26/03/2014

27 de Março A Visão Espiritual pela Pureza Pessoal "Sobe para aqui e te mostrarei (coisas)", Apoc.4.1

Um bom estado de espírito só pode advir de bons hábitos partindo de nosso carácter. Se nas coisas exteriores de sua vida você estiver vivendo de acordo com o mais elevado padrão que conhece, Deus dirá continuamente: "Amigo, suba mais". A regra áurea na hora da tentação é - suba mais. Quando você sobe mais, depara-se com outras tentações. Satanás usa a "estratégia da elevação" na tentação e Deus pode fazer o mesmo, mas para alcançar um efeito distinto. Quando o diabo o colocar num alto retiro, ele o obriga a torcer a sua noção de santidade, colocando-a acima do que a carne e o sangue suportariam; é uma façanha de acrobacia espiritual na qual você se sente precariamente equilibrado e não ousará mover-se dali com medo de tropeçar e cair; mas, quando Deus, pela sua graça, o eleva a lugares celestiais, em vez de encontrar um pináculo no qual necessita agarrar-se para não cair, antes achará uma enorme planície onde poderá mover-se com bastante à vontade.
Compare sua experiência espiritual desta semana com a da semana correspondente do ano passado para ver como Deus o tem chamado mais para cima. Todos nós estamos sendo levados a ver as coisas de um ponto de vista mais alto e mais sublime ainda. Nunca deixe de corresponder instantaneamente a qualquer verdade que Deus lhe revele. Desenvolva-a sempre, mantendo-se sob a luz total dela.
O crescimento na graça não é medido pelo facto de você não ter regredido, mas, pela percepção que tem de sua verdadeira situação espiritual, se ela a aproximou mais de Deus ainda; você talvez ouviu Deus dizer "Suba mais", não a si pessoalmente, mas a essa percepção que você tem por dentro de seu próprio ser.
"Ocultarei a Abraão o que estou para fazer?" Deus tem que esconder de nós o que ele faz até alcançarmos o nível de carácter no qual ele nos possa revelar algo.
P/ Oswald Chambers

26 De Março A Visão Espiritual vindo da Pureza Pessoal "Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus", Mat.5.8

A pureza não é inocência, é muito mais do que isso. A pureza é o resultado de uma constante afinidade e sintonia espiritual com Deus. Temos que crescer em pureza, em comunhão. Nossa vida interior com Deus pode estar certa e toda a sua pureza permanecer imaculada e, mesmo assim, uma vez por outra, a beleza exterior pode ainda ser ofuscada. Deus não nos protege contra essa possibilidade remota, porque dessa forma tomaremos plena consciência da necessidade absoluta de mantermos a visão pela necessidade da pureza pessoal. Se a frescura espiritual da nossa vida exterior com Deus estiver sofrendo o mais leve dano ou sujeira, devemos abandonar tudo para restaurá-lo logo. Lembre-se de que a visão depende do carácter - são "os limpos de coração que verão a Deus".
Deus purifica-nos com sua graça soberana, mas temos algo para cuidar; esta vida física através da qual entramos em contacto com outras pessoas e com um sem número de opiniões, é o que pode sujar-se. Não é apenas o santuário interior que deve ser mantido em ordem diante de Deus, mas, as áreas externas também precisam ser mantidas em perfeita harmonia com a pureza que Deus nos dá através da sua graça. Logo que o exterior se macula a compreensão espiritual obscurece-se também. Se quisermos preservar o contacto íntimo e pessoal com o Senhor Jesus Cristo, isso significa que existem algumas coisas que teremos de deixar de fazer e pensar, coisas lícitas nas quais não deveremos tocar por amor a Ele.
Um meio prático de manter imaculada nossa pureza pessoal em relação a outras pessoas será vermo-las tal qual Deus as vê e será dizermos a nós mesmos: aquele homem, aquela mulher, são perfeitos em Cristo Jesus. Aquele amigo, aquele parente, são perfeitos em Cristo Jesus! 
P/ Oswald Chambers

25/03/2014

Blogando meu sentimento: 24 e 25 De Março

Blogando meu sentimento: 24 e 25 De Março: Diminuirmo-nos Devido a Ele "Convém que ele cresça e que eu diminua", João 3.30 Se você torna...

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Dias 20 e 21 de março

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17/03/2014

17 De Março O Supremo Alvo do Servo e Obreiro "É por isso que também nos esforçamos... para lhe ser agradáveis", 2Cor.5.9

"É por isso que nos esforçamos..." Mantermo-nos sempre apontando para o nosso alvo supremo, exige de nós um esforço decisivo e uma capacidade de resolução santificada. Significa firmarmo-nos, a cada ano que passa, no supremo ideal, não no anseio de conquistar almas, ou de fundar igrejas, ou de promover avivamentos, mas apenas de "Lhe ser agradáveis". Não é a falta de experiência espiritual que nos leva ao fracasso, mas, a falta de esforço para nos mantermos nesse nosso ideal. Pelo menos uma vez por semana, faça um balanço diante de Deus e verifique se você está a manter sua vida dentro daqueles padrões que ele deseja para si. Paulo é como um músico que não se preocupa com o aplauso da plateia, contanto que possa ver, no olhar, aquela aprovação de seu Maestro.

Qualquer outro alvo que nos faça desviar, por pouco que seja, do objectivo central de sermos "aprovados" por Deus, pode levar-nos a sermos prontamente desqualificados. Aprenda a discernir para onde o levam os seus alvos e o que atingem e verá por que é necessário viver voltado para o Senhor Jesus Cristo a tempo inteiro. Paulo diz: "Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que... não venha eu mesmo a ser desqualificado", 1 Cor.9.27.

Terei de aprender a ver todas as coisas e a olhá-las sob a atenta Luz daquele objectivo supremo e a manter esse rumo incondicionalmente (sem condições) e sem qualquer interrupção. Meu valor para Deus em público é o mesmo que tenho em particular. Será que meu objectivo supremo é agradar o Senhor e de tornar-me inteiramente aceitável para ele, ou será algo menor, por mais nobre que seja?

