Terei eu chegado a um ponto na minha
experiência evangélica no qual possa dizer: "Eu na verdade... mas, ele"?
Enquanto não chegar esse momento factual, nunca saberei o que significa o
baptismo com o Espírito Santo. Eu realmente não sou nada; nada posso
fazer; mas, ele começa justamente por aí - ele faz aquilo que nenhum outro
ser jamais poderia fazer. Estou preparado para a vinda dele para fazer o
que não posso? Jesus não poderá vir enquanto houver em mim algum
impedimento desse género - seja virtude ou maldade. Estarei preparado
para que ele arraste para a luz todos os males que pratiquei juntamente
com todos os bens? Será justamente a partir dali que ele começará a ser
operante em mim. Onde sei que estou impuro, será ali onde ele colocará os
Seus pés; onde acho que estou limpo, dali ele se retirará.
O arrependimento não traz sentimento de
pecado, mas, dum absoluto e total desvalor. Quando me arrependo,
compreendo que sou completamente impotente e inoperante; reconheço de
toda a minha alma que não sou minimamente digno de Lhe desatar as Suas
sandálias. Será que já me arrependi assim desse jeito peculiar? Ou haverá
ainda em mim algum vestígio de vontade de me erguer e ressurgir em minha
própria defesa? A razão por que Deus não pode penetrar em minha vida
deve-se ao facto de não me achar totalmente em forma de arrependido.
"Ele vos baptizará com o Espírito Santo e
com fogo". João não se refere aqui ao baptismo no Espírito Santo como uma
experiência, mas, como uma verdadeira operação de modificação feita por
Jesus Cristo. "Ele vos baptizará…" A única experiência consciente
daqueles que são baptizados com o Espírito Santo é o seu sentido futuro
de total desvalor diante dele.
"Eu, na verdade" tornou-se passado; "mas, ele"
veio e algo ainda mais maravilhoso aconteceu. Coloque-se nessa posição,
pois será por ali que ele opera em todas as coisas.
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