A questão não é se Deus me quer
santificar, mas, acima de tudo, se sou eu quem quer ser santo e
santificado. Estarei disposto a deixar que Deus opere em mim tudo o que
ele realizou através da expiação e ainda está ao meu dispor durante um
certo tempo? Estarei disposto a deixar que Jesus Cristo se torne a minha
santificação, (1Cor.1.30) e que a vida dele se
manifeste em meu corpo mortal aqui e agora ainda? Tenha cuidado para não
andar por aí afirmando: "Como estou ansioso por ser santificado!" Por
certo não está. Pare de desejar e passe à acção directa com Deus. Receba
a Jesus num acto de fé resoluto, para que ele se torne santificação
dentro de si também e a grande maravilha da expiação de Jesus também se
tornará real na esfera de toda a sua vida.
Tudo quanto Jesus nos oferece pela sua
morte torna-se nosso como um dom gratuito e amoroso da parte de Deus
para mim. Minha atitude como pessoa salva e santificada é a de uma
santidade profunda, incondicional e humilde (santidade orgulhosa é coisa
que não existe) - uma santidade baseada num arrependimento profundo e
honesto, num sentido de inexprimível vergonha e degradação quando passei
sem ele; e, também, na maravilhosa compreensão de que Deus provou para
comigo em seu amor através do facto de que, mesmo sabendo que eu não me
importava absolutamente nada com ele, tudo fez pela minha salvação e
santificação ainda assim, Rom.5.8. Não será
de admirar que Paulo diga que "nada nos poderá separar do amor de Deus,
que está em Cristo Jesus nosso Senhor", Rom.8:39.
A santificação torna-me um com Jesus
Cristo e, nele, um com o Pai; isto só se acha possível através da
maravilhosa expiação realizada por Cristo em mim. Nunca tome o efeito
como a causa. O efeito em mim é obediência, serviço e oração, que
resultará e virá duma gratidão inexprimível e duma grande adoração a Deus
pela maravilhosa santificação operada em mim através da expiação.
P/ OSWALD CHAMBERS
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