29/06/2013

Dinâmicas para grupos caseiros...

Tempo : 15 minutos
Pessoas de 02 a 20
Retirado de Kombo
Atitudes
Flexibilidade, Atenção concentrada, Trabalho em equipe, Praticidade, Persistência
Objetivos
Para início de módulos de treinamento ou no retorno de intervalos e em reuniões para se integrar o grupo.
Procedimento
1. O coordenador solicita para aos participantes que formem duplas, convidando-se algum participante para ser voluntário na explicação.

2. O coordenador demonstra, com o voluntário, como contar 1,2,3 (eu falo 1, você fala 2, eu falo 3, você fala 1...).

3. Explica que toda vez que qualquer um dos dois disser 1, bate-se uma palma.

4. Pede-se aos pares que exercitem uma vez para praticar.

5. O coordenador explica ainda que toda vez que qualquer um dos dois disser 2, deve-se fazer uma flexão.

6. Pede-se novamente aos pares que exercitem este movimento uma vez para praticar.

7. Finaliza então avisando que toda vez que qualquer um dos dois disser 3, deve-se dar uma reboladinha.

8. Então o coordenador desafiar as pessoas a realizarem o exercício, quatro vezes seguidas sem errar.
Dicas
1. Verificar se os participantes são espontâneos, se estão atentos e como ocorre o trabalho em equipe.

30 De Junho Faça-o Agora! "Entra em acordo sem demora com o teu adversário", Mat.5.25

Este é um princípio que Jesus Cristo estabeleceu: faça agora o que você sabe que tem de fazer, só que sem demora; se o não fizer, o inevitável processo de descalabro entrará em cena e você terá que "pagar até o último ceitil" em dor, em angústia e aflição, Mat.5:26. As leis de Deus são inalteráveis; nunca haverá jeito de se escapar delas. O ensinamento de Jesus vem de encontro com a nossa própria maneira de ser.
Fazer com que eu recupere meus direitos perante meu adversário é coisa de homem natural; mas, Jesus diz que é imperativo para mim, uma questão de importância eterna, que eu devolva e pague a meu adversário aquilo que lhe devo. Do ponto de vista do Senhor, não importa se sou defraudado ou não; o que importa é que eu não defraude ninguém. Estou defendendo meus direitos ou estou pagando o que devo, do ponto de vista que Jesus Cristo insistiu?
Tome uma atitude certa sem demoras, coloque-se agora em juízo contra si mesmo. Em questões morais e espirituais, você tem que fazê-lo imediatamente; se não o fizer, o inexorável processo de toda a justiça entrará logo em cena. Deus está decidido a fazer com que todos os Seus filhos sejam puros, limpos e alvos como a neve e enquanto houver desobediência em qualquer pormenor de tudo quanto ensinou a aprender, ele não impedirá a acção do seu Espírito Santo. Nossa insistência em provar que estamos com razão é, quase sempre, um indício de que já houve alguma desobediência de facto. Não é de admirar que o Espírito insista com tanta firmeza em que andemos constantemente na luz como Ele!
"Entra em acordo sem demora com o teu adversário". Será que você teve só agora e de repente uma nova convicção sobre seu relacionamento com alguém e descobriu, por acaso, que havia ódio em seu coração? Confesse-o sem demora, coloque isso imediatamente diante de Deus; reconcilie-se com essa pessoa, mas, faça-o já!
P/ Oswald Chambers

29 De Junho A Disciplina Mais Severa "E se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros e não vá todo o teu corpo para o inferno", Mat.5.30

