30/09/2025

A Incumbência de Haver Sido Chamado


"Agora me regozijo nos meus sofrimentos por vós e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja." (Colossenses 1:24)Muitas vezes pensamos que o “chamado de Deus” está ligado à nossa consagração pessoal, mas quando nos alinhamos com Ele, toda essa visão é transformada. Deus, em seu modo soberano, conduz-nos por processos dolorosos que nos prendem a missões que jamais imaginaríamos. E então, em um instante marcado por Sua glória, entendemos o que Ele deseja de fato e respondemos: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:8).Esse chamado não tem como objetivo a nossa santificação individual, mas sim nos tornar “pão partido” e “vinho derramado” em favor de outros. Porém, para que isso aconteça, precisamos permitir que Ele nos esmague. As uvas não se transformam em vinho sem serem espremidas. Da mesma forma, a vida de Cristo não fluirá de nós se resistirmos ao toque de Deus, seja através de pessoas que não escolheríamos ou de circunstâncias às quais naturalmente nos oporíamos.Talvez você já tenha se perguntado: que “dedos” Deus tem usado para apertar sua vida? Será que você, como uma uva ainda verde e dura, tem escapado de Suas mãos? Se o suco fosse extraído agora, poderia ser amargo. Para que de nós flua vida que abençoe outros, é preciso que nossa natureza seja quebrada e impregnada pela presença de Deus.Estar em sintonia com Ele é a única forma de nos tornarmos verdadeiramente “pão partido” em Suas mãos. Quando nos mantemos no compasso da vontade divina, deixamos que Ele faça em nós e através de nós o que deseja, e então o resultado é pão e vinho que nutrem e fortalecem os Seus filhos.

Baseado em O. Chambers

29/09/2025

A Tomada de Consciência do Chamado

"Pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho" (1Co 9.16)Muitas vezes esquecemos o caráter místico e sobrenatural do chamado de Deus. Não se trata de algo que conseguimos narrar em detalhes como uma experiência comum. O chamado divino não chega até nós de forma meramente racional ou explicável; ele é sempre marcado por uma força sobrenatural que invade a vida e nos constrange com a presença de Deus.Essa consciência pode surgir repentinamente, como um trovão, ou desenvolver-se de modo gradual, mas, em qualquer caso, vem sempre carregada de algo inexplicável, que nos faz reconhecer: “Eu vos escolhi” (Jo 15.16). O chamado não se confunde com salvação ou santificação. Não é porque alguém viveu uma experiência espiritual que já está automaticamente designado a pregar. O chamado é distinto e, como Paulo testemunhou, torna-se um peso sagrado e inegociável: “Ai de mim se não pregar o evangelho!”Se abafamos esse chamado, corremos o risco de dar mais importância às nossas próprias ideias, dons ou habilidades do que à soberania de Deus. Mas quando Ele chama, nenhuma circunstância adversa pode impedir o cumprimento do Seu propósito. Ele coloca em harmonia não só a nossa vida consciente, mas até as áreas mais ocultas da nossa existência. Quem é chamado, vive para isso — sem concorrentes, sem reservas, com todo o ser entregue.

BAseado em O. Chambers 

28/09/2025

O "Vai" de uma Identificação Incondicional"


 Uma coisa te falta:... Vem e segue-me" (Marcos 10:21)O jovem rico tinha um grande desejo de ser perfeito. Quando encontrou Jesus, quis logo ser como Ele. Mas quando Jesus chama alguém, não pede primeiro santidade ou perfeição pessoal. O que Ele pede, antes de tudo, é que a pessoa abra mão de seus próprios direitos e se entregue totalmente a Ele. Isso significa viver um relacionamento exclusivo e incondicional com Jesus, sem nada e nem ninguém ocupando esse lugar. Em Lucas 14:26, o ensino não fala sobre salvação ou santificação, mas sobre essa entrega total de identificação com Cristo. Poucos conhecem o verdadeiro “vai” dessa entrega."Mas Jesus, olhando para ele, o amou..." (Marcos 10:21)Esse olhar de Jesus tem o poder de marcar para sempre o coração de alguém. Depois de sentir esse olhar, nada mais pode ocupar o mesmo espaço. Jesus também já olhou para você assim? Esse olhar é profundo, transforma e prende nossa atenção de uma forma única. O ponto onde Deus toca a nossa vida é exatamente onde mais precisamos ser transformados. Se somos duros, vingativos e insistimos em ter razão a todo custo, é sinal de que ainda existem áreas em nós que não foram transformadas por esse olhar de amor."Uma coisa te falta..."Para Jesus, a coisa mais importante é a nossa união completa com Ele, sem nada que atrapalhe. Quando Ele diz: "Vende tudo o que tens...", não está falando apenas de bens materiais, mas de abrir mão de tudo o que nos prende e nos dá segurança. Não para conquistar salvação (pois só a fé em Cristo nos salva), mas para segui-Lo de verdade. O chamado é simples e profundo: "Vem e segue-me". E o caminho que Ele nos chama a trilhar é o mesmo que Ele percorreu até o fim.

