29 De Dezembro
Desertor ou Discípulo?
"À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele", João 6.66.
Desertor ou Discípulo?
"À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele", João 6.66.
Quando Deus, através do seu Espírito,
aplicando a Palavra, nos dá e fornece uma certa revelação ou manifestação
do que ele quer, temos de poder andar à luz dessa visão ainda,
1 João 1:7; nossa mente e alma vibrarão em
excesso com isso; mas, se não obedecermos a essa instrução,
tornar-nos-emos escravos dum ponto de vista que o Senhor nunca teve e
cuja manifestação era apenas o início de algo. Não olhe, depois, para
outrem para lhe confirmar: "Se ele pode adoptar essas opiniões e
prosperar, por que isso não acontece comigo também?"Você tem que andar à
luz da revelação que lhe foi dada, sem se comparar aos outros ou
julgá-los porque não o seguem mais; isso fica entre eles e Deus. Sempre
que descobrir que há uma colisão entre o que Deus lhe manifestou e um
ponto de vista no qual se desvirtua moralmente e lhe traz a dúvida,
começarão a surgir em si certas atitudes - um sentido de posse de bens
materiais e de direitos pessoais que acha que conseguiu adquirir de Deus,
coisas essas a que Jesus Cristo não dava valor. Ele era sempre contra
tais coisas pessoalmente e as afrontava como a raiz de tudo o que lhe era
oposto. "A vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele
possui", Luc.12:15. Se não estamos
convencidos disso, é porque ignoramos as profundezas do ensinamento do
Senhor.
Nossa tendência natural será sempre
acomodarmo-nos e deleitarmo-nos à sombra das recordações das maravilhosas
experiências que tivemos no passado e que já não contam em absoluto por
agora - apenas a obediência a elas contará e indicará virtude. Caso
exista um único preceito revelado por Deus no Novo Testamento com o qual
você não se conforma e não se sente inclinado a cumprir nos seus mais
elevados pormenores, isso é o início de apostasia; significa que sua
consciência não atende e nunca se submete integralmente à verdade. Você
nunca poderá ser o mesmo depois da revelação duma verdade. Aquele momento
marcá-lo-á para sempre, para ter como prosseguir como um bom discípulo de
Jesus Cristo ou retroceder como desertor infame e obstinado.
30 De Dezembro
"E Cada Uma Das Virtudes que Possuímos..."
"Todas as minhas fontes são em ti", Sal.87.7.
"E Cada Uma Das Virtudes que Possuímos..."
"Todas as minhas fontes são em ti", Sal.87.7.
O Senhor nunca remenda nossas virtudes
naturais, isto é, as nossas características naturais, anseios ou mesmo
qualidades. Ele refaz todo o homem por dentro completamente. "Vos
revistais do novo homem", Ef.4:24; ou seja,
faça com que sua vida natural se revista com todos os trajes
correspondentes à nova vida. A vida que Deus implanta em nós desenvolve
as suas próprias características e virtudes; não as virtudes de Adão, mas,
as de Jesus Cristo em nós. Observe que, depois da nossa santificação,
Deus faz perecer aquela confiança nas virtudes naturais e em qualquer
poder que tenhamos obtido, até que aprendamos apenas e exclusivamente a
buscar vida nos reservatórios da vida ressurrecta de Jesus Cristo. Se
estiver num processo de passar por uma experiência que produz secura em
sua alma, agradeça a Deus por isso.
Um sinal de que Deus está operante dentro de
nós é que ele abala nossa confiança em qualquer de todas as nossas
virtudes naturais, porque elas não são promessas do que vamos ser, mas,
sim, os resquícios da personalidade com que Deus criou cada homem.
Agarramo-nos às virtudes naturais, enquanto Deus está tentando
colocar-nos apenas em contacto estreito e real com a vida de Jesus Cristo
dentro de nós mesmos, que nunca pode ser descrita em termos de virtudes
naturais, mas, em termos de vento que não se sabe apreender e agarrar. Não
existe nada mais triste do que ver pessoas ao serviço de Deus apoiarem-se
em algo que a graça de Deus nunca lhes concedeu a experimentar, ou em
algo que elas próprias possam ainda possuir por um acaso da
hereditariedade e por mera criação. Deus não aperfeiçoa nem transfigura
nossas virtudes naturais, porque elas nunca poderão sequer aproximar-se
do que Jesus Cristo deseja de nós. Nem o amor natural, nem a paciência
natural, nem uma pureza natural poderão atender a nenhuma das suas
exigências. Mas, naquela mesma medida que colocamos cada parcela de nossa
vida em harmonia com a nova vida que há Deus dentro de nós, ele manifesta
em nós essas mesmas virtudes que foram características principais do
Senhor Jesus.
E cada virtude que possuímos, terá de ser
exclusivamente dele…
31 De Dezembro
Ontem
"Pois não saíreis apressadamente, nem ireis em fuga; porque o Senhor irá diante de vós, e o Deus de Israel será a vossa retaguarda", Is.52:12
Ontem
"Pois não saíreis apressadamente, nem ireis em fuga; porque o Senhor irá diante de vós, e o Deus de Israel será a vossa retaguarda", Is.52:12
Seguros contra nosso passado. "Deus
pede as contas de tudo quanto passou…", Ecl.3:15.
No fim do ano, olhamos com grande expectativa tudo quanto Deus tem para o
nosso futuro, mas, mesmo assim, podemos ficar aprisionados nos dias de
ontem. O presente gozo da graça de Deus pode ser reprimido pela
recordação dos pecados e falhas e pudores de ontem. Mas, Deus é o Deus do
nosso passado e permite que nos lembremos dele a fim de transformá-lo
numa lição espiritual para o futuro também. Deus faz-nos lembrar do
passado para que não nos resguardemos na segurança superficial do
presente momento.
Seguros no amanhã. "Porque o Senhor
irá diante de vós". Esta revelação nasce da misericórdia de Deus, a de
que ele nos protegerá, quando não nos protegemos a nós mesmos. Ele
vigiará para que certos obstáculos não nos façam recair nas mesmas falhas
de sempre, como certamente o fariam se ele não fosse a nossa retaguarda
também. A mão de Deus pode estender-se ao passado possibilitando-nos de
manter a consciência limpa.
Segurança para hoje. "Porquanto não
saíreis apressadamente". À medida que nos aproximamos do novo ano, não o
façamos com a pressa da alegria impetuosa ou da irreflexão impulsiva e
contraditória, mas com aquela força paciente da certeza de que o Deus de
Israel marchará adiante de nós também. Nosso passado apresenta-nos falhas
irreparáveis; é verdade que deixamos passar oportunidades que agora se
acham perdidas para sempre, mas, Deus pode transformar essa ansiedade
destrutiva numa força construtiva de reflexão para o futuro. Deixe o
passado no esquecimento, mas, deixe-o nas mãos de Cristo também.
Entregue a ele o irreparável passado e entre
com ele no irresistível futuro adiante.
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