08/01/2013

Meditações 7 e 8 de janeiro

7 De Janeiro
Intimidade com Jesus
"Há tanto tempo estou convosco, e não me tendes conhecido?" João 14.9.
Estas palavras não são uma censura, nem tão pouco exprimem surpresa por parte de Jesus; são um incentivo a Filipe. Jesus é a última pessoa que chegamos a conhecer intimamente. Antes do Pentecostes, os discípulos conheciam Jesus como aquele que lhes dera poder para vencer demónios e para promover um avivamento, Luc.10.18-20. Era um excelente nível de conhecimento; mas havia um nível ainda mais elevado – "Eu vos chamo amigos". A amizade é rara na terra. Ela significa identificação mútua de pensamento, alma e espírito. Toda a disciplina da vida tem por finalidade capacitar-nos a entrar nesse relacionamento mais íntimo com Jesus Cristo. Recebemos as suas bênçãos e conhecemos a sua Palavra, mas será que o conhecemos como Ele é?
Jesus disse: "Convém-vos que eu vá" – aquele relacionamento precisava terminar para que ele pudesse elevá-los a um relacionamento mais sublime. Será sempre uma alegria para Jesus ver um discípulo seu interessar-se por viver através duma maior intimidade n’Ele. O aparecimento de frutos é sempre apresentado como a manifestação de uma união íntima com Jesus Cristo, João 15.1-4.
Depois que nos tornamos íntimos com Jesus, nunca nos sentiremos sós, nunca precisamos de conforto; podemos dar de nós mesmos o tempo todo sem nos sentirmos desprovidos de nada. A pessoa que conhece Jesus intimamente nunca deixará para outros suas impressões próprias, mas apenas a impressão de que Jesus está achando o caminho livre através de sua vida, já que o derradeiro abismo que restava em sua natureza foi totalmente preenchido por Jesus. A única impressão deixada por uma vida assim é a grande firmeza interior que o Senhor dá àqueles que se tornam íntimos com Ele.

8 De Janeiro
Será que Meu Sacrifício É Vivo?
"E Abraão edificou um altar... e amarrou Isaque, seu filho", Gen.22.9
Esse incidente prefigura um equívoco que cometemos ao pensar que o sacrifício supremo que Deus requer de nós é a morte. O que Deus quer é um sacrifício através da morte, o qual capacita-nos a fazer o que Jesus fez, ou seja, sacrificar nossa vida para viver com Ele. Não se trata de "Eu quero morrer contigo", mas, "Quero ser identificado com a tua morte, de modo que possa sacrificar minha vida vivente para Deus". Parece que pensamos que Deus quer que renunciemos às coisas!
Deus corrigiu esse conceito errado em Abraão e consegue a mesma correcção em nós ainda. Não há nenhum texto no qual Deus nos diga para renunciarmos a coisas apenas pelo prazer de renunciá-las. Ele diz-nos que devemos renunciar a elas por amor do único bem que vale a pena ter – a vida com ele. Tudo é uma simples questão de se poderem soltar as amarras que fazem de nossa vida um molhe. Assim que isso acontece, através da identificação com a morte de Jesus, entramos num relacionamento com Deus por meio do qual podemos oferecer nossa vida como sacrifício único a ele.
De nada adianta a Deus você dar-lhe a sua vida para morrer. Ele quer que você seja um "sacrifício vivo", para que ele possa dispor de rodos os seus potenciais, agora salvos e santificados através de Jesus. Isso é que é sacrifício aceitável a Deus.

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