Quando chego à presença de Deus, a percepção
que tenho não é que sou pecador no sentido geral; apercebo-me de
que o
pecado está concentrado numa área específica de minha própria
vida.
Qualquer pessoa diz sem problema: "Oh, sim, eu sei que sou
pecador"; mas,
quando chega à presença de Deus, não consegue livrar-se com essa
afirmação de desculpa. A convicção converge para um ponto
específico:
"Sou isto", ou "aquilo", ou "aquela outra coisa". Isso é sempre
sinal de
que a pessoa está na presença de Deus. Não há um sentido vago de
pecado e antes a tomada de consciência da localização específica do
pecado
nalguma particularidade pessoal e individual. Deus começa
convencendo-nos
de algo específico que seu Espírito vem "martelando" em nossa
mente
provavelmente há muito tempo; se nos rendemos à convicção, ele
também nos
leva a encarar a raiz e a origem disso tudo - a grande disposição
de
pecar que há em nosso coração. Essa é a maneira como Deus sempre
nos
trata quando estamos conscientemente dentro de toda a sua
presença.
Essa experiência de localização específica
do pecado ocorre tanto nos crentes - do maior ao menor deles - como nos
pecadores. Quando alguém, ainda no primeiro degrau da escada da
experiência cristã, diz: "Não sei onde foi que errei", logo o Espírito de
Deus lhe aponta uma questão específica. O efeito da visão que Isaías teve
da santidade do Senhor foi mostrar-lhe que ele era um homem de lábios
impuros. "... Com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que ela tocou
os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada e perdoado o teu pecado",
Is.6:7. A brasa que purifica foi
imediatamente aplicada onde o pecado se achava localizado: em sua língua.
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