Baseado em O. Chambers 

27/09/2025

O “Vai” da Renúncia“


 Seguir-te-ei para onde quer que fores” (Lucas 9:57).A resposta de Jesus a esse homem pode, à primeira vista, soar dura e até desanimadora. Pensamos: “Que oportunidade perdida de conquistar alguém para Deus!” ou ainda “Como um vento gelado que fez aquele homem recuar desanimado!”. Mas nunca devemos pedir desculpas pelas palavras do Senhor. Muitas vezes, elas também nos ferem, até que já não reste em nós nada que precise ser quebrado. Cristo não suaviza aquilo que, no fim, pode destruir alguém que foi chamado ao Seu serviço. Suas palavras não nascem de caprichos, mas do profundo conhecimento da natureza humana.Se o Espírito Santo trouxer à sua mente uma palavra de Jesus que ainda o fere, saiba: é porque há algo dentro de você que precisa morrer.Em Lucas 9:58, Jesus desfaz qualquer ideia de que segui-Lo é buscar recompensas ou vantagens pessoais. Sua rejeição mata as motivações egoístas, deixando-nos a sós diante Dele, apenas nós e Ele. O chamado é claro: “Não busque as recompensas; o essencial é o teu relacionamento comigo. Lembra-te: não tenho onde reclinar a cabeça, a não ser em ti, se também quiseres repousar em Mim.”No versículo 59, vemos um homem dividido entre não decepcionar Jesus e não magoar seu pai. Aqui está o desafio: muitas vezes colocamos a lealdade aos parentes acima da lealdade que deve ser exclusiva a Cristo. Mas sempre que houver conflito, a obediência a Jesus deve prevalecer, custe o que custar.Já em Lucas 9:61, encontramos aquele que diz: “Sim, Senhor, mas...”. Ele tem disposição, mas só obedece quando não é exigido — nunca quando deve. Esse homem impôs condições ao chamado de Cristo. Porém, o convite de Jesus não dá espaço para despedidas, pois, na prática, a despedida muitas vezes se torna anticristã. Quando ouvir o chamado do Senhor, obedeça sem olhar para trás, nem mesmo nos dias difíceis.Seguir a Cristo é renunciar. É colocar cada afeto, desejo e plano no altar, deixando que nada se interponha entre nós e Ele.

Baseado em O. Chambers 

26/09/2025

Reconciliatória Em Primeiro Lugar


"Se ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti..." Mat.5.23 Se, ao aproximar-se de qualquer altar e ali se lembrar de que seu irmão tem alguma coisa contra si ainda - não se, movido por uma sensibilidade mórbida, consegue ainda trazer alguma coisa à superfície, mas "se te lembrares", ou seja, se aquilo foi trazido à sua memória pelo Espírito de Deus - "vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e depois, voltando então, faz a tua oferta". Nunca resista à convicção sensível do Espírito de Deus quando ele o estiver corrigindo, até nos detalhes mínimos e mais inóspitos. "Reconcilia-te primeiro com teu irmão..." A instrução do Senhor, na verdade, é assim: "Reconcilia-te primeiro e pronto. Volta pelo mesmo caminho por onde passaste antes, o que te foi indicado através daquela primeira convicção que recebeste ao aproximar-se do teu altar preferido; assume uma atitude em relação àquele que tem algo contra ti pessoalmente, para que a reconciliação se torne tão natural como o teu respirar é para ti". Jesus não menciona a outra pessoa, ele diz: "Vai tu". Os seus direitos não são levados em conta. O que caracteriza o discípulo é que ele é capaz de abrir mão de seus próprios direitos e obedecer ao Senhor Jesus incondicionalmente, seja no que for. "E, então, voltando, faz a tua oferta". O processo está claramente indicado e delineado para si. Primeiro, o espírito heróico de auto-sacrifício; depois, o toque do Espírito Santo e, então, uma parada no "ponto de convicção"; em seguida, obediência à Palavra de Deus assumindo uma atitude irrepreensível em relação àquele com quem você tinha um desentendimento ou afeição menos boa; por fim, a entrega alegre e simples de sua oferta a Deus depois de tudo isso haver acontecido, sem mais nenhum obstáculo a impedir que sua vida seja colocada no altar para ali ser queimada e consumida para Deus.

Baseado em O. Chambers 

25/09/2025

"Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas", Mateus 5.41


  O ensino de Jesus nos mostra que o tipo de relacionamento que Ele pede de nós é impossível de viver sem que antes Ele opere em nosso interior uma transformação sobrenatural. Cristo nos chama a enfrentar a tirania, a injustiça e as pressões da vida sem deixar que o ressentimento, mesmo oculto, domine nosso coração. Um simples entusiasmo humano não é suficiente para sustentar a caminhada; somente um relacionamento vivo e purificado com Ele torna possível obedecer a esse chamado.

O Sermão do Monte não é apenas um ideal distante, mas a descrição do que acontece em nós quando Jesus muda completamente a nossa disposição, substituindo-a pela d’Ele. Ser discípulo não nasce de nossos esforços ou da nossa determinação, mas da obra sobrenatural da graça de Deus. Foi Ele quem disse: "Eu vos escolhi", e é a partir desse chamado que a verdadeira vida de discipulado começa.

Não conseguimos gerar essa escolha nem iniciar a obra de Deus em nós — podemos até desobedecer, mas não controlar o agir d’Ele. O processo de formação de um discípulo é obra divina, que não se apoia em nossas capacidades naturais. Deus não nos pede o que é fácil para nós, mas aquilo que a Sua graça nos capacita a realizar, ainda que nos custe carregar nossa cruz até o fim.

Baseado em O. Chambers 

24/09/2025

O "Vai" da Preparação“


Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faz a tua oferta.” (Mateus 5.23-24)Muitas vezes pensamos que um dia estaremos completamente prontos para tudo que Deus quer de nós. Mas a preparação não acontece de repente, é um processo contínuo que precisa ser mantido até o fim. O perigo é achar que já chegamos e nos acomodarmos. O Senhor nos mostra que é preciso preparação constante.Jesus deixa claro que o verdadeiro sacrifício começa com reconciliação. Antes de oferecer qualquer coisa a Deus, Ele nos chama para examinar o coração e ajustar nossos relacionamentos. O “vai” da preparação significa deixar que a Palavra de Deus revele o que está escondido dentro de nós.Não basta ter entusiasmo ou sentir-se heróico no início da fé. O Espírito Santo sonda nossa disposição real de obedecer a Cristo, mesmo que isso custe humilhação e renúncia de direitos. Se há pecado, Ele não quer apenas que o reconheçamos, mas que confessemos e deixemos.Muitas vezes Deus fala de coisas pequenas que achamos sem importância, mas que revelam nossa resistência em abrir mão de nós mesmos. Ser discípulo de Jesus exige entregar a Ele tudo — até mesmo aquilo que parece insignificante — para que Ele seja o Senhor absoluto da nossa vida.