Jesus não disse que todos devem cortar fora a sua mão direita caso esta os faça tropeçar, mas, o que disse foi: "Se tua mão direita te faz tropeçar, corta-a". Há muitas coisas que são perfeitamente legítimas, mas, se quisermos concentrar-nos em Deus não poderemos vir a fazê-las. Sua mão direita é uma das melhores coisas que sabe usar, mas, diz Jesus, se ela o impedir de seguir os preceitos de Deus, corte-a fora de imediato. Essa linha de disciplina é a mais rigorosa que alguma vez foi apresentada à raça humana.
Quando Deus modifica uma pessoa pela regeneração, o que mais caracteriza a nova vida é a mutilação. Existem centenas de coisas que você não ousa fazer, coisas que para si e aos olhos dos outros que o conhecem, equivalem à sua mão direita e ao seu olho; e uma pessoa carnal diria: "Que mal há nisso? Você está louco!" Ainda não existiu um servo de Deus que não tivesse de viver desde o início uma vida mutilada. Mas, é melhor entrar na vida eterna mutilado, mas lindo aos olhos de Deus, do que ser lindo aos olhos dos homens e coxo aos olhos de Deus. No começo da vida cristã, Jesus Cristo, pelo seu Espírito, tem que impedi-lo de fazer um grande número de coisas que, para os demais, talvez sejam perfeitamente aceitáveis e que não podem ser para si. Mas, cuidado para não usar suas limitações para criticar seu irmão a quem a mão dele não o faz tropeçar.
No começo é uma vida mutilada; contudo, logo adiante, Jesus esboça o quadro de uma vida plena e equilibrada: "Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste", Mat.5.48.
P/ Oswald Chambers

28/06/2013

28 De Junho Conquistado em Deus "Para conquistar aquilo para o que também fui conquistado", Fil.3.12

Não resolva por si mesmo o ter de se lançar para o ministério; mas, se Deus colocar em seu coração o chamado, ai de si caso se desvie para a direita ou para a esquerda dele. Não estamos aqui a trabalhar para Deus por decisão pessoal, mas, porque Deus nos conquistou. Nunca devemos nutrir o pensamento: "Tudo bem, mas não estou capacitado para isso". O que temos de pregar é determinado por Deus, não pelas nossas próprias inclinações e desejos naturais. Mantenha sua alma sempre bem relacionada com o seu Deus e lembre-se de que você é chamado, não apenas para dar testemunho, mas, para pregar o evangelho. Todo cristão tem que testemunhar, mas, quando se trata de haver sido chamado para pregar, temos que sentir a firme pressão da mão de Deus sobre nós, pois nossa vida tem sido assegurada por ele com essa finalidade única. Quantos de nós concluímos haver sido seguros para isso?
Nunca dilua a Palavra de Deus por conveniência; pregue-a em sua integral severidade. Deve haver uma inabalável lealdade à Palavra que é de Deus; mas, quando você for tratar pessoalmente com seu semelhante, lembre que você não é um ser especial, caído do céu, mas, um pecador salvo pela graça. "... Quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço...", Fil.3:13.
P/ Oswald Chambers

27 De Junho Sob a Libertadora Presença Pessoal de Deus "Eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor", Jer.1.8

Deus prometeu a Jeremias que o libertava pessoalmente: "Eu te darei a tua vida como despojo", Jer.39:18. Isso é tudo o que Deus promete a seus filhos. Aonde quer que Deus nos envie, ele preservará nossas vidas. As coisas que possuímos, os nossos bens não são importantes, não são nossas vidas. Temos que nos manter desprendidos de todas essas coisas; se não o fizermos, poderemos ter temores, sofrimento e desolação sem vida.
O Sermão do Monte sugere que, quando estamos ao serviço de Jesus Cristo, não há tempo para pensarmos em nos defendermos a nós mesmos. O que Jesus diz, na verdade, é o seguinte: "Não se ocupe com o facto de estar ou não estar sendo tratado com justiça". Procurar ser tratado com justiça é um sinal de que se está desviando da devoção integral e exclusiva a Ele. Nunca queira receber justiça neste mundo; mas, também nunca deixe de praticá-la só porque não a acha. Se procurarmos justiça, logo estaremos nos queixando e cedendo ao descontentamento e à auto-piedade: "Por que estou sendo tratado assim deste jeito?" Se somos consagrados a Jesus Cristo, não devemos de nos importar com o que nos pode ainda vir a suceder, seja tal coisa justa ou injusta. Jesus diz: "Continue firmemente a fazer o que eu lhe disse e serei eu a guardar sua vida. Se você tentar protegê-la por livre arbítrio e por seus próprios recursos, afastar-se-á da minha protecção". Até mesmo o mais consagrado cristão pode tornar-se ateu numa situação dessas; deixamos de acreditar no que Deus diz; entronizamos o bom-senso e damos a esse bom-senso o nome de Deus. Estribamo-nos em nosso próprio entendimento em vez de confiar somente em Deus de todo nosso coração e alma, Prov.3:5,6.
P/ Oswald Chambers

