Não Desperdice Sua Vida
Descubra a Glória de Deus e a Centralidade de Cristo
Já se sentiu perdido, como se estivesse apenas vivendo sem
um propósito real? Já se perguntou se há algo mais além da rotina diária? A
busca por significado é uma jornada comum a todos nós.
Neste post, exploraremos as ideias de John Piper, um renomado pastor e autor, sobre como viver uma vida que realmente importa. A mensagem central é clara: não desperdice sua vida. Baseado em um sermão impactante pregado em São Paulo, Brasil, vamos descobrir como encontrar a glória de Deus e a centralidade de Cristo pode transformar nossa perspectiva e nos guiar para um caminho de propósito e alegria duradoura.
O Despertar de Piper: Uma Paixão para Não Desperdiçar a
Vida
Imagine ter 17 anos e, de repente, sentir um chamado urgente
para não desperdiçar sua vida. Foi isso que aconteceu com John Piper. Ele
descreve um despertar, uma paixão que o consumiu e o fez questionar o
verdadeiro significado da existência.
Na cozinha de sua casa, havia um quadro com uma frase que o
marcaria para sempre: "Só uma vida, em breve passará; só o que for feito
para Cristo durará". Essa mensagem simples, mas poderosa, o confrontava
diariamente, lembrando-o da brevidade da vida e da importância de investir em
algo eterno.
Ainda jovem, Piper escreveu um poema que refletia essa busca
por significado. Publicado na revista de sua escola, o poema expressava o medo
de chegar ao fim da vida e perceber que a havia desperdiçado.
"Por muito tempo vaguei pela Terra, O sentido da vida
me escapou. Agora, nos anos que se achegam, Minha busca devo recomeçar."
Esses versos revelam a angústia de um jovem que não queria
chegar à velhice com a sensação de vazio e arrependimento.
Outra experiência que o marcou profundamente foi a história
de um homem idoso na igreja de seu pai. No final de um culto, o homem, em
lágrimas, confessou ter desperdiçado sua vida. Essa confissão impactou Piper de
tal forma que ele decidiu que não permitiria que o mesmo acontecesse com ele.
Confrontando o Existencialismo: Por Que Piper Rejeitou a
Falta de Sentido
Nos anos 60, o existencialismo ganhou força como uma
corrente filosófica influente. A revista Time estampou em sua capa a
famosa frase: "Deus está morto". O existencialismo defendia que a
existência precede a essência, ou seja, não há um propósito predefinido para a
vida. Cada indivíduo é livre para criar seu próprio significado.
No entanto, Piper não se convenceu com essa visão. Ele
sentia que, se Deus não existisse, os seres humanos seriam apenas "um
pouco mais complexos do que uma aranha". A ideia de que a vida era um
absurdo, sem um propósito objetivo, não o satisfazia.
Da mesma forma, ele rejeitou o naturalismo, que afirma que
só existe matéria, energia e tempo. Para Piper, reduzir a existência humana a
meras reações químicas era inaceitável.
Ele reconhece que foi a graça de Deus que o impediu de se
deixar levar por essas filosofias niilistas.
O Poder de Algumas Grandes Coisas: Profundidade em Vez de
Amplitude
Piper percebeu que não é preciso saber de tudo para fazer a
diferença no mundo. Ele criticava a abordagem educacional que prioriza a
superficialidade, oferecendo um conhecimento amplo, mas raso, de diversos
assuntos.
Em vez disso, ele defendia a importância de se aprofundar em
algumas "obras gloriosamente profundas" e dominá-las. Ele acreditava
que o impacto duradouro vem de pessoas que são apaixonadas por algumas grandes
verdades e vivem radicalmente por elas.
Não é preciso ter um QI elevado, beleza, riqueza ou uma
família influente para fazer a diferença. O que realmente importa é conhecer
algumas verdades grandiosas e ser consumido por elas.
Piper compartilha uma experiência pessoal de sua época na
academia. Ele se sentia inadequado porque não conseguia se lembrar de tudo o
que lia. Sua dificuldade em acompanhar o ritmo acelerado da leitura e a
necessidade de reter informações por longos períodos o levaram a questionar sua
vocação acadêmica.