Baseado em O. Chambers 

23/09/2025

O Alvo do Missionário


 "Eis que subimos para Jerusalém."Lucas 18:31Na vida comum, nossos objetivos mudam conforme amadurecemos. Mas na vida cristã o alvo é o mesmo desde o começo: Jesus Cristo. Começamos com Ele e terminaremos com Ele: “até que todos cheguemos à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4:13).O verdadeiro alvo do missionário não é ser útil ou ganhar almas — isso é consequência. O alvo é fazer a vontade de Deus.Para Jesus, Jerusalém era o lugar onde cumpriria a vontade do Pai na cruz. Nada o desviou desse caminho: nem a perseguição, nem os aplausos, nem a ingratidão, nem a gratidão dos homens. Ele seguiu firme para Jerusalém.O mesmo acontece conosco: a nossa “Jerusalém” é o lugar onde cumprimos a vontade de Deus. No caminho, Ele vai agir por meio de nós: pessoas serão abençoadas, algumas agradecerão, outras não. Mas nada deve nos fazer desviar do propósito de seguir até o fim.Em Jerusalém, Jesus foi crucificado — e ali se abriu para nós a porta da salvação. Mas para nós, o fim não é a cruz. Pela graça, terminaremos em glória, livres do pecado. Até lá, seguimos declarando como Jesus: “Eu subo para Jerusalém.”

Baseado em O. Chambers 

22/09/2025

O Mestre e o Instrutor do Missionário


 "Vocês me chamam de Mestre e Senhor, e dizem bem, porque eu sou… e o servo não é maior que o seu mestre."

João 13:13,16

Ter um Mestre não significa ser dominado. Significa ter alguém que me conhece melhor do que eu mesmo, alguém mais próximo que um amigo, que enxerga o mais profundo do meu coração e satisfaz os anseios para os quais fui criado. É alguém que traz solução para minhas dúvidas e paz para minha mente e espírito. Esse Mestre é Cristo: “Um só é o vosso Mestre, o Cristo” (Mt 23:8).

Jesus nunca força ninguém a obedecer. Ele não manipula nem obriga; a obediência que Ele deseja nasce de amor e relacionamento. Às vezes eu gostaria que Deus simplesmente me forçasse a fazer o que é certo, mas Ele não age assim. Outras vezes eu queria que Ele me deixasse em paz, mas Ele não faz isso, porque se importa até com as mudanças do meu humor.

Chamamos Jesus de Mestre e Senhor, mas será que Ele realmente ocupa esse lugar em nossas vidas? Normalmente preferimos chamá-lo de Salvador, Médico, Santificador... mas reconhecer seu senhorio só é possível por meio do amor. E a obediência verdadeira só nasce do relacionamento de filhos com o Pai, e não de escravos com o dono.

Jesus não foi escravo de Deus, mas Filho. E, “embora sendo Filho, aprendeu a obediência” (Hb 5:8). Se pensamos que seguir a Cristo é apenas ser dominado, é sinal de que ainda não entendemos o que significa ter um Mestre de verdade. O relacionamento que Ele deseja é de exclusividade, de intimidade. Ele quer que a nossa obediência seja natural, fruto do amor, e não apenas uma obrigação.

Baseado em O.Chambers 

21/09/2025

O Propósito Predestinado do Missionário


"Mas agora diz o Senhor, que me formou desde o ventre para ser seu servo", Isaías 49:5

Quando entendemos que fomos escolhidos por Deus em Cristo Jesus, nosso coração muda. Ele quebra nossos preconceitos e nossa visão limitada, e nos transforma em servos do Seu propósito.

Deus criou toda a humanidade para glorificá-Lo e desfrutar da Sua presença para sempre. O pecado afastou a humanidade desse caminho, mas não mudou o plano de Deus. Quando nascemos de novo, compreendemos que fomos criados para Ele, porque foi Ele quem nos formou. Entender essa eleição é a maior alegria que podemos ter, pois nos leva a confiar no maravilhoso propósito do Criador.

O primeiro passo que Deus faz em nós é colocar em nosso coração o mesmo amor e interesse que Ele tem pelo mundo. Passamos a receber a Sua natureza, como está escrito em João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira...”

Por isso, precisamos manter nosso coração aberto para o propósito original de Deus, sem deixar que nossos interesses pessoais estraguem ou atrapalhem esse plano. Se isso acontecer, Deus terá que desfazer nossas intenções, mesmo que seja doloroso.

A missão do cristão é ser servo de Deus, de tal forma que Ele seja glorificado em nós e através de nós. Jesus Cristo nos salvou para nos tornar aptos para viver esse propósito. É por isso que Ele é firme em Suas exigências: porque colocou em nós a própria natureza de Deus, que é santa e reta.

👉 Não perca de vista o propósito que Deus tem para toda a sua vida!

Baseado em O. Chambers

20/09/2025

O Mandamento de Deus para Viver Bem

 

"Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai de vocês que está no céu." (Mateus 5:43-48)Jesus nos ensina, nesses versículos, que devemos tratar todas as pessoas com generosidade, sem fazer distinção. É natural termos afinidade com algumas pessoas e não com outras, mas nossa vida espiritual não pode ser guiada apenas pelas nossas simpatias ou preferências. A Bíblia diz: “Se andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros”. Isso inclui até aqueles com quem não temos muita afinidade.O modelo que Jesus apresenta para nós não é o de uma pessoa boa, nem mesmo de um bom cristão, mas o próprio Deus. Ele nos chama a sermos perfeitos como o Pai é perfeito, mostrando aos outros o mesmo amor que recebemos d’Ele. Durante a vida, Deus nos dará muitas oportunidades de praticar esse amor. Ser discípulo de Cristo significa se preocupar com as pessoas como Deus se preocupa. Jesus disse: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (João 13:34-35).Não é apenas fazendo o bem que mostramos ter caráter cristão, mas sendo parecidos com Deus. Quando o Espírito Santo transforma nosso interior, nossa vida passa a refletir as características de Deus, e não apenas boas qualidades humanas. A vida de Deus em nós não é um esforço para parecer espiritual, mas uma realidade natural. Pela graça de Deus, o sobrenatural se torna parte do nosso dia a dia.E o mais impressionante é que, mesmo nas situações difíceis, descobrimos que temos forças para nos manter firmes e equilibrados, de um jeito que só pode ser explicado como algo milagroso.