P/ Oswald Chambers

16/03/2014

16 De Março O Mestre Julgará "Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal do Cristo", 2 Cor.5.10



Paulo diz que todos nós, pregadores ou não, compareceremos "perante o tribunal do Cristo". Caso aprenda a viver na luz de Cristo neste presente momento, quando vier o julgamento, logo se deleitará pela obra efectuada em si por Deus. Mantenha-se firmemente de cara voltada para o tribunal de Cristo; viva agora à luz do que conhece de mais sagrado e puro. Uma atitude injusta em relação a outra pessoa terminará sendo dominada pelo espírito de Satanás, por mais santo que você seja. Bastará uma simples decisão carnal e a consequência será um inferno dentro de seu coração. Ponha essa questão na luz imediatamente e ore: "Meu Deus, cometi este erro". Se não o fizer, seu coração crescerá na insensibilidade e dureza. O castigo trazido pelo pecado é estabelecer e enraizar o pecador mais e mais em seu pecado. Não é só Deus quem nos irá punir pelo nosso pecado; o pecado instala-se em nós e cobra de nós todos seu alto salário próprio. Não há esforço nem oração que nos capacite para pararmos de fazer certas coisas; e o castigo que o pecado nos impõe é, aos poucos, levar-nos a nos acostumarmos com tudo que ele é a ponto de não mais querermos reconhecê-lo como pecado. Nenhum poder, a não ser o influxo do Espírito Santo, pode alterar estas consequências inerentes ao pecado.
"Se, porém, andarmos na luz como ele está na luz". Para muitos de nós, andar na luz significa que os outros andem de acordo com nosso padrão. Hoje em dia o farisaísmo mais mortífero não é a hipocrisia, mas, antes uma inconsistente vida de mentira.
P/ Oswald Chambers
 

15/03/2014

15 De Março A Disciplina do Espanto

Oswald Chambers
(1874-1917)

"E o seguiam tomados de espanto", Mar.10.32
 
No princípio, estávamos seguros de que sabíamos tudo sobre Jesus Cristo. Era uma alegria vender tudo e nos lançarmos numa ousadia em amor; mas, agora já não estamos tão seguros disso assim. Jesus está na frente e nos parece estranho: "Jesus ia adiante dos seus discípulos. Estes se admiravam".
Há uma faceta de Jesus que faz gelar o coração do discípulo e o faz vacilar em toda a sua vida espiritual. Aquele estranho ser com semblante resoluto e passos decisivos enche-me de horror. Ele não é mais o Conselheiro e o Companheiro que conheci inicialmente. Tem o olhar fixo num determinado alvo sobre o qual nada sei, o que me deixa com receio e medo. A princípio, eu estava certo de que o entendia, mas agora já não estou tão seguro quanto a isso. Começo a perceber que existe uma certa distância entre mim e Jesus Cristo; não consigo mais sentir-me à vontade perto dele. Ele segue à minha frente e nunca olhou para trás sequer; não tenho a menor ideia de para onde está indo e o alvo dele parece-me estranho e distante demais.
Jesus Cristo teve que sentir na pele todo pecado e toda tristeza do homem e é isso que o faz parecer tão estranho e resoluto para nós. Quando o vemos sob esse prisma, não o conheceremos, não reconheceremos nenhuma das facetas dessa sua vida e não saberemos nem como começar a segui-lo de novo. Ele está lá na frente, um líder muito estranho para nós e não temos nenhuma comunhão com ele desse jeito.
Esta disciplina do temor é essencial para o discípulado sadio. O perigo é acendermos um pequeno fogo só nosso e aquecermo-nos no entusiasmo dele. Quando nos sobrevierem as trevas e ao nos abismarmos com ele, suportemo-las até que passem, porque depois de seguir a Jesus será nosso gozo inefável.

14/03/2014

14 De Março Entrega "... Desse mesmo a quem obedeceis sois servos..." Rom.6.16 - Sou eu o responsável por ser por ele dominado !!!



A primeira coisa a fazer quando me identifico com aquele poder que me domina é assumir a desagradável verdade de que sou eu o responsável por ser por ele dominado. Se sou escravo de mim mesmo, a culpa é minha, porque em determinado momento do passado rendi-me a mim próprio. Do mesmo modo, se obedeço a Deus, faço-o por haver-me rendido a ele.
Renda-se ao egoísmo ainda na infância e verificará que é a tirania mais escravizante de toda a terra. Não há poder na alma humana capaz de romper, por si mesmo, o cativeiro de uma disposição dessas, formada pela rendição ao egoísmo e seus ideais. Renda-se por um instante a qualquer espécie de concupiscência (lembre-se de que a concupiscência é: "Eu quero isso agora"), quer se trate da concupiscência da carne ou da mente - e uma vez consumada a sua rendição, ainda que você se odeie a si mesmo por se ter rendido, ter-se-á tornado escravo dela. Não há nenhuma forma de libertação através do poder humano, somente pela redenção. Você tem que render-se em total humilhação ao único que pode romper esse poder dominador, ou seja, ao Senhor Jesus Cristo: "O Senhor me ungiu... para proclamar libertação aos cativos", Is.61:1.
Descobrimos essas coisas da maneira mais ridícula e insignificante: "Oh, eu posso abandonar esse vício quando quiser". Não pode; o hábito domina totalmente porque se rendeu voluntariamente a ele. É fácil cantar "Cristo rompe as cadeias" e ao mesmo tempo estar vivendo na escravidão e cativeiro dum tirano como você é para si mesmo. A rendição a Jesus fará com que sejam rompidas todas essas ataduras e formas de escravidão em qualquer vida.
P/ Oswald Chambers

13 De Março----- A Entrega Total de Deus a Nós

"Deus amou ao mundo de tal maneira que deu..." João 3.16
A salvação não é apenas libertação do pecado, nem a experiência da santificação; a salvação de Deus é a total libertação do tudo que sou para entrar numa união total com Cristo. A experiência da salvação tem a ver com a libertação do pecado e com a nossa santificação; mas, a salvação significa que o Espírito de Deus nos colocou em contacto com a personalidade que é Deus e o que me leva a vibrar com algo infinitamente maior de tudo quanto possa imaginar, envolvido na entrega que Deus faz de si mesmo a mim.
Dizer que somos chamados a pregar santidade ou santificação é ficar girando aos círculos. Somos chamados a proclamar Jesus Cristo. O facto de ele nos salvar de todo o pecado também e de nos tornar santos é parte do efeito duma maravilhosa entrega pessoal a Deus.
A entrega nunca produz a consciência do seu próprio esforço, porque ficamos cativados por Aquele ser a quem nos entregamos para que nos envolva. Evite falar sobre entrega pessoal se nada sabe a esse respeito de maneira prática; e, também, nunca saberá o que ela é enquanto não perceber que João 3.16 significa, isto é que Deus se deu de modo absoluto, total e incondicional. Em nossa entrega damo-nos de volta a Deus, exactamente como Deus se deu por nós, sem reservas. Nem levamos em linha de conta as consequências dessa entrega porque estamos totalmente consumidos por ele.
Por Oswald Chambers

12 De Março Entrega Absoluta - Será que tenho cuidado com a minha entrega pessoal a Deus? Ela é feita visando o ganho e o lucro??? "Vou-me entregar a Deus porque quero ser liberto do pecado, porque desejo tornar-me santo". È esse o seu pensamento????