Essa experiência o ensinou que o mais importante não é a
quantidade de conhecimento, mas a profundidade e a paixão com que vivemos as
verdades que conhecemos.
Descoberta #1: A Glória Autoexaltada de Deus
A primeira grande descoberta de Piper é que o propósito
supremo de Deus é demonstrar sua própria glória. Ele resume essa ideia em uma
longa e impactante frase: "Existe um Deus absolutamente soberano,
transcendentalmente puro, autoexistente, autossustentável, incomparavelmente
belo, onisciente, onipotente, que tudo sustenta, que tudo define, infinitamente
valioso, Salvador, cujo grande e último propósito em toda a criação, em toda a
redenção, em toda a história, em toda cultura é demonstrar sua glória..."
Essa descoberta transformou sua teologia e sua experiência
de vida. Ele explica que a autoexaltação de Deus pode gerar duas reações
opostas: ou nos encanta e nos leva à adoração, ou nos irrita e nos faz
questionar sua humildade.
Piper argumenta que, quando nos deleitamos em Deus, estamos
magnificando seu valor. Deus deseja que experimentemos alegria em sua glória,
pois é assim que demonstramos o quanto ele é valioso para nós.
Ele cita Romanos 9:23 para mostrar como Deus revela as
riquezas de sua glória para que os vasos de misericórdia as recebam com
alegria.
Piper revela que, possivelmente, a seguinte frase estará em
sua lápide: "Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais
satisfeitos nele".
Em resumo, a primeira descoberta é que existe um Deus
glorioso cujo propósito é manifestar sua glória para a alegria eterna de seu
povo.
Descoberta #2: Cristo Como a Encarnação da Glória de Deus
A segunda grande descoberta de Piper é que somos chamados a
nos unirmos a Deus em exaltá-lo. No entanto, existe um grande obstáculo: nossa
própria depravação e a ira de Deus.
Por natureza, não amamos ou nos alegramos em Deus. Somos
atraídos por coisas passageiras e superficiais. É aqui que entra a figura de
Jesus Cristo.
Piper explica que Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado,
não apenas se torna o meio pelo qual podemos ver e saborear a glória de Deus,
mas também se torna a própria glória que desejamos ver. Ao morrer por nós,
Jesus absorve a ira de Deus e nos oferece uma justiça que não possuímos.
É através de Jesus que nossa depravação é vencida e somos
transformados pelo Espírito Santo. Aos poucos, passamos a encontrar nossa
satisfação em Deus, em vez de nas coisas passageiras deste mundo.
Quando Jesus faz tudo isso por nós, ele se torna o meio pelo
qual podemos ver a Deus e a própria encarnação daquilo que desejamos ver. Jesus
disse: "Quem me vê, vê o Pai".
Piper cita Efésios 1:5-6, 2 Timóteo 1:9 e Apocalipse 13:8
para mostrar que, desde a eternidade, Deus planejou que Jesus Cristo fosse o
centro de sua glória.
Vivendo Uma Vida Que Não é Desperdiçada: Aplicação
Prática
Diante dessas duas grandes descobertas, como podemos viver
uma vida que não seja desperdiçada?
- Descubra
seus dons e sua personalidade.
- Entregue-se
totalmente a Deus.
- Concentre-se
em algumas grandes coisas: conhecer a Deus, deleitar-se nele e
demonstrá-lo ao mundo.
- Encontre
alegria em Deus e permita que essa alegria transborde e impacte outras
pessoas.
No fundo, viver uma vida que não é desperdiçada não é tão
complicado. Basta conhecer algumas grandes verdades e se comprometer com elas
de todo o coração.
Conclusão
Que este post possa inspirá-lo a ter momentos
transformadores, como os que John Piper teve entre os 17 e 24 anos. Que seus
olhos sejam abertos para ver a glória da graça de Deus no sofrimento de Jesus
Cristo.
Convido você a olhar para Jesus Cristo e encontrar nele o
sentido da vida. Ao fazer isso, você tornará Deus mais belo para aqueles ao seu
redor. Não desperdice sua vida, encontre o propósito que Deus tem para você.
Por John Pipper
https://youtu.be/Xi-3QjJvSaY?si=fC1p9cLJr1mU2o6t
assista completo no youtube
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