Baseado em O. Chambers

19/09/2025

Você Permanece Firme com Jesus?

 


"Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações." (Lucas 22:28)

Jesus está conosco quando passamos por tentações, mas será que nós continuamos com Ele nas tentações que Ele ainda enfrenta através de nós?
Muitas pessoas seguem Jesus apenas até descobrirem o que Ele pode fazer por elas. Mas quando Deus muda as circunstâncias da vida, será que continuamos do lado de Jesus, ou acabamos voltando para os caminhos do mundo, da carne ou até de Satanás?

Carregamos o nome de Cristo, mas será que permanecemos com Ele em todas as situações? A Bíblia diz que muitos dos discípulos O abandonaram e não andavam mais com Ele (João 6:66).

Durante toda a Sua vida na terra, Jesus enfrentou tentações, e essa luta continua acontecendo hoje na vida dEle em nós. Por isso, precisamos decidir: vamos permanecer ao lado de Jesus mesmo quando enfrentarmos situações difíceis e dolorosas?

Às vezes, queremos evitar as situações difíceis que Deus permite, mas é justamente nelas que precisamos permanecer firmes com Jesus. As tentações não são contra nós diretamente, mas contra a vida do Filho de Deus que habita em nós. A honra de Jesus está em jogo em nossa vida todos os dias.

Será que temos permanecido leais a Ele mesmo quando a vida de Cristo em nós é atacada por todos os lados?

Seguir Jesus até o fim exige passar pelo Getsêmani, sair do lugar seguro, enfrentar perigos e continuar caminhando, mesmo que ninguém mais esteja ao nosso lado — até só restarem as pegadas dEle e o Seu chamado:
“Segue-me” (Mateus 4:19).

Baseado em O. Chambers

18/09/2025

As Tentações Dele e as Nossas


"Porque não temos sumo-sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado." — Hebreus 4:15Enquanto não nascemos de novo, só conseguimos compreender o tipo de tentação descrito por Tiago: "Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz" (Tiago 1:14). Porém, ao sermos regenerados, somos elevados a um outro nível de vida, onde passamos a enfrentar tentações semelhantes às que o próprio Senhor enfrentou.As tentações de Jesus não seduzem a pessoa não regenerada, pois não encontram eco na natureza humana ainda não transformada. Elas pertencem a uma esfera completamente distinta da nossa condição antes do novo nascimento. As tentações de Jesus não visavam ao homem natural, mas ao Deus que Se fez homem.Quando somos regenerados, o Filho de Deus é formado em nós, e em nossa vida física Ele encontra o mesmo ambiente que encontrou quando esteve na Terra. Satanás, então, não nos tenta apenas para nos levar a cometer pecados, mas para tentar nos afastar daquilo que Deus nos concedeu ao regenerar-nos: a possibilidade de sermos usados exclusivamente por Ele. A sua estratégia é alterar nossa perspectiva sobre o que Deus faz em nós, tentando nos desviar da missão para a qual fomos chamados. Somente o Espírito de Deus é capaz de discernir quando se trata de uma tentação do inimigo.A tentação é, essencialmente, um teste imposto por um poder hostil às aptidões de uma pessoa. Foi exatamente isso que ocorreu com Jesus. Após aceitar a incumbência de tirar o pecado do mundo por meio do batismo que culminaria em sua morte, Ele foi conduzido pelo Espírito ao deserto, onde enfrentou as provas do diabo. E, mesmo sendo testado ao extremo, permaneceu sem pecado, preservando intactos os atributos de Sua natureza divina.

Baseado em O. Chambers

17/09/2025

Existe Algum Bem na Tentação?





"Não vos sobreveio tentação que não fosse humana." — 1 Coríntios 10.13Muitas vezes, entendemos de forma equivocada o verdadeiro sentido da palavra “tentação”, tratando-a quase sempre de modo negativo. No entanto, a tentação em si não é pecado; ela é uma realidade inevitável enquanto estivermos neste mundo como seres humanos. Todos nós, sem exceção, enfrentaremos tentações — mas, muitas vezes, passamos por lutas que não precisaríamos enfrentar simplesmente porque resistimos à ação de Deus que deseja nos elevar a um nível mais alto, onde as tentações seriam de outra ordem.A tentação se manifesta de acordo com a natureza e a disposição interior de cada pessoa. Aquilo que existe em nossa constituição interior será o que o inimigo tentará despertar do lado de fora. Em outras palavras, cada pessoa será tentada conforme aquilo que domina seu coração. É nesse sentido que a tentação revela não apenas nossas fraquezas, mas também as inclinações e capacidades latentes dentro de nós.Ela costuma vir disfarçada como um “atalho” para alcançar um objetivo legítimo, mas fora do tempo ou da forma estabelecidos por Deus. Por isso, frequentemente nos confunde: não sabemos se o que está diante de nós é certo ou errado. Ceder à tentação é transformar um desejo em ídolo, mostrando que talvez tenha sido apenas o medo — e não a obediência — que antes nos impediu de pecar.Não devemos, portanto, tentar fugir da tentação, pois ela faz parte do processo de amadurecimento espiritual. O que precisamos evitar é pensar que nossas tentações são únicas ou diferentes das que outros enfrentam. Elas fazem parte da experiência comum da humanidade. Deus não promete nos poupar das tentações, mas sim estar conosco nelas e nos fortalecer para vencê-las (Hebreus 2.18; 4.15-16).