"Então Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós deixamos tudo e te seguimos...", Mar.10.28
O Senhor responde que a dedicação tem que ser feita por causa dele e não apenas pelo que se pode ganhar com ela. Cuidado com a entrega pessoal que é feita visando o ganho e o lucro: "Vou-me entregar a Deus porque quero ser liberto do pecado, porque desejo tornar-me santo". Tudo isso é resultado de se estar bem com Deus, mas esse espírito é alheio ao cristianismo. A entrega pessoal não é, em absoluto, para se obter algo. A tal ponto nos comercializamos que só vamos a Deus para que ele nos dê alguma coisa de volta e não por causa dele próprio. É como se disséssemos: "Não, Senhor, não é a ti que eu quero, mas a mim mesmo; mas quero-me a mim mesmo limpo e cheio do Espírito Santo; quero ser colocado na tua sala de exposições, para poder dizer: "Eis o que Deus tem feito por mim". Se entregamos uma coisa a Deus apenas para que ele nos dê algo de volta, não há nada do Espírito Santo em nossa entrega; isso é um mísero interesse egoísta e comercial. Ganhar o céu, ser livre do pecado, tornar-se útil a Deus - tais interesses nunca serão tidos em consideração quando se faz uma verdadeira entrega a Deus, que consiste numa suprema preferência pela própria pessoa de Jesus Cristo acima de qualquer coisa.
Quando nos deparamos com aquelas barreiras de relacionamentos meramente humanos, onde está Jesus Cristo? A maioria de nós coloca-o de lado: "Sim, Senhor, eu ouvi o teu chamado, mas minha mãe está barrando meu caminho, minha mulher, meus interesses pessoais; não posso prosseguir." "Então", diz Jesus, "não podes ser meu discípulo"
Uma entrega total não leva em conta afectos ou devoções naturais. Vamos passar por cima delas e o amor de Deus envolverá todos aqueles a quem ferimos ao abandoná-los por amor a Deus. Tenhamos cuidado para não ficarmos aquém de uma entrega total a Deus. Para a maioria de nós a dedicação total fica-se sempre por um ideal, pois nunca chegamos a experimentar o que tal coisa pode ser, ainda.
Oswald Chambers (1874-1917)

11 De Março Visão "... Não fui desobediente à visão celestial", Act.26.19

Se perdermos a visão, somos os únicos responsáveis por isso e a perdemos através dum esvaziamento espiritual. Se não aplicarmos nossa crença em Deus em questões práticas, a visão que Deus nos deu desvanecerá e se perderá quase sempre. O único jeito de permanecermos obedientes à visão celestial é darmos o extremo de nós mesmos a Ele - o melhor para maior glória a Deus. Isso só pode ser conseguido através duma contínua e resoluta recordação do que a visão que Deus nos deu. Somos testados nos sessenta segundos de cada minuto e nos sessenta minutos de cada hora e não apenas nos períodos de oração e de reuniões devocionais.

"Se tardar, espera-o", Hab.2:3. Uma visão não é algo que se atinge; temos que viver sob a sua inspiração até que ela se cumpra. Tornamo-nos tão práticos que esquecemos a própria visão. No começo, vimo-la, mas não esperávamos por ela; apressamo-nos em partir para o trabalho prático; e quando a visão se cumpre, nem percebemos. Esperar pela visão que tarda é a prova de nossa lealdade a Deus. Corremos o risco de perder o bem-estar de nossa alma se nos deixarmos envolver em trabalhos práticos para perdermos de vista a visão.

Observe os ciclones de Deus. O único meio que Deus tem para semear os seus filhos é através dos seus redemoinhos. Você vai-se revelar ser uma vagem sem grãos dentro? Isso vai depender de estar ou não vivendo à luz daquilo que viu. Deixe que Deus o lance para o trabalho e não parta enquanto ele não o fizer. Se você escolher seu próprio lugar, acabará sendo uma vagem vazia. Se Deus o semear, você dará frutos.
É fundamental andar sob a luz da visão de Deus para nós, 1 João1:7.
Por Oswald Chambers

10/03/2014

10 De Março ==== Sermos a Mensagem


  Oswald Chambers
(1874-1917)

"Prega a palavra", 2 Tim.4.2


Não somos salvos para sermos "apenas canais", mas para sermos filhos de Deus, conformes àquela imagem com a qual Ele nos criou. Ele não nos transforma em instrumentos espirituais mas em mensageiros de fogo; a mensagem tem de fazer parte de nós. O Filho de Deus era a sua própria mensagem, suas palavras eram espírito e vida; e, sendo nós seus discípulos, nossa vida tem de representar e fazer transparecer toda aquela essência da nossa mensagem. O coração natural está sempre disposto a qualquer serviço; antes, porém, que a vida se transforme em essência, em mensagem, é preciso que o coração seja quebrantado pela convicção do pecado, baptizado com o Espírito Santo e moldado em conformidade com o propósito de Deus.

Existe diferença entre dar um testemunho e pregar a Palavra. Um pregador é uma pessoa que percebeu o chamado de Deus e está determinado a usar toda a sua força para proclamar a verdade de Deus. Deus nos destitui de nossos próprios objectivos e somos forjados e moldados para o uso exclusivo dele, conforme aconteceu com os discípulos depois de Pentecostes. Pentecostes não ensinou nada aos discípulos; apenas fez deles a encarnação daquilo que aprenderam e pregavam após isso: "Sereis minhas testemunhas".

Deixe que Deus opere livremente sempre que prega. Para que a mensagem de Deus possa ter como libertar outras vidas, é preciso que essa libertação seja primeiro real em si. Pegue sua sabedoria e anotações e "ponha-lhes fogo" quando falar.

