vida recriada em nós, que não tem nenhuma afinidade com a
vida antiga, mas, somente com a vida proveniente de Deus. É
indescritivelmente humilde, imaculadamente pura e totalmente consagrada a
Deus - exclusivamente.
P/ Oswald Chambers
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