Baseado em O. Chambers 
 






16/09/2025

Orando a Deus em Completo Segredo


"Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto te recompensará."— Mateus 6.6A essência da vida espiritual está em manter os olhos fixos em Deus, e não nos homens. Não ore para ser visto, admirado ou reconhecido como alguém que ora. Busque um lugar reservado, onde ninguém saiba que você está orando, feche a porta e fale com Deus em completo segredo. Que seu único objetivo seja conhecer intimamente o Pai celestial, sem distrações ou interferências. Sem momentos de oração secreta e pessoal, é impossível viver como verdadeiro discípulo de Cristo.Jesus advertiu: “E, orando, não useis de vãs repetições” (v.7). Deus não nos ouve por causa do nosso fervor, mas por causa da redenção conquistada por Cristo. Nosso entusiasmo não impressiona a Deus. Orar não é simplesmente pedir coisas; essa é uma visão superficial e equivocada da oração. Orar é entrar em comunhão profunda com Deus. Quando Cristo habita em nós pela regeneração, Ele transforma até mesmo o modo como pensamos e muda completamente nossa atitude em relação ao que pedimos.Jesus disse: “Pois todo o que pede recebe”. No entanto, muitas vezes falamos com Deus cheios de frases religiosas vazias, sem envolvimento verdadeiro da nossa vontade, e depois dizemos que Ele não nos respondeu. Na realidade, muitas vezes nem chegamos a pedir de fato. Jesus afirmou: “Pedireis o que quiserdes”. Pedir envolve um ato consciente da nossa vontade. Sempre que Ele falava sobre oração, fazia-o com a simplicidade de uma criança. Nós, porém, muitas vezes complicamos com críticas e dúvidas. Jesus apenas disse: “Pedi”.Mas lembre-se: devemos pedir aquilo que esteja em harmonia com tudo o que Deus revelou em Cristo.

BAseado em O. Chamber

15/09/2025

A Que Temos de Renunciar


 "Rejeitamos as coisas que, por vergonha, se ocultam" (2 Coríntios 4.2)

Você já rejeitou as “coisas que, por vergonha, se ocultam”? São aqueles pensamentos e atitudes que nosso senso de honra tenta esconder e que preferimos não expor à luz. Examine seu coração: existe algum pensamento em relação a alguém que você não gostaria que fosse revelado? Assim que ele surgir, renuncie imediatamente. Abandone tudo o que for vergonhoso ou dissimulado, até que não reste nada escondido em seu interior. Invejas, ciúmes e discórdias nem sempre surgem de uma inclinação deliberada ao pecado, mas muitas vezes de hábitos enraizados em nossa natureza humana, que um dia esteve mergulhada nessas práticas (Romanos 6.19; 1 Pedro 4.1-2). Mantenha-se vigilante para que nada desse tipo volte a brotar em sua vida.

“Não andando com astúcia” — isto é, não usando artimanhas para impor sua opinião a qualquer custo. Esse é um dos grandes laços de Satanás. Deus nos dá apenas um modo de agir com todos: de forma íntegra e transparente. Portanto, não aja com astúcia para tentar “pegar” alguém em erro, pois isso trará sobre você a reprovação de Deus. Outros podem agir de maneira que pareça astuta aos seus olhos, mas talvez não o seja para eles — Deus lhes deu outro ponto de vista. Já a você, Ele confiou um chamado: viver com a atitude constante de “dar o máximo de si para a glória de Deus”. Usar de astúcia para alcançar objetivos pessoais que não visam essa glória enfraquece a motivação que o próprio Deus lhe concedeu.

Muitos retrocedem porque têm medo de enxergar a si mesmos como Deus os enxerga. Mas as grandes crises espirituais surgem justamente quando somos chamados a ir além dos nossos limites e das posições que julgamos seguras. É nesse ponto que renunciar ao que é oculto se torna essencial para avançarmos na fé.

Baseao em O. Chambers 

14/09/2025

Argumentações ou Obediência?

"A simplicidade que há em Cristo." — 2 Coríntios 11.3O segredo para enxergar com clareza está na simplicidade. Mesmo que, por um tempo, não consigamos raciocinar com precisão, ainda assim devemos buscar ver tudo de forma nítida e sem complicações. Não é através de muito pensar que resolveremos os dilemas da vida espiritual, mas por meio da obediência.O pensamento pode resolver questões intelectuais, mas quando se trata de assuntos espirituais, pensar demais só aumenta a confusão. Se Deus está pedindo obediência em alguma área da sua vida, obedeça sem demora. Entregue todo pensamento à obediência de Cristo, e logo tudo ficará claro como a luz do meio-dia. A compreensão virá depois, mas não será por ela que veremos com clareza — será pela fé simples de uma criança. Como disse Jesus em Mateus 11.25, quando tentamos ser sábios aos nossos próprios olhos, acabamos cegos.Se houver qualquer área da nossa vida que não esteja rendida ao controle do Espírito Santo, por menor que seja, isso será suficiente para gerar grande confusão espiritual. E nenhum esforço mental poderá desfazer essa névoa. Só a obediência pode trazer luz e entendimento. Assim que obedecemos, tudo se esclarece. Isso nos humilha, porque percebemos que a raiz da confusão está em nosso próprio coração, e não nas circunstâncias externas.Quando consagramos ao Espírito Santo a nossa capacidade de perceber as coisas, ela se transforma num dom: o de discernir a vontade de Deus. E então, toda a nossa vida passará a ser marcada pela simplicidade que há em Cristo.

Baseado em O. Chambrs

13/09/2025

Depois da Rendição, Vem o Quê?

