30/04/2025

 30 De Abril

A Espontaneidade do Amor

"O amor é paciente, é benigno..." 1 Cor.13.4

"O amor não é premeditado, mas, antes espontâneo em tudo - ele emerge de maneira surpreendente. Não existe uma certeza matemática no amor que Paulo descreve aqui. Não podemos assegurar: "Não vou mais pensar nada de mal; vou crer em todas as coisas". A característica do amor é a espontaneidade. Não pegamos as afirmações de Jesus e as colocamos diante de nós como um padrão; mas, quando o seu Espírito nos controla, sem perceber vivemos de acordo com o padrão que Ele em nós imprime; e olhando para trás ficamos admirados com a sinceridade de determinada emoção, prova de que agimos com a espontaneidade do verdadeiro amor. A natureza de todas as expressões da vida de Deus em nós só é discernida depois que passam.

As fontes do amor estão em Deus, não em nós. É um absurdo pensar que temos por natureza o amor de Deus em nosso coração; ele ali estará apenas quando houver sido derramado em nós pelo Espírito Santo.

Se tentamos provar a Deus o quanto o amamos, isso é prova de que não o amamos. A evidência de nosso amor por ele é a nossa absoluta espontaneidade nesse amor, a naturalidade com que ele surge de nós. Olhando para trás, não sabemos dizer por que fizemos certas coisas, pois as fizemos de acordo com a natureza espontânea do seu amor em nós. A vida de Deus se manifesta dessa forma espontânea porque as fontes do amor estão enraizadas no Espírito Santo, Rom.5.5."

Por O. Chambers

28/04/2025

29-04 "A Maravilha da Incerteza

"Ainda não se manifestou o que havemos de ser", 

1 João 3.2 

Temos naturalmente uma tendência para sermos tão lógicos e previdentes que encaramos a incerteza como algo negativo. Achamos que temos sempre que atingir um fim determinado; mas, não é assim na vida espiritual. Na vida espiritual vivemos seguros em nossa incerteza e, por essa razão, nunca nos fixamos em nada. O bom-senso diz: "Bem, suponhamos que eu estivesse em tal situação..." Mas é impossível imaginarmo-nos numa situação na qual nunca tenhamos estado.

A certeza é o distintivo da vida comum e racional; uma incerteza é a característica marcante da vida espiritual. Ter a certeza de Deus significa que estamos incertos em todos os nossos outros caminhos e admitimos mesmo não sabermos o que o dia nos trará. Isso, em geral, é dito com um suspiro de tristeza, contudo deveríamos dizê-lo com uma expressão de maravilhosa expectativa, pois sabemos que Deus está connosco. Estamos incertos quanto ao passo que daremos a seguir, mas, estamos certos de Deus. Tão logo nos entregamos a Deus e cumprimos o dever mais imediato, ele passa a suprir nossa vida de surpresas. Quando nos tornamos defensores de uma crença, alguma coisa morre em nós; não acreditamos em Deus, acreditamos apenas em nossa crença a respeito dele. Jesus disse: "Se não vos... tornardes como crianças". A vida espiritual é como a vida de uma criança. Não estamos incertos quanto a Deus, mas, incertos quanto ao que ele vai fazer em seguida. Se estivermos certos apenas de nossas crenças, nós nos tornaremos arrogantes e rigorosos e seremos inflexíveis em nossas opiniões; mas, quando estamos correctamente relacionados com Deus, a nossa vida logo se enche de expectativa e de uma incerteza espontânea e alegre.

"Crede também em mim", disse Jesus; ele não disse: "Acreditai em certas coisas a meu respeito". Deixemos tudo com ele; a maneira como ele agirá é gloriosamente incerta, mas ele agirá com toda a certeza. Permaneçamos fiéis a ele."


Por Oswald Chambers

 

Não Desperdice Sua Vida

 

Descubra a Glória de Deus e a Centralidade de Cristo

 

Já se sentiu perdido, como se estivesse apenas vivendo sem um propósito real? Já se perguntou se há algo mais além da rotina diária? A busca por significado é uma jornada comum a todos nós.

Neste post, exploraremos as ideias de John Piper, um renomado pastor e autor, sobre como viver uma vida que realmente importa. A mensagem central é clara: não desperdice sua vida. Baseado em um sermão impactante pregado em São Paulo, Brasil, vamos descobrir como encontrar a glória de Deus e a centralidade de Cristo pode transformar nossa perspectiva e nos guiar para um caminho de propósito e alegria duradoura.