9 De Março ...Seguir Com Cristo ou Voltar Atrás?

Oswald Chambers
(1874-1917)

"Quereis vós outros também retirar-vos?" João 6.67
Uma pergunta incisiva, cortante. Quanto mais simples são as palavras que o Senhor profere, tanto mais penetrantes serão. Mesmo a despeito de sabermos quem Jesus é, ainda assim ele nos diz: "Quereis também retirar-vos?" Temos que manter a consciência a tempo inteiro de que corremos sérios riscos em relação a ele.
"À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele". Eles desistiram de andar com Jesus, não que voltassem ao pecado, mas voltaram atrás. Muitos, hoje, estão-se gastando e sendo gastos no trabalho de Jesus Cristo, mas não caminham com ele quando trabalham. A única coisa que Deus requer constantemente de nós é que sejamos um com Jesus Cristo. Depois da santificação, é nesse aspecto que disciplinamos nossa vida espiritual. Se Deus lhe deu uma visão clara e enfática do que ele quer, não tente manter-se nisso através de certos métodos panorâmicos, antes viva uma vida simples e de absoluta dependência de Jesus Cristo. Nunca tente viver a vida com Deus de nenhuma outra maneira que não seja à maneira e ao jeito de Deus; isso é tudo o que é entrega absoluta e devoção a ele. Ter a certeza de que não sei nada - eis o grandioso segredo para se caminhar com Jesus.
Pedro só via em Jesus alguém para lhe ministrar a salvação tanto a ele como ao mundo. O Senhor quer-nos como seus companheiros de jugo e não como instrutores.
Em João 6:70 Jesus elucida Pedro de como ele foi escolhido para seguir com Jesus. Não podemos falar em nome de outros e devemos honestamente responder a esta pergunta a nós mesmos: "Queres também retirar-te?"

08/03 ..." devemos abrir mão do que seguramos antes de poder pegar o que ele nos oferece" ...

Vida de Entrega Absoluta "Estou crucificado com Cristo", Gal.2.19
 
Ninguém está realmente unido a Cristo enquanto não se dispuser para renunciar, não apenas ao pecado, mas a sua maneira de encarar as coisas. Nascer do alto, do Espírito de Deus, significa que devemos abrir mão do que seguramos antes de poder pegar o que ele nos oferece; por princípio, isso significará renunciar às nossas virtudes pretensiosas.
O que o Senhor quer que lhe apresentemos não é bondade, nem honestidade, nem esforço, mas nosso pecado, todo ele e sem caras de repulsa contra Ele, isto é, tudo que ele pode retirar de nós ainda. E o que nos dá ele em troca de nosso pecado? A verdadeira justiça interior. Mas, temos que renunciar à nossa pretensão de que ainda somos alguma coisa, de que somos merecedores da consideração de Deus.
Então, o Espírito de Deus nos mostrará o que ainda nos resta para renunciar. Teremos que renunciar à nossa pretensão de ter direitos sobre nós próprios ainda, em todas as áreas de nós conhecidas. Estarei disposto a renunciar o controle de tudo quanto possuo, o controle de meus afetos e de tudo mais, para identificar-me assim com a morte de Jesus Cristo?
Antes de renunciarmos, é inevitável que passemos através dum penoso e profundo desapontamento pessoal. Quando uma pessoa realmente se vê como o Senhor nos vê, não são os abomináveis pecados da carne que se sentem chocados, mas a terrível condição do orgulho do próprio coração elevado e entenebrecido contra Jesus Cristo. Quando a pessoa se revê mediante a luz do Senhor, a vergonha e o horror e o desesperado reconhecimento de culpa logo tratam de invadir sua alma.
Se está lutando com o problema de ter de renunciar algo ainda, trate também de enfrentar essa crise, renunciando a tudo e Deus o tornará apto para tudo o que ele ainda pode necessitar de si.
P/Oswald Chambers

06/03/2014

7 De Março - A Origem Da Alegria Interminável

7 De Março
A Origem Da Alegria Interminável
"Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio aquele que nos amou", Rom.8.37
Paulo refere-se aqui àquelas coisas que poderiam parecer capazes de separar ou constituir obstáculo entre o cristão e o amor de Deus; mas, o mais notável é que nada pode servir de obstáculo entre o amor de Deus e o cristão. Tais coisas podem-se interpor entre os exercícios devocionais da alma e Deus e naquele momento separam o indivíduo de Deus; mas, nenhuma delas é capaz de colocar-se entre o amor de Deus e a alma do cristão. A pedra fundamental de toda a nossa fé cristã é a imerecida, insondável maravilha do amor de Deus demonstrado na cruz do Calvário, um amor que jamais merecemos ou mereceremos. Paulo diz ser essa a razão pela qual somos mais do que vencedores em todas essas coisas, super-vencedores, com uma alegria por dentro das coisas, experimentando-as e vivendo-as de perto, quando transparece que essas coisas nos irão esmagar.
Uma onda alta do mar que desanima um nadador comum produz no surfista a imensa alegria de poder usá-la sem perigo. Apliquemos isso às nossas próprias circunstâncias: serão exactamente esses reveses - tribulações, angústias, perseguição - que podem vir a produzir em nós a alegria que só Cristo dá; não devemos lutar contra elas. Por Cristo somos mais do que vencedores em todas essas coisas, não a despeito delas, mas quando nelas. O servo de Deus nunca experimenta a alegria do Senhor a despeito da tribulação, mas por causa dela - Paulo dizia, "sinto-me... transbordante de júbilo em toda nossa tribulação", 2 Cor.7:4.
Essa alegria radiante e interminável não se fixa (enraíza) em coisas passageiras, mas no amor de Deus o qual por nada poderá ser alterado. As experiências de vida, sejam elas terríveis ou monótonas, são impotentes para beliscar o amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

06/03/2014

6 De Março
Entre Uma Multidão de Trivialidades
"... Na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias", 2 Cor.6.4
Sempre que ou não há visão de Deus, ou não nos achamos entusiasmados e não há ninguém para nos animar e encorajar, é necessária uma graça infinita para se dar o passo seguinte, seja na devoção, no estudo, na leitura, na cozinha do dia-a-dia. É preciso muito mais da graça de Deus, de uma maior dependência de Deus, para se dar esse passo do que será necessário para se pregar o evangelho.
Todo cristão tem de participar experimentalmente naquilo que é a essência da encarnação e deixá-la expressar-se no dia-a-dia de carne e sangue normal. Desanimamos quando não há visão, nem estímulo, mas, apenas aquela rotina comum, as tarefas triviais. O que vai contar no balanço final diante de Deus e homens é o trabalho invisível firme e perseverante e a única maneira de não nos deixarmos desmotivar e desencorajar é viver com o olhar fixo em Deus. Peça a Deus para manter os olhos do seu espírito abertos para ver o Cristo ressurrecto sempre e continuamente e nenhum trabalho servil poderá abatê-lo algum dia. Evite sempre a trivialidade e o mercantilismo da mente e do espírito, inspirando-se no exemplo de Cristo em João 13:1-17.

