28/04/2025

 

Não Desperdice Sua Vida

 

Descubra a Glória de Deus e a Centralidade de Cristo

 

Já se sentiu perdido, como se estivesse apenas vivendo sem um propósito real? Já se perguntou se há algo mais além da rotina diária? A busca por significado é uma jornada comum a todos nós.

Neste post, exploraremos as ideias de John Piper, um renomado pastor e autor, sobre como viver uma vida que realmente importa. A mensagem central é clara: não desperdice sua vida. Baseado em um sermão impactante pregado em São Paulo, Brasil, vamos descobrir como encontrar a glória de Deus e a centralidade de Cristo pode transformar nossa perspectiva e nos guiar para um caminho de propósito e alegria duradoura.

O Despertar de Piper: Uma Paixão para Não Desperdiçar a Vida

Imagine ter 17 anos e, de repente, sentir um chamado urgente para não desperdiçar sua vida. Foi isso que aconteceu com John Piper. Ele descreve um despertar, uma paixão que o consumiu e o fez questionar o verdadeiro significado da existência.

Na cozinha de sua casa, havia um quadro com uma frase que o marcaria para sempre: "Só uma vida, em breve passará; só o que for feito para Cristo durará". Essa mensagem simples, mas poderosa, o confrontava diariamente, lembrando-o da brevidade da vida e da importância de investir em algo eterno.

Ainda jovem, Piper escreveu um poema que refletia essa busca por significado. Publicado na revista de sua escola, o poema expressava o medo de chegar ao fim da vida e perceber que a havia desperdiçado.

"Por muito tempo vaguei pela Terra, O sentido da vida me escapou. Agora, nos anos que se achegam, Minha busca devo recomeçar."

Esses versos revelam a angústia de um jovem que não queria chegar à velhice com a sensação de vazio e arrependimento.

Outra experiência que o marcou profundamente foi a história de um homem idoso na igreja de seu pai. No final de um culto, o homem, em lágrimas, confessou ter desperdiçado sua vida. Essa confissão impactou Piper de tal forma que ele decidiu que não permitiria que o mesmo acontecesse com ele.

Confrontando o Existencialismo: Por Que Piper Rejeitou a Falta de Sentido

Nos anos 60, o existencialismo ganhou força como uma corrente filosófica influente. A revista Time estampou em sua capa a famosa frase: "Deus está morto". O existencialismo defendia que a existência precede a essência, ou seja, não há um propósito predefinido para a vida. Cada indivíduo é livre para criar seu próprio significado.

No entanto, Piper não se convenceu com essa visão. Ele sentia que, se Deus não existisse, os seres humanos seriam apenas "um pouco mais complexos do que uma aranha". A ideia de que a vida era um absurdo, sem um propósito objetivo, não o satisfazia.

Da mesma forma, ele rejeitou o naturalismo, que afirma que só existe matéria, energia e tempo. Para Piper, reduzir a existência humana a meras reações químicas era inaceitável.

Ele reconhece que foi a graça de Deus que o impediu de se deixar levar por essas filosofias niilistas.

O Poder de Algumas Grandes Coisas: Profundidade em Vez de Amplitude

Piper percebeu que não é preciso saber de tudo para fazer a diferença no mundo. Ele criticava a abordagem educacional que prioriza a superficialidade, oferecendo um conhecimento amplo, mas raso, de diversos assuntos.

Em vez disso, ele defendia a importância de se aprofundar em algumas "obras gloriosamente profundas" e dominá-las. Ele acreditava que o impacto duradouro vem de pessoas que são apaixonadas por algumas grandes verdades e vivem radicalmente por elas.

Não é preciso ter um QI elevado, beleza, riqueza ou uma família influente para fazer a diferença. O que realmente importa é conhecer algumas verdades grandiosas e ser consumido por elas.

Piper compartilha uma experiência pessoal de sua época na academia. Ele se sentia inadequado porque não conseguia se lembrar de tudo o que lia. Sua dificuldade em acompanhar o ritmo acelerado da leitura e a necessidade de reter informações por longos períodos o levaram a questionar sua vocação acadêmica.