26/06/2013

Uma das minhas musicas preferidas....Deus da Familia -


26 De Junho Servirmo-nos da Graça de Deus - Já! "E nós... vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus", 2 Cor.6.1

A graça que poderá haver recebido ontem não servirá para hoje. A graça é o favor transbordante de Deus para conosco; é um recurso com o qual sempre poderemos contar. "Na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias" é onde a nossa paciência será provada, 2Cor.6:4. Por acaso está fracassando nesse teste vindo da graça de Deus? Ou afirma antes assim: "Bem, desta vez não conta porque não necessito dela"? Não é uma questão de orar e de pedir a Deus que o ajude; trata-se de apropriar-se agora da graça de Deus em Deus. Nós fazemos da oração a preparação prévia para o nosso trabalho; na Bíblia nunca é assim. A oração é a prática de se recorrer à graça de Deus. Não diga: "Suportarei isto até poder retirar-me e orar". Ore agora; recorra à graça de Deus no momento da necessidade. A oração é a prática mais normal e mais actuante e não se trata apenas dum reflexo da sua devoção a Deus. Deveras, os crentes são lentos demais a recorrer a essa fonte.
"Nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos", 2Cor.6:5, em todas essas situações recorra à graça de Deus e logo, tanto você quanto os outros, se maravilharão de tudo quanto Deus faz. Recorra agora, não daqui a pouco. A palavra-chave do vocabulário espiritual é agora. Que as circunstâncias o levem para onde quiserem, mas continue recorrendo à graça de Deus em todas as condições nas quais se possa achar em dados momentos. Uma das maiores provas de que você se está valendo de toda a provisão da graça de Deus é se, ao humilhar-se, manifestar apenas a graça que Deus dá e nenhum outro recurso.
"Nada tendo..." Não guarde nada. Esvazie o que você tem de melhor de dentro de si, esteja sempre desprovido de tudo quanto se possa vir a recorrer no tocante a provisões pessoais. Nunca seja diplomático e poupado pelo tesouro que Deus lhe dá. "… E possuindo tudo", 2Cor.6:10. Esse tipo de pobreza será sempre triunfante.
P/ Oswald Chambers

24/06/2013

25 De Junho Preservar-se nas Chamas do Sofrimento "Que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica teu nome", João 12:27,28

Como servo de Deus, minha atitude face ao sofrimento e às dificuldades não deve ser a de pedir que possam ser evitados, mas, antes pedir que, passando pelo sofrimento, eu possa encontrar e preservar o "eu" que corresponde ao desígnio original de Deus para mim. O Senhor preservou-se entre o fogo do sofrimento; ele não foi salvo da hora, mas, através da hora.
Dizemos que não devia haver sofrimento, mas, o sofrimento existe e temos que nos encontrar e nos manter viventes em suas chamas. Se tentarmos escapar ao sofrimento ou recusar a acertar nossas contas com ele, seremos insensatos. O sofrimento é um dos factores mais importantes da vida; não adianta dizer que o sofrimento não deveria existir. O pecado e as tristezas e o sofrimento existem e não nos cabe a nós dizer que Deus cometeu um erro permitindo-os.
O sofrimento queima grande parte da nossa superficialidade, mas, nem sempre nos torna melhores pessoas. O sofrimento ou edifica o meu ser ou o destrói por inteiro. Ninguém pode preservar-se no sucesso, pois perde a cabeça; nem pode preservar-se na monotonia, pois se porá a lamuriar-se. O lugar de encontrarmos nosso verdadeiro ser, é nas chamas do sofrimento. Por que razão deve ser assim é outro assunto, mas, que isso é facto saberemos tanto através das Escrituras quanto através da própria experiência humana. Sempre se reconhece a pessoa que passou pelas chamas do sofrimento e se achou envolto nelas e também sabemos que podemos recorrer a essas pessoas e que encontraremos sempre alguém nelas com tempo suficiente para atender-nos a qualquer hora. A pessoa que não passou pelas chamas do sofrimento penderá a ser desprezadora e não achará tempo para nós. Se você se encontrar e se preservar nas chamas do sofrimento, Deus fará de si o alimento preferido de outras pessoas.
P/ Oswald Chambers

24-06 Reconhecendo a realidade do pecado...