 

"Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer." — João 17.4A verdadeira rendição não diz respeito apenas à entrega da nossa vida exterior, mas, sobretudo, da nossa vontade interior. Quando essa entrega acontece, tudo muda. Na realidade, há poucas grandes crises na vida — e a maior de todas é justamente essa: render, de forma completa, a própria vontade a Deus.Deus nunca força nem subjuga a vontade de ninguém. Ele não implora que entreguemos nossa vontade, apenas espera que, de forma livre e voluntária, a entreguemos a Ele. É a vontade que precisa se render — não nós tentando “forçá-la” a isso — e, uma vez rendida, essa luta não precisará se repetir.Rendição para sermos libertos de nós mesmos.Jesus convida: “Vinde a mim... e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). Só quando começamos a compreender o que é a salvação é que conseguimos entregar nossa vontade em troca do alívio que Ele promete. Tudo que perturba nosso coração é, na verdade, uma tentativa sutil de recuperar o controle da nossa própria vontade. Mas o convite de Jesus permanece: “Vinde a mim.” E esse passo precisa ser voluntário e sincero.Rendição para sermos devotos.Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo” (Mateus 16.24). Aqui a rendição é entregar o “eu” a Jesus para viver no descanso que só Ele pode dar. É dizer: “Se quiser ser meu discípulo, entregue todos os seus direitos sobre si mesmo.” A partir dessa entrega, nossa vida se torna um reflexo dessa decisão absoluta e incondicional. Depois de rendidos, não precisamos mais supor ou controlar nada; Jesus assume o cuidado de tudo.Rendição até a morte.Jesus anunciou a Pedro: “... Outro te cingirá” (João 21.18–19). Render-se até a morte é compreender que até o nosso fim pertence a Ele. Mas cuidado: rendições feitas apenas em momentos de êxtase emocional podem levar ao retrocesso depois. A verdadeira rendição é estar unido a Jesus em sua morte, de modo que nada mais nos agrade senão Ele — nem mesmo a própria vida — e que desejemos apenas o que agrada ao coração dEle.E depois da rendição?Depois da rendição, a vida se torna uma busca contínua por comunhão constante e íntima com Deus.
Baseado em O. Chambers 

12/09/2025

Passando pela Confusão Espiritual


“Jesus respondeu e disse: Não sabeis o que pedis.” — Mateus 20.22Na caminhada espiritual, há momentos em que nos sentimos cercados por verdadeira confusão. Não adianta fingir que isso não deveria acontecer, pois não se trata de dúvida entre o certo e o errado, mas de Deus conduzindo-nos por caminhos que, por ora, não compreendemos. Nessas horas, Ele quer que aprendamos a nos apegar mais a Ele. Só ao atravessar a confusão é que começamos a discernir o que Deus realmente deseja de nós.O toldo da amizade dEle — Lucas 11.5-8Jesus contou a história de um homem que parecia indiferente ao pedido de um amigo, para mostrar que, às vezes, o Pai celestial pode parecer distante ou desatento. Podemos até pensar que Ele não é um amigo leal, mas devemos lembrar: Ele é fiel. Um dia, tudo será esclarecido. Embora uma nuvem possa ocultar por um tempo a afeição de Deus, Seu amor permanece. Às vezes, esse amor precisa esperar, com paciência e lágrimas, até que alcancemos uma comunhão mais profunda com Ele. Quando parecer que Deus está escondido, você continuará confiando nEle?A sombra da paternidade — Lucas 11.11-13Jesus também ensinou que haverá momentos em que o Pai parecerá estranho, duro ou indiferente aos nossos olhos. No entanto, não é assim de fato. “Por isso vos digo: ... todo aquele que pede, recebe” (Lucas 11.10). Mesmo que agora uma sombra encubra o rosto do Pai, creia: chegará o tempo em que Ele revelará quem é e justificará cada passo que deu ao seu lado.A sutileza da Sua fidelidade — Lucas 18.1-8“Quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18.8). Jesus pergunta se encontrará fé mesmo diante da perplexidade. Portanto, tome uma posição de fé: confie que tudo o que Ele disse é verdade, mesmo que, por enquanto, você não compreenda os caminhos de Deus. Para Ele, estão em jogo propósitos muito maiores do que apenas os pedidos que apresentamos a cada dia.

Baseado em O. Chambers 

11/09/2025

Armadura Missionária II


Se eu, sendo o Senhor e Mestre, lavei os pés de vocês, também devem lavar os pés uns dos outros." — João 13.14Servir a Deus é agir nas oportunidades do dia a dia, não apenas em momentos especiais. Ser dEle significa estar pronto para obedecer em qualquer situação, mesmo nas mais simples.Jesus fez tarefas humildes e comuns, mostrando que até as coisas mais pequenas precisam ser feitas com o amor e a força de Deus. Coisas simples — como toalhas, bacias e sandálias — revelam quem realmente somos."Eu lhes dei o exemplo para que façam como eu fiz." — João 13.15Deus coloca pessoas ao nosso redor para que mostremos a elas o mesmo amor que recebemos de Cristo.Não espere estar em um “campo missionário” para servir. Se não formos fiéis nas tarefas simples, não conseguiremos suportar os grandes desafios.Andar com Deus é ir além, mesmo quando o caminho parece incerto. A fidelidade nas pequenas coisas é o que nos prepara para as grandes.

Baseado em O. Chambers

10/09/2025

Armadura Missionária I

 


Em João 1.48, Jesus disse a Natanael: “Eu te vi, quando estavas debaixo da figueira”. A vida de adoração cotidiana é o verdadeiro treinamento para o missionário. Não é a crise que forma o caráter, mas que revela o que já existe dentro de nós. Muitos pensam que estarão prontos para servir quando a grande oportunidade chegar, mas, se não cultivarem a presença de Deus hoje, fracassarão quando a prova vier. A intimidade no secreto é a forja onde o Senhor prepara Seus servos. Adorar a Deus no dia a dia, mesmo nas situações comuns, é o que nos torna aptos e confiáveis diante Dele. Quem negligencia essa vida oculta torna-se não apenas inútil no serviço, mas até um peso para os que permanecem fiéis.

Baseado em O. Chambers 

09/09/2025

Levando pro cativeiro o pensamento !

 


 Ainda em 2 Coríntios 10.5, Paulo exorta a levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo. Muitos projetos e atividades religiosas nascem do impulso humano e não da disciplina do Espírito. O verdadeiro zelo não está em fazer muito, mas em obedecer plenamente. Jesus viveu cada ato em submissão ao Pai, sem mover-se por impulso próprio. Do mesmo modo, somos chamados a submeter nossos planos à obediência de Cristo, permitindo que Ele renove nossa mente e nos alinhe à Sua visão do mundo, do pecado e da missão. Trabalhar sem essa disciplina pode até parecer serviço para Deus, mas não passa de obra da carne.