O Despertar de Piper: Uma Paixão para Não Desperdiçar a Vida

Imagine ter 17 anos e, de repente, sentir um chamado urgente para não desperdiçar sua vida. Foi isso que aconteceu com John Piper. Ele descreve um despertar, uma paixão que o consumiu e o fez questionar o verdadeiro significado da existência.

Na cozinha de sua casa, havia um quadro com uma frase que o marcaria para sempre: "Só uma vida, em breve passará; só o que for feito para Cristo durará". Essa mensagem simples, mas poderosa, o confrontava diariamente, lembrando-o da brevidade da vida e da importância de investir em algo eterno.

Ainda jovem, Piper escreveu um poema que refletia essa busca por significado. Publicado na revista de sua escola, o poema expressava o medo de chegar ao fim da vida e perceber que a havia desperdiçado.

"Por muito tempo vaguei pela Terra, O sentido da vida me escapou. Agora, nos anos que se achegam, Minha busca devo recomeçar."

Esses versos revelam a angústia de um jovem que não queria chegar à velhice com a sensação de vazio e arrependimento.

Outra experiência que o marcou profundamente foi a história de um homem idoso na igreja de seu pai. No final de um culto, o homem, em lágrimas, confessou ter desperdiçado sua vida. Essa confissão impactou Piper de tal forma que ele decidiu que não permitiria que o mesmo acontecesse com ele.

Confrontando o Existencialismo: Por Que Piper Rejeitou a Falta de Sentido

Nos anos 60, o existencialismo ganhou força como uma corrente filosófica influente. A revista Time estampou em sua capa a famosa frase: "Deus está morto". O existencialismo defendia que a existência precede a essência, ou seja, não há um propósito predefinido para a vida. Cada indivíduo é livre para criar seu próprio significado.

No entanto, Piper não se convenceu com essa visão. Ele sentia que, se Deus não existisse, os seres humanos seriam apenas "um pouco mais complexos do que uma aranha". A ideia de que a vida era um absurdo, sem um propósito objetivo, não o satisfazia.

Da mesma forma, ele rejeitou o naturalismo, que afirma que só existe matéria, energia e tempo. Para Piper, reduzir a existência humana a meras reações químicas era inaceitável.

Ele reconhece que foi a graça de Deus que o impediu de se deixar levar por essas filosofias niilistas.

O Poder de Algumas Grandes Coisas: Profundidade em Vez de Amplitude

Piper percebeu que não é preciso saber de tudo para fazer a diferença no mundo. Ele criticava a abordagem educacional que prioriza a superficialidade, oferecendo um conhecimento amplo, mas raso, de diversos assuntos.

Em vez disso, ele defendia a importância de se aprofundar em algumas "obras gloriosamente profundas" e dominá-las. Ele acreditava que o impacto duradouro vem de pessoas que são apaixonadas por algumas grandes verdades e vivem radicalmente por elas.

Não é preciso ter um QI elevado, beleza, riqueza ou uma família influente para fazer a diferença. O que realmente importa é conhecer algumas verdades grandiosas e ser consumido por elas.

Piper compartilha uma experiência pessoal de sua época na academia. Ele se sentia inadequado porque não conseguia se lembrar de tudo o que lia. Sua dificuldade em acompanhar o ritmo acelerado da leitura e a necessidade de reter informações por longos períodos o levaram a questionar sua vocação acadêmica.

Essa experiência o ensinou que o mais importante não é a quantidade de conhecimento, mas a profundidade e a paixão com que vivemos as verdades que conhecemos.

Descoberta #1: A Glória Autoexaltada de Deus

A primeira grande descoberta de Piper é que o propósito supremo de Deus é demonstrar sua própria glória. Ele resume essa ideia em uma longa e impactante frase: "Existe um Deus absolutamente soberano, transcendentalmente puro, autoexistente, autossustentável, incomparavelmente belo, onisciente, onipotente, que tudo sustenta, que tudo define, infinitamente valioso, Salvador, cujo grande e último propósito em toda a criação, em toda a redenção, em toda a história, em toda cultura é demonstrar sua glória..."

Essa descoberta transformou sua teologia e sua experiência de vida. Ele explica que a autoexaltação de Deus pode gerar duas reações opostas: ou nos encanta e nos leva à adoração, ou nos irrita e nos faz questionar sua humildade.

Piper argumenta que, quando nos deleitamos em Deus, estamos magnificando seu valor. Deus deseja que experimentemos alegria em sua glória, pois é assim que demonstramos o quanto ele é valioso para nós.

