Neste capítulo de Gálatas, Paulo não lida
com o pecado, mas, da relação que existe entre o âmbito natural e o
espiritual. O natural deve ser transformado em espiritual através do
sacrifício, senão ocorrerá um divórcio desastrado da vida real. Por que
Deus ordenaria que o natural fosse sacrificado? Ele não ordenou. Não se
trata de uma ordem de Deus, mas, de sua vontade permissiva. A determinação
de Deus foi de que o natural se transformasse em espiritual através da
obediência incondicional; mas, a presença do pecado tornou necessário que
o natural fosse sacrificado logo ali.
Abraão teve que oferecer Ismael antes mesmo
de poder oferecer Isaque. Alguns de nós estamos a tentar oferecer
sacrifícios espirituais a Deus antes de sacrificarmos tudo aquilo que nos
possa ser natural. O único meio de podermos oferecer a Deus um sacrifício
espiritual, será apresentar o nosso corpo como sacrifício vivo a ele diante
dele. A santificação significa mais do que libertação do nosso pecado;
significa uma entrega deliberada de mim mesmo, a Deus, sem importar-me
com o preço que me irá custar ainda.
Se não sacrificarmos o natural ao
espiritual, a vida natural zombará da vida do Filho de Deus dentro de
nós, produzindo uma permanente vacilação e oscilação em todos os nossos
passos e mecanismos. Isso é sempre produto de uma natureza espiritual
indisciplinada e irascível. Erramos por sermos teimosos, recusando-nos a
disciplinar-nos física, moral e mentalmente. "Eu nunca fui disciplinado
quando era criança". Mas, tem que se disciplinar agora. Se não o fizer,
a sua vida pessoal não irá ter qualquer valor para Deus.
Enquanto persistirmos em tornar a nossa vida
natural mimada e acariciada por nós mesmos, Deus não terá porque a
abençoar; quando, porém, a colocarmos no deserto e resolutamente a
subjugarmos a ele e a nós mesmos para lhe obedecer incondicionalmente,
então Jesus será com ela; abrirá poços e oásis dentro de nós e cumprirá
todas as suas promessas em relação à nossa vida natural,
Gen.21:15-19.
P/ Oswald Chambers
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