O Senhor nunca insiste em exercer Sua
autoridade sobre nós; ele nunca diz: "Não farás isso..." Ele deixa-nos
inteiramente livres para obedecer-Lhe ou desobedecer-Lhe - tão livres,
que podemos cuspir-lhe na face, como fizeram alguns; tão livres, que
podemos matá-lo como fizeram os homens; e ele nunca dirá uma palavra
sequer. Mas, quando sua vida é criada em mim pela redenção, logo ali
reconheço o seu direito de ter absoluta autoridade sobre mim. É um
domínio moral: "Tu és digno", Apoc.4.11. Só o meu lado indigno é que se
nega a curvar-se diante de quem é digno. Se, ao encontrar alguém mais
santo do que eu, não reconheço a sua dignidade nem obedeço à revelação
que me vem através dele, isso apenas manifesta o meu lado indigno. Deus
forma nosso carácter através de pessoas que são um pouco melhores do que
nós em todos os sentidos, não no sentido intelectual, mas, no sentido espiritual,
até que nos submetamos ao domínio do próprio Senhor Jesus; a partir daí,
a
nossa atitude passa a ser de obediência total somente a ele.
Se o Senhor insistisse na obediência, ele
tornar-se-ia num feitor e deixaria de ter autoridade. Ele nunca insiste
na obediência, mas, se assim que o virmos, lhe obedecermos naturalmente,
ele imediatamente se torna nosso Senhor e assim viveremos em adoração a
ele de manhã à noite. O que revela meu crescimento na graça é a maneira
como encaro a obediência. Temos que tirar da lama a palavra "obediência".
A obediência só é possível entre iguais; é o relacionamento entre pai e
filho, não entre amo e servo. "Eu e o Pai somos um". "Embora sendo Filho,
aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu". A obediência do Filho foi
a do redentor, porque ele era Filho, não para que se tornasse Filho
depois de obedecer.
P/ Oswald Chambers
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