Baseado em O. Chambers

08/09/2025

Faça Você Mesmo !

Em 2 Coríntios 10.4-5, Paulo fala da necessidade de destruir sofismas e fortalezas que se levantam contra o conhecimento de Deus. Ser liberto do pecado é diferente de ser liberto da natureza humana. Preconceitos, teimosias e padrões precisam ser enfrentados pela força que o Espírito concede. Não lutamos contra o pecado, pois Cristo já o venceu; nossa batalha é contra tudo o que, dentro de nós, resiste à transformação da vida natural em vida espiritual. Essa luta exige escolhas morais firmes, tomadas em obediência a Deus. Podemos retroceder e ser inúteis para o Reino, ou derrubar as fortalezas e permitir que Cristo nos conduza à glória.

Baseado em O. Chambers 

07/09/2025

Fontes de Benignidade


A água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna." (João 4.14)Jesus não fala de um simples fio de água, mas de uma fonte abundante, que nunca cessa. Quando nos deixamos encher continuamente do Espírito (Ef. 5.18), a vida que brota do nosso relacionamento com Ele transborda naturalmente, levando doçura e bênção onde chega. Se em algum momento percebemos que esse fluir se tornou fraco ou estagnado, não é porque a fonte secou, mas porque algo em nós bloqueou o fluxo. Cristo não nos chamou apenas para receber, mas para que do nosso interior brotem rios de água viva (João 7.38), capazes de alcançar muitos.Somos convidados a ser canais pelos quais Jesus manifesta Seu amor e graça. Porém, alguns vivem como o Mar Morto: sempre recebendo, mas nunca compartilhando. Isso revela um relacionamento interrompido com Cristo. Se Ele não flui através de nós, é sinal de que existe uma barreira, talvez uma fé abafada ou um coração dividido. Mas quando mantemos nossa confiança firme e íntima comunhão com Ele, o rio volta a correr, trazendo vida, frescor e esperança.Talvez você pense: “Mas como de uma só pessoa podem fluir rios?” A história da obra de Deus mostra justamente o contrário do que imaginamos: grandes moveres nasceram de pessoas comuns, desconhecidas aos olhos humanos, mas fiéis a Jesus. Portanto, não olhe para si com desânimo. Apenas permaneça junto à fonte. E, em vez de sequidão, sua vida será um manancial permanente, derramando bênçãos que ninguém poderá deter.

Baseado em O. Chambers 

06/09/2025

Manifestação de Vida"


Quem depositar confiança em mim, de seu interior fluirão correntes de água viva." (João 7.38)Um curso d'água não tem propósito próprio. Ele segue seu trajeto, levando vida e fertilidade a regiões distantes, por vezes desconhecidas pela fonte que o originou. Da mesma forma, quando recebemos a plenitude de Cristo, correntes fluem de dentro de nós, alcançando locais inimagináveis e abençoando indivíduos que talvez nunca cruzemos em nossa jornada.Essa não é uma conquista humana, mas sim uma ação divina: “Esta é a obra de Deus: crer...” (João 6.29). Muitas vezes, nem mesmo percebemos o impacto que causamos na vida de outros.O curso d'água nos ensina algo valioso: a persistência. Diante de obstáculos, ele não desiste. Pode ser contido temporariamente, mas sempre encontra um caminho adiante. Mesmo que se esconda por longos trechos, ele ressurge com mais vigor e grandiosidade. Assim é a manifestação do Espírito Santo em nós. Quando nos sentimos estagnados ou inúteis, Deus opera silenciosamente, nos preparando para romper barreiras e recomeçar o trajeto.Por isso, em vez de focar nos desafios, devemos fixar o olhar na Origem. Nada deve obstruir nossa ligação com Cristo: nem sentimentos, nem vivências passadas, nem dificuldades atuais. Se mantivermos essa conexão, as correntes fluirão livremente por nosso ser.Consideremos: internamente, Deus faz jorrar correntes vivas, águas restauradoras que trazem cura, esperança e transformação. Cada revelação, cada encontro com Cristo, é como uma fonte que prenuncia a força de um rio poderoso. Ao confiarmos em Jesus, ele fará fluir por nós torrentes de bênçãos que alcançarão muitos ao nosso redor.

Baseado em O. Chambers 

05/09/2025

Vigiando com Jesus


 Em Mateus 26.40, Jesus pede: “Vigiai comigo”. No início da caminhada cristã, aprendemos a esperar que Jesus vigie por nós, mas Ele nos convida a uma experiência mais profunda: vigiar com Ele, mesmo quando não compreendemos o peso de Seu sofrimento. No Getsêmani, os discípulos, mesmo amando o Mestre, não conseguiram acompanhá-lo na angústia. Dormiram e, mais tarde, fugiram. Só após a ressurreição e o Pentecostes, quando foram cheios do Espírito Santo, passaram a entender o que significa vigiar com Cristo em toda circunstância. O convite continua o mesmo: estar ao lado de Jesus, não para buscar explicações, mas para compartilhar de Sua dor e permanecer com Ele em fidelidade.
Baseado em O. Chambers 

04/09/2025

Dele!


 Um jovem chamado Rafael sonhava em ser músico famoso. Desde pequeno, guardava suas composições e se imaginava diante de multidões. Um dia, ao visitar uma pequena igreja com um amigo, ouviu uma mensagem que o marcou profundamente: “Você não é seu, você pertence a Cristo”. Essas palavras ecoaram dentro dele como se fossem ditas diretamente ao seu coração.

Naquela noite, em oração, Rafael percebeu que todo o talento que tinha não era realmente seu — era um presente de Deus. Pela primeira vez, ele entendeu que sua vida não deveria ser usada para sua própria glória, mas para servir ao Senhor. Foi uma luta interior: abrir mão dos seus sonhos pessoais para viver o propósito de Cristo. Porém, quando finalmente disse: “Jesus, sou Teu, faz a Tua vontade em mim”, encontrou uma paz e uma alegria que nunca havia experimentado.