Ele cita Romanos 9:23 para mostrar como Deus revela as riquezas de sua glória para que os vasos de misericórdia as recebam com alegria.

Piper revela que, possivelmente, a seguinte frase estará em sua lápide: "Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nele".

Em resumo, a primeira descoberta é que existe um Deus glorioso cujo propósito é manifestar sua glória para a alegria eterna de seu povo.

Descoberta #2: Cristo Como a Encarnação da Glória de Deus

A segunda grande descoberta de Piper é que somos chamados a nos unirmos a Deus em exaltá-lo. No entanto, existe um grande obstáculo: nossa própria depravação e a ira de Deus.

Por natureza, não amamos ou nos alegramos em Deus. Somos atraídos por coisas passageiras e superficiais. É aqui que entra a figura de Jesus Cristo.

Piper explica que Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado, não apenas se torna o meio pelo qual podemos ver e saborear a glória de Deus, mas também se torna a própria glória que desejamos ver. Ao morrer por nós, Jesus absorve a ira de Deus e nos oferece uma justiça que não possuímos.

É através de Jesus que nossa depravação é vencida e somos transformados pelo Espírito Santo. Aos poucos, passamos a encontrar nossa satisfação em Deus, em vez de nas coisas passageiras deste mundo.

Quando Jesus faz tudo isso por nós, ele se torna o meio pelo qual podemos ver a Deus e a própria encarnação daquilo que desejamos ver. Jesus disse: "Quem me vê, vê o Pai".

Piper cita Efésios 1:5-6, 2 Timóteo 1:9 e Apocalipse 13:8 para mostrar que, desde a eternidade, Deus planejou que Jesus Cristo fosse o centro de sua glória.

Vivendo Uma Vida Que Não é Desperdiçada: Aplicação Prática

Diante dessas duas grandes descobertas, como podemos viver uma vida que não seja desperdiçada?

  1. Descubra seus dons e sua personalidade.
  2. Entregue-se totalmente a Deus.
  3. Concentre-se em algumas grandes coisas: conhecer a Deus, deleitar-se nele e demonstrá-lo ao mundo.
  4. Encontre alegria em Deus e permita que essa alegria transborde e impacte outras pessoas.

No fundo, viver uma vida que não é desperdiçada não é tão complicado. Basta conhecer algumas grandes verdades e se comprometer com elas de todo o coração.

Conclusão

Que este post possa inspirá-lo a ter momentos transformadores, como os que John Piper teve entre os 17 e 24 anos. Que seus olhos sejam abertos para ver a glória da graça de Deus no sofrimento de Jesus Cristo.

Convido você a olhar para Jesus Cristo e encontrar nele o sentido da vida. Ao fazer isso, você tornará Deus mais belo para aqueles ao seu redor. Não desperdice sua vida, encontre o propósito que Deus tem para você. Por John Pipper

https://youtu.be/Xi-3QjJvSaY?si=fC1p9cLJr1mU2o6t assista completo no youtube

15/04/2025

 "Renovação Diária: Cultivando um Relacionamento Diário com Deus

Você já se perguntou como seria a sua vida se você tivesse um relacionamento diário com Deus? A verdade é que a renovação espiritual não é apenas uma opção, mas uma necessidade para todos nós. Neste post, vamos explorar a importância dessa prática e como podemos nos conectar com Deus todos os dias.

O Homem Exterior se Corrompe

Em 2 Coríntios 4:16, Paulo nos lembra: “Ainda que o homem exterior se corrompa, o interior se renova dia a dia.” Aqui, ele nos apresenta duas realidades: a deterioração do corpo e a renovação do espírito. O que isso significa? Simplesmente que, enquanto envelhecemos e nossos corpos se desgastam, nossa vida espiritual pode florescer e se renovar constantemente.

Deus nos criou com a expectativa de que tenhamos um relacionamento contínuo com Ele. No Gênesis 3:8, vemos que Deus visitava Adão e Eva diariamente. Isso nos mostra que, desde o início, Deus desejava uma conexão diária conosco. Muitas vezes, pensamos em nossa devoção como algo que deve ser feito uma vez por semana, mas essa não é a expectativa de Deus. Ele quer que O busquemos todos os dias.

O Que Deus Quer?

O desejo de Deus é que cada um de nós tenha um relacionamento profundo e íntimo com Ele. Em Salmos 25:14, lemos: “O Senhor confia os seus planos aos que o temem.” Deus não quer apenas que sigamos regras; Ele deseja que conheçamos Seu coração e Sua vontade. Esse conhecimento vem da prática diária de nos relacionarmos com Ele.