05/03/2014

5 De Março
Ele é Realmente Senhor?
"... Contanto que complete (com alegria) a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus", Actos 20.24
A alegria está sempre presente no perfeito cumprimento do propósito para o qual fui criado e regenerado e não no êxito do meu desempenho dum trabalho de minha autoria. A alegria do Senhor Jesus consistia em fazer a obra que o Pai o enviara a fazer e ele diz: "Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós". Porventura recebi uma qualquer incumbência do Senhor? Se assim é, tenho que ser leal a ela, tenho que considerar minha vida preciosa apenas para o desempenho dessa mesma missão. Pense na satisfação que terá ao ouvir Jesus dizer: "Muito bem, servo bom e fiel", ao saber que fez o que ele lhe enviou a fazer. Todos nós temos que achar nosso lugar na vida e o acharemos espiritualmente quando recebermos nosso ministério da própria mão do Senhor. Para que isso aconteça é necessário havermos convivido com Jesus pessoalmente; precisamos conhecê-lo mais do que como Salvador pessoal. "Pois lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome".
"Tu me amas?" Então "apascenta as minhas ovelhas". Não há aqui a ideia de se poder escolher o serviço, apenas de se ter lealdade absoluta para com a missão que o Senhor nos entregou a fazer correctamente; lealdade para com o que descobrimos, quando nos encontramos em comunhão íntima com Deus. Se o Senhor Jesus lhe forneceu um ministério próprio, saiba que a necessidade dentro si não é o chamado: a necessidade é apenas a oportunidade. Nosso chamado é que sejamos fiéis ao ministério que recebemos quando estivermos em verdadeiro contacto com ele. Isso não quer dizer que haja um roteiro de trabalho traçado para nós; mas, significa antes que teremos que ignorar todos aqueles outros pedidos para trabalharmos noutras áreas.

04/04/2014

4 De Março
Será que Isso é Verdadeiro em Mim Também?

"Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo", Act.20.24
É mais fácil servir a Deus sem uma visão e sem um chamado específico porque assim nunca nos preocupamos com o que Deus pede de nós; o bom-senso, revestido por uma camada de sentimentalismo cristão, será então o nosso guia. Seremos mais prósperos, mais bem-sucedidos e sentir-nos-emos mais tranquilos, se nunca nos apercebermos de qual é, especificamente para nós, o chamado de Deus. Mas, ao recebermos uma ordem de Jesus Cristo, a lembrança daquilo que Deus quer será sempre um factor de perturbação contínua em forma de aguilhão dentro de nós; nunca mais teremos porque trabalhar baseados apenas no bom-senso.
O que é que eu considero realmente precioso? Se ainda não fui totalmente conquistado por Jesus Cristo, então considerarei precioso meu serviço, considerarei precioso todo meu tempo dedicado a Deus, considerarei preciosa a minha própria vida. Paulo diz que considerava sua vida preciosa apenas para cumprir o ministério que recebera de Cristo; recusava-se a usar sua energia em qualquer outra coisa. Em Actos 20.24 vemos mesmo uma indiferença e uma sublime irritação de Paulo, quando lhe pedem que se considere a si mesmo um pouco; ele era totalmente indiferente a qualquer consideração que não fosse a do cumprimento daquele ministério que lhe havia sido incumbido. O serviço cristão pode ser tornado num concorrente à nossa total dedicação a Deus, porque baseia-se neste argumento: "Lembre-se de como será útil aqui"; ou "Pense no quanto será valioso nesta obra". Essa atitude, ao invés de considerar Jesus Cristo o Guia, aquele que nos deve indicar para onde devemos ir, obedece a um critério sobre onde seremos mais úteis. Nunca o tome em consideração, mesmo se você é útil ou não; procure, isso sim, estar sempre consciente de que já não se pertence a si mesmo, mas antes a ele em definitivo.

03/03/2014

3 De Março
Sua Comissão
"Apascenta as minhas ovelhas", João 21:17
Isto é o que é o amor em desenvolvimento. O amor de Deus não foi formado, é a Sua própria natureza divina. Quando recebemos o Espírito Santo, ele nos une a Deus de tal forma que o seu amor é plenamente visível também em nós. Mas, a união da alma a Deus através da habitação do Espírito Santo não é o Seu objectivo final; o Seu objectivo é que possamos ser um com o Pai como Jesus o foi. Que espécie de união tinha Jesus Cristo com o Pai? Uma união tal que o Pai o enviou à terra para que se desse por nós; e ele diz: "Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio a vós".
Pedro descobre, então, com a revelação deste interrogatório acutilante de seu Senhor, que ele de facto ama a Cristo; só depois vem o algo mais importante: "Comprova esse amor que tens por mim do meu jeito. Não testifiques de quanto me amas através de palavras, não fales da maravilhosa revelação que obtiveste, mas apascenta as minhas ovelhas por Mim". E Jesus tem certas ovelhas bastante estranhas; algumas são desleixadas, sujas; outras são desajeitadas, briguentas e outras desviaram-se! É impossível extenuar todo o amor de Deus; e é impossível esse amor extinguir-se em mim, se ele brotar daquela fonte única e inesgotável. O amor de Deus não faz acepções que o amor natural sempre faz. Se amo o Senhor, não tenho nada que ser guiado pelo meu temperamento (ou de outros); tenho é que apascentar suas ovelhas. Não há tréguas nem descanso nesta nossa missão. Cuidado para não falsificar esse amor de Deus, sendo influenciado pela simpatia ou compaixão humana, porque isso acabará se tornando algo repugnante contra a verdadeira essência do amor de Deus.

2 De Março Você Já se Sentiu Ferido Pelo Senhor?

2 De Março
Você Já se Sentiu Ferido Pelo Senhor?

"Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Tu me amas?" João 21:17
O Senhor já lhe colocou seu dedo na ferida, precisamente onde você é mais sensível, no centro de toda a sua essência? O diabo nunca consegue tocar-nos ali, nem o pecado, nem os afectos humanos; nada conseguirá atingir esse nosso ponto a não ser a Palavra de Deus. "Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez...". Pedro estava começando a perceber que, bem lá no fundo, era dedicado a Jesus e começou, então, a compreender o que significava aquele interrogatório paciente. Na mente de Pedro não restava a mais leve sombra de ilusão; nunca mais tornaria a iludir-se sobre si mesmo. Não havia mais lugar nele para exclamações veementes, nem para júbilo ou emoções mentirosas. Foi uma revelação com o intuito de levá-lo a perceber o quanto ele amava ao Senhor e com espanto disse: "Senhor, tu sabes todas as coisas". Pedro começava a tomar consciência de que amava muito a Jesus; mas não disse: "Olha para aqui ou ali para teres a certeza". Ele estava começando a desvendar a dimensão do amor que tinha pelo Senhor; sentia que nem no alto dos céus nem sobre a terra, não havia ninguém além de Jesus Cristo para seu coração; mas só se apercebeu disso quando o Senhor o sondou com aquelas perguntas actuantes. As perguntas do Senhor sempre nos revelam quem e como somos.
Que paciente franqueza, que habilidade a de Jesus Cristo com Pedro! O Senhor só faz perguntas dessas na hora certa. Provavelmente Ele, pelo menos uma vez, nos colocará num canto e seu dedo na ferida com suas perguntas acutilantes e penetrantes assim e então perceberemos que o amamos muito mais profundamente do que sabemos expressar através de palavras.
 