"Esta, porém, é a vossa hora e do poder das trevas", Luc.22.53
O não reconhecimento da realidade do pecado é que provoca em nós os desastres da vida. Podemos falar sobre a nobreza da natureza humana, mas, sempre há alguma coisa nela que rirá na cara de cada uma dessas belas ideias que temos sobre nós mesmos. Quem se recusa a reconhecer que no ser humano existe vício, egoísmo e algo profundamente maligno e errado, quando a sua vida for atingida pelo pecado, em vez de reconhecer essa realidade, ele logo se acomodará e dirá que não adianta combatê-lo. Você já se preparou para essa hora, para enfrentar o poder das trevas, ou tem uma imagem de si mesmo que exclui o pecado de sua vida ainda? Admite que o pecado pode estar presente em seus relacionamentos e amizades? Se não, será pego de surpresa e fará concessões a ele. Se reconhecer o pecado como facto, perceberá imediatamente o perigo onde pode cair: "Sim, eu vejo o que poderia resultar de algo assim". Reconhecer a realidade do pecado não destrói a base da amizade; apenas estabelece o mútuo assentimento de que a base da vida é trágica e precisa ser transformada. Evite sempre qualquer forma de encarar a vida que não reconheça o facto do pecado.
Jesus Cristo nunca confiou na natureza humana, todavia nunca foi céptico nem desconfiado, porque confiava cabalmente no que ele podia fazer através da própria natureza humana. A pessoa pura é a pessoa mais protegida contra o dano e o perigo e não a que é inocente. Nunca se está seguro em casa de pessoa inocente, seja este homem ou mulher. As pessoas não deveriam desejar ser inocentes quando Deus exige que sejam puras e virtuosas. A inocência é característica da criança; por isso é bastante reprovável a atitude da pessoa que não reconhece a realidade do pecado para se poder tornar virtuosa.
P/ Oswald Chambers

23-06 Conhecer o sofrimento...

"Homem de dores e que sabe o que é padecer", Is.53.3
Não conhecemos o sofrimento do mesmo jeito que nosso Senhor o conheceu; suportamo-lo, passamos por ele, mas, não o conhecemos profundamente. No começo não levamos em conta a realidade do nosso pecado. Adoptamos uma visão racional da vida e dizemos que, se um homem controlar seus instintos e se disciplinar, pode levar uma vida correcta e acabará tornando sua vida igual à de Deus. Mas, à medida em que prosseguimos, descobrimos a presença de algo que não havíamos levado em conta, isto é, o pecado e isso transtorna todos os cálculos e planos futuros. O pecado tornou a origem de nosso pensar muito instável e imprevisível, incontrolável e por vezes irracional.
Temos que reconhecer que o pecado é um facto, não um defeito; o pecado é um motim contra Deus. Deus ou o pecado - um dos dois tem que morrer em minha vida; o Novo Testamento leva-nos a concluir isso mesmo. Se o pecado me governar, a vida de Deus em mim será chacinada; se Deus me governar, o pecado em mim será mortificado e morrerá. Não há outra conclusão a tirar para além dessa. O apogeu do pecado foi a crucificação de Jesus Cristo e o que foi realidade quando da vinda de Deus à terra, será também realidade na nossa vida. Temos que reconhecer o facto de que o pecado é a única explicação da vinda de Jesus Cristo ao mundo e a explicação para todas as dores e sofrimentos que possamos experimentar.
P/ Oswald Chambers

22-06 A inflexibilidade da Lei

A Inflexibilidade da Lei do Juízo
"Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também", Mat.7.2