Essa experiência o ensinou que o mais importante não é a quantidade de conhecimento, mas a profundidade e a paixão com que vivemos as verdades que conhecemos.

Descoberta #1: A Glória Autoexaltada de Deus

A primeira grande descoberta de Piper é que o propósito supremo de Deus é demonstrar sua própria glória. Ele resume essa ideia em uma longa e impactante frase: "Existe um Deus absolutamente soberano, transcendentalmente puro, autoexistente, autossustentável, incomparavelmente belo, onisciente, onipotente, que tudo sustenta, que tudo define, infinitamente valioso, Salvador, cujo grande e último propósito em toda a criação, em toda a redenção, em toda a história, em toda cultura é demonstrar sua glória..."

Essa descoberta transformou sua teologia e sua experiência de vida. Ele explica que a autoexaltação de Deus pode gerar duas reações opostas: ou nos encanta e nos leva à adoração, ou nos irrita e nos faz questionar sua humildade.

Piper argumenta que, quando nos deleitamos em Deus, estamos magnificando seu valor. Deus deseja que experimentemos alegria em sua glória, pois é assim que demonstramos o quanto ele é valioso para nós.

Ele cita Romanos 9:23 para mostrar como Deus revela as riquezas de sua glória para que os vasos de misericórdia as recebam com alegria.

Piper revela que, possivelmente, a seguinte frase estará em sua lápide: "Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nele".

Em resumo, a primeira descoberta é que existe um Deus glorioso cujo propósito é manifestar sua glória para a alegria eterna de seu povo.

Descoberta #2: Cristo Como a Encarnação da Glória de Deus

A segunda grande descoberta de Piper é que somos chamados a nos unirmos a Deus em exaltá-lo. No entanto, existe um grande obstáculo: nossa própria depravação e a ira de Deus.

Por natureza, não amamos ou nos alegramos em Deus. Somos atraídos por coisas passageiras e superficiais. É aqui que entra a figura de Jesus Cristo.

Piper explica que Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado, não apenas se torna o meio pelo qual podemos ver e saborear a glória de Deus, mas também se torna a própria glória que desejamos ver. Ao morrer por nós, Jesus absorve a ira de Deus e nos oferece uma justiça que não possuímos.

É através de Jesus que nossa depravação é vencida e somos transformados pelo Espírito Santo. Aos poucos, passamos a encontrar nossa satisfação em Deus, em vez de nas coisas passageiras deste mundo.

Quando Jesus faz tudo isso por nós, ele se torna o meio pelo qual podemos ver a Deus e a própria encarnação daquilo que desejamos ver. Jesus disse: "Quem me vê, vê o Pai".

Piper cita Efésios 1:5-6, 2 Timóteo 1:9 e Apocalipse 13:8 para mostrar que, desde a eternidade, Deus planejou que Jesus Cristo fosse o centro de sua glória.

Vivendo Uma Vida Que Não é Desperdiçada: Aplicação Prática

Diante dessas duas grandes descobertas, como podemos viver uma vida que não seja desperdiçada?

  1. Descubra seus dons e sua personalidade.
  2. Entregue-se totalmente a Deus.
  3. Concentre-se em algumas grandes coisas: conhecer a Deus, deleitar-se nele e demonstrá-lo ao mundo.
  4. Encontre alegria em Deus e permita que essa alegria transborde e impacte outras pessoas.

No fundo, viver uma vida que não é desperdiçada não é tão complicado. Basta conhecer algumas grandes verdades e se comprometer com elas de todo o coração.

Conclusão

Que este post possa inspirá-lo a ter momentos transformadores, como os que John Piper teve entre os 17 e 24 anos. Que seus olhos sejam abertos para ver a glória da graça de Deus no sofrimento de Jesus Cristo.

Convido você a olhar para Jesus Cristo e encontrar nele o sentido da vida. Ao fazer isso, você tornará Deus mais belo para aqueles ao seu redor. Não desperdice sua vida, encontre o propósito que Deus tem para você. Por John Pipper

https://youtu.be/Xi-3QjJvSaY?si=fC1p9cLJr1mU2o6t assista completo no youtube

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui o que voce pensa