01/03/2014 Tu me amas???

1 De Março
A Pergunta Que nos Corta
"Tu me amas?" João 21.17
A resposta de Pedro nesta pergunta acutilante nada tem de comum com aquela ousadia declarada de uns dias atrás quando disse: "Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo algum te negarei", Mt.26.33-35. A nossa individualidade natural, nosso ânimo natural corajosamente professa e declara seu sentir; o amor verdadeiro, porém, só se manifestará quando é tocado pela tristeza causada por uma pergunta penetrante colocada de um jeito muito pessoal por Jesus Cristo. Pedro amava Jesus como qualquer homem natural apreciaria um homem bom. Isso é amor temperamental; ele pode penetrar fundo na individualidade de cada um, mas não toca na raiz do ser da pessoa. O verdadeiro amor simplesmente não se professa dessa forma. Jesus disse: "Todo aquele que me confessar diante dos homens", isto é, amor expresso não apenas por palavras mas por tudo quanto faz.
A menos que tenhamos sido magoados ao ponto de não termos mais ilusões em relação a nós próprios, a Palavra de Deus não será actuante em nós. A Palavra de Deus fere mais fundo que qualquer pecado, porque o pecado embola o sentimento. A pergunta do Senhor intensifica o sentimento de tal maneira que ser magoado por Jesus é sentir a mais intensa dor que se possa imaginar. Ela magoa não apenas de maneira natural, mas de um modo pessoal e muito profundo. A Palavra do Senhor penetra até dividir alma e espírito; não deixa nenhuma ilusão pairando ainda. Não há possibilidade de se ter uma atitude sentimental diante da pergunta do Senhor; não conseguimos dizer coisas bonitas quando o Senhor nos fala assim sem desviar seu olhar - a dor é intensamente terrível. É tão grande que quaisquer outros interesses perdem toda a sua relevância. Não existirá dúvida quando a Palavra do Senhor é direccionada a um filho dele pela intensa dor que causa; mas, no momento dessa dor, é também quando nos é revelada a verdade d'Ele.

28/02/2014

28 De Fevereiro
Agora Crê?
"Por isso cremos...respondeu-lhes Jesus: Credes agora?" João 16.30,31
Agora cremos. Jesus diz: "Credes agora? Vem a hora em que me deixareis sozinho". Muitos obreiros cristãos têm deixado Jesus Cristo só e ido trabalhar seguindo um dever ou necessidade oriundos de seu próprio discernimento e não através do Seu mandamento. A razão para isso acontecer é a ausência da vida neles que ressuscitou Jesus. A alma perdeu aquele contacto íntimo com Deus por se estribar em seu próprio entendimento religioso ou outro. Não há pecado nisso, nem a isso está ligada nenhuma punição; mas, quando a pessoa se apercebe o quanto barrou por ele mesmo a sua compreensão sobre Jesus Cristo, criando dentro de si mesmo barreiras de dúvidas, tristezas e dificuldades sem par, tem de voltar cheia de vergonha e contrição e nunca mais tornar a fazer o mesmo.
Precisamos confiar na vida ressurrecta de Jesus Cristo numa dimensão muito maior do que aquilo que fazemos, cultivando aquele hábito de consultá-lo sobre tudo; em vez disso, tomamos nossas decisões baseados só no bom-senso de pedirmos a Deus que as abençoe conforme conhecemos as coisas. Mas, ele não poderá abençoá-las, nunca terá como ou porque o fazer: Isso não bate certo com ele, está fora da realidade que Lhe é comum e muito própria. Se agimos levados pelo mero sentido de dever, estabeleceremos um padrão de vida em conflito com a vida de Jesus Cristo, a qual compete com Ele. Damos uma de "superior": "Bem: neste assunto devo fazer assim e assim". Colocamos no trono de Deus o nosso sentido de dever no lugar da vida ressurrecta de Jesus. Não nos foi dito que andemos à luz da consciência ou de um sensacionalismo do dever, mas, que andemos na luz como Deus está na luz. Quando fazemos algo a partir de nosso sentimento de dever, teremos argumentos para justificar o que fazemos e como o fazemos também; quando, porém, o fazemos em obediência ao Senhor, nenhum argumento há que justifique esse tipo de actuação mesquinha; por isso é que o servo de Deus é facilmente ridicularizado.

27/02/2014

27 De Fevereiro
O Empobrecido Ministério de Jesus
"Onde, pois, tens tu água viva?" João 4.11
"O poço é fundo" e muitíssimo mais fundo do que supunha a mulher samaritana! Imagine as profundezas da natureza humana, da vida humana, pense na profundidade dos "poços" que existem dentro só de si. Será que tem empobrecido o ministério de Jesus ao ponto de ele nada poder fazer quanto a isso? Suponhamos que em seu coração existe um profundíssimo abismo de perturbação e Jesus chega e diz: "Não se turbe o vosso coração"; e você encolhe os ombros e responde: "Mas, Senhor, o poço é fundo; não podes tirar dele serenidade e consolo?" Não, porque ele os trará desde lá de cima. Jesus não tira coisa alguma dos poços da natureza humana. Limitamos em muito o Santo de Israel, ao nos vangloriarmos do passado para lembrar o que lhe permitiríamos fazer por nós ou não e concluímos: "É claro que não posso querer que Deus faça isso desse jeito". Aquilo que foge ao domínio do poder de Deus é exactamente o que nós, seus discípulos, deveríamos crer que ele pode fazer. Empobrecemos o ministério dele quando esquecemos que ele é o todo-poderoso; o empobrecimento está em nós, não nele.
Recorremos a Jesus como o Consolador ou como o Senhor compassivo, mas não como o Todo-Poderoso. Alguns de nós somos exemplos tão pobres do cristianismo simplesmente porque não temos em Cristo um todo-poderoso em nós. Temos experiências de alguns atributos cristãos, mas, nunca fizemos uma entrega total a Jesus Cristo como ele é. Empobrecemos o seu ministério quando, em circunstâncias difíceis, dizemos: "Claro que ele não pode fazer nada por mim" e lutamos para atingir o fundo do poço na tentativa de retirar nós mesmos daquela água que só ele tem como dar. Tenhamos cuidado com a sensação de alívio que dá em desistir de tudo e dizer: "É impossível". Sabemos que, se olharmos para Jesus, é possível. O poço de nossa imperfeição é fundo, claro, mas não desistamos e busquemos ao Senhor tal qual ele é – ainda.