 Essa afirmação não é uma suposição casual, é uma lei eterna de Deus. Qualquer julgamento do qual você fizer uso, servirá de medida exacta contra si próprio. Existe uma diferença entre retaliação e retribuição. Jesus diz que a base da vida é a retribuição: "Com a medida com que tiverdes medido, vos medirão a vós também". Se tem sentido muita facilidade em descobrir os defeitos dos outros, lembre-se de que essa será exactamente a medida que se aplicará a si também. O salário que a vida lhe paga, será sempre o mesmo com o qual você pagou (só recebe da vida o que deu a ela). E essa lei se aplica desde o trono de Deus descendo até entre nós nos dias de hoje, Sal.18.25,26.
Rom.2 aplica esse princípio de uma forma ainda mais explícita, pois diz que aquele que critica o outro em qualquer coisa tem esse mesmo pecado ou defeito. Deus não olha apenas para o acto, ele olha para a possibilidade de este vir a ser cometido, olhando para a fonte que existe em nossos corações. Para começar, não acreditamos muito nas afirmações que a Bíblia contém. Por exemplo, acaso acreditamos nessa afirmação, de que somos culpados das coisas que possamos criticar nos outros? A razão por que vemos hipocrisia, mentira e falsidade nos outros é que tudo isso está de facto em nosso próprio coração também. A grande característica do servo de Deus é a humildade: "Sim, todas essas coisas e outros males ainda, ter-se-iam manifestado em mim não fosse a graça de Deus; por isso, não tenho esse direito de julgar ninguém".
Jesus diz: "Não julgueis, para que não sejais julgados". Se julgar, será julgado através da mesma medida que aplicou. Quem dentre nós ousaria apresentar-se diante de Deus e dizer: "Ó Deus, julga-me como tenho julgado meus semelhantes"? Temos considerado nossos semelhantes pecadores; se Deus fosse julgar-nos desse modo, estaríamos no inferno há muito tempo. Mas é com base na maravilhosa expiação de Jesus Cristo que Deus nos julga ainda. 

P/ Oswald Chambers

21/06/2013

21 De Junho O "Ministério da Vida Interior" "Vós, porém, sois... sacerdócio real", 1 Ped.2.9

Através de que direito nos tornamos em "sacerdócio real"? Pelos direitos da expiação. Estaremos preparados para nos desconsideramos a nós próprios para nos lançarmos ao trabalho sacerdotal de intercessão? Aquele incessante auto-exame de nosso íntimo para ver se somos como deveríamos ser, gera um tipo de cristianismo mórbido e egocêntrico e nunca uma vida robusta e simples de um filho de Deus. Enquanto não entrarmos num relacionamento certo com Deus, viveremos como que pendurados por um fio e diremos: "Que maravilhosa vitória alcancei!" Não há, nisso, nada que demonstre que o milagre da redenção se realizou. Creia de todo o coração que a redenção está completa e não se preocupe mais consigo próprio, mas, antes comece a fazer o que Jesus Cristo mandou - ore pelo amigo que vem procurá-lo à meia-noite, ore pelos irmãos em Cristo, ore por todos os homens. Ore sabendo que você só é perfeito em Cristo Jesus e não quando se baseia nesse tipo de súplica: "Oh, Senhor, eu fiz o melhor que podia, por favor, ouve-me!"

Quanto tempo Deus irá levar para nos poder libertar do mórbido hábito de pensarmos em nós próprios ainda? Precisamos de nos enjoar de nós mesmos, até que não haja mais nenhuma surpresa diante de qualquer coisa que Deus possa dizer a nosso respeito. Nossa impiedade é tão profunda que nunca chegaremos ao fundo do conhecimento dela. Existe apenas uma posição na qual somos retos - em Cristo Jesus. Sempre que estivermos ali, temos que nos "derramar" em intercessão, com o máximo de esforço, nesse "ministério da Vida interior".
P/ Oswald Chambers