Essa experiência reflete o que Jesus disse ao Pai em João 17.6: “Eram teus, tu mos confiaste”. O missionário, assim como todo discípulo, é alguém que compreende, pela obra do Espírito Santo, que já não pertence a si mesmo, mas a Cristo. Reconhecer “não sou meu” é alcançar verdadeira nobreza espiritual. A vida cristã não consiste em exibição, mas em entrega absoluta.

Jesus nunca enviou discípulos apoiados apenas nas experiências que tiveram com Ele, mas somente após a ressurreição, quando entenderam pelo Espírito quem Ele realmente era. Ser discípulo é ser propriedade exclusiva de Cristo, ainda que isso signifique renunciar até aos laços mais íntimos, porque qualquer afeto humano pode se tornar concorrente direto de Sua primazia.

O chamado de Jesus é radical: ser d’Ele inteiramente. A missão não é simplesmente fazer algo por Cristo, mas pertencer a Ele de modo que Ele viva e realize Sua obra através de nós. Assim como Rafael descobriu, a verdadeira vida começa quando entendemos que somos totalmente de Jesus.

03/09/2025

Derramando Toda a Água Perante o Senhor

Certa vez, uma jovem universitária conseguiu uma bolsa de estudos em outro país. Era o sonho de sua vida: aprender, crescer e conquistar um futuro melhor. Antes de viajar, recebeu de sua avó uma joia de família, que tinha sido guardada por gerações. A avó disse: “Use isso para se lembrar de onde você veio. É um tesouro da nossa família”.A jovem, cheia de gratidão, levou a joia consigo. No entanto, ao chegar em sua nova cidade, percebeu que muitos de seus colegas passavam por necessidades básicas. Uma amiga próxima, que não tinha condições de continuar os estudos, precisaria voltar para casa. Então, depois de pensar e orar, a jovem decidiu vender a joia. Com o valor, ajudou sua amiga a permanecer na universidade.Quando contou à avó, já esperando repreensão, ouviu: “Minha neta, você entendeu o verdadeiro valor desse tesouro. Ele não foi feito para ficar guardado, mas para ser entregue no momento certo. Você o derramou diante do Senhor”.Essa história mostra que aquilo que consideramos precioso – seja tempo, amor, amizade ou até bênçãos espirituais – não deve ser guardado apenas para nossa satisfação. Quando o entregamos a Deus, Ele o transforma em bênção para muitos.O texto de 2 Samuel 23.16 relata que Davi, ao receber a água trazida com risco de vida pelos seus valentes, não a bebeu, mas a derramou como libação ao Senhor. Esse gesto nos ensina que nem tudo aquilo que desejamos ou recebemos deve ser usado para nossa própria satisfação. Muitas vezes, bênçãos, amores e amizades preciosas nos são dadas, mas se as seguramos apenas para nós, elas se tornam motivo de cobiça e até de pecado. O verdadeiro caminho é derramar diante de Deus aquilo que consideramos mais valioso, entregando a Ele nossos afetos e conquistas. Só assim, em vez de se tornarem peso e perigo, essas dádivas se transformam em rios de água viva que alcançam e abençoam os que estão ao nosso redor. Guardar para si pode gerar amargura; derramar diante do Senhor gera mansidão e alargamento do horizonte de outros. O amor e as bênçãos precisam passar pela transfiguração: deixar de ser possessão pessoal para se tornar oferta a Deus.
Baseado em O. Chambers

02/09/2025

Uma Vida Pura de Sacrifício Vivo

 

 

"Quem crer em mim... do seu interior fluirão rios de água viva." (João 7:38)

Jesus não disse que quem crê Nele receberia bênçãos apenas para si, mas que de dentro dessa pessoa fluiriam rios de vida. O propósito da fé não é a autorrealização, mas sermos semelhantes a Cristo — cuja marca principal é o auto-sacrifício. A verdadeira medida da vida espiritual não está no que conquistamos, mas no quanto Deus pode alcançar outras pessoas através de nós.

Maria de Betânia nos deu um exemplo marcante ao quebrar o vaso de alabastro e derramar o perfume precioso sobre Jesus. Para muitos, aquilo pareceu desperdício. Mas, para o Senhor, foi um ato de entrega total, tão significativo que seria lembrado sempre que o evangelho fosse pregado.

Deus derramou a vida de Seu Filho para salvar o mundo. Agora, somos chamados a derramar a nossa em resposta a Ele. Está na hora de deixarmos de buscar apenas satisfação pessoal e nos entregarmos completamente, como um vaso quebrado nas mãos de Deus. Quando isso acontece, vidas ao nosso redor são constantemente tocadas, renovadas e fortalecidas.

O Senhor ainda pergunta hoje: quem estará disposto a se entregar dessa forma?

Baseado em O. Chambers 

01/09/2025

Destinados a Ser Santos


 "Sede santos, porque eu sou santo." (1 Pedro 1:16)

Precisamos nos lembrar constantemente do propósito da nossa vida. O objetivo maior do ser humano não é a felicidade, nem a saúde, mas a santidade. Muitas vezes temos desejos e inclinações que consideramos bons e legítimos, mas que Deus, em Sua sabedoria, decide podar para nos moldar à Sua vontade. O ponto central é: aceitaremos o Deus que deseja nos tornar santos, custe o que custar?

A pergunta essencial é: creio realmente que preciso ser santo diante de Deus? Tenho convicção de que Ele pode transformar meu interior e me tornar santo? A pregação que nos mostra nossa falta de santidade pode causar resistência, mas também desperta o profundo desejo de ser transformado. O alvo de Deus para toda a humanidade é a santidade. Ele não nos salva apenas por compaixão, mas porque nos criou, desde o princípio, para sermos santos.

Por meio da morte de Jesus, fomos reconciliados com Deus, sem barreiras entre nós e Ele. Por isso, não podemos tolerar práticas ou pensamentos que não estejam de acordo com Sua santidade. Ser santo é viver de forma íntegra diante d’Ele: nos pensamentos, nas palavras e nos atos. Santidade não é apenas um presente recebido, mas a expressão visível de tudo o que Deus já realizou em nós.

Baseado em O. Chambers