26/02/2014

26 De Fevereiro
Preocupações Mesquinhas Sobre Jesus
"Senhor, tu não tens com que a tirar", João 4.11
Já a alguma vez disse para si mesmo: "Impressiono-me muito com as coisas maravilhosas que Deus diz em Sua palavra, mas ele não pode esperar que eu as viva e experimente em minha vida sob todos os aspectos e pormenores dos quais fala!" Quando se trata de encararmos Jesus Cristo à luz de nossos próprios méritos, nossa atitude será sempre a de uma superioridade muito "espiritual": "Teus ideais são altos e impressionam-nos, mas perante a realidade dos factos não podem ser praticados". Todos nós pensamos mais ou menos desse jeito sobre Jesus e tudo quanto nos propõe dizendo. Essas apreensões vêem-se nas perguntas levianas que os outros nos fazem quando falamos sobre nosso relacionamento com Deus: "Onde vai arrumar todo esse dinheiro para seu sustento?" "Quem vai sustentá-lo? Como irá viver confiando em Jesus?" O cúmulo de todas as nossas apreensões será quando afirmarmos ou pensarmos que nossas circunstâncias são um tanto ou quanto impossíveis para ser ele a resolvê-las. É muito fácil dizer: "Confiai no Senhor", mas precisamos é viver. "Jesus não tem com que tirar água dum poço, não dispõe de qualquer meio para providenciar-nos tais coisas". Cuidado com essa atitude e concepção falsamente espiritual que se expressa deste jeito: "Não tenho alguma apreensão quanto a Jesus, apenas tenho no tocante a mim, porque eu sou falho". Nenhum de nós tem apreensões sobre si  mesmo; é que sabemos, na verdade, que falamos desse modo apenas porque sabemos do que somos capazes ou não de fazer; nossas apreensões estão relacionadas a uma ideia sobre Jesus através de nosso orgulho muito próprio, pois ficamos como que ofendidos mediante o facto de ele ter como fazer o que nós não conseguiríamos.
As nossas apreensões surgem sempre que decidimos esquadrinhar-nos a ver como Cristo conseguirá fazer determinada coisa. As dúvidas brotam das profundezas da nossa própria inferioridade. Se por acaso tenho como detectar em mim mesmo tais dúvidas, devo fazer por trazê-las à luz e confessá-las uma a uma: "Senhor, duvidei de ti; não acreditei na capacidade que é sempre tua sem o auxílio da minha; não acreditei que teu poder infinito pudesse realizar, independente da minha capacidade limitativa e de meu entendimento precário de tuas coisas".

25/02/2014

25 De Fevereiro
O Despojamento em Serviço
"Se mais vos amo, serei menos amado?" 2 Cor.12.15
O amor natural espera receber de volta como retribuição, mas Paulo diz: pouco me importa se me amais ou não; estou disposto a despojar-me inteiramente, não apenas por amor a vós, mas para vos poder ganhar para Deus. "Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós", 2 Cor.8.9. A concepção de serviço que Paulo tinha é em tudo semelhante a esta – não me importo de gastar-me totalmente e ainda o farei com alegria. Isso era seu motivo principal para regozijo.
O conceito eclesiástico sobre o que se é ser como servo de Deus, não é em nada parecido com o de Jesus Cristo; segundo ele, é sendo servos uns dos outros que o servimos. Jesus é mais socialista que os socialistas. Ele diz que, no seu reino, aquele que for o maior será servo de todos, Mat.23:11. A verdadeira prova de cristão não é pregar o evangelho, mas lavar os pés dos discípulos para quem se prega, isto é, fazer aquilo que não conta muito na opinião dos homens, mas que é o que representa tudo para a opinião de Deus. Paulo dedicava-se com deleite a gastar-se pelo interesse que Deus tinha pelas outras pessoas e não se importava com o preço que teria de pagar por isso. Nós não; estamos sempre levando em conta a questão financeira: "Suponhamos que Deus queira que eu vá para lá – e qual será o meu salário? E o clima? Como cuidarão de mim por lá? Temos de pensar nessas coisas, sabes!" Tudo isso é prova de que estamos tentando servir Deus com reservas. O apóstolo Paulo não tinha nenhuma reserva. A vida de Paulo era uma amostra do conceito que Jesus Cristo tinha de um cristão real do Novo Testamento: alguém que não apenas proclamava o evangelho, mas, que se faz "pão partido" e "vinho servido" nas mãos do Senhor Jesus Cristo a favor de todos os que estão por perto.

24/02/2014

24 De Fevereiro
O Prazer no Sacrifício
"Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol de vossas almas", 1 Cor.12.15
Assim que o Espírito derrama todo o amor de Cristo em nossos corações, começamos por nos identificar mais com os interesses de Jesus Cristo pelas outras pessoas e ele está interessado em todo tipo de gente. No labor cristão não temos qualquer direito de nos deixar seduzir por nossas simpatias pessoais. Esta é uma das maiores provações do nosso relacionamento com Jesus Cristo. O prazer do nosso sacrifício está em darmos a vida por nosso Amigo; não jogá-la fora, mas dá-la deliberadamente em favor dele e de seu interesse pelas outras pessoas; e não por uma causa, mas antes por Ele. Paulo gastou-se apenas tendo um objectivo em mente – conquistar todas as vidas para Jesus Cristo enquanto havia tempo. Ele atraía as pessoas para Jesus, nunca para si mesmo. "Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os meios, salvar alguns", 1 Cor.9:22.
Quando alguém diz que precisa desenvolver uma vida santa segregada e a sós com Deus, passa a não ter mais nenhuma utilidade para nenhum de todos os seus semelhantes; ele coloca-se num pedestal, distanciando-se de pessoas comuns. Paulo tornou-se uma personalidade sacramental: onde quer que ele fosse, Jesus Cristo servia-se de sua vida abundantemente. Muitos de nós permanecemos buscando e tentando conseguir objectivos próprios e Jesus Cristo não pode servir-se de nossa vida para outros fins nem por outros meios. Se nos entregarmos totalmente a Jesus Cristo, não teremos mais objectivos próprios. Paulo disse que sabia ser um "capacho" sem contudo ressentir-se disso, porque a principal razão de todo poder e de toda sua vida era a sua devoção a Jesus Cristo. É possível devotarmo-nos e consagrarmo-nos, mas não a Jesus Cristo e antes às coisas que nos emancipam espiritualmente e nos dão uma certa confiança naquilo que somos. Essa, porém, não era a motivação de Paulo. "Eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos", Rom.9:3. Estranho, extravagante, não? Mas, quando alguém ama de verdade, não é exagero nenhum expressar-se desse jeito; Paulo, de facto, amava Jesus Cristo.