20/06/2013

20 De Junho Já Chegou ao "Quando"? "Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pêlos seus amigos", Jó 42.10


A oração mórbida, egocêntrica, lamuriosa, prova que quero mostrar-me como certo e não se encontra no Novo Testamento. O facto de permanecer tentando ser recto perante Deus é sinal de que estou em fase de rebeldia contra a expiação. "Senhor, eu purificarei meu coração se responderes à minha oração; se me ajudares, terei uma vida certa". Não sou capaz de tornar-me correcto perante Deus; não conseguirei tornar minha vida perfeita. Só consigo acertar a minha vida com Deus se aceitar a expiação do Senhor Jesus Cristo como uma dádiva real. Serei suficientemente humilde para aceitá-la assim? Tenho que renunciar a todo tipo de reivindicação, parar com todo esforço pessoal e entregar-me de maneira definitiva nas mãos dele, para depois poder lançar-me ao trabalho e ao sacerdócio da intercessão. Muitas orações, na verdade, brotam de uma descrença na expiação. Jesus não está começando a salvar-nos; ele já nos salvou, a obra já está realizada e é um insulto pedir que ele a torne a realizar.
Se você não tem conseguido o resultado de cem por um, se não tem conseguido uma boa compreensão da Palavra de Deus, então comece a orar por seus amigos, entre no "ministério do interior". "Mudou o Senhor a sorte de Jó quando este orava pêlos seus amigos". O verdadeiro propósito de toda a sua vida como pessoa salva é a oração intercessória. Em qualquer situação que Deus o colocar, ore imediatamente; ore para que a expiação possa tornar-se realidade noutras vidas também, conforme tem sido na sua. Ore por seus amigos, agora; ore por aqueles com quem entra em contacto, mas, ore agora.
P/ Oswald  Chambers

19 De Junho A Devoção "Tu me amas?... Apascenta as minhas ovelhas", João 21.16

Jesus não disse: "Converta as pessoas à sua maneira de pensar", mas, antes disse "Cuide de minhas ovelhas; cuide para que elas recebam conhecimentos sobre Mim". Consideremos serviço aquilo que fazemos no sentido de trabalho cristão; Jesus Cristo chama de serviço aquilo que somos para ele, não o que fazemos para ele. O discípulado baseia-se na devoção a Jesus Cristo, não na adesão a uma crença ou a um credo. "Se alguém vem a mim e não aborrece... não pode ser meu discípulo", Luc.14:26. Não há persuasão, nem compulsão, mas simplesmente devoção: "Se você quiser ser meu discípulo, terá que ser inteiramente devoto a mim". A pessoa tocada pelo Espírito de Deus de imediato dirá: "Agora compreendo quem é Jesus". É essa a nossa fonte de devoção.
Temos colocado a crença na doutrina em vez da crença pessoal e é por isso que tantas pessoas se devotam a causas e tão poucas se devotam a Jesus Cristo em pessoa. As pessoas não querem devotar-se a Jesus, mas, apenas à causa que ele lançou. Jesus Cristo é motivo da profunda aversão para a pessoa culta de hoje porque não nos relacionamos com ele na seriedade dum Amigo. O primeiro compromisso de nosso Senhor era com a vontade do seu Pai, não com as necessidades dos homens; a salvação dos homens foi um resultado natural de sua própria obediência ao Pai. Se eu me devotar apenas à causa da humanidade, logo ficarei esgotado e chegarei ao ponto em que meu amor vacilará; mas, se amo a Jesus Cristo ardentemente, poderei servir toda a humanidade ainda que os homens me tratem como a um tapete. O segredo da vida de um discípulo é a devoção a Jesus Cristo e a sua característica principal é a humildade e a baixeza. É como o grão de trigo que cai na terra e morre, mas, depois brota e modifica toda a paisagem adjacente, João 12.24.
P/ Oswald  Chambers

18 De Junho Prossiga Reconhecendo só Jesus "E Pedro... andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo", Mat.14.29,30



O vento estava realmente forte, as ondas muito altas, mas, Pedro, de início, não se apercebeu delas. Ele nem pensou nelas: só reconheceu o seu Senhor e, saltando do barco, caminhou logo sobre as águas. Mas, depois que passou a tomar consciência de como eram as coisas, logo ali começou a afundar. Por que não poderia o Senhor tê-lo capacitado para caminhar debaixo das ondas tão bem quanto caminhara por cima delas? Ele bem podia, mas, nem uma nem outra coisa seriam conseguidas a não ser pelo reconhecimento do Senhor Jesus da parte de Pedro.
Apoiados em Deus poderemos perfeitamente andar sobre quaisquer "ondas", mas, assim que a auto-estima entra em cena, logo nos afundamos. Se estamos reconhecendo o Senhor, não precisamos preocupar-nos com o lugar onde ele nos coloca e nem com as circunstâncias que nos envolvem. As circunstâncias estão ali e assim que olhamos para elas somos derrotados, não conseguimos reconhecer Jesus e vem então a repreensão: "Por que duvidaste?" Quaisquer que sejam as circunstâncias, continuemos reconhecendo Jesus e mantenhamos sempre absoluta confiança nele.
Se contestarmos por um segundo sequer o que Deus nos fala, estará tudo acabado logo ali. Não abriguemos nunca a dúvida: "Será que ele falou mesmo?" Sejamos ousados. Lancemos tudo sobre ele de imediato. Não sabemos quando a voz de Deus soará, mas, sempre que tivermos a percepção dela, por mais subtil que nos seja, entreguemo-nos de inteiro coração a ele. Só pela entrega é que o reconheceremos. Só através de uma entrega sem reservas perceberemos mais claramente da sua voz.
P/ Oswald  Chambers