Quando olhamos para a história, vemos que muitos homens e mulheres de Deus se destacaram por sua devoção diária. John Wesley, por exemplo, afirmava que nunca deveríamos deixar um dia passar sem dedicar pelo menos uma hora ao nosso tempo devocional. Essa prática é crucial para a renovação espiritual e para o crescimento em nossa fé.

Separar Tempo com Deus

Separar tempo para Deus é mais do que uma regra; é uma necessidade. Precisamos entender que, assim como o nosso corpo precisa de alimento, nosso espírito também precisa ser nutrido. Jesus nos ensina a orar pedindo “o pão nosso de cada dia.” Isso indica que devemos buscar a Deus diariamente, não apenas em momentos de crise ou necessidade.

É importante que tenhamos um tempo específico para a leitura da Bíblia e a oração. Deus nos dá diretrizes claras sobre isso. Em Deuteronômio, Ele ordena que os reis de Israel leiam a Lei diariamente. Isso não era apenas para os reis, mas para todos nós. Precisamos de um tempo diário em Sua Palavra para que possamos crescer e nos fortalecer.

A Oração Diária

A oração é um aspecto vital da nossa vida espiritual. Não deve ser vista apenas como um ritual, mas como uma conversa contínua com Deus. Paulo nos encoraja a orar sem cessar, o que significa que podemos e devemos manter um diálogo aberto com Deus ao longo do dia.

Quando oramos, devemos ser honestos e abertos com Deus. Ele já conhece nossos pensamentos e sentimentos, então não há necessidade de esconder nada. A oração não é apenas um momento de pedir, mas também de ouvir e receber. É uma oportunidade de nos conectarmos com o coração de Deus e alinharmos nossas vidas à Sua vontade.

A Necessidade de Renovação Diária

A renovação diária não é uma tarefa fácil, mas é essencial. Muitas vezes, nos encontramos lutando espiritualmente porque não estamos buscando a Deus todos os dias. A vida moderna pode ser agitada, mas precisamos fazer da nossa relação com Deus uma prioridade. Isso envolve não apenas tempo dedicado, mas também uma mentalidade de busca constante.

Como o maná que Deus forneceu ao povo de Israel, precisamos ir a Ele diariamente em busca de sustento espiritual. Em Lamentações, Jeremias nos lembra que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã. Isso não significa que as misericórdias de Deus têm um prazo de validade, mas sim que devemos nos voltar a Ele a cada novo dia.

Como Cultivar um Relacionamento Diário com Deus

Existem várias maneiras de cultivar esse relacionamento diário com Deus. Aqui estão algumas dicas práticas:

  • Estabeleça um horário fixo para a oração e a leitura da Bíblia. Isso ajuda a criar um hábito e a tornar a prática mais consistente.
  • Seja honesto em suas orações. Não tenha medo de expressar suas dúvidas, medos e alegrias a Deus.
  • Busque a comunidade. Junte-se a outros crentes para orar e compartilhar experiências. A comunhão é fundamental para o crescimento espiritual.
  • Pratique a gratidão. Agradeça a Deus diariamente pelas Suas bênçãos. Isso muda a nossa perspectiva e nos ajuda a ver a mão de Deus em nossas vidas.
  • Ouça a voz de Deus. Reserve um tempo para ficar em silêncio e ouvir o que Deus tem a dizer. Às vezes, estamos tão ocupados falando que não ouvimos o que Ele quer nos comunicar.

O Impacto da Renovação Diária

Quando fazemos da nossa relação com Deus uma prioridade, experimentamos transformação. A renovação diária nos ajuda a enfrentar os desafios da vida com uma nova perspectiva. Em 1 Pedro 2:2, somos chamados a desejar o leite espiritual puro para que possamos crescer. Assim como nosso corpo precisa de alimento, nosso espírito também deve ser alimentado diariamente.

Viver essa renovação diária não é apenas sobre regras ou obrigações; é sobre o desejo de crescer mais perto de Deus e experimentar a plenitude da vida que Ele tem para nós. Quando nos dedicamos a essa prática, não apenas somos renovados, mas também nos tornamos instrumentos de renovação para os outros ao nosso redor.

Conclusão

A relação diária com Deus é essencial para a nossa vida espiritual. Não deixe que a correria do dia a dia roube o seu tempo com Ele. Reserve um momento todos os dias para se conectar, orar e ouvir. Ao fazer isso, você descobrirá que a renovação diária traz paz, esperança e uma vida mais plena. Que Deus te encoraje a buscar esse relacionamento íntimo com Ele todos os dias!"

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