23/02/2014

23 De Fevereiro
A Determinação de Servir
"O Filho do homem... não veio para ser servido mas para servir", Mat.20.28
O Senhor disse: "No meio de vós, eu sou como quem serve", Luc.22:27; A ideia de serviço que Paulo obteve era a mesma "nós mesmos (...) somos vossos servos por amor de Jesus", 2Cor.4:5. Temos a ideia de que quem é chamado para o ministério é chamado para ser diferente dos outros. Segundo Jesus Cristo, ele é chamado para ser o "capacho" dos outros; para ser seu líder espiritual, nunca seu superior hierárquico. "Sei estar humilhado", diz Paulo. E esta é a ideia de labor que Paulo tem: "Gastar-me-ei até as últimas forças por vós; tanto faz que me elogieis ou me censureis, isso não me faz diferença nenhuma". Enquanto houver um ser humano que não conheça Jesus Cristo, sou seu devedor para servi-lo até que ele o conheça. A virtude-mor do poder do serviço de Paulo não era o amor aos homens, mas todo o amor a Jesus Cristo. Se nos devotarmos a uma causa pela humanidade, não demoraremos a ficar ressentidos e decepcionados, pois, muitas vezes, nos depararemos com mais ingratidão da parte das pessoas do que de um cachorro; mas, se nossa motivação é o amor a Deus, nenhuma ingratidão é capaz de impedir-nos de servir nosso semelhante melhor ainda e como a nós mesmos.
A compreensão que Paulo obteve de como Jesus Cristo o tratava é o segredo de sua determinação para servir o seu próximo. "Noutro tempo era blasfemo, perseguidor e insolente" – não importa como os homens possam tratar-me, nunca me tratarão com a mesma maldade e ódio com que tratei Jesus Cristo. Quando compreendemos que Jesus Cristo nos serviu a despeito de toda a nossa vileza, baixeza, egoísmo e pecado, nada que possamos ter que suportar dos outros esgotará nossa determinação de servi-los ainda melhor por amor a ele.

22/02/2014

22 De Fevereiro
A Disciplina na
Tenacidade Espiritual
"Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus", Sal.46.10
Ser tenaz é mais do que ter paciência aliada à certeza incondicional de que o que esperamos vai acontecer. A tenacidade é mais do que a perseverança, pois perseverança talvez seja apenas uma fraqueza, ou seja, um medo excessivo de recuar ou apenas uma vontade de não recuar. A tenacidade é o supremo esforço daquele que se recusa a acreditar que seu herói vai ser derrotado. O maior medo que temos não é o de sermos condenados, mas é o temor de que Jesus Cristo acabe levando a pior e que os valores que ele representa – amor e justiça, perdão e bondade entre os homens – acabem por não sair vencendo; o temor de que tudo quanto Ele é pareça ser fogo de artificio aos olhos dos homens. Vem logo ali, então, o apelo à tenacidade espiritual, não para perseverarmos sem fazer nada, mas, para trabalharmos determinadamente, na certeza de que Deus não vai ficar na pior.
Se neste momento essas nossas esperanças estão sendo pré-frustradas, isso apenas significa que estão é sendo purificadas. Não há nada de nobre pelo qual a mente humana não tenha esperado ou sonhado, que não possa vir a realizar-se a qualquer momento. Uma das maiores tensões da vida é a de esperar por Deus. "Porque guardaste a palavra da minha perseverança".
Permaneça tenaz.

21/02/14

21 De Fevereiro
Já se Empolgou com Ele?
"Ela praticou boa acção para comigo”, Marcos 14.6
O amor que não leva o homem para além de si mesmo, não é amor. E se pensamos que o amor é sempre discreto, sempre sábio, sempre sensato e calculista, nunca vibrante e exuberante, também estamos enganados. Poderá ser afecto, poderá ser um sentimento caloroso, mas não terá nada em si mesmo da verdadeira natureza do amor de Deus.
Será que já fui impelido alguma vez para fazer algo por Deus, não porque fosse meu dever, nem porque fosse útil, nem porque houvesse nisso motivo par além do amor que tenho por ele? Já se apercebeu que pode dar coisas a Deus que significam bastante para Ele? Ou fica sonhando acordado acerca da magnitude da sua redenção, quanto existe um sem número de coisas que eu poderia estar fazendo por Ele? Não apenas coisas divinas, monumentais, que poderiam ser consideradas maravilhosas, mas, coisas simples, humanas, que seriam para Deus a prova de que sou totalmente dedicado a ele. Será que já fiz brotar do coração do Senhor Jesus o sentimento que Maria de Betânia conseguiu extrair dele?
Há ocasiões em que parece que Deus nos está observando para ver se lhe iremos dar prova da nossa dedicação e afeição, uma amostra do quanto o amamos na realidade. Uma total entrega pessoal a Deus tem maior valor do que a santidade e vive acima da santidade*. A santidade focaliza o olhar da nossa própria pureza: ficamos muitíssimo preocupados com a maneira como caminhamos, falamos e nos apresentamos diante de Deus e os homens, com medo de ofendê-lo. O perfeito amor lança fora tudo isso, todo o medo, tão logo nos entreguemos totalmente a Deus. Temos que libertar-nos da mania de estarmos sempre perguntando: "Estou sendo útil?" e admitir que não estamos; talvez assim nos aproximemos mais da verdade. Não se trata de sermos úteis ou não, mas, de termos valor para Deus. Quando nos entregamos totalmente a Deus, só ele actuará através de nós a tempo inteiro.
*Isto implica que somos mais que santos, excedendo a santidade e nunca ficando àquem dela.