17/06/2013

17 De Junho Não há como escapar à sondagem de Jesus. Se estou vendo o argueiro no olho de alguém, isso significa que tenho uma trave no meu. Tudo o que possa ver de errado no outro, Deus o encontrará em mim também...

Cuide-se de Não Criticar os Outros 
"Não julgueis, para que não sejais julgados", Mat.7.1
No que diz respeito a julgar, Jesus diz: "Não". O cristão comum é um indivíduo crítico ao extremo. A crítica faz parte das faculdades comuns do homem; mas, no campo espiritual, nada se consegue através da crítica. O efeito da crítica é a destruição dos potenciais daquele que é criticado; o Espírito Santo é o único que está em condições de criticar, só ele é capaz de mostrar o que está errado sem magoar nem ferir. É impossível entrar em comunhão com Deus quando se tem um espírito crítico, pois ele nos torna duros, vingativos, cruéis e nos deixa com a lisonjeira presunção de que somos superiores a quem acabamos de criticar. Jesus diz-nos que, como discípulos, temos de cultivar um estado de espírito que não critica. Isso não se consegue de uma vez. Evite qualquer atitude que o coloque numa posição de superioridade.

Não há como escapar à sondagem de Jesus. Se estou vendo o argueiro no olho de alguém, isso significa que tenho uma trave no meu. Tudo o que possa ver de errado no outro, Deus o encontrará em mim também. Todas as vezes que julgo alguém, me condeno a mim mesmo, Rom.2.17-20. Chega de medirmos a vida dos outros. Sempre existe na vida dos outros um lado que desconhecemos. O que Deus tem que fazer é submeter-nos a uma limpeza espiritual própria; e, depois disso, não restará espaço de manobra para qualquer tipo de orgulho em nós. Nunca mais achei alguém de quem pudesse desesperar depois de verificar o que está em mim aparte da graça de Deus.
P/ Oswald Chambers

15/06/2013

16 De Junho = Daria a Sua Vida? "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.. mas tenho-vos chamado amigos", João 15.13,15

Jesus não nos pede que morramos por ele, mas, que demos a vida para ele. Pedro disse: "Por ti darei a própria vida" e disse para valer; seu sentido de heroísmo era magnífico. Ai de nós se formos incapazes de fazer uma declaração como a que Pedro fez aqui ao Senhor. Só se percebe o sentido do dever através deste tipo de heroísmo. Alguma vez o Senhor lhe perguntou: "Darás a tua vida por mim?" É muito mais fácil morrer do que dar a vida, diariamente, com a convicção de um chamado divino. Não fomos feitos para os momentos de glória, mas, temos que caminhar à luz deles em toda a nossa vida diária. Houve um único momento de glória na vida de Jesus no Monte da Transfiguração; depois, ele esvaziou-se pela segunda vez da sua glória e desceu para se encontrar com o demónio no vale, Marc.9:1-29. Durante trinta e três anos Jesus deu sua vida para fazer a vontade do Pai; e João diz: "Devemos dar nossa vida pêlos irmãos", 1 João 3:16, embora fazer isso seja contrário à própria natureza humana.
Se sou amigo de Jesus, tenho que dar minha vida por ele, com responsabilidade e deliberação. Isso é difícil, mas, graças a Deus que é difícil. A salvação é fácil porque custou muito para Deus, mas, a manifestação dela em minha vida torna-se difícil. Deus salva uma pessoa, unge-a com o Espírito Santo e depois diz-lhe: "Agora desenvolva a sua salvação; seja leal a mim, mesmo embora a influência de tudo que o cerca o induza a ser desleal". "Tenho vos chamado amigos". Permaneça leal ao seu amigo, para se lembrar de que a honra dele está empenhada e penhorada em sua vida terrena. 
p/ Oswald Chambers

