O exemplo que o Senhor usa aqui para a
oração é o de um bom filho pedindo uma coisa boa ao bom Pai. Falamos
sobre oração como se Deus nos ouvisse independentemente do nosso
relacionamento com ele, Mat.5.45. Nunca diga
que não é da vontade de Deus dar-lhe aquilo que você lhe pede; não se
assente para esmorecer, mas, antes trate de descobrir qual a razão;
intensifique a sua busca e examine as provas todas. Será que tem um bom
relacionamento com sua esposa, com seu esposo, com seus filhos, com seus
colegas de trabalho - você é um "bom filho" em todo o sentido da palavra?
"Oh, Senhor, tenho andado irritado e mal-humorado, mas, desejo uma bênção
espiritual hoje ainda". Não poderá recebê-la enquanto não se colocar na
condição de um filho exclusivo.
Confundimos provocação com devoção;
confundimos argumentar com Deus com entrega a Deus. Não queremos
consultar as provas. Tenho pedido a Deus que me dê dinheiro para algo que
desejo, quando tenho dívidas que ainda nem paguei? Estarei pedindo a Deus
liberdade, enquanto a retiro de alguém perto de mim? Deixei de perdoar as
transgressões de alguém, ou de ser bondoso para com eles? Será que estou
agindo como filho de Deus perante meus parentes e amigos? (V.
12)
Se sou filho de Deus apenas pela
regeneração, também, como filho, sou bom somente quando ando com tudo
colocado na luz. A maioria de nós transforma a oração em chavões
religiosos; é uma questão de emoção, de comunhão mística com Deus. Mas,
estamos apenas produzindo um "nevoeiro" espiritual em vez duma oração
fervorosa. Se consultarmos todas as provas, veremos claramente o que está
errado connosco logo ali - aquela amizade, aquela dívida, aquele mau
humor. Não adianta orar, a não ser que estejamos vivendo como filhos de
Deus. Aí então Jesus diz: "Todo aquele que pede, recebe".
P/ Oswald Chambers
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