14/06/2013

15 De Junho Tome Uma Atitude "Por isso mesmo... associai à vossa fé…", 2 Ped.1.5

Na Questão da Rotina. Você herdou a natureza divina, diz Pedro (v.4), portanto concentre a atenção na formação de hábitos, com toda a diligência. Ninguém nasce com o carácter formado; nem o adquire pelo novo nascimento; ele tem que ser desenvolvido, 2 Ped.1.4,5. Tampouco nascemos com hábitos; temos que formar hábitos baseados na nova vida que Deus colocou dentro de nós. Não fomos feitos para ser santinhos de auréola, mas, pessoas comuns que vivem santamente, exibindo as maravilhas da graça de Deus com essa finalidade. A rotina é a pedra de toque do carácter. O maior impedimento e o maior tropeço para a vida espiritual, será querermos realizar grandes coisas. "Jesus... tomando uma toalha... passou a lavar os pés aos discípulos", João 13:3-5.
Há ocasiões sem brilho nem emoção; apenas a rotina diária das tarefas comuns. Entre um e outro momento de inspiração, a rotina é o meio usado por Deus para nos poder salvar de nós mesmos. Não espere que Deus lhe dê sempre momentos de emoção divina, mas, antes aprenda a viver na rotina enfadonha através do poder de Deus.
O difícil é esse "associai". Afirmamos que não esperamos que nossa vida seja um mar de rosas e, todavia, agimos como se esperássemos que fosse assim! A obediência a Deus até num pequeno ponto tem por trás dela toda a omnipotente força da graça de Deus. Se cumpro o meu dever, não por obrigação, mas porque acredito que Deus planeja todas as minhas circunstâncias, então, exactamente naquele momento da minha obediência toda a graça maravilhosa de Deus torna-se minha através da expiação também.
 P/ Oswald Chambers

14 De Junho Tome Uma Atitude "Permanecei em mim", João 15.4

14 De Junho
Tome Uma Atitude
"Permanecei em mim", João 15.4
Na Questão da Determinação. O Espírito de Jesus me é dado através da expiação que existe n'Ele - depois disso tenho que desenvolver com paciência uma forma de pensar, que esteja perfeitamente de acordo com a do meu Senhor. Deus não vai fazer-me pensar como Jesus; eu tenho que fazê-lo por mim mesmo como Ele, ainda; tenho que levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo. "Permanecei em mim" - em questões intelectuais, em questões de dinheiro, em todas as questões que fazem da vida humana o que ela pode ser para todos nós.
Estarei eu ainda impedindo que Deus participe em minhas circunstâncias porque acho que isso impedirá minha comunhão com ele? Que impertinência! Não importa quais sejam as circunstâncias de minha vida; posso estar tão certo de que permaneço em Jesus ao vivê-las com Ele, como estaria se participasse numa reunião de oração. Não preciso alterar nem ser eu a dar um jeito em minha situação. No caso do Senhor, a permanência no Pai era perfeita; onde quer que seu corpo estivesse, ele estava em comunhão com Deus. Ele nunca escolhia sua própria situação, mas, submetia-se às determinações do próprio Pai. Pense na maravilhosa calma da vida do Senhor! Nossa vida com Deus tem sido uma constante agitação; não há em nós nada da serenidade da vida oculta com Cristo em Deus.
Pense naquilo que atrapalha sua permanência em Cristo: "Sim, Senhor, mas, espere só um minuto; eu tenho que fazer isto: permanecerei contigo depois que isso acabar; no fim desta semana tudo estará certo e então ficarei contigo". Tome uma atitude; comece a permanecer em Cristo agora, já. Na fase inicial, será preciso um esforço contínuo até que isso se torne de tal forma uma prática de vida, que você acabe permanecendo nele inconscientemente. Resolva permanecer em Jesus onde quer que se ache.
 P/ Oswald Chambers